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Índice do Custo de Vida (ICV) – Março 2011


A expansão de 7,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010 foi possível graças a uma combinação de fatores que ganhou força, é verdade, quando o governo adotou uma série de medidas para poder livrar o país dos principais e nocivos efeitos da crise financeira mundial iniciada com a quebra do banco Lehman Brothers, nos Estados Unidos.

Essa taxa de crescimento, porém, não minimizou problemas de décadas dos brasileiros: altas taxas tributárias. Por fim, quanto vale viver no Brasil, ou melhor, qual é o custo de vida por aqui?

De acordo com dados levantados pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o Índice do Custo de Vida (ICV) subiu para 0,91% no mês passado, 0,50% acima da taxa registrada em fevereiro, de 0,41%.

Os grupos que mais elevaram o medidor foram Transportes, com avanço de 2,34% no período, Habitação, 1,10%, e Alimentação, 080%. A entidade aponta que eles representaram, juntos, 67,6% dos gastos dos lares tupiniquins.

Ao analisar apenas o grupo Transportes, constata-se que este sofreu elevação em virtude dos preços praticados nos combustíveis, com taxa ascendendo de 1,28% em fevereiro para 5,20% no mês seguinte. O etanol, por sinal, foi o principal motivador, com salto de 10,20%, índice bem mais elevado em comparação à gasolina, de 3,28%.

Por Luiz Felipe T. Erdei



Dieese – ICV em São Paulo – Taxa de 0,41% em fevereiro de 2011


Residir nas grandes metrópoles gera alto custo aos bolsos. Prova disso é o Índice do Custo de Vida (ICV) calculado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que em fevereiro, na cidade de São Paulo, registrou taxa de 0,41%, contra 1,27% de janeiro.
O Dieese assinala que o grande motivador da alta foi o componente Transporte, o qual cresceu 0,76%, representando, portanto, 0,12% do total do ICV do período. Outro elemento que impulsionou o indicador foi Alimentação, com elevação de 0,39% em fevereiro. Este, por sinal, concebeu 0,11% para o avanço do custo de vida.
Despesas Pessoais, Saúde e Habitação também apresentaram incremento em suas taxas, de 2,50%, 0,29% e 0,18%, respectivamente. Em contrapartida, Equipamentos exerceu tendência contrária ao ceder 0,22% entre janeiro e fevereiro, além de Vestuário, que arrefeceu 0,34%.
No acumulado deste ano, ressalta o Dieese, o ICV registra índice positivo de 1,70%, com destaque para Transporte, com taxa de 3,87%, e Educação & Leitura, com aumento de 4,99%. Nos últimos 12 meses encerrados em fevereiro, o percentual acumulado do indicador alcança 6,26%.
Por Luiz Felipe T. Erdei