Bacen pretende deixar a inflação na meta até além de 2016



  

Banco Central tem o compromisso de fazer com que a inflação oficial caia para 4,5% até o final de 2016.

Não vai ser fácil, mas o Banco Central garante que vai trabalhar de forma assídua para conseguir fazer com que a inflação atinja a meta e seja mantida para além de 2016. O anúncio foi feito por Alexandre Tombini, presidente do Banco Central, ao participar de um evento em São Paulo, na última semana.
Alexandre Tombini garantiu que o Banco Central tem o compromisso de fazer com que a inflação oficial caia para 4,5% até o final de 2016.

A meta não vai ser nada fácil, já que a inflação anual no Brasil já subiu para 8,8% até o final do primeiro semestre e a expectativa para esta segunda metade do ano não é nada animadora. Novos aumentos da energia elétrica, combustível e o preço dos alimentos outra vez irão disparar os preços em vários setores, podendo até elevar a inflação ainda mais do atual patamar.

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Mas Tombini reafirmou o compromisso do BC com a política monetária do país e vai atuar de forma contínua, vigilante, assegurando que a atual inflação seja convertida à meta para 2016 e, principalmente, que se mantenha estável para os anos seguintes.

Para conseguir frear a inflação e mais ainda, reduzi-la, Tombini aposta em "determinação e perseverança" e disse estar convencido de que todos os ajustes macroeconômicos vão ser a base para que o país possa retomar seu crescimento sustentável.





O Banco Central, através do "Relatório Trimestral de Inflação", deixou claro que as dificuldades econômicas poderão ser ainda maiores, visto que é necessário um aperto monetário ainda mais intenso, frente ao atual cenário onde a inflação não para de crescer, dificultando ainda mais que se consiga atingir a meta de apenas 4,5%.

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A grande maioria dos especialistas aposta que a taxa básica de juros que atualmente está em 13,75% ao ano continue subindo e o consumidor tenha um crédito cada vez mais caro.

Ficou claro que o Banco Central vai se empenhar para conseguir deixar a inflação na meta até 2016 e nos anos seguintes, mas contando com pouco tempo para isso, somente o restante deste ano, terá que tomar medidas duras.

Por Russel

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