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Senado aprova política de proteção aos direitos dos portadores de espectro autista


O autismo, doença neurológica irreversível, causa diversos problemas para seus portadores e familiares tanto pelas limitações impostas pela patologia quanto pelo preconceito existente na sociedade.

Para tentar melhorar a qualidade de vida destas pessoas, o Senado aprovou a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa Autista que cria um cadastro dos autistas brasileiros.

Este registro tem o objetivo de gerar dados mais detalhados sobre esta parcela importante na população que será usado na formulação de políticas públicas voltadas para as necessidades específicas dos autistas.

Outro importante avanço desta lei aprovada é a determinação de que nenhuma instituição educacional pode recusar a receber crianças com autismo e caso esta situação ocorra terá como sanção uma multa de até 20 salários mínimos.

Agora o projeto aprovado no Senado segue para sanção da presidente Dilma Rousseff.

Por Ana Camila Neves Morais



Qualidade de vida melhora para quase metade dos paulistas


A qualidade de vida compreende uma série de pontos básicos, tais como acesso à moradia, alimentação, transporte, saúde, entretenimento, entre outros. Cada qual é estipulado em diretrizes instituídas na Constituição do Brasil, porém não são todos os cidadãos que podem dizer “tenho acesso às mais básicas garantias para uma boa vida”.

Em São Paulo, um estudo intitulado ‘Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município’ (Irbem), realizado pela Rede Nossa São Paulo, revela que para 34% dos mais de 1,5 mil entrevistados consultados houve pequena melhora da qualidade de vida no ano passado, enquanto para outros 13% a vida melhorou com intensidade.

Por outro lado, para 6% dos sondados a qualidade de vida piorou um pouco e mais 3%, diferentemente, consideraram haver grande piora. O restante, ou seja, 44%, não percebeu qualquer mudança nas condições de vida.

Além desse indicador, a Rede Nossa São Paulo questionou às mesmas pessoas o seguinte: “se houvesse oportunidade de deixar São Paulo, qual seria sua iniciativa?” Do total, 51% afirmaram que iriam para outro local, enquanto 48% continuariam na cidade. Somente 1% ficou em dúvida.

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: Estadão



FGV e Instituto Trata Brasil divulgam pesquisa sobre benefícios na implantação do tratamento de esgoto


 

Apesar do governo brasileiro ostentar bons números com relação a aquisição de imóveis pela população de baixa renda através do programa  “Minha Casa, Minha Vida”, algumas questões ainda padecem de maior atenção. Como é o caso da rede de esgoto e saneamento básico em alguns locais do país. Recentemente, um programa veiculado por emissora de canal aberto divulgou problemas enfrentados pelos cidadãos sobre o tema e a decorrente indiferença de políticos.

Embora os entraves sejam somente em determinados pontos, no restante a população só tem a comemorar. Um estudo divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e pelo Instituto Trata Brasil assinalaram que a implantação da rede de esgoto melhora a qualidade de vida dos trabalhadores, contribuindo inclusive, para o aumento da produtividade e da renda. Além desses fatores, a pesquisa relacionou a consequente valorização dos imóveis.

O estudo, denominado Benefícios econômicos da expansão do saneamento básico, indica que somente 43,5% dos brasileiros possuem, rede de esgoto em conformidade com os padrões. Devido aos outros 56,5% não terem acesso ao “benefício”, a pesquisa revelou que aproximadamente 217 mil trabalhadores se afastam, anualmente, de seus locais de trabalho em virtude de embates gastrointestinais. As faltas correspondem a cerca de 17 horas de trabalho sem a presença do empregado.

Espelhado pelo portal de notícias do Estadão, o levantamento considerou, média de R$ 5,70 a hora trabalhada, o que totaliza, em acumulado anual prejuízo de R$ 238 milhões em períodos pagos não atuados.

O fato integra o já tão mencionado problema infraestrutural do país. Será que o Financial Times, jornal britânico, teve posse desses dados quando postou prováveis dificuldades de o país figurar entre as maiores economias mundiais? Leia essa reportagem.

Por Luiz Felipe T. Erdei