Atualizações anteriores



PIB do Brasil só deve voltar ao Normal em 2019


Analistas acreditam que 2016 será o ano mais recessivo para o PIB Brasileiro. Recuperação deverá ocorrer só em 2019.

De acordo com especialistas, podem ser elencados uma série de fatores responsáveis pela derrocada da economia brasileira nos últimos anos: descontrole nos gastos públicos, crise política e diminuição do excesso de liquidez na economia mundial.

No entanto, é quase um consenso a opinião de que, diferentemente de outros momentos, a crise atual não pode ser atribuída a um suposto cenário de crise externa, e sim aos prórios erros econômicos e políticos do governo brasileiro.

PIB de 2013 somente em 2019

Segundo estimativas do relatório Focus (espécie de síntese das expectativas do mercado feita pelo Banco Central sobre a realidade da economia brasileira), a economia do país só deverá entrar nos trilhos no final de 2019.

A projeção é que nesse ano o PIB Brasileiro atinja o montante de R$ 5.512 trilhões de reais (valor correspondente ao ano de 2013), saindo, portanto, do maior quadro recessivo da história do país.

Ainda com base nas projeções da Focus, esse ano de 2016 será o mais recessivo, onde o PIB Brasileiro não deverá ultrapassar os R$ 5. 277 trilhões de reais.

A Crise Política

Sem dúvida, um dos fatores determinantes para essa realidade, segundo especialistas, é a crise política instalada no país desde 2015, ano de incertezas, de acordo com analistas.

Essa instabilidade teria provocado uma alteração na projeção do crescimento econômico brasileiro, que até então acreditava-se que se daria em 2018.

A perda do mandato da presidente da república, incentivada pela rejeição das contas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pelo processo de cassação da chapa Dilma-Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), seriam uma espécie de pano de fundo para o maior quadro recessivo da economia brasileira desde o início dos anos 30, segundo o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

Retomada do Crescimento

O quadro agravou-se ainda mais após a retirada do grau de investimento do país em 2015, pela Standard & Poors (mais importante agência de classificação de risco de crédito no mundo).

O resultado, entre outras coisas, foi uma sensível queda do Real frente ao dólar, fazendo com que os analistas projetem um PIB de cerca de US$ 1,370 trilhões de dólares em 2019, em comparação com o ano de 2013, cujo valor em dólar era de US$ 2,387,00.

No entanto, analistas apontam o caminho para a retomada do crescimento da economia brasileira, que deve estar definitivamente atrelado a uma série de medidas, de ajustes fiscais (inclusive com a possibilidade, ainda distante, de aumento de impostos), ao equilíbrio do jogo político (a partir da definição do processo de Impeachment), além do controle da inflação e do aumento do nível de emprego, por meio de investimentos em setores estratégicos.

Vivaldo Pereira da Silva



Principais aplicações de um Business Intelligence


O Business Intelligence, assunto mais comentado atualmente no ambiente corporativo, é um conjunto de softwares que, reunindo diversas informações, auxiliam nas decisões estratégicas a serem tomadas nas empresas.

O processo envolve a arrecadação e análise de várias informações relacionadas a clientes, concorrentes, fornecedores, além de incluir fatos relevantes na economia que influem nos negócios da companhia.

A vantagem da utilização do Business Intelligence é que a instituição otimiza o tempo,  já que não terá que se dedicar à coleta de dados e nem a preparação dos relatórios, concentrando-se somente nas informações que mostram as tendências do mercado e na análise crítica dos seus resultados.

O sistema pode antecipar as ações dos competidores, descobrir novos ou potenciais investidores, antecipar mudanças no mercado, demonstrar a falha ou sucesso de outras companhias, conhecer os parceiros e futuras aquisições, entre outros.

A implantação pode ser feita de diversas formas: extração, transformação e carga de dados (ETC); data warehouse; datamart  e OLAP.

ETC: Considerada uma das etapas com maior criticidade do projeto, a finalidade desta fase é realizar a integração das informações de variadas fontes. Não é permitido errar neste momento, já que um dado inserido de maneira incorreta gera consequências para as demais etapas. O processo é dividido em três estágios, são eles: extração, transformação e carga de dados. Primeiramente definem-se as origens das fontes das informações, podendo ser desde arquivos de textos e planilhas até sistemas transacionais como SAP, BSCS e outros. Depois de coletados os dados, é feita uma limpeza das informações, pois muitas vezes elas são antigas. Ainda, uma padronização dos formatos dos dados recebidos é realizada.

DATA WAREHOUSE: É a reunião de todos os dados coletados em uma tabela organizada para otimizar a consulta com o objetivo de mostrar uma imagem da realidade do negócio. O sistema compreende um conjunto de programas que fazem a extração das informações e fornecem um banco de dados para o usuário.

DATAMART: Trata de uma abordagem do conceito de data warehouse descentralizada. Encontramos duas formas de criação desse sistema: o botton-up e a top-down. Botton-up é quando a empresa opta primeiramente pela criação de um banco de dados para uma única área, gerando um custo mais baixo. O Top-down é quando a empresa prefere criar um banco de dados completo, envolvendo todas as áreas e depois passa a segmentar o serviço.

OLAP: Com a criação de um microcubo na máquina ou no servidor do cliente, este sistema possibilita a análise on-line de dados, oferecendo respostas rápidas. Utiliza como ferramentas as aplicações acessadas pelos usuários finais para extrair a base de dados e gerar os relatórios.



Juro do cartão de crédito chegou a 13,23% am em setembro


Em setembro deste ano, as taxas de juros para as operações com o cartão de crédito tiveram a maior alta em 19 anos.

De acordo com a Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), as taxas de juros para as operações com o cartão de crédito tiveram a maior alta em 19 anos. Em setembro a taxa média chegou a 13,23% ao mês (361,40% ao ano), o maior patamar desde março de 1996. A alta ocorreu em todas as seis linhas de crédito pesquisadas (comércio, cartão de crédito rotativo, cheque especial, CDC- bancos-financiamentos de veículos, empréstimo pessoal- bancos e empréstimo pessoal- financeiras), que tiveram aumento para o consumidor (pessoa física).

No comércio, os juros foram de 5,30% ao mês para 5,32% (86,26% ao ano). No cheque especial, a taxa subiu de 10,14% em agosto para 10,24% em setembro (222,16% ao ano).

O juro dos empréstimos nos bancos para a compra de automóveis (CDC) subiu de 2,14% para 2,20% (29,84%). A taxa dos empréstimos pessoais nos bancos saltou de 4,15% para 4,20% (63,84%), enquanto nas financeiras a taxa cobrada neste tipo de empréstimo foi de 7,72% para 7,80% (146,28% ao ano).

Segundo Miguel Ribeiro de Oliveira, diretor de pesquisas econômicas da Anefac, esse é o resultado do aumento da inadimplência, que por sua vez é fruto do crescente desemprego e que acaba acarretando alta nos juros, pelos bancos causando um verdadeiro efeito cascata. Ele afirma ainda, que a alta dos juros para os consumidores deve seguir ainda nos próximos meses. Ainda em maio deste ano, a Anefac já evidenciava uma alta nas taxas dos juros de cartões de crédito de 300% ao ano, o que demonstra um aumento crescente desde então.

A Anefac considera ainda a alta dos juros ao avanço da Selic, a expectativa de mais aperto monetário em função da inflação e maior carga tributária.

Por Lilian de Oliveira

Cartão de crédito

Foto: Divulgação



Inadimplentes estão pessimistas com a situação do Brasil


Número de inadimplentes que consideram que a situação financeira no País está pior aumentou de 20% no 2º trimestre para28% no 3º trimestre.

A inadimplência é um problema sério, mas fica ainda mais grave quando este cidadão inadimplente fica pessimista. Infelizmente, em algum momento de nossa vida atravessamos situações difíceis e podemos não conseguir honrar nossas dívidas, mas estamos sempre procurando reverter a situação, conseguir um emprego, fazer uma economia e começar a pagar as dívidas pendentes.

Só que isso não vem acontecendo entre os brasileiros que estão cada vez mais desanimados com a situação do País. Uma pesquisa realizada pela Boa Vista SCPC – Serviço Central de Proteção ao Crédito – mostrou que o número de inadimplentes que estão considerando pior a situação financeira aumentou de 20% no segundo trimestre deste ano para mais de 28% neste terceiro trimestre. E entre os inadimplentes que acham a situação melhor, diminuiu de 24% para 20%.

Outro fato apontado pela pesquisa da Boa Vista SCPC é que o cidadão inadimplente está muito mais preocupado com o futuro do País e, claro, com o seu futuro também.

70% dos entrevistados disseram acreditar em um futuro melhor e que a situação financeira tende a ser resolvida nos próximos 12 meses. A pesquisa feita no trimestre anterior apontou que 93% acreditavam nesta melhora, agora, somente 70% ainda têm esperança.

A pesquisa ainda apontou uma redução na intenção de compras, por parte dos inadimplentes, depois que eles pagarem suas dívidas. Somente 15% dos entrevistados ainda pensam em comprar novamente depois de quitar os débitos. Isso mostra o quanto o cidadão está preocupado com o futuro e todos sabem que o melhor a fazer agora é economizar ao máximo, pois o pessimista torna o futuro ainda mais incerto e prefere não arriscar, já que está com dificuldade agora para quitar suas dívidas e não quer passar por isso novamente.
O mais curioso é que 42% dos inadimplentes entrevistados sonham em comprar um veículo e 16% tem como maior sonho de consumo a casa própria.

Um dos fatores que continua sendo uma das principais causas da inadimplência é o desemprego e a tendência é que continue em alta, mesmo com o fim de ano chegando, pois o comércio este ano não deverá contratar tanto para as vendas de Natal, pois também está pessimista.

Mas o descontrole financeiro também tem sido a causa de boa parte dos consumidores se tornarem inadimplentes, já que não planejam suas compras e acabam gastando bem mais do que deveriam.

Por Russel

Inadimplentes

Foto: Divulgação



Inflação e atividade econômica do Brasil voltam a piorar


Previsões para o ano de 2915 e 2016 da inflação e do nível de atividade econômica do Brasil voltaram a piorar.

O atual cenário econômico brasileiro é bastante delicado e é esperado que o mesmo piore ainda mais. Segundo o relatório Focus, que são os dados contendo a expectativa do mercado financeiro para a economia brasileira, a inflação e o nível de atividade econômica do país voltaram a piorar nos cenários de 2015 e 2016. Tal relatório possui grande importância, haja vista o mesmo ser realizado com o Banco Central e mais de 100 instituições financeiras do país.

Em relação ao Produto Interno Bruto do Brasil, o relatório Focus destacou que a expectativa dos analistas é de que o mesmo recue 2,8% em 2015. O relatório anterior destacava um recuo de 2,7% do PIB brasileiro em 2015. Caso seja confirmada a retração de 2,8%, teremos nada menos que o pior resultado desde 1990 quando o PIB retraiu 4,35%.

Porém, os resultados negativos não são exclusividades de 2015. Os analistas do mercado financeiro também destacam que o ano de 2016 deve ser marcado por uma retração de 1% no PIB brasileiro. Trata-se da oitava revisão para 2016 que apresenta um aumento do recuo previsto. O resultado previsto para o PIB em 2016 é bastante preocupante, pois no início de 2015 a expectativa era de um crescimento de 1,8%.

Além disso, os analistas do mercado financeiro também revisaram a previsão da inflação para 2015. Com isso, a nova expectativa é que a inflação feche em 9,46% em 2015. Caso essa expectativa venha a se confirmar, teremos a maior taxa para a inflação desde 2002 quando foi registrada em 12,53%.

Os economistas também destacaram que entre os principais fatores para o aumento da inflação está a alta do dólar, bem como a alta dos preços administrados pelo governo, ou seja, telefonia, água, energia elétrica, combustíveis dentre outros.

A previsão da inflação de 2016 também foi revisada e passou de 5,70% para 5,87%. Portanto, tivemos o oitavo aumento da expectativa da inflação de 2016 que vem se distanciado da meta central para 2016: 4,5%.

Por Bruno Henrique

Inflação



Previsões para a Selic permanecem em 14,25% ao ano para 2016


Previsões permanecem estáveis e deixam a taxa Selic em 14,25% ao ano em 2016.

Mais uma vez… e tem acontecido tanto que até parece rotina: Novamente o mercado financeiro tornou a alterar as previsões de cenário para o comportamento da taxa Selic para o ano de 2016 de acordo com o Relatório de Mercado de Focus, boletim divulgado pelo Banco Central.

Não é possível chamar isso de novidade já que diversos aspectos do mercado apontavam para o fato. Entretanto, isso chega para a população brasileira pouco depois de ser anunciada a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de continuar, ou melhor, de manter, os juros na faixa de 14,25% ao ano. Por isso, o relatório da Focus nem sequer teve alterações nesse ponto.

Para 2015 o que importa mesmo é que as expectativas permaneceram congeladas na casa dos 14,25% ao ano pela sexta semana consecutiva.

Levando em consideração esse ponto a mediana para a média da Selic de 2015 também continuou congelada pela sexta semana seguida em 13,63%.

De acordo com o documento divulgado pelo Banco Central com relação às expectativas para 2016  a estabilidade da mediana ficará em 12%, lembrando que isso são previsões. Mas vale ressaltar que essa era a marca já aguardada há cerca de um mês no mesmo documento.

Será a 13,06% que a Selic média de 2016 seguirá. Há quatro semanas estava em 13,16%.

Com todas essas informações surgindo a todo momento o mercado deixou de crer que em abril de 2016 o Brasil poderia ver o começo da redução dos juros básicos.

Os principais analistas do setor agora apontam para o mês de junho de 2016. Nesse período, segundo eles, a expectativa é de que aconteça um corte de pelo menos 0,50 pontos percentual na taxa. Isso faria com que a mesma caísse de 14,25%  para 13,75% ao ano.

Ainda assim, com as projeções piorando em relação à inflação do próximo ano e ao distanciamento aumentando da meta de 4,5%, os analistas não estão projetando novas altas de juros.

Por Denisson Soares

Taxa Selic



Intenção de Consumo das Famílias registrou queda em setembro


Em setembro houve um recuo de 2,4% na intenção de consumo das famílias brasileiras em comparação ao mês de agosto. Em relação ao mesmo período do ano passado, a queda foi de 34,5%.

O ICF – Intenção de Consumo das Famílias – é um indicador que fica sob a responsabilidade da CNC – Confederação Nacional do Comércio de Bens,  Serviços e Turismo e apontou um dado preocupante: em setembro houve um recuo de 2,4% na intenção de consumo das famílias brasileiras.

A queda foi em relação a agosto deste ano e de acordo com a entidade o índice chegou a somente 79,8 pontos. Em relação ao mesmo período do ano passado a queda foi de 34,5%.

Pela oitava vez seguida o índice registra uma queda, apontando que as famílias brasileiras não acreditam que a situação econômica do país irá melhorar a curto prazo. O índice começou a ser feito em 2010 e desde então este é o mês onde os quesitos que são apurados registram os menores valores.

Em agosto a inflação apresentou uma desaceleração, mas isto não convenceu os brasileiros de que a situação vai melhorar e as famílias preferem continuar segurando na hora da compra.

Um dos componentes utilizado neste índice é o "Nível de Consumo Atual" e ficou entre os mais baixos, obtendo apenas 59,9 pontos. Uma queda de quase 4% em relação a agosto. A grande maioria das famílias brasileiras declarou que está consumindo bem menos do que em 2014.

E há vários fatores fazendo com que as famílias continuem reduzindo o consumo, por exemplo, o elevado custo do crédito tem dificultado as compras, assim como o endividamento que continua alto. Tanto é que o componente "Acesso ao Crédito" registrou nova baixa, tendo uma queda mensal de 3,2% e 37,4% anual.
Tem um componente que é responsável por apurar a satisfação do brasileiro com o seu emprego e este foi o único que ficou positivo, registrando 106,9 pontos, mesmo assim, em relação a agosto apresentou uma queda de 18,8% mostrando que a insatisfação com o emprego continua crescendo.

E a CNC revisou a expectativa de vendas no varejo para este ano e o resultado é uma queda acentuada, com retração na casa dos 3%, sendo que em agosto a expectativa era que a queda fosse de 2,4%.

Por Russel

Consumo das famílias



Governo prevê redução de 2,44% no PIB


Caso seja confirmada a redução no PIB de 2,44%, será o pior resultado dos últimos 25 anos no Brasil.

O Ministério do Planejamento revisou oficialmente as previsões em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) de 2015 e a taxa de inflação. Segundo informou o ministério, através do relatório de receitas e despesas do orçamento relativo ao quarto bimestre de 2015, neste ano o Governo espera uma redução de 2,44% no PIB. Caso este número seja confirmado, será o pior resultado dos últimos 25 anos. Em 1990, o PIB brasileiro contraiu 4,35%.   

Anteriormente, a previsão divulgada pelo Governo era de uma queda de 1,8% no PIB em 2015. Isso mostra que as condições de produção no país não melhoraram, aumentando a contração do Produto Interno Bruto. Os novos números anunciados pelo governo acompanham as estativa do mercado.

Especialistas financeiros previam uma queda de 2,7% no PIB para este ano e 0,8% para 2016, segundo informou recentemente o Banco do Brasil.  

O país havia entrado em recessão técnica em agosto, após a queda chegar a 0,7% no PIB dos meses de janeiro a março e retração de 1,9% nos meses de abril, maio e junho. O Governo também já admitiu que arrecadará menos em 2015 e 2016, devido ao fraco desempenho da economia. Anunciado pelos Ministérios da Fazenda e do Planejamento, este valor é de R$ 5,5 bilhões a menos no ano que vem.   

Já a inflação também teve sua estimativa ajustada. Agora, o Governo admitiu que a inflação oficial deverá ultrapassar a barreira dos 9% para 2015. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 9% para 9,29%.   

Pelo sistema atual brasileiro, a meta central para 2015 e 2016 é de 4,5% na inflação. No entanto, existe uma tolerância, que pode oscilar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida. Sendo assim, a inflação deste ano deverá superar muito o teto do Governo, algo que não acontece desde 2003.  

Segundo o relatório de orçamento do Governo, a previsão de inflação sugere certa persistência em 2015, o que reflete o realinhamento dos preços administrados e a desvalorização do real perante outras moedas.

Por William Nascimento

Queda no PIB



Previsões indicam maior inflação e economia mais retraída


Especialistas em economia acreditam que neste ano de 2015 e em 2016 a situação do Brasil ficará ainda mais preocupante.

O prognóstico dos especialistas em economia e áreas afins não é nada animador para os brasileiros, em meio à crise e com a alta do dólar nos últimos dias o cenário do próximo ano é preocupante.

Alguns acontecimentos contribuíram para que o dólar atingisse a casa de mais de R$ 4,00 nesta semana como, por exemplo, a perda do grau de investimento, o rebaixamento do rating no Brasil pela agência Standard & Poor’s.

Vale lembrar que o grau de investimento é extremamente importante no cenário econômico, ele é uma espécie de selo de qualidade que garante que determinados países são bons pagadores, minimizando a possibilidade de prejuízos e calotes e melhorando a imagem no mercado.

A alta do dólar já demonstra impacto sobre os IGPs (que mede a evolução dos preços em um determinado período), segundo os dados divulgados pela Fundação Getúlio Vargas o IGP-10 e o IGP-M  subiram mais de 0,60% na segunda análise do mês de setembro.

A estimativa para alta do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) 2016 segue sofrendo dificuldades e após a sexta derrota seguida distanciou-se ainda mais da meta de 4,5%.

Com a recente alta do dólar, as projeções em relação à inflação para o final deste ano e 2016 subiram e é preciso ter cautela, pois a economia está passando por uma fase bastante delicada.

No âmbito industrial, a perspectiva de produção para 2016 também preocupa, a projeção divulgada é de apenas 0,20% de crescimento.

Especialistas no assunto acreditam que os juros neste ano de 2015 fiquem na casa dos 14,25% e enxergam de maneira geral pouco crescimento econômico para o Brasil no próximo ano.

