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OCDE – Classe Média da América Latina – Dificuldades e Crescimento


A América Latina obteve, nos últimos anos, bons números por meio de todos, ou quase todos os países que a integram. O Brasil, um deles, observa já há alguns meses dados econômicos interessantes, tais como o Produto Interno Bruto (PIB) do 1º trimestre de 2010, que avançou 2,7% em comparação aos últimos três meses do ano passado.

Comenta-se com certa ênfase sobre a denominada classe média – no Brasil já corresponde a mais da metade de toda a população. Relatório desenvolvido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) revela que embora essa classe social esteja em crescimento e já participa mais ativamente do desenvolvimento, continua a ser vulnerável em relação à mesma casta presente nas nações ricas.

Para Angel Gurria, secretário geral da OCDE, a classe média latinoamericana ainda enfrenta diversos entraves concernentes à estabilidade empregatícia, o poder de compra e a educação. Em reportagem veiculada pelo Estadão, avalia existir longo caminho para essa mesma camada ser análoga às classes médias das economias mais desenvolvidas.

Dados da OCDE revelam que existem mais trabalhadores sem qualquer tipo de registro em carteira de trabalho ante os formalizados na América Latina, denotando, na visão da organização, baixa seguridade social.

Por Luiz Felipe T. Erdei



OCDE – Perspectivas Econômicas para o Brasil e o Mundo – 2011 e 2012


A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), órgão internacional que congrega a maioria dos países desenvolvidos e que tem sede em Paris, em seu relatório denominado Perspectivas Econômicas da OCDE, faz projeções bastante otimistas para a expansão da economia brasileira. Mas ao mesmo tempo alerta que a inflação poderá atingir taxas mais altas do que as previstas pelo governo federal nos anos de 2011 e 2012.

O estudo é publicado semestralmente e analisa as tendências mundiais para os próximos dois anos no cenário econômico. Para a economia mundial o relatório projeta que a retomada do crescimento econômico ocorrerá em um ritmo mais lento em curto prazo. Para o Brasil a entidade acredita que o PIB do país apresentará uma taxa de crescimento de 7,5% no ano de 2010. E como o país necessitará de projetos de infraestrutura esta necessidade deverá fazer com que as taxas de crescimento se mantenham altas pelos próximos dois anos. Para 2011 a OCDE projeta um crescimento de 4,3% para a economia brasileira e de 5% em 2012.

Em contrapartida na questão do controle da inflação a entidade acredita que os fatores que permitiram manter seu controle até agora não deverão manter-se e a tendência é que a inflação aumente nos dois próximos anos e sugere que o aperto monetário deveria ser retomado para tentar conter esta tendência de alta inflacionária.

Por Mauro Câmara

Fonte: Economia IG