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Salários dos profissionais brancos são maiores que dos negros


No mês de maio de 2014 (dia 13 para ser mais exato) a Abolição da Escravatura no Brasil comemorou 126 anos. Entretanto, mesmo passados mais de cem anos ainda é possível ver com uma freqüência que chega a ser absurda certos episódios de discriminação racial no país. E isso é válido para todas as áreas. Geralmente costumamos ver fatos racistas na mídia quando envolvem gente famosa. Porém, no mundo corporativo ele também existe. E não é apenas uma hipótese. Ao menos é isso que mostra um levantamento feito pelo Salário BR.

De acordo com as informações levantadas pela pesquisa, a remuneração que é paga aos profissionais negros no Brasil chega a ser 35,04% menor do que a recebida por trabalhadores brancos. Para se ter uma ideia melhor da diferença basta darmos uma olhada na média salarial dessas duas classes. A média para quem é branco é de R$ 2.461,00 enquanto que para quem é negro é de R$1.822,00. Essa diferença pode ter como motivo principal dois fatores fundamentais: há menos profissionais negros em cargos de especialista e gestão e também o salário médio dos negros é sempre mais baixo em qualquer categoria que se analise.

De acordo com os levantamentos feitos dentre os profissionais brancos no Brasil, cerca de 24,6% estão à frente de cargos de operação, 57,6% em cargos de apoio, 9,1% em funções de especialista e 6,7% em cargos de gestão. No caso dos negros os números obtidos foram de ínfimos 3,1% em cargos de gestão, 5% em cargos de especialista, 61,1% em postos de apoio e por fim 30,8% em relação à operação.

De acordo com Cauê Guimarães, estatístico do Salário BR, há cerca de 15,8% de profissionais brancos desempenhando funções nos cargos de especialista ou de gestão em comparação com 8,1% dos negros nas mesmas classes profissionais. Essa diferença em termos estatísticos é mais do que significativa.

O estudo que fez esse levantamento não levou em consideração as remunerações de profissionais indígenas, pardos e amarelos.

Por Denisson Soares



Fundação Seade publica pesquisa sobre diferenças entre negros e não negros no mercado de trabalho


Uma interessante notícia foi divulgada recentemente no mercado de trabalho brasileiro, pois a Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) apresentou nesta última semana – no dia 13 de novembro de 2012 – os resultados de um levantamento que apontam uma diminuição nas desigualdades entre negros e não negros com relação à atividade laboral.

Esta análise foi realizada a partir de dados obtidos pela PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego) e do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Segundo este estudo, está acontecendo uma diminuição nas diferenças entre negros e não negros com relação ao valor dos salários oferecidos, ao rendimento e à participação dos mesmos no mercado de empregos.

De forma mais específica, a avaliação da Fundação Seade mostrou que as remunerações dos negros, no ano de 2011, corresponderam a cerca de 61% dos valores recebidos por brancos que significa um aumento de 6,4% em comparação com a pesquisa feita em 2002.

Outro dado importante refere-se à taxa de desemprego que teve no ano de 2012 os valores para negros e não negros de, respectivamente, 12,2% e 9,6% representando uma diminuição de 4,6% nesta situação também em comparação com a análise feita em 2002 por este instituto de pesquisa.

Com última análise, a Fundação Seade obteve um valor médio de trabalho dos não negros de R$10,30 por hora enquanto os negros recebem em média R$6,28 por serviços executados neste mesmo período de tempo.

Assim, apesar da manutenção das diferenças de remuneração e possibilidades de trabalho entre negros e não negros esta pesquisa aponta para uma evolução no mercado de trabalho brasileiro com uma tendência de igualdade de condições entre diferentes etnias em um futuro próximo.

Por Ana Camila Neves Morais



Piauí – 41% da população sobrevive com 1 salário mínimo


42% dos piauienses, que corresponde a 1.908.912 de sua população, com idade de 10 anos ou mais, não tem nenhum tipo de renda e 41% da população se sustenta com até um salário mínimo por mês. Conforme dados apontados no Censo Demográfico 2010, com divulgação feita pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, informa o site www.180graus.com.

A pesquisa mostra que o Brasil apresenta uma desigualdade de renda muito expressiva, mesmo que tenha sido notada alguma redução nos anos anteriores.

Pedro Soares, do IBGE (Piauí), ressalta que em 2010, o indicador de pobreza era maior em municípios com porte médio.

No Estado, de 100 habitantes, 19 sobrevivem com uma renda de até R$ 70,00, este dado é superado pelo Maranhão como indicam pesquisas.

Outro aspecto que foi observado, é que na Região os homens continuam tendo um rendimento muito maior que a mulher, e esta diferença na renda acontece em municípios que contam com até 50 mil habitantes. Onde foi detectado que os homens recebem até 47% a mais do que as mulheres.

Muito tem que ser feito para que índices de igualdade, entre homens e mulheres, sejam apontados em pesquisas futuras.

Por Mônica Palácio



Investimentos sociais diminuíram a desigualdade de renda no Brasil


Estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revelou que a elevação dos investimentos sociais realizados entre 2003 e 2009 colaboraram para a diminuição da desigualdade de renda por todo o país. No primeiro período do intervalo, o índice Gini (responsável por medir o nível de dessemelhança entre pobres e ricos) registrou pontuação de 0,548, enquanto ao final desse espaço caiu para 0,496.

O Ipea aponta que quanto mais perto de 1, maior é o patamar de desigualdade em um país. De acordo com Fernando Gaiger, técnico do instituto responsável pelo levantamento, dois terços da carga de tributos no Brasil são indiretas, sobre o consumo, afetando de maneira proporcional o rendimento das classes mais pobres.

Por isso, a distribuição de recursos públicos voltada às castas menos providas financeiramente foi um meio explorado pelo governo para equilibrar o peso tributário. Para o leitor ter ideia, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e o PIS/Cofins afetam o consumo sem a distinção entre as pessoas que ganham mais e as que ganham menos. Por outro lado, o Imposto de Renda, sim, influencia diretamente na parcela populacional de renda mais elevada.

Apesar do Bolsa Família ter contribuído para melhorar a vida dos consumidores de baixa renda, o estudo do Ipea assinala que os investimentos realizados nas áreas da educação e de saúde foram os responsáveis pela diminuição do Gini.

Embora essa descrição saliente as ações do governo, o cidadão que utiliza diretamente os serviços das duas áreas citadas pelo levantamento sabe que muito ainda precisa ser feito e que essa condição não é suficiente para uma vida mais digna.

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: Secom