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Seguro Saúde x Plano de Saúde – Diferenças


Muitas vezes o consumidor fica em dúvida sobre as diferenças entre seguro saúde e plano de saúde. Tanto as seguradoras como as operadoras seguem padrões da Agência Nacional de Saúde (ANS). Então, o que difere um serviço do outro?

De acordo com a Federação Nacional dos Seguros Saúde (FenSaúde), somente dois aspectos diferem o seguro saúde do plano de saúde: o primeiro é relação com os hospitais e o segundo é a reserva técnica.

Segundo a diretora executiva da FenaSaúde Solange Beatriz Mendes, uma diferença está nas redes de atendimento que são montadas pelas próprias operadoras, que em alguns casos são proprietárias de hospitais. A relação direta do hospital com a empresa pode gerar subordinação. Já as seguradoras, por determinação da ANS, não podem ter rede própria e permitem que o segurado escolha onde quer ser atendido.

De acordo com Flávio Wanderley, presidente da seccional Nordeste da Associação Brasileira de Medicina de Grupo e dirigente da Santa Clara Planos de Saúde, a verticalização do serviço é uma vantagem aos consumidores de plano de saúde. "A empresa tem a responsabilidade acerca de todo processo de atendimento e administra os custos e funcionários com mais qualidade. O acompanhamento é feito desde o produto inicial até a prestação de serviços", conta.

Segundo Solange, a outra diferença está nos valores de reserva financeira. "As seguradoras precisam dispor previamente da reserva técnica, ou seja deve ter o valor necessário para a cobertura dos seguros contratados pela corretora, enquanto algumas operadoras ainda estão constituindo sua reserva", diz.

Para Flávio Wanderley, as operadoras têm que oferecer garantia dos valores necessários para a cobertura. "Toda a reserva é entregue à ANS. Além da garantia financeira, as operadoras têm que dispôr de estrutura fidelizada na rede de serviços, creditações de hospitais e profssionais de saúde", explica.

O decreto Lei 73 determina que consumidor tem o poder de escolha dos médicos, hospitais e laboratórios pelos quais deseja ser atendido e será indenizado com o valor respectivo ao que gastou conforme contrato. Já os planos de saúde não são obrigados a oferecer a livre escolha.

Cada seguradora tem suas modalidades, o valor pode variar de acordo com a necessidade do consumidor e das modalidades de cada organização.

Por: Alexandre de Souza Acioli



Seguro Habitacional e Residencial – Diferenças


Quando se trata de garantir a cobertura de danos físicos e riscos diversos a imóveis, os seguros Habitacional e Residencial oferecidos por bancos e corretoras oferecem indenização para diferentes tipos de acidentes que ocorram com a moradia ou com o morador.

Mas eles são diferentes e nem sempre o consumidor sabe fazer a distinção. O Seguro Habitacional, por exemplo, é obrigatório no ato da compra de imóveis através do Sistema Financeiro de Habitação (SFH), já o Residencial é opcional.

Mas qual a diferença entre eles? É simples. Seguro Habitacional serve para garantir a indenização tanto da família, quanto do banco financiador, em caso de sinistros durante o período de parcelamento do imóvel. Já o Seguro Residencial proporciona o ressarcimento financeiro contra diversos danos estruturais durante a moradia no local já quitado ou alugado.

O Seguro Residencial é contratado com o objetivo de garantir a cobertura de danos causados ao imóvel já quitado ou alugado. Além do imóvel, o serviço protege o morador e seus pertences. As opções de contratação podem incluir indenização para diversos tipos de situações. Cabe ao segurado identificar, junto ao corretor, quais as necessidades do seu patrimônio.

Por Alexandre de Souza Acioli



Cuidados na Hora de Escolher o seu Seguro


Na hora de garantir a cobertura financeira contra um sinistro, seja ele um automóvel, um imóvel ou até uma vida, alguns cuidados são imprescindíveis. Busque referências das empresas no mercado e peça aos amigos algumas indicações de um corretor de confiança, com registro na Superintendência de Seguros Privados (Susep).

"É fundamental definir o perfil do cliente antes de assinar o contrato. As características do segurado vão determinar as necessidades e o valor do seguro", orienta Dirceu Cadena, da Cadena Seguros,no Recife (PE). Evite omitir informações e não diga 'pequenas mentirinhas'. "Se for comprovado que houve ma fé no preenchimento do perfil, a seguradora tem direito de se recusar a pagar o sinistro, ou seja, negativar a cobertura", alerta ele.

Conferir a data de vigência da apólice foi fundamental para o advogado recifenseEdson Batista, 40 anos, que sofreu um sinistro no dia do vencimento do seguro. "Eu comprei um veículo usado e fui roubado no mesmo dia. A apólice do seguro vencia à meia-noite daquele dia, então recebí o valor do carro de volta. Desde então eu não tenho carro sem seguro", desabafa Batista.

Ao fechar um seguro pergunte quais são as empresas credenciadas à seguradora. Na renovação, verifique mudanças de idade, endereço ou trabalho. Feito tudo isso, você vai torcer para que não aconteça nada. Mas em caso de sinistro, certamente você terá a cobertura do seu patrimônio.

