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Pontualidade de pagamento das micro e pequenas empresas cai em abril – Serasa Experian


Em desaceleração contínua, porém sem causar tanto alarme, a economia brasileira deve alcançar expansão próxima de 4,00% ao final de 2011, quase metade do índice registrado em 2010, de 7,50%. O novo patamar brasileiro, dentro dos níveis desejados para muitos especialistas, já começou a refletir em alguns dados significativos.

O Indicador de Pontualidade de Pagamento das Micro e Pequenas Empresas estudado pelo Serasa Experian arrefeceu para 94,6% em abril, taxa abaixo da registrada no período igual de um ano antes, quando o mesmo instituto relacionou índice de 94,7%.

Os economistas assinalam que esse recuo, o segundo no comparativo interanual, é reflexo da elevação dos juros e do maior aperto nas condições de crédito, situações que afetam diretamente a formação de caixa das micro e pequenas empresas.

O Serasa revela que a pontualidade das micro e pequenas empresas de serviços cedeu 0,81% na relação anual, acima da taxa de 0,74% computada entre as industriais. Por outro lado, as micro e pequenas empresas comerciais registraram variação positiva de 0,35% no mês de abril.

Neste caso, a Páscoa advém como um dos fatores, pois os consumidores despenderam parte de suas remunerações para a compra de artigos relacionados à data.

O cenário mais adiante ainda é incerto. Possivelmente, baixas devem ser contabilizadas nos próximos meses, mas nada que assuste demasiadamente as micro e pequenas empresas. A base de comparação anual de 2010 é forte, portanto, deve gerar reflexos negativos.

Por Luiz Felipe T. Erdei



Linha de Crédito aos afetados pelas chuvas


Notícias sobre o bom desempenho da economia brasileira não são mais novidades neste início de ano. A famigerada e recente crise financeira foi benéfica ao país em alguns sentidos, pois a partir dela é que o governo conseguiu conferir consistências à população e empresas por meio de medidas de estímulo ao crédito e à compra.

No entanto, as chuvas ocorridas nos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais, além de outros locais, devem frear consideravelmente a atuação de inúmeras empresas, sobretudo micro e pequenas. Diante disso, o governo mineiro, apoiado no Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais S.A. (BDMG), decidiu lançar a quinta edição do Fundese Solidário, programa emergencial.

Com taxas de juros de 6% ao ano, a linha de crédito visa apoiar micro e pequenas empresas, bem como cooperativas de produção e comercialização, para que consigam se recuperar dos danos provocados pelas fortes chuvas.

Além de conferir essa disposição, a atual edição do Fundese promove a manutenção dos postos de trabalho e incita a inclusão social. De acordo com o BDMG, para solicitar pedido de financiamento o intencionado deve entrar em contato com o banco até 31 de maio, com envio da documentação a ser realizada até 30 de junho.

Para saber mais informações, acesse o site do BDMG.

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: BDMG



Micro e Pequenas Empresas – Inadimplência e Dívidas em Novembro de 2010


Responsáveis por bom número de vagas de trabalho no país, as micro e pequenas empresas sentiram maiores dificuldades em efetuar seus pagamentos pontualmente em novembro. Pesquisa realizada pela Serasa Experian assinala que o comprometimento com as dívidas decresceu de 95,5% no mês retrasado para 95,2% no período seguinte.

A entidade medita que o recuo na pontualidade é proveniente do pagamento da primeira parcela do benefício de final de ano aos trabalhadores (13º salário). Para a entidade, uma das justificativas é de que algumas empresas não delinearam com precisão seu caixa para arcar com esse compromisso.

Embora esse retrocesso tenha se confirmado, de acordo com o portal de Economia UOL a pontualidade no mês passado mostrou-se superior à constatada em novembro de 2009, ocasião em que o índice chegou a 94,5%.

A despesa média dos pagamentos realizados com pontualidade cresceu 5,9% entre outubro e novembro deste ano, abraçando montante de R$ 1.582,29. No confronto anual, a importância média dos pagamentos precisos avançou 8,6%.

Por Luiz Felipe T. Erdei



Pedido de falências de micro e pequenas empresas é baixo


O Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações revelou que o número de pedidos de falências entre micro e pequenas empresas foi o mais baixo em cinco anos, em fevereiro de 2010. Ao todo, 106 foram os pedidos, 8,6% a menos que no primeiro mês deste ano.

De acordo com a Serasa, esse percentual menor atesta a recuperação das empresas de pequeno porte, principalmente devido ao bom estágio do cenário econômico brasileiro. Além disso, para o Portal de Economia do Estadão, o número de recuperações judiciais, que também teve queda relevante em fevereiro (62,3%) em comparação ao mesmo mês do ano passado, volta ao nível assinalado antes do início da crise financeira, indicando, principalmente, o aquecimento da economia.

Os economistas da Serasa avaliam que a solidificação do desenvolvimento econômico somada à redução da inadimplência entre companhias e consumidores passou a melhorar o âmbito financeiro das empresas.

Por Luiz Felipe T. Erdei



Auxílio aos trabalhadores de pequenas empresas


O Diretor do IPEA – Instituto de Pesquisas Econômicas, em entrevista realizada na TV Senado em 22/02/2010, relatou a importância atual de se dar respaldo legal aos trabalhadores de pequenas empresas, especialmente na área do comércio.

Isto porque, como a maioria deles trabalha como autônomo, não há ainda leis que lhes dêem subsídios em caso de perdas. Ressalta-se que este problema está mais focado ao trabalhador urbano, visto que o trabalhador rural tem o Ministério Agrário e o Ministério da Agricultura trabalhando a seu favor.

O Diretor do IPEA reforçou que a estruturação de uma base legal para os trabalhadores deve estar voltada às pequenas empresas, porque as empresas de grande porte já possuem setores bem estruturados, com Recursos Humanos totalmente amparados legalmente.

Para ajudar no planejamento das pequenas empresas, existe o SEBRAE, órgão que dá amplo auxílio nesta área, através de cursos e palestras, onde o futuro microempresário pode montar o seu plano de negócios e obter os passos necessários, tanto para montá-lo, quanto para mantê-lo, que é sem dúvida, o passo mais difícil.