Para nós, resta torcer para que os esforços consigam conter a crise que já vem demonstrando reflexos tanto no bolso dos contribuintes quanto no desenvolvimento do Brasil em diversas áreas.

Por Beatriz 

Economia brasileira



Medidas serão tomadas para reverter a situação do Brasil


Medidas como a redução de gastos para o orçamento de 2016, a volta da CPMF, a redução do número de ministérios e cargos comissionados, o adiamento de concursos públicos e do reajuste dos salários dos funcionários públicos foram anunciadas.

As medidas para frear o enfraquecimento e a queda da economia brasileira, foram anunciadas no dia 14/09 pelo ministro da Fazenda Joaquim Levy e pelo ministro do planejamento Nelson Barbosa, numa coletiva à imprensa no período da tarde.

As decisões anunciadas na coletiva foram tomadas por Dilma e vários de seus ministros, durante o último final de semana. Dentre as medidas, um bloqueio de gastos para o orçamento do próximo ano, no valor total de R$ 26 bilhões foi anunciado. Além disso, o Governo pretende aumentar a carga tributária, retomando a CPMF.

Somente a CPMF, segundo cálculos feitos pelo Governo, será responsável por metade do valor do ajuste das contas do país. O objetivo é que o imposto não dure mais do que quatro anos, mas o decreto pode ser mantido ou revogado pelo próximo Governo, afirmou Levy.

Outra medida seria a diminuição do número de ministérios e cargos comissionados, o que geraria uma redução de R$ 200 milhões para os gastos da União. Esses gastos, porém, não tiveram maior detalhamento na entrevista.

Na semana passada, a presidente Dilma havia declarado que o Governo já tinha cortado tudo o que poderia ser cortado com relação ao orçamento. A declaração dos ministros hoje, no entanto, vão contra a declaração feita pela presidente.

Algumas medidas precisarão do apoio do congresso para se tornar realidade e demandarão também maior confiança dos brasileiros. A proposta é que haja maior diálogo com a população, para que esta tenha real noção de que sua participação é importante para reerguer o país.

O ministro afirmou ainda que dois setores são responsáveis pela grande saída de recursos dos cofres públicos: a previdência e o funcionalismo público. A fim de diminuir o déficit da previdência, o Governo irá ressuscitar a CPMF, mas o ministro afirma que será de forma provisória. No máximo quatro anos, afirmou. Outra diferença é que todo o imposto ficará com a união, não haverá divisão com estados e municípios.

Já para frear os gastos, com o funcionalismo público o governo planeja adiar o reajuste de salários para o meio do próximo ano. Dessa forma, disseram os ministros, todos contribuirão de forma igual para reerguer a economia.

Suspensão de concursos:

Uma notícia que assustou os chamados “concurseiros” pelo país, foi a suspensão temporária de concursos públicos, também como forma de frear gastos com o funcionalismo público. Alguns especialistas, no entanto, acreditam que em breve a suspensão deverá acabar e os concursos voltarão a acontecer normalmente.

Medidas impopulares:

Embora, todas as medidas adotadas são de certa forma impopulares, é necessário um corte profundo de gastos. A crítica dos brasileiros é a de que maiores cortes deveriam ser feitos no orçamento do próprio Governo, antes de repassá-los aos cidadãos.

Quando questionados por uma das repórteres presentes na coletiva, sobre o porquê das medidas demorarem tanto para entrar em vigor Levy e Barbosa desconversaram. Se as medidas anunciadas hoje tivessem sido feitas desde o começo deste ano, com certeza, a nota de crédito do Brasil não seria rebaixada, e o país estaria agora em processo de recuperação.

Por Patrícia Generoso

Corte de gastos



Déficit na balança comercial brasileira foi menor em julho


Déficit registrado em julho deste ano foi de US$ 6,163 bilhões, ou seja, 33% menor do que no mesmo período de 2014.

A crise no Brasil continua a refletir nos números econômicos. De acordo com dados do Banco Central (BC), informados nesta terça-feira (25), o País atingiu em julho deste ano um déficit de US$ 6,163 bilhões em suas transações internacionais. Este número é 33% menor do que o mesmo período de 2014.

O órgão monetário atribuiu a melhora da balança comercial da conta corrente à desvalorização do real, o que contribuiu para aumentar a competitividade das exportações e reduziu a demanda por bens e serviços no exterior.   

Segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, um outro ponto que influenciou no resultado foi o dinamismo da economia no Brasil. Apresentando um ritmo bem menor do que em anos anteriores, o resultado é uma menor demanda de bens e serviços externos.   

O déficit em conta corrente chegou a US$ 44,094 bilhões, nos meses de janeiro a julho deste ano. Tal número representa uma queda acentuada de 24,4% em relação ao mesmo período de 2014, quando chegou a US$ 58,332 bilhões.  

Segundo o BC, a queda dos gastos no exterior, a alta do dólar frente ao real contribuíram significativamente para a  redução do déficit. A alta do dólar ajudou a encarecer as passagens internacionais, da alimentação e da hospedagem no exterior. Com isso, os brasileiros optam por destinos nacionais.

O órgão também divulgou os gastos dos brasileiros em viagens internacionais, que chegaram a US$ 1,677 bilhão em julho. Comparado ao ano passado, a queda foi de 30,4%.

Devido à instabilidade nas bolsas chinesas, o dólar chegou nesta semana a R$ 3,62, maior cotação em 12 anos. A projeção é que o País consiga fechar o ano com um déficit em suas contas com o exterior de US$ 81 bilhões. Tal resultado é consideravelmente inferior ao registrado em 2014, quando o saldo negativo ultrapassou a barreira dos US$ 100 bilhões.

Por William Nascimento

Balança Comercial



Dilma assumiu que errou sobre situação econômica do Brasil


A presidente Dilma Rousseff assumiu que suas previsões sobre a situação econômica do Brasil estavam equivocadas.

A presidente Dilma Rousseff finalmente assumiu que suas previsões quanto à economia do País estavam equivocadas. Na última segunda-feira (dia 24) a presidente admitiu que suas avaliações da situação do País durante a campanha eleitoral estavam equivocadas e que demorou a perceber a gravidade da crise.

Em entrevista concedida a jornais brasileiros, Dilma afirmou que só percebeu a real situação no mês de novembro de 2014, logo após a sua reeleição. Durante a coletiva à imprensa, explicou a reforma administrativa de seu governo, que pretende cortar 10 dos 39 ministérios existentes atualmente.

A presidente resolveu assumir seus erros, como forma de melhorar sua imagem, pois essa é uma das principais cobranças feitas por sua oposição, e até mesmo por alguns de seus aliados. Dilma, porém, evitou retrucar as críticas ou responder àqueles que querem seu impeachment ou sua renúncia.

Apesar da turbulência que seu governo vem enfrentando, Dilma se mostrou tranquila durante a coletiva e disse estar em uma fase “budista”. A presidente, porém, atacou aqueles que considera estarem acusando o ex-presidente Lula com denúncias de corrupção. Segundo Dilma, a postura estimula a intolerância e é “fascista”.

Embora tenha admitido seu erro em não mensurar a grandeza da crise econômica que o País já enfrentava na época de sua reeleição, a declaração da presidente soa falsa aos brasileiros. Passa pela cabeça de todos os eleitores nesse momento, que a previsão econômica otimista de Dilma na época da corrida eleitoral, tenha sido somente uma forma de esconder suas falhas em sua primeira gestão e garantir um segundo mandato. Se a presidente foi sincera ou não em sua declaração de segunda-feira, raramente saberemos. O que nos resta é saber se as medidas necessárias para frear a crescente crise econômica serão tomadas corretamente e a tempo de evitar maiores consequências para o País.

Quem sabe, se salvar o Brasil dessa crise, fazendo com que o País volte a crescer a níveis aceitáveis, a presidente Dilma finalmente consiga voltar a ter a simpatia dos eleitores e dos aliados políticos.

Por Patrícia Generoso

Situação econômica do Brasil



Prévia da inflação para agosto é de 0,43%


Índice registrado foi o maior para o mês de agosto desde 2004.

A inflação vem registrando aumentos sucessivos ao longo de 2015 e já preocupa muitos brasileiros. O mês de agosto registrou prévia de inflação de 0,43%, depois do mês de julho ter registrado avanço de 0,59%. Mesmo com esse cenário, ou seja, de desaceleração de julho para agosto, essa prévia de 0,43% para o mês de agosto é nada menos que o maior índice para o mês desde o ano de 2004. Esses são dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

O resultado oficial da inflação não é nada agradável, pois o índice vem subindo a cada mês enquanto que o PIB registra sucessivos recuos. O acumulado de 2015 já traz uma inflação de 7,36%, enquanto que o acumulado dos últimos 12 meses registra alta de 9,57%. O acumulado dos últimos doze meses é o maior desde dezembro de 2003. Na ocasião o índice chegou a 9,86%.

Vale ressaltar que essa desaceleração, se considerarmos a virada julho / agosto, se deu principalmente devido à queda de preços de 0,46% registrada no grupo de gastos relativos a transportes. Essa queda nos gastos com essa categoria foi resultado direto da baixa nos preços de passagens aéreas, de automóveis novo e usado, bem como do etanol. Além disso, o grupo de alimentação e bebidas também influenciou de forma positiva na desaceleração, haja vista a variação de 0,64% em julho para 0,45% em agosto.

Em contrapartida, segundo o IBGE, a energia elétrica foi um dos principais vilões da virada, pois a mesma foi reajustada em 2,6%. Na cidade de São Paulo, por exemplo, as contas relativas a gastos com energia elétrica registraram alta de 7,43%. A cidade de Curitiba também registrou grande alta nas contas de energia elétrica: 5,03%. Tal resultado impulsionou uma maior taxa da inflação em relação às despesas com habitação: 1,02%.

As despesas pessoais também registraram baixa no bimestre julho agosto: passou de 0,83% para 0,73%. Porém, os gastos com a educação não seguiu a mesma tendência, haja vista a taxa registrar aumento de 0,10% para 0,78%.

Por Bruno Henrique

Inflação



PIB deverá recuar em 2016


Previsões indicam que em 2015 o PIB terá uma retração de 2,01%, e em 2016, uma retração de 0,15%.

Apesar dos esforços do Governo Federal para conter a crise econômica, parece que tal processo deve levar muito mais tempo do que se espera. Segundo o relatório Focus, o relatório do mercado financeiro, o Produto Interno Bruto do Brasil não irá retrair apenas em 2015, haja vista a expectativa é que em 2016 o mesmo também sofra um recuo. O relatório foi divulgado na segunda-feira, 17 de agosto, e, pela primeira vez, prevê retração do PIB em 2016.

Vale ressaltar que este resultado será algo extremamente prejudicial para a economia brasileira, caso o mesmo se concretize. Além disso, é importante destacar que se a previsão se tornar fato, esta será a primeira vez que o PIB brasileiro retrai durante dois anos consecutivos desde 1948, ano em que tivemos o início da série histórica.

Como já era esperado pelos analistas, o relatório Focus destacou que 2015 deve, de fato, apresentar uma retração do PIB. Tal retração deve ser de 2,01% em 2015. Um detalhe importante é que esta nova previsão trata-se da quinta queda consecutiva do indicador, o relatório Focus. A última previsão do referido relatório era um recuo de 1,97% para 2015. O possível resultado de 2,01% pode ser o pior em 25 anos, haja vista o recuo de 4,35% em 1990.

Já quando o assunto é o PIB de 2016, o mercado espera que o PIB registre um recuo de 0,15%. O resultado começa a ficar apertado para o ano de 2016, pois no início de 2015 a expectativa era que 2016 tivesse PIB com aumento de 1,8%. Portanto, após oito meses o mercado prevê um saldo negativo para o PIB em 2016.

A inflação para 2015, por sua vez, ficou estável em 9,32% segundo os dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA. Caso a expectativa seja confirmada, este será o pior resultado em 13 anos, haja vista o resultado final de 12,53% em 2002.

Levando em consideração a inflação prevista para 2016, o IPCA já destaca o segundo aumento consecutivo da mesma, sendo assim passando de 5,43% para 5,44%.

Por Bruno Henrique

PIB em queda



IPC-S se manteve estável na 1ª quadrissemana de agosto


Valor registrado foi de 0,53%, o mesmo que foi obtido na leitura anterior do IPC-S.

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou que a inflação medida justamente pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) se manteve estável na primeira quadrissemana de agosto. O valor ficou em 0,53%, ou seja, o mesmo resultado que foi registrado na leitura anterior.

Para esse tipo de levantamento foram analisadas 8 classes de despesas:

  • Habitação apresentava 1,03% e passou para 0,91%, que teve essa marca decorrente ao comportamento desencadeado pelas despesas com os empregados domésticos que foram de 0,49% para o registro de 0,31%;
  • Alimentação registrava o valor de 0,79% e agora está na casa dos 0,75%, com destaque para as frutas que estavam com 0,56% e passaram para -0,62%;
  • Vestuário estava em -0,33% e agora passou para -0,38%, onde um destaque é para as roupas masculinas que estava em 0,61% e agora ficaram em 0,06%;
  • Comunicação apresentava 0,21% e passou para 0,14%, onde temos uma alteração na tarifa de telefone móvel que registrava 0,40% e mudou para 0,23%;
  • Despesas Diversas estavam na casa de 0,30% e agora está registrada em 0,24%, com destaque para os alimentos para animais domésticos que de 1,48% passou para 0,89%;
  • Grupo Educação, Leitura e Recreação apresentava a marca de -0,07% e agora já está na marca de exatamente 0,38%, onde teve um destaque para a passagem aérea que estava em -16,66% e agora ficou em 5,11%;
  • Transportes não tinha registrado nenhuma marca, ou seja, estava em 0,00% e atualmente esse valor ficou em 0,10%, com relevância para o automóvel novo que era -0,40%, mas passou para -0,14%;
  • E na parte de Saúde e Cuidados Pessoais o registro era de 0,56% e atualmente ficou em 0,57%, com uma observação de o item de plano e seguro de saúde mudou de 0,96% para 0,97%.

Como podemos notar as 5 primeiras com relação às taxas de variação tiveram um decréscimo, enquanto que as  três últimas obtiveram um acréscimo.

Outros itens com destaque foram:

  • Batata inglesa de 2,06% para -4,65%;
  • Etanol de -1,07% para -1,04%;
  • Banana prata de -2,15% para -3,49%;
  • Vestido e saia de -2,18% para -1,87%;
  • Cinto e bolsa de -2,56% para -2,51%;
  • Tarifa de eletricidade residencial de 3,62% para 3,48%;
  • Refeições em bares e restaurantes de 0,30% para 0,58%;
  • Plano e seguro de saúde de 0,96% para 0,97%;
  • Condomínio residencial de 1,52% para 0,96%;
  • Leite tipo longa vida de 3,28% para 3,14%.

Por Fernanda de Godoi

IPC-S



Valor da cesta básica caiu em 11 capitais brasileiras


De acordo com os dados do Dieese, 11 das 18 capitais brasileiras estudadas apresentaram queda no preço da cesta básica. A cesta com o valor mais baixo foi encontrada na cidade de Aracaju (SE) e com o valor mais alto, na cidade de Florianópolis (SC).

Por mais incrível que pareça o preço da cesta básica caiu em 11 das 18 capitais brasileiras, conforme dados do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

A cesta básica levantada pelo Dieese deve ser composta basicamente por óleo de soja, tomate, feijão e também por batata, além é claro da carne bovina, que sofre uma variação enorme dependendo de cada localidade, mais o leite, o arroz e ainda o pão francês, ou seja, uma cesta com proteínas, carboidratos, etc.

Esse já é o segundo mês consecutivo onde os preços da cesta básica estão diminuindo e podemos perceber em algumas das capitais, os seguintes dados:

  • Em São Paulo a queda foi de 1,39%;
  • Já em Recife essa queda ficou registrada na marca de 1,99%;
  • Para Natal o valor ficou também em uma queda de 1,18%;
  • Já a cidade de Goiânia apresentou uma alta de 1,36%;
  • Para a cidade de Aracaju teve uma alta de 1,15%;
  • Para a capital do país Brasília é mostrado uma alta no valor de 1,10%;
  • Em Manaus ocorreu uma alta de 0,26%;
  • Na cidade de Florianópolis foi apresentada também uma alta de 0,04%;
  • E ainda temos a cidade de Porto Alegre que apresenta também uma alta de 0,62%.

Com relação aos valores das cestas básicas as mais caras ficaram na cidade de Florianópolis, seguida por São Paulo, onde os valores são respectivamente, R$ 340,76 e R$ 333,12, enquanto que a cesta que apresenta o valor mais barato é diretamente da cidade de Aracaju, que sai por exatamente R$ 233,18.

O que percebemos com tudo isso é que independente da localidade onde o brasileiro esteja uma coisa é certa, que a cesta básica conforme a Constituição Brasileira não deve faltar na mesa e ela deve ser adquirida por todas as famílias que compõem a nossa sociedade, ou seja, o brasileiro deve ter um salário mínimo que supra a todas as suas necessidades.

O salário mínimo deve suprir de imediato as necessidades relativas às despesas de porte com a alimentação, a moradia, a saúde, a educação, o vestuário, a higiene, o transporte, o lazer e a previdência, mesmo com o Dieese dizendo que esse valor deveria ficar na faixa de R$ 2.862,73, em vez do valor atual de exatamente os R$ 788,00. 

Por Fernanda de Godoi

Cesta básica

Foto: Divulgação



Expectativa de redução do PIB é de 1,8% em 2015


Expectativa de crescimento da economia para 2015 teve retração de 1,76% para 1,80% no início de agosto. Já para 2016 a expectativa é de que o PIB cresça apenas 0,20%.

O início de agosto não foi positivo para a economia brasileira. Saiba que o mercado financeiro voltou a baixar suas projeções quanto ao crescimento do Produto Interno Bruto em 2015. Com isso, a expectativa de retração passou de 1,76% para 1,80%. Esse é um dado oficial do relatório de mercado Focus, um dos mais importantes do país. O resultado aqui destacado foi divulgado pelo Banco Central, assim como acontece em todas as manhãs de segunda-feira. Confira mais detalhes na continuação desta matéria.

Vale ressaltar que o péssimo resultado não é exclusivo apenas de 2015. A projeção de recuperação para 2016 também não é agradável. Segundo os dados do mercado financeiro, o PIB deve crescer 0,20% em 2016, segundo consta no relatório da última segunda-feira, 03 de agosto. Apesar do resultado ainda estar positivo, é importante ressaltar que um mês antes essa expectativa era de 0,50%, ou seja, a projeção do crescimento do PIB 2016 já apresenta quedas.

Um dos principais vilões para esta expectativa tão baixa veio diretamente do Relatório Trimestral de Inflação de junho, haja vista o mesmo ter apontado uma piora quanto às perspectivas em relação à indústria. Neste quesito, o recuo do PIB passou de -2,3% para -3,0%.

O Banco Central destacou que essa piora é resultado de algumas reduções em diversos pontos de nossa indústria. Dentre as quais está a indústria de transformação que registrou nova baixa, passando de -3,4% para -6,0%. Além disso, a indústria de produção e distribuição de eletricidade, água e gás também registrou queda de -1,4% para -5,6%. O setor de serviços que estava registrando bons números em 2015 já passa a contar com recuo de 0,8%.

Outro destaque está quanto à dívida pública líquida do País. Segundo os analistas, a projeção é de que a relação da dívida líquida do setor público e o PIB deve fechar 2015 em 37%. Já para o ano de 2016, é esperado que tal relação alcance 38,5%.

Por Bruno Henrique

 

PIB



Déficit primário registrou o valor de R$ 9,32 bi em junho


Contas do setor público registraram os piores resultados para o mês de junho e para o 1° semestre.

O Banco Central do Brasil informou que as contas do setor público, no qual dentro disso temos o governo, além dos estados, dos municípios e também das empresas estatais, conseguiram apresentar o pior registro da história para o mês de junho e ao mesmo tempo do primeiro semestre, que no caso levou em consideração dados que começaram a serem levantados diretamente no mês de dezembro do ano de 2001.

