Cheques Sem Fundos – Indicador subiu para 1,83% em fevereiro de 2011



Meio de pagamento em crescente desuso, os cheques ainda são uma das maneiras utilizadas por comerciantes e prestadores de serviço para assegurar o cumprimento da dívida assumida. A burocracia desse sistema, porém, tem aumentado a opção do consumidor por cartões de crédito e débito, além do próprio dinheiro em espécie.

De acordo com o Indicador Serasa Experian de Cheques Sem Fundos, o número de cheques devolvidos, no mês passado, chegou a 1,83% do total emitido, leve avanço em comparação ao índice de janeiro, de 1,70%. Economistas da entidade avaliam ser essa alta proveniente do maior endividamento do consumidor com outras contas de início de ano, tais como IPVA, IPTU e matrículas, uniformes e materiais escolares. Outra constatação refere-se às compras para o Natal, e gastos com as férias. Em meio a isso, a Serasa pondera o ciclo de alta dos juros, como forma de controlar as taxas inflacionárias, outro fator de relevante apreciação.

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No acumulado anual, segundo a Serasa, a unidade federativa com o maior acúmulo de cheques sem fundos foi Roraima, com índice de 10,06%, diferentemente de São Paulo, onde a taxa registrada chegou a 1,37%.

Aos poucos, a população começará a enquadrar mais satisfatoriamente sua renda aos gastos, pois o término dos tributos e outras despesas de final de ano ofertarão grana “extra” ao planejamento familiar. Essa sobra deve ser entendida como nova oportunidade para ajeitar as contas.

Por Luiz Felipe T. Erdei



Fonte: Serasa