Tomate representa uma grande pressão para a inflação



  

Entre março e abril o preço do tomate subiu quase 20%, representando grande impacto na inflação.

Não é novidade para ninguém que a economia nacional não vai bem. Os impostos estão cada vez mais altos e os gastos do cotidiano estão cada vez mais “salgados” para o consumidor, impulsionados pela inflação, que apesar de informados como “sob controle” pelo Governo, não é o que parece.

Dentre os produtos alimentícios, o tomate é mais uma vez um vilão para a economia, representando uma grande pressão para a inflação. Só no período entre março e abril, o tomate teve uma alta de quase 20%, o que indica uma grande pressão, individual, para a inflação da semana. O índice não foi pior porque a energia não subiu tanto como esperado.

O IPC-S, Índice de Preços ao Consumidor – Semanal subiu menos; 0,1% a menos de março para abril. Em março o índice ficou em 0,71% e abril 0,61%. No último ano (12 meses), a alta foi de 8,41%.

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Dentre a classe de despesas componentes, três das oito classes obtiveram variações menores. O Grupo de Habitação apresentou maior contribuição para o resultado, pois a variação foi de 1,21% para 0,57%, destaca-se a tarifa de eletricidade residencial, que foi de 4,61% para 0,59%.

Outros grupos também obtiveram decréscimo: frutas (3,22% para 0,96%), show musical (3% para -2,05%), alimentação (0,94% para 0,86%) e educação, leitura e recreação (028% para 0,14%).





Por outro lado, na contramão dos itens citados acima, ficaram alguns grupos que obtiveram aumento expressivo: comunicação (0,01% para 0,07%), despesas diversas (0,52% para 0,61%), transportes (0,03% para 0,05%), vestuário (0,28% para 0,76%) e saúde e cuidados pessoais (0,97% para 1,37%).

Das classes citadas, destacam-se os seguintes itens: mensalidade para internet (0,67% para 0,05%), tarifa postal (4,43% para 7,63%), tarifa para ônibus urbano (0,13% para 0,27%), roupas (0,47% para 0,98%) e medicamentos (2,03% para 3,49%).

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Apesar da ligeira baixa, os resultados apresentados são bastante pontuais, mas não refletem a atual situação da economia e da inflação, uma vez que os resultados históricos demonstram que as altas sucessivas de impostos e da inflação têm impactado de forma negativa no bolso do consumidor. Hoje o tomate é o símbolo do aumento, amanhã não se sabe qual produto ou segmento terá maior alta.

Por André César

Alta no preço do tomate

Foto: Divulgação