FGV – ICC apresentou queda em março de 2011



  

O panorama econômico brasileiro passa por situações de indefinição. Como medida para conter a inflação em 2011, no final do ano passado o Banco Central (BC) decidiu intervir ao adotar postura mais rígida na concessão de crédito a pessoas físicas e jurídicas. Há poucas semanas iniciou o ciclo de altas da Selic, a taxa básica de juros da economia. O consumidor, porém, continua disposto a gastar, algo que deve ocasionar novos apertos em breve.

Dados divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) indicam queda de 2% do Índice de Confiança do Consumidor (ICC) entre o mês passado e março, para 120,1 pontos, ante 122,6 pontos de antes. Circunspeto por cinco quesitos da Sondagem de Expectativa do Consumidor, foi constatado altos e baixos no indicador.

A avaliação sobre o momento atual, por exemplo, apreciada por meio do Índice da Situação Atual (ISA), avançou 0,2% de fevereiro a março, para 145,0 pontos. O Índice de Expectativas (IE), por sua vez, recuou 3,8%, passando de 111,0 pontos para 106,8 pontos, portanto inferior à média histórica (107,8 pontos).





De todos os recursos envolvidos pelo ICC, o grau de otimismo quanto à evolução do ambiente econômico geral nos próximos seis meses apresentou baixa de 30,9% para 29,2%. Entre aqueles que preveem piora a taxa subiu para 21,3%, frente aos 17,0% de antes.

Se o cenário atual não se modificar e com os temores do BC, é possível a inserção de novas medidas para evitar alta da inflação. Nesta segunda-feira, quebrando uma série de altas, a previsão da Selic foi baixada para 12,25%.

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: FGV