Para ter uma ideia como esse é um dos piores índices onde o déficit primário, ou seja, as receitas menos as despesas, sem ainda a inclusão dos juros, ficou exatamente em R$ 9,32 bilhões no mês de junho. Esse resultado é o pior de todos já levantados, pois no mês de julho de 2014 tivemos um déficit que ficou registrado no valor de R$ 2,1 bilhões.

Temos também as informações que o Banco Central constatou que nesse primeiro semestre de 2015, o registro do superávit ficou em R$ 16,22 bilhões, que resulta em contas no “azul”, mas que ao mesmo tempo é a menor da história.

Com esses dados apresentados podemos ainda notar que foi um resultado bem fraco para as contas públicas para o primeiro semestre do ano, pois nos últimos 12 meses (julho de 2014 a junho de 2015) o déficit primário ficou em R$ 45,69 bilhões ou exatamente 0,8% do PIB (Produto Interno Bruto).

Para alguns especialistas, como por exemplo, o Chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Tulio Maciel avalia que esse tipo de resultado reflete um quadro que é decorrente da atividade econômica que repercute diretamente no desempenho fiscal das contas públicas, em decorrência das medidas adotadas para realizar a recuperação e receitas e também da contenção de despesas. Outro ponto que ele ainda afirma é que esse se tornou um tipo de impacto significativo com relação à atividade econômica, sobretudo na arrecadação e ainda sobre as receitas, que acabaram se refletindo no desempenho desse tipo de período.

Uma das medidas para atingir as metas fiscais e conseguir bons resultados, é realizar o aumento dos tributos de combustíveis, cerveja, refrigerantes e cosméticos, empréstimos, importados, automóveis, receitas financeiras de empresas e também das exportações de produtos manufaturados, além das limitações sobre os benefícios-sociais (pensão por morte, seguro-desemprego, abono salarial e auxílio-doença), fora os bloqueios iniciais de R$ 69,9 bilhões no orçamento deste ano.

Por Fernanda de Godoi

Real



Previsão da inflação subiu e do crescimento da economia caiu


Perspectiva da inflação subiu pela 15ª semana seguida, indo para 9,23%, e do PIB diminuiu, indo para -1,76%.

A situação da economia brasileira não está das melhores e infelizmente a perspectiva não anima. O Banco Central consultou economistas, os quais subiram a previsão da inflação pela 15ª semana seguida e projetaram um menor crescimento da economia. Na segunda quinzena de julho, os analistas projetaram o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo, o índice oficial de inflação) de 9,15%; na terceira semana, a previsão aumentou para 9,23%. Pode não parecer muito, mas qualquer aumento não é bem visto.

A atual projeção está bem acima do limite máximo estabelecido pelo governo. A meta estabelecida é de manter a alta dos preços ao percentual de 4,5% ao ano, havendo uma tolerância de 2% para cima ou para baixo, ou seja, na prática, o percentual deveria oscilar entre 2,5% e 6,5%. O valor do dólar também não é animador, mesmo com uma possível melhora nas exportações. A moeda americana subiu de R$ 3,23 para R$ 3,36 e a tendência é subir ainda mais.

O PIB (Produto Interno Bruto) também não vai bem das pernas, uma vez que a previsão que já não era nada boa (-1,7%) na semana passada, agora é de -1,76%. O país está produzindo menos e o problema tende a se agravar. A projeção para a Selic, a taxa básica de juros, por exemplo, diminuiu de 14,5% na última semana para 14,25% nesta semana.

O boletim Focus:

Semanalmente, o BC publica um relatório de mercado chamado de Boletim Focus, o qual traz informações de economistas relacionados aos principais indicadores econômicos do país. São mais de 100 corporações ouvidas, excluindo sempre os números extremos (para mais ou menos), o BC calcula uma média das perspectivas do crescimento da economia. São medidos o crescimento ou diminuição do Produto Interno Bruto, além de perspectivas para a inflação, a taxa de câmbio e outras.

A Mediana exibe o valor central da amostra de dados, sendo desprezadas as maiores e menores médias. 

Por Ana Rosa Martins Rocha

Economia



Queda no valor dos salários para admissão de profissionais


Salários médios apresentaram queda real neste ano.

Com a crise no cenário econômico, houve piora no cenário do mercado de trabalho e, consequentemente, uma queda real dos salários médios para admissão de profissionais com carteira assinada.

No primeiro semestre deste ano, a remuneração média dos trabalhadores brasileiros era de R$ 1.250,39, bem abaixo do valor pago pelas empresas entre os meses de janeiro de julho deste ano. Valor que era de R$ 1.271,10.  A queda é a primeira desde que a série histórica para o indicador foi iniciada, no ano de 2003.

A queda do número de brasileiros com carteira assinada também se relaciona com a piora da atividade econômica e do emprego. O número estimado para a recessão deste ano é de 1,7% e só no primeiro semestre, o país já fechou cerca de 345 mil postos de trabalhos, resultado que é o pior desde o ano de 2002. 

Em alguns estados, a redução do salário é ainda mais grave, atingindo uma queda de 5% no primeiro semestre deste ano. Os estados nessa situação são Pernambuco, Rondônia e Alagoas. A queda do poder de barganha salarial do brasileiro é culpa da alta inflação e da piora econômica do país. Ao mesmo tempo em que mais trabalhadores procuram emprego para melhorar as condições de vida, as empresas oferecem cada vez menos vagas, para frear os prejuízos da crise.

Com a queda dos salários oferecidos pelas empresas que assinam a carteira, o trabalhador vem buscando outras soluções. Até os 12 meses anteriores ao mês de maio, cerca de 213 mil profissionais trocaram o emprego com carteira de trabalho pelo próprio negócio.  Outro fator importante é que os salários sofrem uma precarização entre a admissão e a demissão do funcionário, o fator, segundo os especialistas é culpa da crise econômica, que força os donos de empresas a reduzir o salário de seus funcionários, ou contratar outros com um custo menor aos seus cofres. Com a demanda de empregos cada vez menor, os profissionais submetem-se à mudança de salários, para não perderem seus postos para profissionais que estão em busca de novas oportunidades ou mesmo do primeiro emprego. 

O cenário definitivamente não é dos melhores para o trabalhador brasileiro. Com pouco ou nenhum poder de barganha, os profissionais ficam a mercê das variações salariais oferecidas pelo mercado, para não engrossar o já grande número de desempregados no país.

Por Patrícia Generoso

Queda nos salários



Estimativas para o PIB e a inflação pioraram no Brasil


Nova perspectiva para o PIB de 2015 é de uma retração de 1,7% e a alta da inflação foi para 9,15%.

Mais uma estimativa de queda na economia brasileira: uma pesquisa do Banco Central aponta que as estimativas para o PIB (Produto Interno Bruto) voltaram a recuar, após uma semana de "trégua" na queda.  

Agora os economistas já divulgam a previsão de uma retração de 1,7% para este ano. Contrariando a expectativa de 1,5% divulgada na semana passada. Se for confirmada a previsão de queda para o PIB, este será o pior resultado obtido em 25 anos.

Dentre as maiores quedas, em 1990 houve uma queda de 4,35% no PIB. Para o ano que vem a estimativa de crescimento do PIB também não é otimista: caiu de 0,5% para 0,33%.

O PIB é uma média de todos os bens e serviços do território brasileiro, independente da nacionalidade e da renda de quem o produz. É uma forma de medir o comportamento da economia brasileira, e todos sabemos que a economia não anda bem. Por isso, a queda tão alta do PIB. Algumas projeções mais pessimistas chegam a citar uma queda de 2% para este ano.

Já a inflação continua em alta constante. Pela 14ª semana seguinte o índice continua em alta: agora passou de 9,12% para 9,15%. Para o final do ano que vem, a estimativa do IPCA (índice que mede a inflação do país), é de que a inflação atinja o maior patamar desde o ano de 2003, onde ficou com 9,3% de alta. A estimativa do governo para este ano é de uma inflação de 8,26%. A meta para o Brasil no ano de 2015 e 2016 é de 4,5%, mas com o atual intervalo de tolerância, o IPCA tende a variar entre os valores de 2,5% e 6,5%, o que não descumpre formalmente a meta. Com esse cenário, podemos ter uma inflação superando o teto do sistema de metas, o que não ocorre desde o ano de 2003.

Com a alta dos juros e da inflação, e a baixa do PIB, o governo deve lançar um pacote de medidas para tentar frear a queda da economia brasileira, se quiser tentar cumprir uma das promessas de reeleição do governo Dilma: o crescimento econômico do país.

Por Patrícia Generoso

PIB e inflação



Crise afeta a previsão de aumento dos salários no Brasil


As empresas estão pessimistas e não querem arriscar em dar aumento de salário aos funcionários nesta época de crise.

Se conseguir manter o emprego neste tempo de crise não está fácil, imagine só quem pensa em ganhar um salário. Diante da atual situação em que o país se encontra, boa parte das empresas já começaram as demissões e as que não demitiram estão tendo que traçar novas estratégias para conseguirem se manter "vivas". E este não é o cenário ideal para se falar em aumento de salários.

A consultoria Grant Thornton fez uma pesquisa, onde foram ouvidos 2.580 empresários de vários países e somente 8% deles estão dispostos a dar aumento para seus funcionários aqui no Brasil. Em janeiro, o salário mínimo tem um aumento, de acordo com a inflação e a grande maioria dos brasileiros só terá este aumento de salário, que na verdade é um reajuste e não um aumento como muitos dizem.

As empresas não estão vendo um futuro promissor, pelo menos a curto e médio prazo e não querem se arriscar com o aumento das despesas na folha de pagamento.

Nessa pesquisa realizada pela Grant Thomton, o número de empresas que tem otimismo para os próximos meses é de praticamente zero. A instabilidade econômica é a principal causa para tanto pessimismo das empresas, pois além delas terem que conviver com a atual crise, não recebem nenhuma confirmação de que a situação vai melhorar, pelo contrário, o alerta é de que as coisas piorem ainda um pouco mais.

A inflação no Brasil já atingiu altos níveis e o Governo não consegue dominar a situação, prometendo uma inflação menor somente para 2016, mas sem dar nenhuma prova de que irá conseguir isso. A economia não dá sinais de crescimento, pelo contrário, a tendência é cair um pouco mais, pois nem o Dia das Mães e o Dia dos Namorados conseguiram animar indústria e o comércio.

Diante de tudo isso, como um funcionário pode pensar em querer aumento? Mesmo que ele mereça, mesmo que a empresa tenha essa intenção, ambos terão que esperar um pouco mais, ou muito mais, pelo menos até que a economia dê sinais de que vai melhorar.

Por Russel

Salário



Previsão da inflação para 2015 aumentou para 9,12%


Especialistas elevaram novamente a previsão da inflação para 2015.

A economia brasileira está passando por dias complicados, afetando o dia a dia dos brasileiros. Desemprego, diminuição do crédito, desemprego, aumento da carga tributária, entre outros fatores têm contribuído para uma perspectiva negativa à medida que os meses vão passando. Especialistas de instituições financeiras realizaram uma revisão na previsão da inflação para o ano de 2015 e aumentaram o índice.

Nesta segunda-feira (13), a pesquisa Focus do Banco Central foi divulgada e mostrou que a estimativa da inflação para 2015 é de 9,12%.   Na pesquisa anterior, esse número era de 9,04%, sendo a 13ª semana consecutiva de piora da previsão. Isso deixa um alerta para os consumidores brasileiros sobre o descontrole da inflação, que de acordo com a meta do governo, seria de até 6,5%.   

A pesquisa indicou um ligeiro ajuste para baixo na alta do IPCA no final de 2016. Pela segunda semana seguida de redução, o IPCA para 2016 ficou em 5,44%, contra 5,45% da análise anterior. O IBGE, na semana passada, havia informado que a inflação oficial brasileira acelerou a 0,79% no mês de junho, sendo a maior alta em quase 20 anos para o período. No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação brasileira é de 8,89%.  

Já o PIB brasileiro para 2015 tem quase a mesma projeção anterior, com recuo de 1,5%. Os economistas do mercado financeiro haviam previsto um recuo de 1,49% na última estimativa. Caso este número seja confirmado ao final do ano, será o pior desempenho da economia brasileira desde 1990, ou seja, há 25 anos, quando o Brasil registrou uma queda de 4,35%.   

Há duas semanas, o Banco Central admitiu que o IPCA deverá ficar em 9% em 2015. De acordo com o órgão financeiro, a probabilidade de a inflação ficar acima do teto estipulado pelo Governo Federal, em 2015, é de 99%.   Já os juros, segundo os especialistas, passaram a ver a Selic a 12,25% no final de 2016, contra 12,06% nas projeções anteriores. Até o final do ano, a perspectiva é que a taxa Selic, que atualmente está em 13,75%, seja de 14,50%. De acordo com a reunião do final deste mês do Copom (Comitê de Política Monetária), a previsão é que exista uma alta de 0,5%.

Por William Nascimento

Inflação em alta



Itens que a inflação pesou mais e menos em junho


No 1º semestre deste ano a inflação atingiu seu maior índice desde 2003. Grupos como Despesas Pessoais e Transporte foram os que registraram maior alta na inflação e grupo Alimentação e Bebidas foi que menos pesou na inflação.

Desde 2003 que a inflação no Brasil não subia tanto como agora, no primeiro semestre do ano, e os brasileiros vão buscando alternativas para conseguirem driblar a alta dos preços em todos os setores, sendo que alguns subiram mais e outros menos em junho, mas a alta foi generalizada. O IBGE monitora 9 grupos e em 5 deles a inflação pesou bem mais agora neste mês de junho.

E por mais estranho que possa parecer, a inflação pesou muito mais nos jogos de azar, que tiveram um reajuste de 30%, elevando para o alto o grupo das "Despesas Pessoais". Neste grupo, a inflação pesou mais, subindo de 0,74% para 1,63% em apenas um mês.

Outro fator que ajudou na alta da inflação foram as passagens aéreas, um item sempre muito instável no IPCA e que teve uma alta de 29% em apenas um mês e, por isso, o grupo "Transporte" também pesou muito na inflação, dando um salto de -0,29% para 0,70% comparando os meses de maio e junho.
No grupo "Alimentação e Bebidas" a alta foi de 0,63% e no de "Habitação" o aumento registrado chegou a 0,86%.

Em quase 2 décadas, a inflação oficial apresentou a maior alta para o mês de junho e além dos jogos de loteria e as passagens aéreas, as contas de água e esgoto ajudaram a pesar para o aumento da inflação.
E maio, a inflação medida pelo IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor – ficou em 0,74% e em junho foi para 0,79%, sendo a maior alta para o mês de junho desde o ano de 1996. Para o primeiro semestre deste ano a inflação oficial já chegou a 6,17%, o maior índice desde 2003.

Diferente do que muitos acreditavam, a inflação pesou menos nos alimentos, pois com raras exceções, o grupo "Alimentação e Bebida" chegou a desacelerar de 1,37% registrado em maio para 0,63% no mês de junho. Mas isso não significa que os preços dos alimentos caíram, pelo contrário, eles continuam subindo, só que menos do que os grupos que pesaram mais para a inflação de junho.

Tomate, cenoura e hortaliças ficaram mais baratos entre maio e junho. Em compensação, a cebola e o pãozinho francês ficaram mais caros, só que em um ritmo mais lento do que no mês de maio.

Por Russel

Inflação



Bacen pretende deixar a inflação na meta até além de 2016


Banco Central tem o compromisso de fazer com que a inflação oficial caia para 4,5% até o final de 2016.

Não vai ser fácil, mas o Banco Central garante que vai trabalhar de forma assídua para conseguir fazer com que a inflação atinja a meta e seja mantida para além de 2016. O anúncio foi feito por Alexandre Tombini, presidente do Banco Central, ao participar de um evento em São Paulo, na última semana.
Alexandre Tombini garantiu que o Banco Central tem o compromisso de fazer com que a inflação oficial caia para 4,5% até o final de 2016.

A meta não vai ser nada fácil, já que a inflação anual no Brasil já subiu para 8,8% até o final do primeiro semestre e a expectativa para esta segunda metade do ano não é nada animadora. Novos aumentos da energia elétrica, combustível e o preço dos alimentos outra vez irão disparar os preços em vários setores, podendo até elevar a inflação ainda mais do atual patamar.

Mas Tombini reafirmou o compromisso do BC com a política monetária do país e vai atuar de forma contínua, vigilante, assegurando que a atual inflação seja convertida à meta para 2016 e, principalmente, que se mantenha estável para os anos seguintes.

Para conseguir frear a inflação e mais ainda, reduzi-la, Tombini aposta em "determinação e perseverança" e disse estar convencido de que todos os ajustes macroeconômicos vão ser a base para que o país possa retomar seu crescimento sustentável.

O Banco Central, através do "Relatório Trimestral de Inflação", deixou claro que as dificuldades econômicas poderão ser ainda maiores, visto que é necessário um aperto monetário ainda mais intenso, frente ao atual cenário onde a inflação não para de crescer, dificultando ainda mais que se consiga atingir a meta de apenas 4,5%.

A grande maioria dos especialistas aposta que a taxa básica de juros que atualmente está em 13,75% ao ano continue subindo e o consumidor tenha um crédito cada vez mais caro.

Ficou claro que o Banco Central vai se empenhar para conseguir deixar a inflação na meta até 2016 e nos anos seguintes, mas contando com pouco tempo para isso, somente o restante deste ano, terá que tomar medidas duras.

Por Russel

Inflação



Poupar Dinheiro pode ter Influência Genética


Pesquisa revela que genética pode influenciar na maneira como lidamos com o dinheiro.

Você é uma daquelas pessoas consumistas e que não conseguem poupar dinheiro? Pois saiba que isso pode ser culpa da genética, pelo menos é isso que defende uma pesquisa realizada pela Universidade de Washington em parceria com a CEIBS (China Europe International Business School). 

A pesquisa, que foi realizada pelo professor de economia Stephan Siegel, defende que a relação das pessoas com o dinheiro está muito além dos hábitos de consumo e educação. Segundo o estudo, os genes da pessoa podem influenciar tanto na riqueza como nos hábitos de poupar das pessoas.

Segundo o professor Stephan Siegel, 39% da diferença de quantias poupadas pelas pessoas durante a vida pode ser explicada através da genética. Esta conclusão foi tirada após a pesquisa analisar as declarações de renda de 30 mil gêmeos na Suécia, verificando a quantia gasta, poupada e investida por cada um.

A conclusão da pesquisa foi de que gêmeos univitelinos, que são gerados de um único óvulo e portanto possuem uma carga genética idêntica, possuem comportamentos bem semelhantes com relação ao dinheiro. Já os gêmeos bivitelinos, que são gerados a partir de dois óvulos e portanto possuem carga genética diferente, possuem um comportamento diferente com relação ao dinheiro. Em resumo, isso pode indicar que existe uma influência decisiva da genética na hora de poupar dinheiro.

De acordo com o professor de economia, cada pessoa nasce com uma predisposição genética para poupar. A pesquisa também mostrou que em indivíduos mais jovens a influência genética é maior. Já em indivíduos de meia-idade e mais velhos, esta influência genética é bem menor.

Mas não é apenas a genética que influencia na maneira de poupar. Boa parte dessa característica também vem da educação financeira que o indivíduo recebeu de sua família. Na pesquisa, as pessoas que tiveram acompanhamento financeiro até os 30 anos conseguiram poupar 20% mais do que quem teve menos tempo de acompanhamento.

Por fim, Stephan Siegel também listou outros fatores que são responsáveis pelo nosso hábito de poupar, entre eles estão: sexo, idade, renda, escolaridade e saúde. Estes fatores são responsáveis por 10% a 15% da maneira como economizamos.

Quem quiser conferir mais detalhes sobre esta pesquisa pode acessar o site do Journal of Political Economy (http://migre.me/pMocI), fonte que divulgou com exclusividade a pesquisa. Vale lembrar que para ter acesso à pesquisa completa é preciso pagar o valor de US$ 14,00.