Por: Alexandre de Souza Acioli



Seguro de Responsabilidade Civil Profissional (RC Profissional)


Há tantos outros seguros importantes quanto os de saúde, de vida e habitacional, mas que ainda são pouco contratados. Na maioria dos casos, a população desconhece. Um deles é o seguro de responsabilidade civil profissional (RC Profissional). Esse é um produto oferecido para profissionais liberais. O objetivo dele é garantir a proteção nos casos de o contratante ser responsabilizado civilmente por ter causado algum tipo de dano material ou pessoal a terceiros.

"Todo profissional que presta serviços e oferece produtos ao consumidor deveria ter este seguro", orienta o diretor da Cadena Seguros, Dirceu Cadena (Recife-PE). Muitas vezes, médicos, odontólogos, engenheiros, contadores e arquitetos são cobrados judicialmente por omissões ou danos (involuntários) causados a terceiros e obrigados a indenizá-los pelos prejuízos. "Em muitos casos, os resultados podem ser devastadores e acabar com a carreira e o patrimônio do profissional", alerta Cadena, que já passou por problema semelhante e hoje não relaxa o seu RC Profissional.

O corretor orienta: todo profissional que, de alguma forma, possa causar danos materiais, físicos ou morais a terceiros, deve providenciar a contratação desse tipo de produto. Outra dica: a maioria dos RC Profissional funciona com o conceito de franquia, como os seguros de automóveis, em que o contratante tem que arcar com uma parte do valor.

PROCURA

O engenheiro eletrônico Giovani de Morais Silva, sócio da Konet – Conservação e Modernização de Elevadores Ltda.está correndo contra o tempo para contratar um RC. Ao ganhar a concorrência para a realização de serviços de manutenção nos equipamentos de um condomínio, foi-lhe cobrado a apresentação do número e cópia da apólice do seu RC.

Para ele a cobrança foi uma surpresa, pois até então ninguém lhe havia feito tal exigência. Apesar do custo adicional, ele sabe que os benefícios que o seguro um dia poderá trazer em caso de necessidade.

Por: Alexandre de Souza Acioli



Seguros Populares para Classe D e E


Seguro não é coisa para quem tem muito dinheiro ou um grande patrimônio para proteger. No mercado também existem produtos de baixo custo para atender as necessidades de proteção social dos menos afortunados.

São seguros de vida profissional, odontológico, assistência hospitalar, contra acidentes pessoais, incêndios, por morte acidental, de serviços residenciais, perda ou roubo de cartão de crédito, prestamista e de garantia estendida.

Os chamados seguros populares ou massificados normalmente são comercializados por redes de varejo e de supermercados. Tem uma clientela de pelo menos 30 milhões de pessoas, que pagam mensalidades que variam de R$ 0,90 a R$ 5,00. Existe a flexibilização do Governo para a venda desses produtos, mas ainda não há uma regulamentação para o que denomina de "microsseguro".

Uma das definições de microsseguro, é todo tipo de produto de proteção de riscos comercializada para a população de baixa renda (até três salários mínimos) e que tenha um custo mensal inferior a R$ 10,00. De acordo com o diretor da Mellenium Corretora e professor da Fundação Escola Nacional de Seguros (Funenseg), Guilherme Mota, as seguradoras têm interesse em desenvolver produtos para esse mercado (aproximadamente 100 mil brasileiros), mas a dificuldade está justamente na falta de regulamentação e na dificuldade de montar canais de cobrança.

Há, segundo ele, a necessidade de desenvolver sistemas de produção, venda e distribuição eficientes, além de oferecer capacitação específica aos profissionais que irão atuar no setor. O microsseguro ainda não existe de fato (do ponto de vista legal), mas a Superintendência de Seguros Privados (Susep) tem a intenção de regulamentá-lo até o final do ano.

Por: Alexandre de Souza Acioli



Seguros – Tipos e Cuidados na hora da Contratação


Passou-se o tempo em que se afirmava que contratar seguro é sinal de ‘mau agouro’, um serviço caro e desnecessário. A sabedoria popular diz justamente o contrário. Quem não conhece os ditados populares que afirmam: "é melhor prevenir do que remediar" e que "o homem prevenido vale por dois"? Pois bem, eles podem ser utilizados para justificar a contratação de um seguro: prevenção.

Contratar um seguro é a forma inteligente de se prevenir contra imprevistos e não ser pego de ‘calça curta’ quando eles surgirem. Infelizmente, a população ainda conhece muito pouco sobre este serviço e a maioria só tem conhecimento da existência dos seguros de vida, de saúde e de automóveis. Mas existem muitos outros, para as mais variadas necessidades: seguro-fiança locatícia, residencial, de acidentes pessoais, riscos diversos, viagens, contra roubo e furto qualificado, de responsabilidade civil (geral ou profissional), incêndios, de renda ou previdência privada entre tantos mais.

Todos são importantes e têm o objetivo de resguardar a vida e o patrimônio das pessoas e de empresas. A sua utilização permite recuperar, parcial ou integralmente, o valor do bem perdido. "Mas se em alguns casos não resolve 100% a necessidade de quem os contrata, pelo menos ameniza os problemas financeiros e os prejuízos causados pelo sinistro", explica Valter Fonseca, da Caxangá Seguros, que recomenda só adquirir produtos de companhias sólidas e confiáveis.

Mas atenção: antes de contratar qualquer serviço o cliente deve analisar as suas necessidades, as coberturas oferecidas, condições para utilização, prazos, preços e condições de pagamento. Esse procedimento ajuda a evitar problemas e insatisfações futuras.

Por: Alexandre de Souza Acioli