Expectativa de redução do PIB é de 1,8% em 2015



  

Expectativa de crescimento da economia para 2015 teve retração de 1,76% para 1,80% no início de agosto. Já para 2016 a expectativa é de que o PIB cresça apenas 0,20%.

O início de agosto não foi positivo para a economia brasileira. Saiba que o mercado financeiro voltou a baixar suas projeções quanto ao crescimento do Produto Interno Bruto em 2015. Com isso, a expectativa de retração passou de 1,76% para 1,80%. Esse é um dado oficial do relatório de mercado Focus, um dos mais importantes do país. O resultado aqui destacado foi divulgado pelo Banco Central, assim como acontece em todas as manhãs de segunda-feira. Confira mais detalhes na continuação desta matéria.

Vale ressaltar que o péssimo resultado não é exclusivo apenas de 2015. A projeção de recuperação para 2016 também não é agradável. Segundo os dados do mercado financeiro, o PIB deve crescer 0,20% em 2016, segundo consta no relatório da última segunda-feira, 03 de agosto. Apesar do resultado ainda estar positivo, é importante ressaltar que um mês antes essa expectativa era de 0,50%, ou seja, a projeção do crescimento do PIB 2016 já apresenta quedas.

Um dos principais vilões para esta expectativa tão baixa veio diretamente do Relatório Trimestral de Inflação de junho, haja vista o mesmo ter apontado uma piora quanto às perspectivas em relação à indústria. Neste quesito, o recuo do PIB passou de -2,3% para -3,0%.

O Banco Central destacou que essa piora é resultado de algumas reduções em diversos pontos de nossa indústria. Dentre as quais está a indústria de transformação que registrou nova baixa, passando de -3,4% para -6,0%. Além disso, a indústria de produção e distribuição de eletricidade, água e gás também registrou queda de -1,4% para -5,6%. O setor de serviços que estava registrando bons números em 2015 já passa a contar com recuo de 0,8%.





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Outro destaque está quanto à dívida pública líquida do País. Segundo os analistas, a projeção é de que a relação da dívida líquida do setor público e o PIB deve fechar 2015 em 37%. Já para o ano de 2016, é esperado que tal relação alcance 38,5%.

Por Bruno Henrique

 

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