Projeção da Selic subiu para 13,50%


Com a nova alta da Taxa Selic houve um aumento de 0,25% em relação à previsão anterior. Para 2016, as especulações apontam uma Taxa Selic de 12%.

Economistas de diversas instituições financeiras fizeram uma projeção de aumento para a taxa Selic para 13,50%. As especulações surgiram através da atual situação do mercado econômico, principalmente após a elevação da taxa básica de juros Selic, feita pelo Banco Central, para 13,25% na última semana, o que gerou maior aperto monetário, segundo os economistas.

Para esclarecer, a Taxa Selic é conhecida também como taxa básica de juros da economia brasileira. Ela interfere diretamente na vida dos brasileiros, pois é utilizada como referência para os empréstimos entre bancos, aplicações feitas por estas instituições bancárias através de títulos públicos federais e também nos juros de empréstimos e financiamentos feitos por pessoas físicas e jurídicas, ou seja, todos nós.

A Pesquisa Focus, do Banco Central, divulgada neste mês, aponta para a expectativa feita pelos economistas, uma vez que os resultados mostraram uma projeção de aumento para 13,50% da taxa Selic até o fim de 2015. É 0,25% maior do que a última previsão.

Para 2016 as especulações apontam para uma queda na taxa Selic, que não deve passar de 12%. O que gera certa desconfiança, uma vez que as projeções econômicas têm sofrido alterações repentinas diante do cenário atual.

Os economistas também projetaram uma expectativa para a inflação, que tem aumentado paulatinamente. A perspectiva para a alta do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) até o fim do ano será de 8,26%. Em relação à pesquisa realizada anteriormente a expectativa subiu 0,01 ponto percentual.

A inflação para o ano que vem manteve a perspectiva de aumento de 5,6%.

Guardadas as expectativas e projeções para as taxas futuras, a boa notícia é que, com o aumento da Taxa Selic, a margem de lucro da caderneta de poupança aumenta. Uma ótima notícia para os investidores tradicionais.

O cenário aponta, mais uma vez, para uma facilidade de endividamento do consumidor, com a alta dos juros e o aumento da margem de crédito do cartão de crédito, que passou de 30% para 40% da folha salarial do trabalhador. Ou seja, o mercado tem oferecido condições para endividamento, em contrapartida reduz o poder de compra do cidadão.

Por André César

Taxa Selic



Situação da economia brasileira em 2015


Previsão da inflação para 2015 é de 8,26%. PIB com retração para 1,18% e juros estão chegando a 13,25% ao ano.

A cada início de  mês os brasileiros ficam mais apreensivos e preocupados. Tudo isso se  trata não apenas ao dia do pagamento que está chegando, mas  sim da inflação que sobe  de maneira descontrolada.

Que o nosso salário não está dando para nada, isso todo mundo  já  sabe, é só chegar ao mercado e colocar as compras  no carrinho e quando chegar ao  caixa para pagar levar um susto com o valor das  compras.

Acredito que daqui um tempo os caixas de supermercados vão precisar ter junto deles um desfibrilador, pois enfartaremos quando formos abrir a nossa carteira.

De acordo com as informações dadas pelos economistas na semana passada, a previsão da  inflação para 2015 dadas pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor  Amplo (IPCA) será de 8,26% que  atingirá o maior patamar desde 2003 quando foi de  9,3%.

O Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com os  economistas, teve uma retração para 1,18%,  contra a  estimativa anterior que era de 1,10% em  2015.

O PIB que é a soma de todos os bens e serviços realizados no Brasil, independente de quem tenha produzido, serve para medir a economia brasileira.

No final de março o IBGE informou que a economia brasileira cresceu 0,1% em 2014, as  somas das  riquezas em  reais foram cerca de R$ 5,52 trilhões e o PIB per capita caiu para R$ 27.229, sendo assim o pior  resultado desde 2009, ano que ocorreu a crise internacional onde houve um recuo de 0,2%.

Além da inflação que vem subindo e o PIB que  despenca, algo vem subindo bem mais que a inflação, os  juros , de acordo com o Banco Central, estão em alta chegando em  torno a  13,25% ao ano, podendo aumentar 0,25 percentuais, isso faz com que tenhamos mais um aumento, fechando assim em 13,50%.

De acordo como Banco Central a  alta dos  juros é uma medida de  conter a alta pressão inflacionária.

Por André Escobar

Economia



Saiba como passar pelo período de recessão econômica


Ultimamente, foram publicados diversos boletins, todos eles indicam uma situação econômica bastante complicada. Taxas de juros subindo além da taxa básica Selic, inflação crescendo de forma muito rápida, o Produto Interno Bruto caindo vertiginosamente, enfim, todos estes indicadores confirmam aquela ideia que ninguém gostaria de aceitar, mas que é inevitável: estamos perante uma recessão econômica

Admitir a crise é o primeiro passo para superá-la. Não adianta "remar contra a maré" porque a saúde econômica do país também depende do entendimento e da forma como a crise será enfrentada. Após entender que já estamos ingressando no período inicial da recessão, já estamos aptos para saber e planificar qual será a nossa conduta ao longo de todo esse duro percurso. 

Uma das principais questões a ter em conta numa recessão, é a necessidade de um planejamento e controle das despesas. Saber quais gastos são realmente imprescindíveis e quais não, qual é conta que merece maior atenção (aquela que possui uma taxa de juros maior que tem menos possibilidades de ser saldada caso vire uma "bola de neve") e, principalmente, ter consciência de que os supérfluos não poderão fazer parte da sua vida durante a crise.

Nesse período de economia desacelerada você não deverá estar sozinho, desta forma, conscientize toda a sua família que serão necessários esforços e empenho extra para passar por esta época da melhor forma possível.

Se puder, faça uma reserva para não precisar recorrer a empréstimos ou créditos consignados, caso apareçam despesas extras. Surpresas acontecem, entretanto, é preciso que as pessoas fiquem preparadas para qualquer eventualidade encontrada no meio do caminho. Ninguém está livre de um resfriado, de um eletrodoméstico quebrado ou de uma viagem inesperada a trabalho, por isso, a recomendação é tentar salvar um pouco da sua renda mensal numa poupança ou em fundos de renda fixa (melhor opção para os mais inseguros).

Caso você utilize cartões de crédito, fique atento ao que gasta, para não correr o risco de poder pagar só o valor mínimo e começar a acumular uma conta difícil de abater.

Como pode ser visto, a preparação para um período de recessão não é uma tarefa sobre-humana, mas merece muita atenção para que todos possam passar pelo período da melhor forma possível.

Por Melina Menezes

Recess?o econ?mica



IPCA-15 fechou fevereiro com o maior índice desde 2003


O IPCA-15, Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15, fechou o mês de fevereiro com variação de 1,33%, a maior desde fevereiro de 2003, quando atingiu 2,19%. Este índice mede uma prévia da inflação oficial do governo.

Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA-15 ficou 0,44 ponto percentual acima da taxa de janeiro (0,89%).  

O objetivo do IPCA-15 é medir a inflação de um conjunto de serviços e produtos comercializados no varejo, referentes ao consumo pessoal das famílias brasileiras, cujo rendimento varia entre um e quarenta salários mínimos, qualquer que seja a fonte de rendimento. Com o resultado de fevereiro, o IPCA-15 acumulado em 2015 (janeiro e fevereiro) ficou em 2,33%. Já no acumulado nos últimos 12 meses a taxa ficou em 7,36%.

Assim como o IPCA, o IPCA-15 tem a mesma metodologia no que abrange as regiões envolvidas na pesquisa e a mesma faixa de renda, no entanto, tem período de coleta diferenciada. Neste caso, a última metade do mês anterior e a primeira do mês de referência.

A alta dos preços por causa da inflação já era esperada, inclusive pelo IBGE, uma vez que a inflação de fevereiro reflete a alta de preços de diversos serviços administrados pelo governo, como mensalidades escolares, tarifas de energia e combustíveis. No setor de educação a alta de 5,98% registrada reflete os reajustes no início do ano letivo, especialmente os aumentos nas mensalidades dos cursos regulares, que subiram ainda mais, em 7,29%. Já no grupo de transporte, a alta de 1,98% reflete, em especial, os reajustes ocorridos nas tarifas de ônibus urbanos (7,34%), como consequência dos impactos das elevações dos preços das tarifas. O grupo de alimentação e bebidas também sofreu alta (0,85%). Neste caso, há reflexão dos fortes aumentos de alguns produtos, como o feijão carioca, que subiu 10,07%.  

Segundo o IBGE, Rio de Janeiro e São Paulo registraram os maiores índices: 1,59% e 1,58%, respectivamente. No Rio de Janeiro, houve uma forte pressão para alta nas tarifas de ônibus urbano, que correspondeu a 8,28%. Já em São Paulo, a energia elétrica subiu 12,17%, enquanto os ônibus urbanos tiveram reajuste de 12,18%.

Por William Nascimento

IPCA-15



Previsões indicam que PIB terá redução de 0,42% em 2015


Você sabe o que é o PIB? Ele representa a soma de tudo que é realizado do território do país em relação a bens e serviços. Sua função é medir o crescimento da economia.

Economistas do mercado financeiro não estão nada otimistas em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), conforme previsão divulgada pelo Banco Central na última quarta-feira, dia 18, haverá “encolhimento” de 0,42% ao longo de 2015. Esse dado possui como base uma pesquisa realizada com mais de 100 instituições financeiras.

Após sete semanas de piora do mercado para o PIB de 2015, pela primeira vez os bancos divulgaram essa precisão de encolhimento. Até duas semanas atrás, previa-se crescimento zero para o PIB em 2015. Essa mesma previsão foi divulgada pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, ao longo do encontro reunião do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, que ocorreu em janeiro.

No mesmo momento em que a estimativa para o PIB regrediu, a previsão de inflação para este ano subiu. A menos de duas semanas a expectativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2015 era de 7,15%, esta semana passou para 7,27%. Se esse dado for confirmado, corresponderá a maior taxa desde 2004.

Visando reorganizar as contas públicas, o governo não repassará mais os R$ 9 bilhões que estavam estimados para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). Em consequência, o preço da energia elétrica pode subir em 40% até o final do ano. Outro novo aumento será na tributação dos combustíveis ao longo das próximas semanas, está previsto 6,5% no diesel e 8% na gasolina.

A taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, que atualmente está em 12,25% ao ano, prevê-se subir para 12,75% até o fim de 2015.

Em 27 de março o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgará informações oficiais sobre o PIB do 4º trimestre de 2014, e então será possível confirmar informações a respeito de recessão ou não no último trimestre do ano passado. 

Por Rafaela Fusieger

PIB



Pacote Fiscal de 2015 está previsto para render R$ 20 bilhões


O Ministério da Fazenda já trabalha com um novo valor para o pacote fiscal deste ano, dos R$ 15 bilhões que eram pretendidos pelo Governo, o pacote aumentou para R$ 20 bilhões. A razão do aumento do pacote é a desconfiança perante o cumprimento do superávit primário das contas públicas em 2015. Este valor a mais será conseguido através de medidas adicionais que permitam o ajuste das contas públicas. Juntamente com essas ações e novos cálculos, o setor econômico está focado em aumentar os investimentos voltados à infraestrutura e melhorar a agenda do crescimento.

A agenda tem como objetivo conseguir uma melhora significativa no ambiente de negócios para que a economia sofra uma depressão mais expressiva. A agenda de crescimento está sob os cuidados de Afonso Arinos de Melo Franco Neto, Secretário de Política Econômica.

As mais novas medidas que visam ao aumento da receita estão sendo colocadas em prática para conseguir o reforço do caixa e assim dissipar ou pelo menos diminuir consideravelmente as desconfianças com a capacidade do Ministro da Fazenda, Joaquim Levy em conquistar até o final de 2015 e entregar R$ 66,3 bilhões devido à recessão. 

Algumas das medidas que serão tomadas são o aumento dos impostos, o corte nas desonerações, a redução de gastos com subsídios finalizando o Programa de Sustentação do Investimento (PSI).

Para obter bons resultados e que as medidas sejam tomadas da melhor forma possível, Levy explica que o corte necessário no orçamento será proporcional ao nível de aumento das receitas, assim, se o aumento for pouco, o corte do orçamento da União será maior. O Ministro enfrenta opiniões contrárias do setor produtivo e da base aliada. No caso de Armando Monteiro, Ministro da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior, ele admite os ajustes na redução da alíquota do Programa Reintegra, mas ainda está resistente quanto à finalização do PSI.

Todas as medidas que sejam tomadas deverão ser muito bem analisadas, visto que elas terão um alto impacto sobre a situação da economia brasileira. 

Por Melina Menezes

Pacote fiscal de 2015



IPC-S registrou desaceleração na 1ª quadrissemana de fevereiro de 2015


O retrocesso do Grupo Habitação de 2,01% no mês de janeiro para 1,69% em fevereiro foi a principal causa da desaceleração do Índice de Preços ao Consumidor-Semanal, o IPC-S.

O resultado obtido foi conseguido através de uma pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas em sete capitais do Brasil. Os dados resultantes foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia da FGV, o Ibre.

Na última quadrissemana do mês de janeiro, o IPC-S foi de 1,73% já na primeira semana do mês de fevereiro foi de 1,63%, registrando uma queda de 0,10 pontos percentuais. 

Neste período houve cinco classes que diminuíram suas taxas de variação. Dessas classes destacam-se alguns grupos.  O grupo de alimentação de Legumes e Hortaliças registrou uma queda de quase 3%, já os cursos formais tiveram uma queda de 2,06%, pacotes de telefonia fixa diminuíram sua taxa para 0,75%, dentro do grupo de despesas diversas o cartão de comunicação diminuiu sua taxa para 0,33%. 

As maiores influências de alta isoladas foram registradas pelos itens referentes às tarifas de eletricidade, transporte urbano, refeição em bares e restaurantes, cursos de ensino superior e automóvel novo.

As menores influências de baixa foram detectadas nos itens: perfume, passagens aéreas, tarifas de taxi, blusa feminina, leite longa vida.

Mesmo com a recuada do IPC-S na maior parte das capitais pesquisadas (cinco de sete) em São Paulo, o IPC-S disparou. Em São Paulo o IPC-S da primeira semana de fevereiro ficou em 2,3% (índice bem alto se comparado ao registrado no país, 1,63%). Além do aumento do IPC-S na capital paulista, em Belo Horizonte também foi registrado um aumento nesse índice. Em Belo Horizonte a alta foi de 0,08%.

Nessa pesquisa, o Rio de Janeiro ficou com o terceiro lugar em termos de alta no IPC fechando com 1,65% (0,02% a mais do que o IPC nacional). Porto Alegre, capital gaúcha, registrou uma alta de 1,26%. Esta mesma alta foi registrada em Brasília (DF).

Por Melina Mariel Menezes Pereda

IPC-S



Expectativas para o Brasil em 2015 são de crescimento nulo e de inflação alta


As notícias na economia são bem desanimadoras para todo o ano de 2015. De acordo com o Relatório de Mercado Focus, o PIB deste ano será de 0% e, consequentemente, haverá uma alta inflação neste período.

O indicador do PIB por sexta vez consecutiva marcou para baixo, assim ele passou de ser de 0,03% para 0,00%. Essa variação negativa vai contra as expectativas que havia há quatro semanas atrás, nesse período esperava-se que o PIB tivesse uma variação de 0,40% positiva.

Esta situação de desaceleração da economia foi confirmada pelo Presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. O Presidente reconheceu que a País deverá continuar no processo de estagnação econômica durante 2015 e que logicamente com esse resultado, a inflação tende a permanecer alta.

Sobre a inflação, o que se tem a dizer é que é esperado que o valor alcançado supere a meta de 6,5%. Somente no mês de janeiro foi detectada uma alta de 1,24% nos preços. Considerando que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo aumentou 7,14% em doze meses, isso significa um aumento previsto de 1,02% ainda no mês de fevereiro. A taxa Selic também teve um aumento considerável neste ano e segundo as informações cedidas pelo mesmo Relatório Focus, ela finalizará este ano em 12,5%.

Ainda de acordo com o Relatório Focus em 2015 não foram detectadas mudanças para o dólar e no que diz respeito ao Investimento Estrangeiro Direto (IED), ele será suficiente apenas para cobrir o resultado negativo em 2015, assumindo o valor de US$ 60 bilhões.

Uma das principais razões para o aumento da inflação é o acréscimo dos preços do combustível, energia elétrica, entre outros. Para estes produtos foi identificada uma alta de preços de 9,3%. 

Segundo os economistas, para o ano de 2016, as previsões são mais animadoras. Cogita-se que a indústria contará com uma expansão de 2,5%, configurando uma alta na economia de 1,5%. Já o IPCA para 2016 poderá chegar a 5,6% no final deste ano. No que se refere à expectativa de alta nos preços dos produtos que neste ano fizeram grande diferença no aumento da inflação (gasolina, energia elétrica) estima-se que para o ano de 2016 a inflação destes seja menor. Sobre a taxa Selic, ao contrario do que acontecerá em 2015, em 2016 ela poderá baixar, chegando a 11,5%.

Continuando as perspectivas para o ano de 2016 nesta semana, as estimativas para o dólar permanecem praticamente inalteradas e em R$ 2,82. A balança comercial para o próximo ano até uma melhora substancial e o IED será um pouco abaixo do esperado ainda na semana anterior, fechando em US$ 59,9 bilhões e não em US$ 60 bilhões.

Por Melina Menezes

Economia brasileira



Dicas FGTS – Reajuste Correto do fundo é um direito do cidadão


Todos os cidadãos brasileiros que tenham contribuído com o FGTSdesde o ano de 1999 têm o direito dado por lei trabalhista aoreajuste do percentual do FGTS. Para entender, o cálculo feito era de uma taxa sobre o depósito feito no mês vigente e de uma taxa de 3% a 6% ao ano.

Para contabilizar este reajuste do FGTS, o governo utilizava o reajuste dado pela TR (Taxa Referencial), baseada em índices errôneos, com isto, causando aos trabalhadores uma defasagem que pode chegar até a 88% do valor exato. A TR não acompanhava ao INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), indicador que acompanha a variação da inflação sobre os preços médios dos produtos e serviços, causando com esse erro, a correção inexata dos valores.

Para todos aqueles que tenham ou tiveram saldo no FGTS nos últimos 14 anos, deve procurar por um advogado trabalhista, movendo uma ação individual ou sindicato da categoria, no caso, para aproveitar ações coletivas, pois, para reaver a diferença no saldo, o trabalhador precisará mover ação contra a Caixa Econômica Federal, a entidade gestora do FGTS.

Ao solicitar os seus direitos é necessário que disponibilize os seguintes documentos: Extrato do FGTS desde 1999 ou conforme o período, tal documento pode ser recolhido junto a qualquer agência da Caixa Econômica, cópia do RG e CPF, comprovante de endereço, cópia da CTPS e PIS/PASEP e para os aposentados, apresentar cópia da carta de Concessão do Benefício.

Em relação a receber de imediato ou não os valores correspondentes, serão estabelecidos de acordo com a Justiça Federal, pois o FGTS possui regras específicas para os saques e, de qualquer maneira, a diferença pode ser reajustada ao saldo existente em conta e utilizada para outros benefícios, tais como a aquisiçãodo financiamento da Casa Própria.

Para os trabalhadores que já tiveram o resgate do FGTS, devido a demissões sem justa causa ou aposentadoria, verifique a melhor forma de entrar com a ação junto ao seu advogado.

FGTS.



Economia X Sálário dos Executivos


A produção industrial no Brasil não está indo tão bem quanto nos anos anteriores. Com o câmbio oscilando muito, os preços dos produtos estão em aumento, o que dificulta as transações comerciais para o exterior, pois os preços altos dos produtos industriais reduzem a competitividade perante os mesmos produtos fabricados em outros países.

Isso de fato está ocorrendo, visto que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi de 0,6% comparado com o último trimestre de 2012. 

