Fundação Seade publica pesquisa sobre diferenças entre negros e não negros no mercado de trabalho



  

Uma interessante notícia foi divulgada recentemente no mercado de trabalho brasileiro, pois a Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) apresentou nesta última semana – no dia 13 de novembro de 2012 – os resultados de um levantamento que apontam uma diminuição nas desigualdades entre negros e não negros com relação à atividade laboral.

Esta análise foi realizada a partir de dados obtidos pela PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego) e do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Segundo este estudo, está acontecendo uma diminuição nas diferenças entre negros e não negros com relação ao valor dos salários oferecidos, ao rendimento e à participação dos mesmos no mercado de empregos.

De forma mais específica, a avaliação da Fundação Seade mostrou que as remunerações dos negros, no ano de 2011, corresponderam a cerca de 61% dos valores recebidos por brancos que significa um aumento de 6,4% em comparação com a pesquisa feita em 2002.

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Outro dado importante refere-se à taxa de desemprego que teve no ano de 2012 os valores para negros e não negros de, respectivamente, 12,2% e 9,6% representando uma diminuição de 4,6% nesta situação também em comparação com a análise feita em 2002 por este instituto de pesquisa.

Com última análise, a Fundação Seade obteve um valor médio de trabalho dos não negros de R$10,30 por hora enquanto os negros recebem em média R$6,28 por serviços executados neste mesmo período de tempo.

Assim, apesar da manutenção das diferenças de remuneração e possibilidades de trabalho entre negros e não negros esta pesquisa aponta para uma evolução no mercado de trabalho brasileiro com uma tendência de igualdade de condições entre diferentes etnias em um futuro próximo.

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Por Ana Camila Neves Morais



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