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Inadimplência aumenta com datas comemorativas e copa do mundo


As medidas de estímulos fiscais concedidas pelo governo brasileiro em conformidade com os limites permitidos a cada setor impulsionaram maior consumo da população. Até o primeiro trimestre de 2010, por exemplo, adquirir produtos da linha branca (fogões, geladeiras e máquinas de lavar), nova moradia ou veículos automotores ficou mais tranquilo.

Após a retirada dos benefícios surgiu no nariz dos consumidores datas comemorativas, como é o caso do Dia das Mães, do Dia dos Namorados e do Dia dos Pais, este último mais recentemente. A Copa do Mundo ocorrida na África, por exemplo, motivou lojistas a incentivarem os brasileiros a comprarem televisores, alimentos e bebidas, portanto, mais gastos.

Este conjunto de fatores e alguns outros não descritos neste artigo tiveram por resultado divulgado nesta semana pela Serasa Experian maior endividamento e aumento nos percentuais de inadimplentes. Somente em julho, de acordo com o portal de notícias G1, houve alta na inadimplência em 3,9% ante período igual de 2009, configurando, pois, o terceiro salto consecutivo no confronto anual.

De janeiro a julho, com os índices positivos nesse ínterim, a inadimplência dos brasileiros apresentou arrefecimento de 1,4% ante o período igual de 2009. Contudo, assinalam economistas da entidade, nos próximos meses, até o final de 2010, a inadimplência deverá crescer mais um pouco.

Por Luiz Felipe T. Erdei



Busca de crédito continua alta, mesmo após a Copa


O final do ano passado marcou novas tendências à população brasileira. As inúmeras medidas de incentivo ao consumo, ideológicas ou práticas, permitiram a recuperação do país ante a crise financeira global e de quebra, consequentemente, aquisição de bens antes inimagináveis ou impossíveis às famílias de baixa renda.

A Copa do Mundo ocorrida na África do Sul, há pouco tempo, deu novo fôlego à nação, principalmente a setores relacionados a alimentação e bebidas e, mais além, eletroeletrônicos, principalmente televisores. Após o mundial de futebol, com as famílias já endividadas em relação ao evento e também pela contração de dívidas nos meses iniciais de 2010, muito se aguardava diminuição no ímpeto das pessoas.

A Serasa Experian, divulgou nesta terça-feira, 10 de agosto, porém, que o número de pessoas que buscaram crédito no mês passado apresentou crescimento de 9,3% em detrimento ao mês imediatamente anterior. Só para exemplificação, durante os jogos, essa procura cedeu mais de 10% em comparação a maio.

Economistas da entidade, de acordo com reportagem enunciada pelo portal de notícias G1, acreditam que a elevada base comparativa e o ritmo mais baixo de dilatação do crédito aguardado, pois, para o segundo semestre do ano em vigência, incidirão consideravelmente nas variações anuais acumuladas, com possibilidades de diminuição gradativa até o final de 2010.

A Serasa assinala que todas as faixas de renda contabilizaram maior busca por crédito no mês passado, porém, os consumidores que possuem renda de até R$ 500 mensais são aqueles que mais contribuíram para a alta.

Por Luiz Felipe T. Erdei



IBGE – redução na produção em junho


A Copa do Mundo realizada na África do Sul exerceu grandes impactos no país-sede e também no Brasil, apesar da seleção canarinho ter sido derrotada pela Holanda nas quartas-de-final do evento. As famosas vuvuzelas, por exemplo, renderam à nação africana e à China, uma das fabricantes, aumento na confecção e a decorrente comercialização do artefato.

Os brasileiros acompanharam os jogos em horários durante o expediente; em alguns casos, os funcionários até foram dispensados de suas atividades. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve arrefecimento de 1% na indústria em junho em confronto a maio, justamente pelas horas não-trabalhadas nesse período.

André Macedo, economista da entidade, revela perdas principalmente na produção de bens finais em detrimento aos de produção contínua. Em reportagem veiculada pelo portal de notícias G1, porém, o especialista amenizou a total culpa do mundial de futebol ao relacionar que os níveis de estoques em alguns setores podem ter comprometido a cadência da atividade industrial.

Por Luiz Felipe T. Erdei



Governo do Brasil – Cuidados com obras para Copa do Mundo


Para receber um evento de magnitude mundial, como é o caso da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016, o Brasil precisará melhorar muitas questões mal-resolvidas. São anos de defasagens em várias áreas, principalmente na questão da infraestrutura, tanto viária como aeroportuária.

Nesta semana, Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil, parece ter se dado conta de quanto o país ainda precisa evoluir para conseguir ser, daqui a alguns anos, uma das maiores potências econômicas. Ele pediu empenho de todos os ministros no cumprimento de obras. Alexandre Padilha, ministro das Relações Institucionais, esteve reunido com o ex-sindicalista nas últimas horas; relacionou à imprensa a grande preocupação com a atual situação dos aeroportos.

Em 2 de agosto, segunda-feira, vários voos domésticos apresentaram atrasos nas horas iniciais do primeiro dia útil da semana, alguns, inclusive, cancelados. O Tribunal de Contas da União, de acordo com Padilha em reportagem apregoada pelo portal de notícias G1, deverá ser um dos órgãos de fiscalização que se prestará mais efetivamente para apressar o cumprimento das obras.

Por Luiz Felipe T. Erdei