Segundo uma pesquisa realizada pela Consultoria Hays (especializada na colocação laboral de profissionais especializados em cargos permanentes), 55% dos executivos detentores de altos cargos tiveram um aumento nos salários e em mais da metade deles o aumento registrado foi de 5,5%. 

Existem dúvidas do porquê destes aumentos salariais sendo que a economia industrial não está no seu melhor momento, especula-se que negociações trabalhistas e demanda de mercado por profissionais especializados num cenário de pouca oferta de mão-de-obra deste tipo, possam ser os responsáveis pelos excessivos aumentos.

Esta pesquisa identificou que os executivos de alto escalão estão recebendo remunerações com valores semelhantes aos recebidos pelos profissionais europeus de países como Itália e Alemanha. Se bem ocorreu uma elevação no valor do salário base, os incentivos de curto prazo como bónus e participação nos lucros e resultados (PLR) tem diminuído.

As indústrias que oferecem melhores condições de remuneração para os executivos são as dedicadas à construção e à mineração.

Por Melina Menezes



Governo quer mais trabalhadores estrangeiros no Brasil


A Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República informou neste sábado, dia 30 de dezembro de 2012, que irá propor em março de 2012 diversas medidas para receber maior quantidade de trabalhadores estrangeiros.

Esta idéia tem como principais objetivos obter mão de obra qualificada vinda de outros países e com isso aumentar a competitividade do país frente ao restante do mundo.

Dentre as propostas estão a realização de “summer job” (emprego de verão) para estudantes de universidades estrangeiras além de deixar de exigir contrato de trabalho para liberar visto a profissionais do exterior que sejam altamente qualificados em sua área de atuação.

Outra alteração que será proposta consiste em tornar mais flexíveis as regras para um estrangeiros que eventualmente mude de cargo ou emprego no país sem a necessidade de refazer todo o processo de registro no Ministério do Trabalho.

De acordo com o órgão, a intenção destas medidas é de tornar o Brasil um país moderno e ágil para os imigrantes ficando, assim, mais atrativo do que países como Estados Unidos, Austrália e Canadá.

No entanto, Paes de Barros – representante da SAE – disse que este processo de atração dos estrangeiros para o Brasil é um processo que irá levar no mínimo 20 anos para ocorrer já é preciso não apenas aumentar as opções de trabalho no país como também simplificar a entrada e permanência destes imigrantes por aqui.

Por Ana Camila Neves Morais



Brasil possui mais de 16 milhões de empregos verdes


Uma das grandes tendências no mercado de trabalho atual são os chamados “empregos verdes” que são chamados assim porque realizam atividades que preservam o meio ambiente.

Com relação a este tipo de atividade laboral, o Ipea identificou que cerca de 37% dos brasileiros possuem este tipo de emprego que consiste em um percentual maior do que o estimado pela OIT.

Este montante representa aproximadamente 16,3 milhões de pessoas em um total de 335 profissões consideradas com potencial ecologicamente correto.

Por Ana Camila Neves Morais



Crise econômica pode ameaçar setor de empregos no Brasil em 2013


A economia brasileira viveu momentos críticos de crise em alguns setores e, segundo especulações, estes problemas podem chegar ao setor de empregos nacionais.

Esta estimativa é feita em decorrência da baixa recuperação da economia do Brasil que terá como conseqüência uma redução na oferta de empregos para evitar prejuízos maiores.

Em 2012 os empregos formais tiveram uma redução de 45% e em 2013 é esperado que haja uma manutenção desta diminuição no mercado de trabalho.

Além de se preocupar com a redução do número de vagas oferecidas aos brasileiros, o governo teme ainda o aumento nas demissões de funcionários como no setor de serviços.

 Por isso, é preciso aguardar o próximo ano para verificar o ritmo de reação da economia para verificar, de forma real, as conseqüências na vida laboral dos brasileiros.

Fonte: Reuters

Por Ana Camila Neves Morais



CNI afirma que indústria não irá contratar mais do que o esperado em 2013


A indústria brasileira viveu em 2012 momentos de intensa crise econômica que foi refletida em dispensas de funcionários.

Segundo a CNI (Confederação Nacional da Indústria) o desemprego na indústria nacional não foi maior devido ao fato dos empresários considerarem mais caro formar um novo profissional do que manter o antigo funcionário com baixa produção.

Apesar disso, a CNI não acredita em aumentos expressivos no número de funcionários na indústria no ano de 2013 tendo uma estimativa de que, com a manutenção do crescimento do setor, sejam inseridos neste mercado mais 3 milhões de profissionais treinados.

Além disso, a CNI espera uma taxa de desemprego na indústria de 5,3% menor do que o montante de 5,5% de 2012 dando fortalecimento para a efetiva recuperação do setor no Brasil.

Por Ana Camila Neves Morais



Serasa Experian espera maior concessão de crédito ao consumidor em 2013


O Serasa Experian apresentou neste mês de dezembro dados relevantes com relação ao crédito concedido no Brasil para os consumidores.

Esta avaliação permite visualizar de forma antecipada os movimentos relacionados ao crédito para os próximos seis meses.

Segundo este órgão o índice relativo a esta informação cresceu 0,5% no mês de outubro que consiste em um valor mais alto do que os vivenciados no início de 2012.

Além disso, para 2013 é esperada uma alta mais expressiva nas concessões de crédito ao consumidor que foram freadas durante o ano de 2012, dentre outras razões, pelo alto nível de inadimplência que impede a liberação de dinheiro.

Por Ana Camila Neves Morais



Maioria das empresas pretende aumentar salários em 2013


O setor de empregos não sentiu os efeitos da crise econômica mundial e mantêm a empregabilidade evitando taxas altas de desemprego.

Apesar disso, segundo o International Business Report (IBR) 2012 realizado pela Grant Thornton International com 12 mil empresas privadas distribuídas em 40 países, o ritmo de contratação em 38% da empresas do Brasil teve uma queda de 11 pontos percentuais no segundo semestre do ano.

Mesmo com este dado negativo, o Brasil conseguiu obter a 4ª colocação entre os países que mais realizam contratações de trabalho.

No entanto, não existem estímulos locais para as contratações já que no país a produção possui custos muito altos, uma elevada carga tributária e mão de obra sem a qualificação necessária.

Com isso, um dos meios usados pelas empresas é a retenção de talentos através da oferta de altos salários a seus profissionais.

Em relação a esta questão 63% das empresas afirmaram que irão aumentar os salários com valores acima da inflação e apenas 5% não irão conceder nenhum tipo de aumento salarial a seus empregados.

Por Ana Camila Neves Morais



Crescem demissões em Wall Street


A crise econômica está fazendo muitas vítimas nos Estados Unidos e a mais nova afetada é Wall Street.

Isso mesmo! O grande centro econômico do mundo está sofrendo com demissões e problemas financeiros.

A prova disso é os mais de 1.200 trabalhadores que foram dispensados por suas empresas além da grande monta de dispensas que será feita pelo Citigroup que ficará com 11.000 funcionários a menos na cidade de Nova York.

A situação de crise está exigindo a redução dos serviços financeiros para aumentar a lucratividade

Para atender a esta necessidade, apesar de aproximadamente 20 mil demissões no setor financeiro de Nova York as companhias presentes na bolsa de valores irão lucrar ao final de 2012 mais de 15 bilhões de dólares, mas à custa das dispensas e contenções realizadas.

Fonte: Reuters

Por Ana Camila Neves Morais



Brasileiro tem menos medo do desemprego, segundo CNI


A CNI (Confederação Nacional da Indústria) divulgou nesta quarta-feira, dia 19 de dezembro de 2012, os dados recentes do IMD (Índice do Medo do Desemprego).

Segundo o estudo houve uma queda de 1,1% no indicador no mês de outubro em relação a setembro e uma redução de 2,6% quando equiparado a dezembro de 2011.

A única alta no medo de ficar desempregado foi registrada entre os profissionais com nível superior nos quais o IMD passou de 77 para  81,9 pontos.

Ao considerar este indicador nas regiões do país, o Sudeste e Nordeste apresentaram uma pequena alta com 72,2 e 75 pontos enquanto as regiões Norte, Centro-Oeste e Sul tiveram reduções.

Esta situação identifica é justificada pela CNI pelo fato de que os grandes problemas da economia foram sentidos de forma específica nos setores industriais enquanto nos outros setores os níveis de emprego foram preservados mantendo, assim, a confiança dos profissionais.

Por Ana Camila Neves Morais



Fábrica da Samsung pode causar câncer


Nesta sexta-feira, dia 14 de dezembro de 2012, o Serviço de Compensação e Bem-Estar dos Trabalhadores da Coréia do Sul concluiu que a fábrica da Samsung foi a responsável pela ocorrência de câncer de mama em uma das funcionárias da empresa que ocasionou a sua morte.

Segundo a entidade, houve uma forte relação entre o surgimento do câncer de mama na funcionária e o seu período de cinco anos trabalhando na fábrica de semicondutores da Samsung em Seul, sendo que a mulher morreu em março de 2012 com apenas 36 anos.

Ainda de acordo com a avaliação, Kim foi exposta a substâncias altamente cancerígenas como benzeno, radiação e solventes orgânicos.

Com esta decisão, à qual a Samsung não irá apelar, a família da ex-funcionária irá receber uma indenização no valor de aproximadamente quatro anos de trabalho da falecida.

Por Ana Camila Neves Morais



Crescimento do emprego formal pode ter estagnado no Brasil


O IBRE/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas) divulgou dados que indicam o limite da formação de empregos formais no país.

Segundo a pesquisa, o Índice de Economia Subterrânea parou de cair, após cinco anos de quedas consecutivas, e está estacionário em 17%.

Como as quedas no IES eram causadas pelo crescimento do emprego formal no Brasil, a sua manutenção indica a parada no surgimento de novos empregos formalizados.

Para os analistas, o limite da criação de empregos formais surgiu devido à baixa escolaridade do brasileiro e à excessiva rigidez das leis trabalhistas que impedem o crescimento da economia.

Com isso, para a volta no crescimento de empregos formais é preciso não apenas diminuir a rigidez trabalhista como também melhorar a educação nacional.

Por Ana Camila Neves Morais



Nível de desemprego diminui nos Estados Unidos


A crise econômica continua fazendo estragos nos Estados Unidos e nesta última semana as informações apontam uma redução no número de pedidos para auxílio-desemprego no país.

Segundo dados do departamento do Trabalho houve uma queda de 29 mil pedidos com relação à semana anterior perfazendo um total de 343 mil pedidos de auxílio-desemprego.

Este indicador sugere o início de uma recuperação da economia norte-americana com tendência à estabilidade em um futuro próximo.

Fonte: Reuters

Por Ana Camila Neves Morais



Aumento da Escolarização e Renda dos Brasileiros pode trazer Novas Oportunidades para o país


Júlio Ramundo, diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), disse que o aumento da escolarização no Brasil, associado a maiores rendas para grandes camadas da população, poderá em 2020 abrir oportunidades novas no país para indústria de bens de consumo. Segundo ele, esses novos consumidores estão mais “sofisticados”, o que incentiva a inovação e diferenciação nesse setor da indústria.

Ramundo expôs suas projeções durante o seminário “Perspectivas para a Indústria e a Infraestrutura”, promovido pelo BNDES nessa segunda-feira, dia 29 de outubro, no Rio de Janeiro.

Segundo ele, espera-se que o mercado consumidor brasileiro de bens de consumo se amplie, em especial em produtos mais sofisticados para atender as necessidades dos novos consumidores, que estão chegando ao mercado com as políticas de distribuição de renda do governo e com o aumento médio da escolaridade da população nos últimos anos.

O diretor do BNDES avalia ainda que o contexto econômico atual teria ultrapassado a divisão entre industrialização e exportação de commodities (produtos básicos como ferro, café, entre outros). Para ele, a produção de bens primários inclui a utilização de cada vez mais tecnologia e traz oportunidades para inovações importantes no setor.

Fonte: Estado de Minas

Por Matheus Camargo



Dilma Rousseff destacou as ações que devem ser tomadas para fortalecer a economia brasileira


Durante o lançamento do Programa de Apoio à Competitividade da Indústria Brasileira, a presidente Dilma Rousseff aproveitou para falar sobre quais ações devem ser tomadas para que a economia brasileira cresça em patamares mais altos do que os atuais. O evento aconteceu na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), na sexta-feira (13/04).

Segundo Dilma é necessário reduzir os juros cobrados e também os spreads dos bancos para que o país possa crescer de maneira sustentável. A presidente ainda lembrou que estes dois fatores são os que mais influenciam negativamente a economia brasileira.

Apesar disso, Dilma disse que também é necessário evitar que as medidas protecionistas adotadas por nações em crise afetem a economia do Brasil através da valorização do câmbio. Para finalizar, a presidente concordou com os empresários, que afirmam que a carga tributária do país é muito elevada. “O Brasil tem hoje certas estruturas tributárias que são muito pesadas para serem carregadas num processo de desenvolvimento sustentável”, afirmou Dilma.

Para resolver este cenário, o importante seria apostar na produtividade e na inovação, além de melhorar a estrutura do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) e os registros de patentes.

Por Matheus Camargo

Fonte: CNI



CNI – Previsão de crescimento da economia brasileira em 2012


A projeção da Confederação Nacional da Indústria (CNI) não é de um ano tão positivo para o setor econômico. De acordo com os dados divulgados na quinta-feira (12/04), a projeção de crescimento é de somente 3%, o que significa que o Brasil ainda tem dificuldades para sair da estagnação registrada no ano passado.

Além disso, a estimativa publicada está abaixo do índice esperado pelo Ministério da Fazenda, que espera crescimento de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Vale lembrar que a presidente Dilma Rousseff já disse que quer alta de 5%.

Outras perspectivas de crescimento também foram mais positivas que a da CNI. O Banco Central aposta em 3,5% de alta, enquanto o mercado financeiro projeta 2,3% de crescimento.

A CNI também indicou que os índices de inflação devem sofrer redução este ano. A perspectiva é que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fique em 5%. A meta do Governo Federal é manter a inflação em 4,5%, sendo que o limite é de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. A CNI também informou que, com a retração da inflação, os juros também devem cair, devendo chegar a 9%.

Por Matheus Camargo

Fonte: CNI



Investimentos sociais devem estar ligados aos setores de cada empresa


A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, falou na sexta-feira (30/03) que o “progresso dos investimentos sociais precisa estar relacionado ao desenvolvimento da economia”. Na verdade, o que Campello quis dizer é que as empresas precisam investir socialmente nos setores em que atuam. A frase foi dita durante o 7º Congresso do Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (GIFE) – Novas Fronteiras do Investimento Social.

Tereza Campello foi convidada a participar de uma mesa redonda que abordou a união das ações sociais privadas com as políticas públicas do mesmo segmento. Por isso, a ministra declarou que o Brasil já não está no período de realização de projetos-piloto, mas avançou e segue um ciclo de constante desenvolvimento social. Ela ainda relembrou que 30 milhões de pessoas saíram da situação de miséria e 40 milhões chegaram à classe média.

Perguntada sobre o que deveria ser feito para ampliar os investimentos sociais provenientes de empresas privadas, a ministra disse que uma alternativa é unir as ações sociais aos negócios da empresa. “Somente isso garantirá escala e a permanência das iniciativas. Ou seja, o dinheiro não deve ser pulverizado em ações piloto e que não dialogam com o negócio”, ressaltou.

Por Matheus Camargo

Fonte: Ministério do Desenvolvimento Social



PIB – Projeção de crescimento em 2012


A pesquisa Monitor da Percepção Internacional do Brasil, divulgada na terça-feira (27/03) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revelou que a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro para os próximos 12 meses é de 1,6% a 3,5%, o menor nível já atingido pelo indicador.

A inflação também deverá ficar acima da meta de 5,5% no mesmo período. Mesmo assim, os estrangeiros acreditam que o país terá como controlar a inflação, sendo que o indicador registrou 23 pontos, voltando a ter alta depois de passar boa parte do ano passado negativo.

Já o Produto Interno Bruto não teve tão boa avaliação, tendo ficado com 14 pontos, o menor nível já registrado. Desde 2010, quando o levantamento começou a ser realizado, o indicador caiu de 59 pontos para 14 pontos.

O índice que avalia os níveis de acesso da população aos bens de consumo sofreu alta de 35 pontos, chegando a 27 em março deste ano. Em agosto do ano passado, o indicador ficou em 8 pontos negativos.

A análise do Ipea é de que a economia voltará a crescer, principalmente pelo impulso das projeções de aumento das condições de crédito.

Por Matheus Camargo

Fonte: Pesquisa Ipea



Economia brasileira – Novas previsões para 2012 e 2013


A previsão de crescimento da economia do Brasil para 2012 caiu para 3,23%, o dado foi divulgado por analistas consultados pelo Banco CentralDe acordo com esses profissionais, a projeção de crescimento para 2013 também passará por mudanças, inicialmente estava cotada a 4,2% e passou para 4,29%

Os consultores também analisaram a indústria nacional, segundo eles o crescimento referente à produção industrial permanece estável em 2,03% e passou para 4,05% a previsão de 2013. 

Outro ponto abordado diz respeito à dívida do Governo brasileiro: o Produto Interno Bruto teve a projeção ajustada de 36,14% para 36,2%, já a previsão para o próximo ano é de 35%, onde as expectativas anteriores registravam um aumento de 34,79%. 

Outra preocupação dos consultores é com relação à cotação do dólar, a estimativa de venda da moeda americana é de R$ 1,76, sendo que para 2013 a previsão foi mantida em R$ 1,80
O superávit com relação ao comércio também sofreu alguns ajustes, o saldo positivo de “exportações menos importações” ficou estimado em US$ 19 bilhões para esse ano, já para o próximo ano a previsão é que esse valor seja reduzido para US$ 15 bilhões

Por Joyce Silva



PIB brasileiro apresentou crescimento em 2011


O Brasil fechou o ano de 2011 com o crescimento de 2,7% do Produto Interno Bruto e totalizou o valor de R$ 4,1 trilhões, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O rendimento brasileiro ficou abaixo das previsões do ministro da Fazenda Guido Mantega, que no mês passado, afirmou esperar que o país fechasse o ano com o crescimento de ao menos 3%.

No entanto, o ministro afirmou nesta terça-feira, dia 06/03, que em 2012 o governo terá mais influência no desenvolvimento do país e que os avanços serão maiores.  “Esse crescimento vai acelerar ao longo do ano de 2012, atingindo seu ápice no segundo semestre, quando a economia brasileira estará crescendo a mais de 5%. A média vai ficar em torno de 4%, 4,5%”, afirmou ao site do Ministério da Fazenda.

Para ele, o Brasil está amparado no forte rendimento da economia no final de 2012.

Dentre os motivos para o baixo crescimento, está a crise europeia. Esta semana, a Presidente Dilma Rousseff esteve na Alemanha, onde falou sobre o crescimento econômico e a preocupação em defender a ascensão dos países em desenvolvimento. “Eu acho que uma coisa importante é que os países desenvolvidos não só façam políticas expansionistas monetárias, mas façam políticas de expansão do investimento, porque o investimento não só melhora a demanda interna, mas abre também a demanda externa para os nossos produtos”, disse em entrevista coletiva.

Por Paulo Talarico



Economia brasileira – Novas estimativas para 2012 e 2013


O boletim Focus, feito por analistas especializados no mercado financeiro, revelou que a expectativa de crescimento da economia deve continuar em 3,3%. Para 2013 a previsão é que haja uma queda de 4,2% para 4,1%

Com relação à dívida líquida do setor público e o PIB, a projeção entre as duas é que passe de 36,95% para 36,9% em 2012, já em 2013 a previsão é que passe de 35,8% para 35,5%

Já a cotação do dólar, os especialistas preveem que até o final do ano a moeda americana continue custando R$ 1,75, e que o valor continuará em 2013

A previsão dos especialistas com relação ao superávit comercial passou de US$ 19,5 bilhões para US$ 19,1 bilhões, em 2012, e de US$ 14,5 bilhões para US$ 14 bilhões em 2013. 

