Elevação da taxa Selic é criticada pela CNI



  

A equipe econômica da presidente Dilma Rousseff tem custado a agradar todas as partes interessadas. O Comitê de Política Monetária (Copom) elevou, novamente, a taxa básica de juros da economia, a Selic, desta vez em 0,25 ponto percentual, para 12,00% ao ano.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) é um dos casos que não observou positivamente a decisão. Na ideia da instituição, a decisão ilustra um aspecto de luta contra o incremento dos preços situada somente na política monetária, quando, na verdade, deveria levar em consideração outros aspectos.





Para a CNI, é mais interessante ao país o controle de gastos públicos ao invés de se elevar em 0,25% a Selic, uma vez que essa recente decisão só tende a prejudicar a própria atividade produtiva. Experiências internacionais ilustram que se a concepção de comedimento de despesas da esfera pública fosse levada adiante, esta seria positiva tanto no concernente ao Produto Interno Bruto (PIB) como na durabilidade de ajustes no decorrer dos anos.

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Realmente, a ideia da CNI parece ser a mais indicada. O país aumenta a arrecadação via tributos ano após ano, o que dá margem para a manutenção de investimentos e saldo em caixa. Medidas paliativas, imediatistas, podem refletir negativamente mais adiante.

Por Luiz Felipe T. Erdei