Atualizações anteriores



Classes C, D e E – Influência na Economia Brasileira em 2010


Participantes ativos do novo ambiente econômico do país, as classes C, D e E colaboraram, ao final do ano passado, com R$ 1,2 trilhão à economia, ou seja, basicamente um terço do total levantado no Produto Interno Bruto (PIB) nos 365 dias de 2010. Segundo a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), os gastos foram organizados na compra de televisores de LCD, LED e plasma, móveis, computadores, materiais de construção e componentes integrantes da linha branca.

A associação ressalta que embora justificativas transitem em torno da maior disponibilidade de crédito ao longo do ano, o endividamento do consumidor tem sido pouco observado, ou melhor, não houve excessos na contração de dívidas. Inúmeros casos podem ser citados como exemplo, entre os quais pessoas que passaram a economizar parte de sua renda mensal para contrair bens duráveis ou, então, materiais para a reforma e ampliação de seus lares.

Para Renato Meirelles, sócio-diretor do Data Popular, obviamente ocorreu amplo avanço nas modalidades de financiamento voltadas à nova classe média, porém, não existe, em seu ver, estudos que assinalem tendência de perda de controle na utilização de crédito a partir das classes C e D. Segundo a Alshop com base em levantamentos realizados pelo instituto anteriormente citado, 69% dos cartões de créditos pertencem aos cidadãos emergentes, que representam, em outras palavras, 52% do total movimentado em todo o país por meio desse sistema.

Por Luiz Felipe T. Erdei



Reajuste do Salário – Benefícios para classes C e D em 2010


Ao longo de 2010, alguns setores mais baixos da sociedade brasileira se beneficiaram com o reajuste do salário mínimo. Ainda longe de possui uma distribuição de renda igualitária, a economia do Brasil anda possuindo um avanço do consumo de classes C e D.

De acordo com o jornal Folha de São Paulo, setores como os de construções civis e serviços domésticos estão com maior rendimento devido ao reajuste salarial e à escassez de profissionais qualificados nos setores, sendo portanto um pouco mais valorizados.

Ainda de acordo com a publicação, algumas regiões tiveram maior distribuição de renda que outras. Nesse processo, destaca-se Recife (com um aumento de salário de 10,4%), Rio de Janeiro (aumento de 5,6%) e Belo Horizonte (aumento de 5,5%). Em São Paulo, esse crescimento de salário foi de apenas 0,5%.

Mesmo com essa melhora na distribuição de renda, o país ainda tem um longo caminho a percorrer para melhorar a qualidade de vida das classes baixas e também melhorar a educação para formar profissionais mais capacitados.

Por Adriana Arruda