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Governo pode Criar Programa de Qualificação Profissional


O progresso da economia brasileira expôs, em contrapartida, algumas fragilidades do país. Por inúmeras vezes veículos de comunicação estrangeiros acusaram a nação atualmente dirigida por Dilma Rousseff de apresentar deficiências infraestruturais severas em questões básicas, como saneamento básico, moradia ideal para toda a população, entre outros motes.

Um dos assuntos mais comentados recentemente, porém, partiu do campo empregatício. É certo que a criação de empregos no ano passado bateu recorde (2,5 milhões de vagas formais), mas ao mesmo tempo em que isso fora constatado outro entrave intrínseco prevaleceu: falta de qualificação da mão de obra.

Para sanar essa constatação, Guido Mantega, ministro da Fazenda, afirmou na última sexta-feira (8) que o governo federal está organizando um programa voltado à formação profissional. Durante o anúncio, a autoridade salientou que nas próximas semanas mais detalhes serão emitidos.

Em princípio, dois campos serão abordados pelo programa: ensino profissionalizante e maiores investimentos na formação universitária. Segundo Mantega, ações por meio de investimentos foram realizadas nos últimos anos e, por enquanto, os resultados ainda não apareceram em função de terem partido de níveis baixos.

O governo precisa, de fato, aumentar as ações num curto prazo. A Copa do Mundo está próxima e há quem diga que o país não está adequadamente preparado para receber o mundial de futebol.

Por Luiz Felipe T. Erdei



ACSP – Necessidade de Diminuir os Gastos Públicos


Os últimos meses do ano passado e o trimestre inaugural de 2010 marcaram, do ponto de vista econômico, a adoção de estímulos fiscais a setores de atividades de grande movimentação financeira, tais como linha branca (fogões, geladeiras e máquinas de lavar), veículos automotores e materiais de construção. O último, diferentemente dos demais, teve confirmada continuidade da isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para 2011.

O Banco Central anunciou nos últimos dias a ininterrupção da retirada dos estímulos adotados em 2008 e 2009, que tiveram por escopo incentivar o país a segurar os principais efeitos da crise financeira global. Para Alencar Burti, presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp) e da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), as consequências sobre a inflação só serão sentidas quando o próprio governo fizer sua parte, ou seja, diminuir gastos.

Em sua visão por meio de nota veiculada à imprensa, o segmento privado do país espera que essa iniciativa seja levada adiante. Mesmo assim, pondera que a demanda estava aquecida e o BC, por sua vez, precisava realmente abraçar medidas para abafar a alta inflacionária.

De acordo com o portal de notícias G1, Burti acredita que se as medidas aliadas ao corte no gasto público vierem à tona, possivelmente haverá queda na Selic, a taxa básica de juros, no futuro.

Por Luiz Felipe T. Erdei



FMI sugere ao Brasil diminuir contenção de empréstimos


As pesquisas de intenção de votos têm envolvido vários motivos para Dilma Rousseff, presidenciável petista, estar à frente de seus demais adversários. Recentemente, estudos revelaram que a boa aceitação de sua candidatura deve-se, em parte, ao bom andamento da economia do país – situação percebida nos últimos anos. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo alguns, é um dos principais responsáveis e o pilar primordial no acesso, pela população, à aquisição de bens antes inimagináveis.

O Fundo Monetário Internacional (FMI), entidade subliminarmente criticada por Lula tempos atrás, tem percebido a progressão do país, tanto que estimou crescimento da economia em 7,1% neste ano. Apesar de possivelmente ocasionar uma euforia, o órgão pediu às autoridades brasileiras políticas para a manutenção da estabilidade financeira e macroeconômica.

Dominique Strauss-Kahn, diretor-gerente do FMI, mencionou em reportagem veiculada pelo portal de notícias G1 que aguarda a estabilidade do crescimento brasileiro, pois seria inviável qualquer sobreaquecimento, situação já relatada anteriormente pelo Fundo meses atrás. No objetivo de indicar alguns pontos, a entidade aconselhou a contínua redução de despesas e contenção de empréstimos outorgados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Pois bem, será que a economia deve ser o único foco a ser levado em consideração por autoridades estrangeiras, pois, ao que tudo indica, só veículos de comunicação mais conservadores enxergam algumas desigualdades.

Por Luiz Felipe T. Erdei