Arrecadação de agosto foi a pior para o mês em 5 anos



  

Arrecadação do mês de agosto de 2015 foi de R$ 93,7 bilhões, atingindo uma queda real de 9,32% referente ao mesmo mês de 2014. Resultado é o pior para o referido mês dos últimos 5 anos.

Mesmo com o atual momento econômico do país juntamente com o forte aumento de tributos por parte do Governo Federal, a arrecadação ainda registra desempenho abaixo do esperado. Através de nota oficial, a Secretaria da Receita Federal destacou que a arrecadação no mês de agosto foi nada menos que a pior para o referido mês em cinco anos. O mês de agosto de 2015 conseguiu arrecadação total de R$ 93,7 bilhões. Tal valor representa uma queda real de 9,32% em relação ao mesmo período em 2014.

Portanto, o resultado de R$ 93,7 bilhões arrecadados é o pior em cinco anos (para o mês de agosto), haja vista os R$ 89,88 bilhões arrecadados em agosto de 2010.

Além disso, a Secretaria da Receita Federal destacou que essa queda significativa em relação a agosto de 2014 se deu devido à arrecadação extra ocorrida no mês do ano passado. Tal arrecadação trata-se do Refis da Copa que injetou mais R$ 7,13 bilhões nos impostos arrecadados em agosto de 2014. Em 2015, por sua vez, o ingresso extra de imposto foi de R$ 2,24 bilhões. Se não considerarmos tal resultado, a queda real no recolhimento de tributos foi de 4,9% em agosto de 2015.

Porém, os resultados negativos em relação ao recolhimento de impostos não é algo exclusivo do mês de agosto. O resultado do acumulado dos oito primeiros meses de 2015 mostra um recuo de 3,68% em relação ao mesmo período em 2014, haja vista os R$ 805,81 bilhões arrecadados. Dessa forma, trata-se do pior resultado para o referido período desde 2010.





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É importante destacar que este é um resultado negativo para o Governo Federal e suas metas. Vale ressaltar que 2015 já conta com arrecadações extras, sendo que as mesmas já somam R$ 11,8 bilhões: R$ 4,6 bilhões resultantes de transferência de ativos entre empresas, R$ 1 bilhão é resultado direito de remessas para os residentes no exterior e outros R$ 6,2 bilhões fazem parte da recuperação de créditos atrasados. Em contrapartida, R$ 2,75 bilhões não foram arrecadados em decorrência da universalização do Simples Nacional.

Por Bruno Henrique

 

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