IPC registrou alta de 1,03% na 1ª quadrissemana de março



  

Grupo de Alimentação teve alta de 1,29% e outros grupos registraram desaceleração

Um dos índices mais importantes para os consumidores, o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), registrou alta de 1,03% na primeira quadrissemana de março. O resultado apurado pela FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) representa uma desaceleração em relação à leitura de fevereiro, quando o índice avançou 1,22%. O IPC-FIPE mede as variações dos preços às famílias paulistanas com renda mensal entre 1 e 10 salários mínimos.

O IPC trata-se de uma medida do preço médio necessário para comprar bens de consumo e serviços. O índice é utilizado para observar tendências de inflação. A variação percentual dos preços em um determinado período é uma das medidas para a inflação. Além disso, o IPC mede as mudanças de preços de uma cesta básica de consumo representando os custos de vida em um período e em uma região definida.

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Na leitura do mês de março, o único grupo que ganhou força foi o de Alimentação, para 1,29%, de 1,00% em fevereiro. Enquanto este grupo sofreu aumento, outros como Habitação (de 1,82% para 1,73%), Saúde (de 0,22% para 0,11%), Educação (de 0,30% para 0,24%) e Transportes (de 2,39% para 1,13%) apresentaram desaceleração em relação ao mês de fevereiro. O grupo de Vestuário amenizou a deflação passando de -0,45% para -0,17%. Com estes números, o coordenador do IPC, André Chagas, manteve na quinta-feira (12), a projeção para taxa de inflação de março na cidade de São Paulo em 0,76%. Em entrevista concedida a Agência Estado, Chagas afirmou que o quadro imaginado para o indicador da FIPE no mês deu, logo na primeira quadrissemana de março, mostras de que será confirmado, com os reajustes de vários preços administrados ainda respondendo pela maior parte da inflação.

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Chagas afirmou que “temos praticamente 70% da variação do índice explicada por fatores já esperados. De longe, o principal fator é energia elétrica, mas há também combustíveis e a água, que já começa a captar os efeitos das muitas (por consumo) e isso já aparece no IPC”.

Por William Nascimento

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