Taxa de desemprego no Brasil subiu em março de 2014



  

As informações divulgadas recentemente pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Econômicos) e pela Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) não são nada animadoras no que diz respeito às taxas de desemprego no país.

De acordo com os dados levantados pelos dois órgãos por meio da Pesquisa de Emprego e Desemprego, no mês de fevereiro de 2014 a taxa teve um crescimento para 10,3% e já no mês de março de 2014 os números subiram para 11%.

A análise feita teve como base o levantamento realizado nas regiões metropolitanas de grandes centros urbanos como Belo Horizonte, São Paulo, Porto Alegre, Fortaleza, Recife e Salvador. O resultado apontado pela pesquisa foi uma eliminação de 137 mil postos de trabalho. Esses números acabaram por elevar o total de desempregados no Brasil para 2.249.000.

Por região o percentual apresentado pela queda do nível de ocupação são os seguintes: 0,2% em Salvador, 0,5% em São Paulo, 0,9% em Belo Horizonte, 1,2% em Recife, 1,3% em Fortaleza e em Porto Alegre, 1,5%.

Para entender melhor o motivo dessas quedas é preciso ir um pouco mais fundo na questão e observar quais setores foram os maiores responsáveis. Nessa análise o setor da indústria de transformação efetuou um corte de 88 mil vagas, o que representa uma queda de 3,1%; a construção civil por sua vez cortou 26 mil postos de trabalho, baixa de 1,7%; o setor de comércio e reparação de motocicletas e veículos automotores também apresentou uma redução de 24 mil vagas, um retrocesso de 0,7%. Segundo o PED quem se manteve estável nesses momentos de cortes foi o setor de serviços.





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Profissionais ocupados tiveram um aumento no rendimento médio real.

O aumento do rendimento médio real dos ocupados (0,8%) e dos assalariados (0,7%) no mês de fevereiro passou a ser de R$ 1.689 e R$ 1.710, respectivamente.

Em São Paulo e Belo Horizonte o rendimento subiu. Em Salvador e Recife houve uma redução e já em Fortaleza e Porto Alegre se manteve relativamente estável.

Por Denisson Soares