Impostômetro atingiu o valor de R$ 200 bilhões em fevereiro de 2011



  

Se todo produto exposto e vendido chegasse às mãos dos consumidores com base naquilo que efetivamente custa, descontados impostos, certamente seriam bem mais baratos. A questão da alta tributação, por sinal, gera polêmicas no Brasil, pois num território de tantas desigualdades, a arrecadação prejudica mais a uns do que a outros.

A Associação Comercial de São Paulo (ACSP) instalou em sua sede, no centro da cidade, o Impostômetro, instrumento que visa elucidar para a população o valor total arrecadado no acumulado do ano. Nas primeiras horas da noite do dia 24 de fevereiro, o indicador, também mantido pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT), atingiu a marca de R$ 200 bilhões. No ano passado, esse valor fora constatado no dia 28 de fevereiro.

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A associação examina que apesar de existir pouca distinção de dias quanto à arrecadação 2010 e 2011, o acréscimo é notável, pois a mesma cifra, em 2009, só fora alcançada no dia 9 de março.





Caso essa tendência permaneça, o aumento do mínimo, as isenções de impostos e outros tantos benefícios ‘reais’ para os trabalhadores serão apenas números, pois na prática, juntamente ao nível de endividamento, o consumidor tende a usufruir seu dinheiro em menor grau em função de impostos.

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: IBPT