Outro ponto abordado pelo estudo é com relação ao déficit em transações correntes (compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior), as estimativas passaram para US$ 68 bilhões em 2012 e para US$ 70 bilhões, em 2013. 

O investimento estrangeiro direto (recursos para o setor produtivo do país), de acordo com os especialistas, permanecerá em US$ 55 bilhões em ambos os anos, 2012 e 2013.   

Por Joyce Silva



Nokia vai demitir 4 mil funcionários em 2012


Até o final de 2012, a Nokia pretende demitir cerca de 4 mil funcionários de suas fábricas de smartphones, situadas nas regiões da Hungria, Finlândia e México.

A empresa, considerada líder global em telefonia, fez o comunicado nesta quarta-feira (08).

De acordo com James Etheridge, porta-voz da Nokia, a distribuição das demissões ficará estabelecida da seguinte forma: 2.300 na fábrica de Kamarom, na Hungria; 700 em Reynosa, no México; e 1 mil em Salo, na Finlândia.

Tal decisão foi tomada com base na revisão das operações de smartphones, anunciada pela empresa no mês de setembro do ano passado.

Naquela época a Nokia já apontava que poderiam haver cortes na linha de produção.

Em 2011, a empresa registrou um prejuízo líquido no valor de 1,2 bilhão de euros. Já em 2010, o panorama era diferente, pois a Nokia havia apontado um lucro líquido de 1,8 bilhão.

A preocupação da fabricante é que o seu modelo Lumia não teve sucesso nas vendas, e agora terá que anunciar novos modelos em breve, para que a situação seja contornada.

Outro detalhe são os aparelhos com sistema Android que chegam ao mercado, ganhando muita popularidade.



Ipea divulga Índice de Expectativas das Famílias (IEF) – Dezembro de 2011


Embora o mundo viva um momento de incerteza, com crises econômicas na Europa e nos Estados Unidos, os brasileiros estão com boas esperanças quanto ao cenário socioeconômico.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o índice de otimismo das famílias brasileiras quanto à economia do país fechou em 67,2 pontos, em dezembro de 2011. Um ano antes, no mesmo mês, o índice era de 63,7 pontos.

Para gerar o Índice de Expectativas das Famílias (IEF) foram entrevistados moradores de 3.810 domicílios em 200 cidades do país.

Os indicadores mostram, ainda, que a maior parte das pessoas que opinaram também acreditam que a situação atual melhorou em relação ao ano passado. Cerca de 78,2% dos pesquisados disseram viver hoje em situação melhor.

O Ipea acredita que a avaliação se deve ao reconhecimento, por parte dos consultados, da melhoria nas condições do mercado de trabalho, que tem ampliado as oportunidades. Além disso, o aumento da renda dos brasileiros também contribuiu para o otimismo apresentado pelas famílias.

Outro fator relevante na pesquisa é que o número de pessoas endividadas também foi positivo. Mais de 56% dos entrevistados disseram não estar com dívidas pendentes.

Por Paulo Talarico



PIB de São Paulo atingiu o valor de R$ 389 bi


No último dado disponível o Produto Interno Bruto (PIB) da cidade de São Paulo atingiu o valor de R$ 389 bi. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) se a cidade de São Paulo fosse um país, seria a 40ª mundial, na frente de países como Chile, Egito e Israel.

De acordo com o FecomercioSP, São Paulo tem o PIB 70%  maior que a soma dos países sul-americanos: Equador, Paraguai, Bolívia e Uruguai. Também não seria para menos, São Paulo detém 38% das 100 maiores empresas nacionais privadas e 63% dos grupos de investimento internacional no Brasil, ainda tem 17 dos 20 mais representativos bancos.

Tantos investimentos provocam aumento no PIB, além disso a oferta de empregos é maior que em outros lugares do Brasil, assim como o piso salarial é maior para a maioria das profissões se comparado ao piso de outros Estados.

A Argentina que é a segunda economia da América do Sul (a primeira é o Brasil) e tem o PIB apenas 37% maior do que o da cidade de São Paulo.

Por Jéssica Posenato

Fonte: Fecomercio



APAS – IPS apresentou alta em dezembro de 2011


O IPS (Índice de Preços dos Supermercados) que é calculado pela APAS/FIPE, apresentou elevação de 1,34% em dezembro. O aumento já era previsto, tendo em conta que a demanda nos supermercados aumenta em razão das comemorações de final de ano.

As categorias que mais influenciaram a elevação dos preços foram as bebidas alcoólicas (11,81%), depois as bebidas não-alcoólicas (9,45%) e em terceiro, os produtos industrializados (6,39%).

Em dezembro, as carnes, cereais e leite tiveram elevação de 2,43% devido ao aumento no preço destes semielaborados.

Já, os preços dos produtos hortifrutigranjeiros apresentaram aumento de 1,06%. Vale destacar principalmente a elevação nos preços de verduras (2,42%), tubérculos (1,58%) e frutas (1,07%).

Os produtos de limpeza subiram 1,15%, impactados pelo aumento no valor do sabão em barra (2,15%), do sabão em pó (0,91%) e detergente (1,33%).

Segundo a APAS, em relação a 2010, os preços apresentaram desaceleração, mas a inflação registrou alta de 5,02%. Para este ano, a previsão é manter o mesmo ritmo, principalmente em relação às bebidas. Itens de alimentos poderão apresentar desaceleração, mas em escala menor.

O Índice de Preços dos Supermercados tem como principal meta acompanhar as variações dos preços praticados no setor ao longo dos anos. 

Por Natali Alencar



Inflação deverá cair em 2012


O governo espera que a inflação caia neste ano de 2012. Segundo Nelson Barbosa, que está substituindo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante suas férias, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deverá ficar abaixo de 5% este ano.

O resultado do IPCA 2011 foi de 6,50%, maior índice em sete anos, segundo os números do IBGE (Instituto Nacional de Geografia e Estatística). O número ficou no teto da meta oficial estabelecida, de 4,5%, com variação de até 2 pontos (6,5%). O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que mede os preços para famílias de até seis salários mínimos, fechou o ano com uma taxa de 6,08%, abaixo da taxa registrada no ano anterior, de 6,47%.

"Ficou dentro das projeções. A gente colocava a inflação atingindo 6,5%. A gente espera que continue essa trajetória de queda em direção ao centro da meta", afirmou Nelson Barbosa. Apesar de o governo afirmar que o número ficou dentro do esperado, algumas críticas e alertas em relação aos efeitos nocivos da inflação na economia começaram a ser feitos.

Segundo o ministro interino, os preços regulados, tais como transporte, energia elétrica, telefone e água, deverão apresentar pouco aumento neste ano, o que ajudará na queda da inflação.

Por Lucas Ferreira

Fonte: G1



Inflação poderá continuar em queda em 2012


O presidente do Banco Central (BC) do Brasil, Alexandre Tombini, afirmou por meio de nota oficial que a inflação do país continuará recuando em 2012.

“A inflação ao consumidor vem passando por uma trajetória de queda constante”, essa afirmação de Tombini foi baseada na pesquisa divulgada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor que apontou que a inflação de 2011 encerrou o ano em 6,5%, isso depois de chegar a 7,3% no terceiro semestre. 

Alguns pontos foram apontados pelo presidente do Banco Central que contribuíram para essa queda, o mais importante foi a variação dos preços no atacado medida pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) que vem caindo a cada mês. O índice passou de 7,5% no terceiro trimestre para 5,1% até o final do ano. 

Ainda de acordo com Tombini, essas medidas acompanham a estratégia de política monetária que está sendo adotada pelo Banco Central. 

A inflação para famílias com renda de até seis salários mínimos também teve queda e fechou o ano em 6,08%, o resultado foi divulgado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O INPC é feito pelo IBGE e abrange todas as famílias com renda de até seis salários mínimos, cujo chefe da família seja assalariado.

Por Joyce Silva



Brasil no Ranking das Maiores Economias do Mundo – País conquista a 6ª Posição em 2011


Uma ótima notícia aos brasileiros neste fim de ano. O Brasil está para ocupar o posto de sexta maior economia do mundo, segundo projeções do CEBR publicadas na imprensa britânica. O país teve grande crescimento no âmbito das exportações para a China e viu um aumento significativo do consumo no mercado interno. Com este resultado, o país pode superar o Reino Unido, o que seria uma grande novidade.

De acordo com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o país têm tudo para consolidar esta posição nos próximos anos, uma vez que o ritmo de seu crescimento atualmente é maior do que o ritmo dos países desenvolvidos, principalmente dos que foram afetados pela crise mundial.

Acredita-se que os países com os resultados mais satisfatórios quanto ao crescimento financeiro, serão os emergentes, como o Brasil, China, Índia e Rússia.

Este posto traz ao país maior prestígio e melhora sua imagem perante os países desenvolvidos, que enxergam o Brasil por seu futebol e grandes favelas. De acordo ainda com o Ministro Mantega, este resultado faz com que o Brasil torne-se respeitado e cobiçado por investidores estrangeiros.

Porém, os pés devem manter-se no chão, pois ainda há muito para se fazer até que os brasileiros possam desfrutar de um padrão de vida semelhante ao dos europeus. Mantega afirma que o caminho é longo e o país deverá priorizar os investimentos na área social, aumentando as oportunidades de emprego e educação.

Por Fernanda Camara



Economia Brasileira – Depósito compulsório poderá ser reduzido


O Governo Federal estuda reduzir o depósito compulsório para estimular a economia.

O depósito compulsório é um valor (em bilhões de reais) que os bancos são obrigados a depositar no Banco Central, para controlar a demanda de recursos disponíveis para financiamentos e empréstimos.

Quando a economia vai bem, com boas taxas de crescimento e consumo em alta, o Banco Central aumenta a exigência quanto ao depósito compulsório, visando retirar moeda do mercado (o que evita o aumento da inflação), mas quando a economia está em baixa, o que foi evidenciado pela estagnação no 3º trimestre do ano corrente, o Banco Central reduz o valor do compulsório, permitindo que mais moeda circule na forma de financiamos e empréstimos em geral, aumentando o consumo e movimentando a economia.

Isso é necessário para que o Brasil possa enfrentar os efeitos da crise econômica na Europa, cujos efeitos se estendam para o mundo todo na forma de redução no fluxo das exportações e investimentos em infraestrutura e geração de empregos.

Se confirmada, essa será mais uma ação do Governo Federal com foco na recuperação da economia, juntando-se as decisões já tomadas sobre a redução do IPI para automóveis e eletrodomésticos (linha branca).

Por Luiz Moreira



Economia brasileira não obteve crescimento entre julho e setembro de 2011


Não se trata exatamente de uma crise, mas neste ano de 2011, do mês de Julho a Setembro a economia teve crescimento zero. É isso mesmo. O brasileiro gastou menos, o governo reduziu gastos e a indústria teve uma queda brusca nas produções. Neste ano, o PIB (Produto Interno Bruto) praticamente estagnou.

Desde o ano de 2009, no ápice da crise mundial, o Brasil não teve um desempenho tão ruim com a economia. Já a Agropecuária mostra seu lado positivo na situação, que graças aos investimentos em tecnologia e exportações, cresceu nada menos que 3,2%, melhorando assim sua rentabilidade. 

Para muitos a queda de Julho a Setembro, nada mais é que um reflexo da crise Européia. Para outros, se dá pela falta de incentivo ao crédito e aos gastos, diminuindo de certa forma a produção industrial.

Mas não há motivos para desespero, segundo Guido Mantega, Ministro da Fazenda, a crise não vai continuar, o país voltou a acelerar agora no começo do 4º trimestre, devido à baixa do IPI. E em 2012 pode melhorar ainda mais, devido a medidas para incentivar o consumo, ao crédito e com as obras para a Copa e Olimpíadas.

Mas não dá para fugir das estatísticas:

O Brasil ficou em último lugar no Acrônimo Brics (Relação do crescimento de países emergentes que engloba: Brasil, China, Rússia, Índia e África do Sul). As colocações ficaram da seguinte maneira:

– 1º lugar – China com 9,1%;

– 2º lugar – Índia com 6,9%;

– 3º lugar – Rússia com 4,8%;

– 4º lugar – África do Sul com 3,1%;

– 5º lugar – Brasil com 2,1%.

Por Vânia Ruperti



FGV – INCC-M tem aumento para 2,03% em maio


Indexador utilizado como base para o cálculo de reajuste das parcelas dos imóveis no período de obras, o Índice Nacional de Custo da Construção Civil – M (INCC-M) acelerou para a alta de 2,03% em maio, taxa bem elevada em comparação ao 0,75% de abril. No acumulado do ano a variação chegou a 4,04% após esse levantamento e nos 12 últimos meses, a 8,18%.

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) avalia que a variação atinente a Mão de Obra subiu de 1,16% em abril para 3,70% no estudo de maio. O índice referente a Materiais, Equipamentos e Serviços, por sua vez, avançou de 0,36% para 0,45% na mesma relação.

Esmiuçado em grupos, a taxa de variação de Materiais e Equipamentos subiu de 0,40% para 0,43%. Destaque para o subgrupo materiais para instalação, cujo índice ascendeu de -0,01% para 0,98%. Não menos distante ficaram as diferenças positivas de materiais para acabamento, com salto de 0,54% para 0,59%, e equipamentos para transporte de pessoas, de 0,12% para 0,18%.

A taxa concernente a Serviços subiu de 0,21%, registrada em abril, para 0,53% no mês de maio. Neste caso, destaca-se a alta do subgrupo serviços técnicos, que cresceu de 0,12% para 1,01%.

Por Luiz Felipe T. Erdei



Serasa – Indicador de Atividade Econômica apresentou alta no 1º trimestre de 2011


Os brasileiros enfrentam um momento incerto do ponto de vista econômico, embora parte da população ainda se sinta otimista para adquirir bens e serviços. Segundo a Serasa Experian, o Indicador de Atividade Econômica (PIB Mensal) nutriu estabilidade em março deste ano frente ao mês imediatamente anterior, já com desconto das influências sazonais. No final do primeiro trimestre, o nível de atividade subiu 1,4% em comparação ao período compreendido entre outubro e dezembro de 2010.

Em outra base comparativa, mais especificamente anual, a Serasa constatou incremento de 4,6% na atividade econômica, enquanto nos 12 últimos meses encerrados em março a taxa subiu para 6,3%.

De acordo com a Serasa, considerada a demanda agregada, a alta na base comparativa anual do trimestre inaugural do ano foi estimulada pelo aumento de 7,4% encabeçado pelos lares brasileiros, bem como pela alta de 9,4% oriunda dos investimentos produtivos. Em relação à oferta agregada, o segmento de serviços foi destaque, pois avançou 4,6%, enquanto a indústria delineou ascensão de 3,9%.

Os economistas da Serasa ponderam que a alta de 1,4% (primeiro trimestre do ano contra último trimestre de 2010) ilustra que mesmo com as medidas restritivas adotadas pelo governo, ocorreu, efetivamente, aumento do ritmo econômico, muito embora o segundo semestre deva descrever tendência diferente, ou seja, descimento no nível de expansão.

Por Luiz Felipe T. Erdei



IBGE – IPCA-15 tem queda de 0,07% em maio


As preocupações com a alta da inflação estão na ponta da língua dos consumidores. O governo cunhou medidas como restrição ao crédito e aumento da taxa básica de juros da economia, a Selic, para evitar que esse leão volte a rugir em todo o país. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou no dia 20 (sexta-feira), em sua página na internet, o resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), o qual registrou variação de 0,70% em maio.

O índice apurado se situa, portanto, abaixo da taxa de 0,77% do mês de abril, mas no acumulado do ano o IPCA-15 apresenta resultado positivo de 3,86%, acima da variação do período análogo de um ano atrás (3,16%).

Nos últimos 12 meses encerrados na primeira quinzena de maio, o indicador aglomera taxa de 6,51%, sensivelmente acima dos 6,44% do mesmo intervalo anterior.

O IBGE pondera que a diferença de 0,07% de abril para maio tem por origem, em especial, os índices dos grupos Alimentação e Bebidas, cuja taxa arrefeceu de 0,79% para 0,54%, e Transporte, que recuou de 1,45% para 0,93%.

Variação em recuos também foi constada no grupo Artigos de Residência. Neste caso, o índice cedeu de -0,07% para -0,28%, movimento semelhante ao registrado em Vestuário, de 1,46% para 1,30%, e em Educação, de 0,07% para 0,05%.

No sentido oposto, o IBGE constatou aumento de 0,06% para 0,09% na categoria Educação, de 0,72% para 0,93% em Habitação, de 0,51% para 0,81% no grupo Despesas Pessoais e de 0,57% para 0,96% em Saúde e Cuidados Pessoais.

Por Luiz Felipe T. Erdei



CNI – Nível de confiança das empresas continua alto


Uma das palavras-chave mais abordadas pela imprensa, consumidores e empresários em 2010 foi otimismo. Essa situação não aconteceu à toa, pois a expansão da economia, a qual atingiu índice de 7,5%, e a atenção do mundo para com o Brasil possibilitaram projeções a perder de vista.

Levantamento realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela que o empresário da indústria permanece confiante quanto aos rumos de sua empresa e da economia tupiniquim. Apesar de constatações positivas, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) baixou para 57,5 pontos em maio, diferença de 2,2% em comparação a abril.

Como a escala do medidor registra pontuação de zero a 100, a confiança é atestada quando o valor ultrapassa 50 pontos.

A CNI assinala que o ICEI do mês arrefeceu 8,8% no comparativo anual, situando-se, portanto, inferior à média histórica, que é de 59,7 pontos. A pesquisa aponta, portanto, diminuição dos investimentos nos próximos meses.

O ICEI caiu no período principalmente em função dos últimos seis meses da economia, não mais os mesmos em termos de otimismo de vários meses de 2010.

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: CNI (Assessoria de Imprensa)



Curso Online sobre Finanças Pessoais – Informações


Um bom planejamento familiar requer destreza e paciência. Controlar as finanças durante vários meses é tarefa desagradável para alguns, pois qual lar não quer gastar aquilo que ganha sem medir esforços e mesmo assim sobrar algum montante para qualquer eventualidade, como despesas extras, viagens e outros?

A Prepara Cursos, na intenção de oferecer aos brasileiros informações voltadas especificamente ao bom planejamento da renda, divulga o curso online de Finanças Pessoais. Por meio de lições, o estudante passa a ter acesso a dicas de como fazer bom uso de sua renda, bem como hábitos ligados a compras, taxa de juros, economia domésticas e temas envolvendo cartões de crédito e de loja.

Economistas indicam aos consumidores para delimitarem suas despesas de acordo com a remuneração. Entretanto, estudos de origens distintas apontam que isso não tem sido feito pela maior parte da população. Essa situação leva, inclusive, ao aumento dos índices de endividamento.

O curso oferecido pela instituição pode ser um bom início para lares amenizarem e erradicarem problemas. Para mais informações, acesse a página do Prepara Cursos.

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: Assessoria de Imprensa



APAS – Consumidores endividados prejudicam empresas


Os consumidores permanecem na intenção de adquirir produtos e bens pelos próximos meses, embora o governo tenha estipulado índice de 12,50% à taxa básica de juros da economia, a Selic, e medidas restritivas ao crédito. Enquanto a população se endivida, um estudo relaciona dados que não ocorriam desde 2005.

Segundo levantamento encomendado pela Associação Paulista de Supermercados (APAS) denominado "Tendências do Consumidor", os gastos mensais subiram mais em relação à remuneração. O déficit, no ano passado, abrangeu índice de 3%, possivelmente pelo acesso mais facilitado ao crédito.

Para Dora Ramos, especialista em contabilidade e diretora do escritório de assessoria empresarial Fharos, o nível de endividamento médio da população (1%, de acordo com o estudo) faz o Banco Central (BC) abraçar medidas restritivas na intenção de diminuir o consumo. Portanto, empresas devem ficar cautelosas ante a esse panorama, pois a falta de planejamento dos brasileiros pode acarretar em bolhas.

