Estimativas para o PIB e a inflação pioraram no Brasil



  

Nova perspectiva para o PIB de 2015 é de uma retração de 1,7% e a alta da inflação foi para 9,15%.

Mais uma estimativa de queda na economia brasileira: uma pesquisa do Banco Central aponta que as estimativas para o PIB (Produto Interno Bruto) voltaram a recuar, após uma semana de "trégua" na queda.  

Agora os economistas já divulgam a previsão de uma retração de 1,7% para este ano. Contrariando a expectativa de 1,5% divulgada na semana passada. Se for confirmada a previsão de queda para o PIB, este será o pior resultado obtido em 25 anos.

Dentre as maiores quedas, em 1990 houve uma queda de 4,35% no PIB. Para o ano que vem a estimativa de crescimento do PIB também não é otimista: caiu de 0,5% para 0,33%.

O PIB é uma média de todos os bens e serviços do território brasileiro, independente da nacionalidade e da renda de quem o produz. É uma forma de medir o comportamento da economia brasileira, e todos sabemos que a economia não anda bem. Por isso, a queda tão alta do PIB. Algumas projeções mais pessimistas chegam a citar uma queda de 2% para este ano.

Leia também:  Valor do Salário Mínimo 2019 - Previsão do Governo




Já a inflação continua em alta constante. Pela 14ª semana seguinte o índice continua em alta: agora passou de 9,12% para 9,15%. Para o final do ano que vem, a estimativa do IPCA (índice que mede a inflação do país), é de que a inflação atinja o maior patamar desde o ano de 2003, onde ficou com 9,3% de alta. A estimativa do governo para este ano é de uma inflação de 8,26%. A meta para o Brasil no ano de 2015 e 2016 é de 4,5%, mas com o atual intervalo de tolerância, o IPCA tende a variar entre os valores de 2,5% e 6,5%, o que não descumpre formalmente a meta. Com esse cenário, podemos ter uma inflação superando o teto do sistema de metas, o que não ocorre desde o ano de 2003.

Leia também:  Salário Mínimo 2019 - Nova previsão dada pelo Governo

Com a alta dos juros e da inflação, e a baixa do PIB, o governo deve lançar um pacote de medidas para tentar frear a queda da economia brasileira, se quiser tentar cumprir uma das promessas de reeleição do governo Dilma: o crescimento econômico do país.

Por Patrícia Generoso

PIB e inflação