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Salário Mínimo 2018 – Novo Valor depende da aprovação de Temer


Lei de Diretrizes Orçamentárias é aprovada e define salário mínimo 2018. Michel Temer ainda precisa aprovar.

Por meio de anúncio oficial em 07 de julho, Henrique Meirelles, atual ministro da Fazenda, destacou que o governo irá propor o teto do salário mínimo fixado em R$ 979 para o ano de 2018. O valor atual é de R$ 937. O reajuste do salário mínimo aqui destacado será devidamente incluído na proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2018, que é a base para o orçamento do próximo ano. Sendo assim, as propostas em questão, incluindo o reajuste do salário mínimo, devem ser enviadas ao Congresso Nacional até o dia 15 de abril de 2018.

Um detalhe muito importante é que a correção do salário mínimo serve como base para nada menos que 45 milhões de trabalhadores em todo o país. O cálculo do reajuste é feito por meio da soma da variação do Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC) do ano anterior, que é calculado pelo IBGE, juntamente ao resultado do PIB de dois anos antes.

Levando em consideração a regra de cálculo destacada acima, além da variação estimada para o INPC deste ano, que é de 4,48%, o ministro da Fazenda destaca que o salário mínimo deveria ser corrigido de R$ 937 para R$ 979. Outro detalhe importante é que o valor do salário mínimo proposto para 2018 é a mediana do resultado aguardado por mais de 100 instituições financeiras, sendo que essas instituições foram consultadas pelo Banco Central na primeira semana de julho.

Haja vista o grande recuo do PIB registrado em 2016, 3,6%, ano esse que serve de parâmetro para o cálculo do salário mínimo em 2018, segundo a regra destacada, a correção do mínimo para 2018 levará em conta apenas o valor da inflação de 2017. Portanto, vale ressaltar que não haverá uma alta real, ou seja, acima da inflação, para o ano que vem.

Ainda em 2016, o governo havia estimado que o teto do salário mínimo fosse ultrapassar a casa dos R$ 1.000,00 ainda em 2018. A expectativa, naquela época, era de que o valor seria de R$ 1.002,00 em 2018 e R$ 1.067,00 no ano seguinte. Porém, o cenário de recessão fez o governo voltar atrás e Henrique Meirelles destaca que as mais recentes projeções são: R$ 1.029 em 2019 e R$ 1.103 em 2020.

Por Bruno Henrique



Salário Mínimo de 2018 pode ser de R$ 979


Valor do salário mínimo para o próximo ano poderá subir R$ 42.

O Ministério da Fazenda do Governo Federal anunciou a sua proposta para o salário mínimo do ano de 2018. O novo valor é de R$ 979. Atualmente, o salário percebido pelo trabalhador assalariado é de R$ 937. Assim, o aumento será de R$ 42. Essa previsão integrará o Projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO). Nesse documento, que deve ser encaminhado ao Congresso Nacional até 15 de abril (sábado), também constam as projeções para o piso salarial nos anos de 2019 e 2020, R$ 1.029 e R$ 1.103, respectivamente.

Com esse aumento de 4,48% em 2018, o governo está praticamente aplicando a inflação projetada em 4,5%, conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Já para os anos seguintes, a previsão de alta é de 5,11% para 2019, o que corresponde a R$ 50 e, para 2020, R$74 ou 7,19% de correção. Por trata-se de um projeto de lei, os valores podem sofrer alterações quando forem aprovadas no Congresso Nacional.

A projeção do Produto Interno Bruto (PIB) para 2018 e 2019 é de 2,5% para cada ano. A expectativa para 2020 é de 2,6%. Já o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é estimado em 4,5% para todos os anos.

O Banco Central do Brasil consultou uma centena de instituições financeiras na última semana a fim de sondar as estimativas do mercado com relação à economia.

Os valores divulgados são mais realistas do que em 2016, pois naquele momento havia a projeção de que o salário mínimo atingisse R$ 1.002 em 2018 e R$1.067 em 2019. Devido ao cenário de crise econômica e recessão no qual o Brasil vive, o reajuste do piso salarial nacional foi menor do que o programado.

O governo do presidente Michel Temer afirma estar focado com o ajuste fiscal. Para a equipe econômica, os números dos próximos anos são reflexos da crise financeira e política que, além de assolar o país em 2015 e 2016, prejudicou a arrecadação e causou retração na economia. Naqueles anos, o PIB sofreu retração de 3,8% e 3,6% respectivamente. Desde 1996, todos os setores da economia brasileira não registravam taxas negativas.

Melisse V.