Faturamento das empresas em 2011 – Empresários estão otimistas



As perspectivas de crescimento da economia brasileira são mais modestas para 2011 em comparação aos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) relacionados ao ano passado, os quais abrangeram alta de 7,5% do produto Interno Bruto (PIB). O mais recente relatório Focus, do Banco Central (BC), aponta índice de 4,03% para este ano – taxa que pode declinar ainda mais.

De acordo com a Pesquisa Serasa Experian de Expectativa Empresarial, 60% dos empresários consultados pretendem rever seu faturamento no 2º trimestre deste ano, contra 40% dos que ambicionam mantê-lo dentro do planejado anteriormente. Os números do período anterior, porém, foram mais altos, uma vez que se registraram taxas de 66% e 34%, respectivamente.

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A Serasa aponta, através das opiniões de pouco mais de mil empresários, que 88% deles estimam revisão para cima do faturamento no 2º trimestre, o restante, por outro lado, para baixo. Entre janeiro e março, os índices registrados foram de 85% e 15%, respectivamente, ou seja, o otimismo ainda está presente.

Por segmentos, a indústria é a que mais se mostrou positiva, com 90% dos empresários prognosticando revisão de faturamento para cima. Não tão distante e igualmente importante, no setor de serviços a taxa foi de 88% e o no comércio, de 87%.

Esses números ilustram situação positiva, não pelos dados em si, mas porque o BC deu início ao ciclo de altas da Selic, taxa básica de juros da economia, e os números responderam quase sem sentir a medida. Nas últimas semanas do ano passado a instituição já havia adotado outra regra de aperto, porém relacionada à restrição de crédito para pessoas físicas e jurídicas.

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Por Luiz Felipe T. Erdei