Toda e qualquer corporação deve ter cuidado redobrado, pois consumidor endividado é sinônimo de menores gastos e aumento de endividamento, prejudicando, assim, a geração de caixa pela empresas e crédito pouco disponível no mercado.

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: Assessoria de Imprensa



Provar – Preço no varejo online tem redução de 0,8% em maio


O varejo virtual cresce a cada dia. As melhorias no sistema de telefonia, que abrange também a internet, estimulam o avanço dos números de sites especializados em vendas de diversos produtos como eletroeletrônicos, artigos de perfumaria, vestuário e outros. A elevada concorrência entre as empresas online, por sinal, tem feito muito bem ao consumidor, que eventualmente encontra preços mais baixos nos chamados sites de e-commerce em detrimento às lojas físicas.

Dados sondados pela parceria realizada entre a Felisoni Consultores Associados e a Fundação Instituto de Administração (FIA), por meio do Programa de Administração do Varejo (PROVAR), revelam que em maio o índice e-Flation recuou 0,8%. Embora seja um dado positivo, revela-se negativo quando comparado a abril, uma vez que a taxa baixou 1,5% no período.

O levantamento pondera que as categorias CDs e DVDs registraram arrefecimento de 3,1% nos preços praticados no mês, movimento semelhante ao observado no grupo eletrônicos, cuja queda chegou a 2,4%, em livros, de -2,2%, em cine & fotos, de -2,1%, nos eletroportáteis, de -1,1%, nos perfumes & cosméticos, de -0,7%, nos brinquedos, de -0,3%, e no ramo da informática, queda de 1,1%.

As três categorias sondadas que representaram sentido inverso, no medidor, foram a linha branca, cujo incremento chegou a 0,1%, o segmento de telefonia & celulares, 0,7%, e os medicamentos, salto de 2,3%.

Cláudio Felisoni de Angelo, coordenador-geral do PROVAR, admite que a manutenção da deflação nos índices em questão é reflexo da maior variedade de sites de e-commerces, principalmente os de compras coletivas.

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: Assessoria de Imprensa



FIPE (SP) – 2ª prévia do IPC tem redução para 0,56%


O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) do município de São Paulo apreciado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), que leva em consideração famílias com renda entre um e 20 salários mínimos (de R$ 545 a R$ 10.900), desacelerou entre a 1ª e a 2ª quadrissemana de maio, de 0,64% de antes para 0,56% de agora, diferença de 0,08%.

Cinco dos sete grupos avaliados pela FIPE registraram recuo em suas taxas de variação. O destaque no levantamento ficou para Transporte, cujo índice decresceu de 1,14% para 0,87%. Em seguida figuram as categorias Saúde, com baixa de 1,59% para 1,36%, Alimentação, de 0,30% para 0,20%, Habitação, de 0,35% para 0,33%, e Educação, com arrefecimento de 0,08% para 0,06%.

Os dois únicos grupos que descreveram movimento de alta da 1ª para a 2ª prévia do mês foram Vestuário, cuja taxa subiu de 1,02% para 1,13%, e Despesas Pessoais, com aumento de 0,88% para 0,91%.

Por Luiz Felipe T. Erdei



FGV – IPC-S tem aumento de 1,09% em 15 de maio


O consumidor, em geral, parece se preocupar com gastos imediatos, ou seja, aqueles que são sentidos diretamente, em poucos segundos, nos bolsos. Obviamente, qualquer despesa a mais causa certa dor de cabeça, mas ao se destacar os combustíveis, por exemplo, é fácil observar matérias envolvendo pessoas indignadas com os preços elevados.

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) anunciou na segunda-feira (16 de maio) uma série de dados que envolvem não apenas combustíveis, mas uma grande cadeia diretamente envolvida no Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) de 15 de maio, cuja taxa subiu de 1,05% para 1,09%.

Dos sete grupos abrangidos pelo estudo, apenas dois tiveram avanço em suas taxas. A categoria Alimentação descreveu salto de 1,26% para 1,52%, enquanto Habitação pulou de 0,63% para 0,76%. No primeiro caso, os progressos em hortaliças e legumes, de 5,7% para 7,89%, frutas, de 0,12% para 0,33%, e alimentos prontos e congelados, de 1,05% para 1,26%, foram os principais motivadores à alta. Na segunda situação destaca-se o incremento nos índices de água e esgoto residencial, de 1,29% para 2,27%, e tarifa de eletricidade residencial, de 1,31% para 1,63%.

Em contrapartida, os grupos Transportes, cuja taxa cedeu de 1,94% para 1,56%, Vestuário, de 1,60% para 1,38%, Despesas Diversas, de 0,76% para 0,61%, Educação, Leitura e Recreação, de 0,35% para 0,26%, e Saúde e Cuidados Pessoais, de 1,06% para 1,04%, foram aqueles que contrabalancearam a tendência de alta do IPC-S.

Por Luiz Felipe T. Erdei



Reforma tributária pode ser iniciada em julho de 2011


Reportagens especiais de grandes canais de televisão aberta ilustram ao consumidor brasileiro as discrepâncias de preços entre produtos estrangeiros e brasileiros. A referência do momento para quem quer ter um filho é certamente Orlando e Miami, pois um carrinho de bebê que por lá custa cerca de R$ 1.000 é encontrado em terras tupiniquins por mais de R$ 3.000.

Essa excessiva valorização provém da maneira como o país pratica seus impostos e outros componentes. Pensando no campo tributário é que Cândido Vacarezza, líder do governo na Câmara e deputado petista de São Paulo, pretende se pautar a partir de junho.

Em sua visão, as mudanças no sistema de tributação serão realizadas paulatinamente. Em princípio, os ajustes precisam abrigar a indústria, o comércio, a folha de pagamentos (salários de uma empresa) e o aumento do nível de formalização do trabalhador.

Vacarezza acredita que a cobrança do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) poderia ser realizada sobre o faturamento, e não mais sobre o contrato. Deste modo, acredita, a folha de pagamentos sofreria redução de 30%.

As opiniões de Vacarezza, que são mais além dessas, parecem interessantes, mas o Brasil precisa, antes de qualquer ideia, conscientizar a população da necessidade de reformas para os próprios consumidores e ao progresso do país.

No entanto, até que ponto isso interessaria a uma pequena e poderosa, mas maciça camada?

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: Fecomercio



Serasa Experian – Inadimplência de empresas tem aumento de 1,7% em março


Os consumidores não são os únicos a enfrentarem problemas relacionados à inadimplência, pois o ambiente ainda incerto da economia brasileira também atinge as empresas. Da mesma maneira que a população passa por apertos relacionados à concessão de crédito, pequenas, médias e grandes companhias têm menos facilidades para investir e honrar compromissos.

O Indicador de Perspectiva da Inadimplência das Empresas edificado pela Serasa Experian assinalou avanço de 1,7% em março, para 91,9 pontos. Essa alta, por sinal, é a quarta recorrência mensal seguida, portanto condizente ao mesmo ambiente projetado para consumidores: movimento de crescimento da inadimplência, mas sem grandes nuances.

A perspectiva de avanço do Produto Interno Bruto (PIB) para 4,00% em 2011 (por enquanto), além de outras condições relatadas anteriormente (restrição ao crédito), devem pressionar o custo financeiro das empresas, uma vez que a capacidade de aumentar o caixa deve ficar mais restrita.

Por Luiz Felipe T. Erdei



FGV – IPC-C1 registra taxa de 0,84% em abril


No intuito de explanar aos brasileiros a gama de componentes que fazem parte do ambiente econômico, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) anuncia semanalmente diferentes indicadores. O mais novo levantamento, Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1), foi divulgado na terça-feira (10 de maio).
A taxa de variação do medidor chegou a 0,84% em abril, com acumulado anual em 3,39%. Nos dados relacionados aos últimos 12 meses, o percentual abraçou margem de 5,69%. No mês, de acordo com a FGV, o Índice de Preços ao Consumidor – Brasil (IPC-BR) avançou para 0,95%, portanto acima do patamar contabilizado pelo IPC-C1.
Das sete classes de despesas avaliadas, cinco contraíram aumentos em suas taxas de variação, com claro destaque para o grupo Despesas Diversas, que passou de 0,05% para 1,48%. Em seguida, atesta a FGV, figuraram Saúde & Cuidados Pessoais, de 0,48% para 1,44%, Vestuário, de 0,75% para 1,17%, Educação, Leitura & Recreação, de 0,48% para 0,66%, e Habitação, de 0,25% para 0,31%.
As maiores elevações ocorreram nos subitens cigarros, medicamentos (em geral), calçados, show musical e tarifa de eletricidade demarcada em residências.
Apenas os grupos Alimentação, cuja taxa cedeu de 1,51% para 1,20%, e Transportes, de 0,13% para 0,11%, representaram o sentido inverso. Os componentes hortaliças & legumes e tarifa de trem urbano impulsionaram o decréscimo.
Por Luiz Felipe T. Erdei



Ipea – 74% das famílias apresentam melhores condições econômicas em 2011


Sob o slogan de ‘produzir, articular e disseminar conhecimento para aperfeiçoar as políticas públicas e contribuir para o planejamento do desenvolvimento brasileiro’, o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) leva à público a nona edição do Índice de Expectativa das Famílias (IEF).
O documento, divulgado na quinta-feira passada (5 de maio), mas referente ao mês de abril, aponta que 74% dos lares brasileiros têm melhor situação econômica nos dias atuais em comparação ao ano passado. Para 59% das famílias sondadas, nos próximos doze meses o Brasil enfrentará momentos melhores. Destaque para as regiões Sudeste e Centro-Oeste, as mais otimistas de acordo com o Ipea.
Ainda considerando o campo econômico, o levantamento apura que 73% dos domicílios se rotulam como pouco endividados ou sem qualquer dívida. Os pedidos feitos pelo Banco Central (BC) e o governo brasileiro, num geral, parecem ter chegado aos ouvidos dos lares:  92% das famílias não têm a intenção de adquirir empréstimos ou financiamentos nos próximos meses.
Marcio Pochmann, presidente do Ipea, acredita que os números refletem justamente as medidas de restrição ao crédito adotadas há poucas semanas pelo BC. Levando-se em apreço os dados, realmente o consumidor parece estar mais precavido, mais consciente – ao menos na fala. Na prática, porém, o consumo ainda permanece em alta, e prova disto são os índices de vendas do Dia das Mães.
Por Luiz Felipe T. Erdei



Brasileiros estão gastando mais em viagens para o exterior


O crescimento econômico fez com que a população se sentisse mais otimista para comprar bens de valores mais elevados, assim como ter acesso a serviços antes restritos para poucos. O segmento de aviação civil, em meio ao otimismo do consumidor, incentivou por meio de promoções e formas de pagamentos diferenciadas viagens a praticamente todas as classes sociais.

Dados divulgados na terça-feira (26) pelo Departamento Econômico do Banco Central (BC) revelaram que as despesas líquidas com viagens para o exterior totalizaram US$ 1,02 bilhão em março, avanço de 47,1% em comparação ao mês igual de um ano antes. Por outro lado, enquanto os dados são interessantes nesse quesito, a alta de gastos dos estrangeiros em solos brasileiros alcançou taxa de 9,4%.

Embora o relatório exponha informações mais específicas sobre investimentos estrangeiros, balanço de transações correntes e outros, cabe salientar, especificamente, os dados do parágrafo anterior. O Brasil precisa investir de modo mais robusto em opções aos turistas de fora, pois o que não faltam por aqui são bons roteiros. O afogamento dos aeroportos, sobretudo em função do mercado doméstico, precisa ser superado. Está ficando claro que o consumidor do país tem potencial para se deslocar a outras nações, mas os estrangeiros podem compreender que de norte a sul, de leste a oeste, por aqui, há muito a se fazer.

O Brasil não deve ser escolhido apenas em época de Carnaval e festas de final de ano. As pastas envolvidas no segmento precisam se esforçar mais do que já o fazem para alavancar o setor antes mesmo dos anos da Copa do Mundo e das Olimpíadas.

Por Luiz Felipe T. Erdei



Impostômetro registra R$ 400 bilhões em 2011


A alta tributação brasileira é um assunto sem qualquer resolução em vista. Durante a corrida presidencial de 2010, candidatos argumentavam a necessidade de reformas econômicas para tirar das costas da população o peso dos impostos.

Por volta da metade do dia da última sexta-feira (15), o Impostômetro registrou R$ 400 bilhões neste ano. O valor, que computa dados provenientes da arrecadação das esferas municipais, estaduais e federal é recorde, pois em 2010 a mesma quantia foi assinalada no dia 25 de maio e em 2009, em 19 de maio.

Na concepção de João Eloi Olenike, presidente do IPBT, essa ferramenta tornou-se importante à população porque posiciona cada contribuinte de quanto é pago, todos os dias, em tributos.

No próximo dia 20, o medidor criado em conjunto entre a Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) comemora seis anos de existência. Qualquer cidadão pode acessá-lo e saber, em tempo real, o valor acumulado no ano. Para informações, entre no site do Impostômetro.

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: Assessoria de Imprensa



Fitch Ratings – Queda no Risco Brasil 2011


A Agência Fitch Ratings elevou esta semana a classificação do Brasil, na avaliação que é feita sobre o índice “Rating de Probabilidade de Inadimplência”, ou IDR (o conceito passou de "BBB -" para "BBB", sem o sinal de menos). Outro índice avaliado, o teto país ("country ceiling") também foi positivo para o Brasil (passou de “BBB” para “BBB+”). Já o IDR de curto prazo, subiu de “F3” para “F2”.

Para o ministro da Fazenda Guido Mantega, tal avaliação reflete o momento favorável no qual a economia nacional se encontra, considerada “cada vez mais sólida”. O ministério considerou que tais mudanças poderão gerar mais divisas em moeda americana para o país, atraindo investimentos externos, embora no momento atual estejamos observando que o governo tem se empenhado em conter o excesso da moeda.

A Fitch Ratings ressaltou que tivemos um período de transição Lula – Dilma sem percalços, com certa uniformidade de pensamentos sobre a macroeconomia, bem como mantemos a estabilidade a um crescimento razoável de 4% e 5% ao ano. Até mesmo a recente contenção engendrada para o orçamento foi bem avaliada pela Agência, que demonstrou preocupação com a responsabilidade que devemos ter com os gastos da máquina administrativa.

Shelly Shetty, executiva da Rating, enfatizou que o Brasil, apesar de demonstrar coerência nos avanços alcançados, precisará ainda vencer, em curto prazo, alguns “desafios macroeconômicos”, entre os quais citou a inflação e a manutenção do ritmo de crescimento do crédito.

Por Alberto Vicente



Serasa – Vários setores da economia apresentaram melhora em 2010


O leitor de economia já deve estar acostumado com notícias envolvendo o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2010. Alguns pontos valem ser destacados durante o ano, tais como aumento do poder de consumo dos lares, crescimento das oportunidades de emprego e incremento da massa salarial. Participaram desse cenário medidas de incentivo fiscais e o acesso ao crédito mais facilitado.

A Serasa Experian pondera por meio do Estudo de Avaliação Setorial que ao final do 4º trimestre do período sobre os três meses análogos de 2009, 75 setores entre primário, indústria, serviços e comércio melhoraram seus números, enquanto outros 23 assinalaram estabilidade.

O setor primário, concebido por 13 ramos, nutriu melhoria em nove deles (aves, suínos, café, algodão, soja, laranja, milho, agropecuária e cacau). A indústria, por sua vez, apresentou melhora em 44 dos 54 segmentos abrangidos pelo levantamento, como é o caso do ramo de automóveis, da indústria de vestuário e têxteis, bem como de limpeza e higiene.

O segmento de serviços registrou melhoria em 18 de seus 25 setores de atuação. Um dos destaques foi o turismo, que se favoreceu da confiança do consumidor e de promoções de passagens. Outro ramo interessante foi o de cartões, sobretudo quando relacionadas as classes D e E, que passaram a ter acesso a bancos.

O breve apanhado deste artigo reforça e destaca que 2010 entrou, definitivamente, para a história do país. Apenas o tempo dirá, com precisão, motivo por motivo. Há partidários que aludem o crescimento à figura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Por Luiz Felipe T. Erdei



Serasa – Indicador de Perspectiva Econômica avançou 0,1% em janeiro de 2011


O bom resultado da economia brasileira em 2010 só foi deste modo devido a uma série de medidas adotadas em uníssono para o país conseguir suportar os principais efeitos da crise financeira global de 2008/2009. Setores como veículos automotores, linha branca e materiais de construção obtiveram índices expressivos de crescimento.

Como muitos consideram o crescimento da economia de 2010 em 7,5% insustentável para os padrões históricos do país, o Banco Central (BC) optou por adotar medidas restritivas de acesso ao crédito e iniciar um ciclo de aumento da taxa básica de juros da economia, a Selic.

De acordo com a Serasa Experian, o Indicador de Perspectiva Econômica avançou 0,1% em janeiro deste ano ante dezembro de 2010, para 100,3 pontos. Desta forma, ressalta a entidade, o índice corresponde ao sexto crescimento mensal seguido. Por ter capacidades de prever os movimentos cíclicos da atividade econômica com um semestre de antecedência, a taxa positiva indica expansão da economia nos próximos meses.

Devido a esse resultado, as medidas do BC brevemente ilustradas anteriormente não pareceram ter surtido o efeito desejado. Muitos fatores indicam novas medidas em breve, ou intensificação das já adotadas.

Por Luiz Felipe T. Erdei



Atividade econômica avançou 0,6% em janeiro de 2011


O Banco Central (BC) previu no relatório Focus desta semana avanço de 4,03% do Produto Interno Bruto (PIB) de 2011, índice que se confirmado – deve, efetivamente, apresentar alterações, podendo ser para cima ou para baixo – será quase metade do registrado no ano passado.

De acordo com a Serasa Experian, o Indicador de Atividade Econômica (ou PIB mensal) cresceu 0,6% em janeiro deste ano perante dezembro de 2010, já com descontos das influências sazonais. No comparativo com o mês análogo de um ano antes, o progresso do indicador chegou a 5,4%.

A Serasa também assinala crescimento de 7,3% nos últimos 12 meses encerrados em janeiro, taxa sucintamente inferior em relação ao PIB de 2010 (7,5%).  O consumo dos lares brasileiros possibilitou o aumento do PIB mensal, uma vez que foi registrado progresso de 0,5%.

O segmento de serviços, de acordo com a Serasa, é um dos principais motivadores em favor da economia brasileira, tanto que em janeiro seu incremento foi de 0,3% em comparação ao mês imediatamente anterior, livre de influências sazonais. Em compensação, a agropecuária e a indústria incitam de maneira negativa o crescimento, com índices de -0,5% e -0,9%, respectivamente, nesse período.

Por Luiz Felipe T. Erdei



Indicadores da confiança na economia brasileira – Crescimento em fevereiro de 2011


Uma das palavras mais comentadas nos bastidores de assuntos econômicos, em 2010, foi a confiança. Empresários e consumidores passaram a acreditar com certa robustez no país, tanto que o Produto Interno Bruto (PIB) apresentou crescimento de 7,5% no ano, com outros indicadores igualmente importantes em índices positivos. Alguns resquícios do recente ambiente ainda podem ser sentidos.

De acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice de Confiança de Serviços (ICS) avançou 4,5% entre janeiro e fevereiro deste ano, de 128,2 pontos registrados no primeiro período para 133,9 pontos no mais recente levantamento. Esse progresso é oposto, pois, ao recuo constatado de dezembro para janeiro de 2011.

No mês passado, o Índice da Situação Atual (ISA-S) cresceu 6,3% na base comparativa em questão, contra arrefecimento de 12,2% registrado em janeiro. O Índice de Expectativas (IE-S) também apresentou avanço, de 3% entre janeiro e fevereiro, para 147,6 pontos.

O componente da demanda atual foi aquele que mais estimulou o incremento do ISA-S ao progredir 10%, para 113,8 pontos.

