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Influência da graduação no salário dos trabalhadores


Segundo dados da Rais (Relação Anual de Informações Sociais) do MT, pouco mais de 47% dos trabalhadores que concluíram a formação superior e que atuam no mercado formal brasileiro ganhavam até quatro salários mínimos em 2013. Somente 5,3% dos trabalhadores com curso superior completo tinham salários superiores a 20 salários mínimos. Além disso, o percentual daqueles que apresentam nível de escolaridade de mestrado e doutorado e recebem o teto de até 4 salários é de 36% e 23%, respectivamente.

Já o economista Naercio Menezes Filho, do Insper diz: "Os salários pagos no Brasil, de forma geral, ainda são baixos, apesar de a renda ter aumentado". Não só ele, como outros especialistas afirmam que os números podem refletir a qualidade do ensino superior do país. Outro economista, Fernando Veloso afirma: "Existe uma heterogeneidade grande na formação superior".

Além disso, um estudo feito por Menezes Filho mostra que os salários pagos a determinadas carreiras que tiverem muitos formandos despencaram. É o caso dos cursos de Administração, Enfermagem, Marketing e áreas correlatas, que são vítimas da lei da oferta e da procura. Quanto mais profissionais no mercado, menores são os salários pagos e como ele consegue absorver os profissionais nesta faixa salarial, eles estagnam e sofrem pouco aumento.

Em contrapartida, áreas como Medicina, Economia, Ciências Sociais e as Engenharias registram salários cada vez maiores, devido à carência de pessoal especializado. "Parece existir um efeito de mudanças de demanda e oferta no mercado, mas fatores como diferenças na qualidade da formação também podem influenciar os salários", afirma Menezes Filho.

Os números não são dos piores e ainda mostram que a recompensa para os trabalhadores que possuem nível superior em relação aos que apresentam ensino médio é uma das maiores do mundo. Trata-se de um prêmio salarial que pode ser até 160% maior do que os salários daqueles com ensino médio. Segundo dados da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), o prêmio foi o segundo maior em 2013, em um grupo de 34 países desenvolvidos e emergentes. 

Por Robson Quirino de Moraes



Concurso Polícia Federal 2013


Foram reabertas no dia 10 de maio as inscrições para 600 vagas para a Polícia Federal. O concurso estava suspenso desde julho de 2012, por decisão do Supremo Tribunal Federal, que exigiu que houvesse a reserva de vagas para pessoas com necessidades especiais, além da possibilidade das mesmas participarem de todos os testes, avaliações e exames, em igualdade de condições com os outros concorrentes. Agora, a condição foi cumprida, sendo que 5% do total das oportunidades são reservados aos portadores de necessidades especiais.

As vagas são distribuídas da seguinte forma: 150 para Delegado, 350 para Escrivão e 100 para Perito Criminal. Todas as carreiras exigem diploma de nível superior e carteira de habilitação na categoria B. A remuneração inicial corresponde a R$ 7.514.33 para Escrivão e R$ 14.037,11 para os Delegados e Peritos Criminais.

O novo prazo para as inscrições vai de 17 de maio a 3 de junho. Elas deverão ser feitas pela internet, no site da organizadora (www.cespe.unb.br).

Quem já havia se inscrito anteriormente e deseja alterar a cidade de realização das provas ou concorrer como concursando com deficiência, deve preencher novamente o formulário de participação e pagar o valor correspondente, caso não tenha pago a taxa em 2012.

A data provável para a realização das provas objetiva e discursiva será 21 de julho de 2013.

Para obter mais informações, os interessados poderão visualizar os novos editais no site da organizadora.

Por Leni do Vale