FGV – IGP-M apresentou crescimento na 2ª prévia de maio de 2011



  

Com a economia em movimento de desaceleração, o governo brasileiro passou a adotar discursos mais cautelosos em relação ao presente e ao futuro do país. Na finalidade de conter o ânimo dos consumidores devido a uma possível volta da inflação em níveis céleres, o Banco Central (BC) restringiu o acesso ao crédito e iniciou ciclo de alta da taxa básica de juros, a Selic.

Embora o período de acentuação pareça ter chegado ao limite, inclusive voltando a arrefecer, o panorama atual ainda preocupa. De acordo com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Índice de Preços do Mercado (IGP-M) apresentou variação de 0,66% no segundo decêndio de maio, taxa 0,11% acima da do período igual de um mês atrás (0,55%).

A FGV assoalha que o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) variou 0,40% entre os dias 21 de abril e 10 de maio, inferior ao percentual do período imediatamente precedente, de 0,51%. O maior contribuinte à baixa partiu da subcategoria alimentos processados, cuja variação foi de 0,96%, contra -0,85% de antes.





O levantamento da FGV assinala que a taxa da categoria Bens Intermediários subiu de 0,51% do segundo decêndio de abril para 0,75% de agora. O destaque ficou por conta da subcategoria materiais e componentes para manufatura, cujo índice avançou de 0,58% para 0,88%.

A taxa relativa a Matérias-Primas Brutas acelerou para a alta de 0,24%, ante 0,07%. Os componentes que mais pressionaram esse avanço foram: minério de ferro, cana-de-açúcar e mandioca. No sentido inverso, algodão em caroço, soja em grão e laranja descreveram os itens de maior baixa.

Por Luiz Felipe T. Erdei