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: FGV



BC – Crescimento do PIB de 2010 representa boas expectativas para a economia brasileira


Na análise feita nos primeiros dias de março pelo presidente do Banco Central do Brasil, sobre os dados de crescimento do PIB em 2010 (conforme IBGE), ficou claro que trata-se de um crescimento representativo do quanto o país reagiu bem às crises financeiras ocorridas no período 2008-2009.

Para Alexandre Tombini, o suporte que segurou esse bom resultado foi o fato de que nossa economia continuou sendo movimentada pela demanda doméstica por consumo e produção. O consumo das famílias, que obteve novamente um crescimento positivo – agora de 7% –  foi resultado direto do aumento do crédito, do emprego e da renda geral do brasileiro.

O presidente acrescentou  que o aumento dos investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo) no Brasil, que ficou na casa dos 21,8% em 2010, indica “que o empresariado nacional está confiante nas perspectivas para a economia brasileira neste e nos próximos anos”. Aliás, esse aumento no nível de investimentos foi também o que a própria presidente Dilma Rousseff apontou como sendo uma das formas de o Brasil seguir consolidando esse crescimento sadio. Segundo a presidente, investimento aliado ao controle dos preços ao consumidor permitirá que o país cresça sem pressões inflacionárias.

Por Alberto Vicente



Economia Brasileira – Consumidores continuam otimistas em 2011


As previsões de desaceleração da atividade econômica brasileira se confirmam semana a semana. Depois de um ano de vasta expansão por todo o país (2010), eis que diversos setores enfrentam situações diferentes das vistas nos últimos meses. Durante 2011 é bem provável que os índices recuem ainda mais, clara alusão de que as medidas de controle de crédito, entre outras, devem ser dilatadas e restritivas com vistas no controle da inflação.

Apesar disso, o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC), examinado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), pouco se alterou entre janeiro e fevereiro. O arrefecimento no indicador foi de 0,2 pontos percentuais entre os dois períodos.

A CNI anuncia que a expectativa da população em relação às taxas de inflação também nutriu bom índice em fevereiro, ocasião em que avançou 0,4% sobre o mês antecedente. As perspectivas sobre a aquisição de bens de valor mais elevado e o desemprego contabilizaram acréscimo de 1,4% e 2,5%, respectivamente.

Diferentemente de disposições passadas, a estimativa concernente à renda pessoal cedeu 2,2% no mês de fevereiro em comparação a janeiro.

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: CNI



Indicador de Perspectiva Econômica – Alta em dezembro de 2010


Conforme citado várias vezes neste meio de comunicação, a economia brasileira atravessou bom período de expansão em 2010. Porém, os números do primeiro trimestre desse ano – um dos mais positivos em toda a história do país – não se repetiram, embora nos demais nove meses o nível de atividade econômica tenha sido bom.

A Serasa Experian assinala que o Indicador de Perspectiva Econômica avançou 0,1% em dezembro do ano passado em comparação ao mês imediatamente anterior, para 100,9. Este crescimento, por sinal, foi o sétimo seguido e por estar acima de 100 pontos indica que a economia do país deve continuar progredindo durante o primeiro semestre de 2011.

Por ter a sagacidade de prever os movimentos cíclicos da atividade econômica com um semestre de antecedência, o Indicador de Perspectiva Econômica assinala que a adoção de medidas pelo Banco Central (BC), recentemente, parecer não ter surtido como se esperava e que nos próximos meses outras poderão ser abarcadas, entre as quais a Selic, taxa básica de juros da economia.

Especialistas indicam ao país que é necessária desaceleração econômica. Desde o ano passado, inclusive, economistas defendem a ideia de o Brasil frear o consumo para evitar, assim, aumento dos níveis de inflação. Caberá ao governo e ao BC emplacarem as medidas corretas.

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: Serasa Experian



Crescimento do PIB Brasileiro em 2010


O Produto Interno Bruto (PIB) iniciou o terceiro trimestre de 2010 com alta de 2,7% em comparação aos três meses imediatamente anteriores e outros 9% no confronto anual. A expansão, embora abaixo da constatada em países como Índia e China, foi de primordial valia para o país, expondo ao mundo que os esforços do governo em superar o colapso financeiro surtiram efeito.

De acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade Econômica, o PIB brasileiro cresceu 0,7% em dezembro do ano passado em comparação a novembro, já com abatimento das influências sazonais. Ao final do terceiro trimestre, cita a entidade, a atividade econômica brasileira ascendeu 0,8% e no acumulado do ano, 7,4%.

O índice final, o mais positivo desde 2001, ano em que a série histórica foi iniciada, poderá ser o mais alto em 15 anos caso as informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) convirjam e se confirmem. Em 1986, a taxa de crescimento do PIB foi de 7,49%.

A Serasa aprecia que o mercado interno foi o grande motivador para o crescimento da economia. O maior poder de renda e o acesso de crédito a partir da pessoa física, além dos índices de emprego em ascensão, estimularam a alta. Por outro lado, o aumento das importações perante as exportações configurou-se como o ponto negativo.

Por Luiz Felipe T. Erdei



Variação do IGP-M – Fevereiro 2011


Dados reunidos e anunciados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) apresentaram variação de 0,88% do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) no segundo decêndio de fevereiro, contra taxa de 0,63% registrada no período igual de um mês antes.

No segundo decêndio de fevereiro, que compreende apreciação de dados de 21 de janeiro até o último dia 10, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) abocanhou alta para 1,07%, superior ao índice de 0,60% do decêndio análogo de um mês atrás. Bens Finais, por sinal, apresentou baixa de 0,25% para -0,24%.

A variação da categoria Bens Intermediários foi de 0,87% no decêndio em questão, 0,30% superior ao índice constatado no intervalo de iguais proporções do levantamento anterior. A taxa relacionada a Matérias-Primas Brutas, por sua vez, passou de 1,03% para 2,86%.

A FGV assinala variação de 0,54% do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) no segundo decêndio deste mês contra 0,85% constatada no período similar de janeiro. Das sete classes de consumo analisadas, houve baixa nas categorias Alimentação, de 1,33% para -0,07%, Vestuário, de 0,59% para -0,45%, e Saúde e Cuidados Pessoais, de 0,51% para 0,31%.

No sentido oposto, revela a FGV, o índice do grupo Despesas Diversas passou de 0,72% para 1,49%, ao mesmo instante em que a taxa da categoria Transportes pulou de 1,24% para 1,56%, da Habitação de 0,23% para 0,48%, e de Educação, Leitura & Recreação, de 1,54% para 1,68%.

Por Luiz Felipe T. Erdei



Importância da Construção Civil para a Economia do Brasil


Convergente ao panorama mais recente da economia brasileira, a construção civil tem viabilizado as pretensões de o país alcançar níveis mais elevados em várias áreas. Mesmo assim, ainda se faz necessário corrigir uma série de deficiências infraestruturais, principalmente na questão do saneamento básico.

Para Robson Braga de Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a construção é importante para o progresso nacional, uma vez que edifica obras que sustentam o progresso, cria emprego e renda para a população e aprimora recursos tecnológicos inovadores.

Dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC) relacionam que os setores envolvidos pela construção representam aproximadamente 5% de todo o Produto Interno Bruto (PIB). Em 2011, presume a câmara, o ramo deverá obter avanço de 6%.

Contudo, um dos principais problemas a serem trabalhados e resolvidos, porém, ainda se refere à mão de obra, pois na visão de vários empresários da construção existe certa defasagem, em partes pela ascensão robusta do setor nos últimos anos – os trabalhadores não acompanharam o crescimento –, em partes pelo preparo insuficiente desses profissionais.

Por Luiz Felipe T. Erdei



Inflação – reajustes abusivos nos preços


O ano de 2001 iniciou com diversos reajustes nos preços, segundo uma projeção do Banco Central, teremos uma inflação de 5,66% no ano, porém, os aumentos mostram muito mais do que o projetado.

Nos alimentos, as hortaliças e verduras registraram aumento de 4% nos preços e as raízes e legumes ficaram 6,5% mais caros. A carne de boi deverá sofrer um maior reajuste, algo em torno de 70%, já as carnes de suínos e aves subiram 25%.

A educação deve sofrer um reajuste em torno de 7%, contemplando os materiais escolares, mensalidades, entre outros.

Os imóveis no Brasil tiveram uma média de reajuste de 30%. Para quem pensa em adquirir um imóvel, a época é péssima. Os preços dos lotes e imóveis sofreram o reajuste devido à grande procura. Um apartamento de três quartos que valia em média R$ 180 mil alcançou a faixa de R$ 240 mil. Os aluguéis tiveram um reajuste em média de 50%.

Nos transportes, em 05/01/2011 as tarifas de ônibus subiram 11% (de R$ 2,60 para R$ 3,00). O Metrô e a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) anunciaram no dia 08/02/2011, que serão acrescidos 9,43% no valor da passagens (de R$ 2,65 para R$ 2,90) a partir de 13/02/2011.

Por Dennys Steidle



Economia brasileira – Boas expectativas para 2011


Citar a economia brasileira como referência, atualmente, é basicamente um clichê, dado o número de informações sobre o assunto, tanto em jornais físicos como online. Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente do país, destacou em muitas oportunidades o progresso do país, enquanto a oposição, dentro e fora do Brasil contestava vários números e discursos.

Embates à parte, certamente o Brasil conseguiu bons feitos, tanto que a perspectiva de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) de 2010 é de 7,61%, superior às estimativas para 2011, de 4,60%. Os empresários brasileiros do segmento privado, por sua vez, continuam otimistas com as possibilidades por aqui.

De acordo com levantamento realizado pelo International Business Report 2011, da Grant Thomton, a expectativa econômica brasileira, em termos de aumento de receitas, acompanha a latinoamericana, com índices superiores a 80% para este ano.

No quesito aumento da rentabilidade econômica, o índice constatado pelo instituto, no caso brasileiro, chegou a 71% positivos, 13 pontos percentuais acima do registrado em 2010. Segundo Jobelino Locateli, CEO da Grant Thomton Brasil, o patamar de otimismo brasileiro indica que a nação está trilhando caminhos corretamente, com inflação sob controle, sugerindo portanto que a economia local será uma das mais poderosas em todo o planeta.

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas



Febraban – Estimativas para o PIB de 2011


A pauta "economia" transita pelos principais meios de comunicação do país, físicos ou virtuais. O ambiente de incertezas durante a crise financeira mundial, o cenário de crescimento em 2010 e as projeções para 2011 em diante estampam boas manchetes todos os dias, inclusive com assuntos que envolvam estritamente o bolso dos consumidores.

O Produto Interno Bruto (PIB) deste ano deve ficar um pouco abaixo do índice calculado para 2010, mas mesmo assim não há projeções ruins. O Banco Central (BC), por exemplo, prevê expansão de 4,60% em 2011, podendo esta ser modificada nos próximos meses e até o final de dezembro.

A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) prevê taxa de crescimento igual à projetada pelo BC. De acordo com a entidade, 2011 deve marcar a retomada do crescimento das nações industrializadas, com incremento nos valores das commodities.

Por meio do estudo Projeções e Expectativas de Mercado, a Febraban constatou que a maior parte das instituições acreditam numa melhoria dos prognósticos em relação à expansão da economia estadunidense.

Esta última situação, em especial, pode melhorar alguns dados econômicos no Brasil, que só não foram melhores no ano passado porque houve considerável valorização do real diante do dólar.

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: Febraban



Criação de emprego para a melhoria econômica mundial


O contexto econômico global é desigual, pois envolve bons níveis de desenvolvimento nos países emergentes e dificuldades nas nações desenvolvidas. Recentemente, o Fundo Monetário Internacional (FMI) projetou crescimento mundial em 4,5% para 2011.

Para Dominique Strauss-Kahn, diretor-gerente do FMI, embora o índice esteja acima da média da última década, a atual recuperação não é a almejada. Em sua visão, o atual momento abriga deformações e tensões, que poderiam semear problemas a um futuro colapso.

O presidente do fundo indica que a recuperação acontece de maneira diferenciada entre os países, com destaque aos emergentes, que podem até sofrer superaquecimento. Além dessa constatação, dentro dos próprios países existem dessemelhanças, sobretudo na diferença de renda entre seus habitantes. Strauss-Kahn acredita que o melhor meio da recuperação realmente acontecer é se ela se basear em torno da criação de empregos e melhor gestão econômica, além de proteção social.

O discurso de Strauss-Kahn, divulgado na página do FMI, reflete o que muitos especialistas já vinham descrevendo nas últimas semanas. O Brasil tem buscado ferramentas para brecar o crescimento e o consequente superaquecimento por meio de medidas de controle de crédito. Não basta o exemplo brasileiro. É necessário todas as economias focarem seus esforços para melhorar o mercado interno sem prejudicar o próximo

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: FMI



CNI cobra maior competitividade da indústria ao governo


A economia brasileira incentivou, especialmente no ano passado, investimentos estrangeiros e nacionais. Empresas de países distintos procuraram as terras tupiniquins no intuito de aumentarem seus lucros e expandirem seus campos de atuação. Exemplo recente, já para 2011, é a edificação de três unidades fabris de veículos automotores no interior de São Paulo.

Com a desvalorização do dólar diante do real, o terreno ficou ainda mais fértil. Devido a isso, empresários brasileiros passaram a buscar produtos de preços mais rentáveis no exterior. A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), por sua vez, cobra do governo, há muito tempo, medidas para diminuir essa incidência.

No intuito de fomentar ainda mais cobranças desse tipo, no último domingo (30) a Confederação Nacional da Indústria (CNI) lançou uma campanha específica, voltada aos parlamentares, para promover e ampliar a competitividade das empresas brasileiras perante as estrangeiras.

A CNI acredita, com isso, que estímulos serão conquistados – desde que grande parte dos parlamentares vote a favor. Na visão de Robson Braga de Andrade, presidente da confederação, o Congresso pode participar ativamente para melhorar a competição das companhias brasileiras ao sancionar diretrizes em torno da alta carga tributária, das exportações e dos investimentos.

O projeto da CNI é robusto, com fundamentação. O maior patrimônio do Brasil são os brasileiros e embora o pedido da confederação e estas palavras finais soem como protecionistas, há espaço para todos, mas deve-se priorizar a população local que, qualificada ou não, pode melhorar os números econômicos em benefício do próprio país.

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: CNI



Índice de Confiança na Indústria cai em janeiro de 2011


O governo já assinalou tal propensão. Parece que 2011 será um ano de normalização, ou seja, o crescimento observado em 2010 não deve se repetir. A preocupação do governo é a de controlar a inflação, tanto que o Banco Central (BC) encabeçou novas medidas para conter o acesso ao crédito, diminuindo, assim, o consumo dos brasileiros.

Prognósticos para o Produto Interno Bruto (PIB) indicam taxa de 4,6% para este ano, bem abaixo dos 7,6% esperados para 2010. Em meio a uma série de especulações e comedimentos, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) constatou que o Índice de Confiança da Indústria (ICI) cedeu 1,5% entre dezembro de 2010 e janeiro de 2011, para 112,8 pontos.

Embora a FGV tenha constatado esse decréscimo, o nível alcançado no mês é superior à média histórica, de 101,6 pontos. O Índice da Situação Atual (ISA) exerceu pressão e motivou a queda. Entre dezembro do ano passado e janeiro deste, o percentual recuou 3,5% para 112,1 pontos, o menor patamar constatado desde dezembro de 2009.

Por outro lado, o Índice de Expectativas (IE) avançou 0,7% na mesma base comparativa, atingindo 113,6 pontos. Diferentemente do ISA, conquistou o maior nível desde maio do ano passado.

O baque do ISA, em especial, foi fortemente influenciado pelo quesito que examina o coeficiente de satisfação em relação ao cenário atual dos negócios, uma vez que este recuou de 126,9 pontos para 120,0 pontos entre dezembro e janeiro. Em contrapartida, as perspectivas do setor são boas sobre o progresso do panorama dos negócios nos próximos seis meses.

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: FGV



Fórum Econômico Mundial debate alta das commodities


O 41º Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, chama a atenção do mundo devido aos temas que podem ser debatidos pelas lideranças mundiais presentes no evento. O grande foco é, certamente, inquietação com a estabilidade econômica global que tanto tem preocupado vários países, sobretudo as economias desenvolvidas.

O aumento dos preços das commodities, com ênfase nos produtos agrícolas, a temática inflacionária e a insuficiência dos alimentos são os pontos altos. Segundo Lia Valls, coordenadora do Centro de Estudos do Setor Externo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (IBRE/FGV), essas questões são sérias, porém não devem causar os mesmos efeitos em relação à crise imobiliária.

Em sua visão, o globo terrestre não está totalmente recuperado no campo da economia. Um entrave nesse ínterim é que alguns pensam que o mercado conseguirá resolver o problema, mas outros não concebem tal ideia. Com esse impasse, avalia, pouco é feito em busca de uma solução, e se assim demorar, outro colapso pode ocorrer.

O Brasil deve indicar no 41º Fórum Econômico Mundial temas como robustecimento da agenda multilateral, além da tentativa de obter maior cooperação global no eixo Sul-Sul, com o ingresso das nações pobres no mercado.

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: FGV



Economia Brasileira tem previsão de alta de 4,5% em 2011


Bendizer a atual conjuntura econômica brasileira depende, obviamente, de vários pontos de análise. Para 2010, o Banco Central (BC) calcula expansão próxima de 7,6% do Produto Interno Bruto (PIB), mas para 2011 prevê índice bem abaixo desse, mais exatamente 4,5%. Especialistas acreditam ser esse último percentual o mais condizente com a realidade do país, percentagem que propicia, inclusive, crescimento sustentável.

A Fitch Ratings, por sua vez, crê que a economia do país realmente venha a avançar em 4,5% neste ano, portanto em consonância ao próprio potencial de crescimento local. De acordo com a agência, um desenvolvimento maior e sustentado propiciaria base para melhores taxas de solvência fiscal.

Na visão da Fitch, atualmente o país passa a angariar os benefícios oriundos de políticas macroeconômicas sólidas, adotadas no decorrer de anos, dentre elas as próprias metas inflacionárias, a responsabilidade fiscal e o processo de flutuação da moeda nacional.

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: Estadão



PIB mensal tem aumento de 0,5% em novembro de 2010


Citar a economia brasileira em seu atual contexto é remeter a números positivos, oriundos de um conjunto de setores de atividades. Informações divulgadas pela Serasa Experian apontam que o Indicador de Atividade Econômica, ou Produto Interno Bruto (PIB) mensal, cresceu 0,5% em novembro do ano passado perante seu mês imediatamente anterior.

Já com ajustes sazonais, houve avanço de 0,6% na atividade econômica do trimestre terminado em novembro, mesmo nível constatado entre agosto e outubro. De acordo com a entidade, se considerada a demanda agregada, o índice do mês em questão foi motivado pelo desenvolvimento de 5,5% dos investimentos produtivos somados a 2,2% de incremento das exportações de serviços e bens. Por outro lado e relacionado à oferta agregada, a alta do PIB mensal teve origem na ascensão de 1,3% da atividade industrial e mais outro 0,5% do segmento de serviços.

Economistas da Serasa Experian avaliam que o crescimento de 0,5% da atividade econômica do país em novembro e a boa comercialização constatada no Natal foram importantes para o resultado. Apontam, deste modo, bom nível de desenvolvimento da economia no transcorrer do último trimestre de 2010.

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: Serasa (release)



Papelão Ondulado – Vendas apresentaram crescimento em 2010


Um dos medidores e termômetros da economia brasileira, a comercialização da indústria de papelão ondulado, que agrega chapas, caixas e acessórios, encerrou 2010 com 2,543 milhões de toneladas, ascensão de 11,85% em relação ao volume registrado em 2009, de 2,273 milhões de toneladas.

De acordo com breve artigo veiculado pelo portal de notícias G1, somente no mês passado 200,62 mil toneladas de papelão ondulado foram vendidas. De acordo com a Associação Brasileira do Papelão Ondulado (ABPO), a alta no confronto anual de dezembro chegou a 2,1%.

Entre novembro e dezembro do ano passado, porém, a associação assinalou queda de 7,9% na comercialização do segmento.

Por Luiz Felipe T. Erdei