Criação de emprego para a melhoria econômica mundial



  

O contexto econômico global é desigual, pois envolve bons níveis de desenvolvimento nos países emergentes e dificuldades nas nações desenvolvidas. Recentemente, o Fundo Monetário Internacional (FMI) projetou crescimento mundial em 4,5% para 2011.

Para Dominique Strauss-Kahn, diretor-gerente do FMI, embora o índice esteja acima da média da última década, a atual recuperação não é a almejada. Em sua visão, o atual momento abriga deformações e tensões, que poderiam semear problemas a um futuro colapso.

O presidente do fundo indica que a recuperação acontece de maneira diferenciada entre os países, com destaque aos emergentes, que podem até sofrer superaquecimento. Além dessa constatação, dentro dos próprios países existem dessemelhanças, sobretudo na diferença de renda entre seus habitantes. Strauss-Kahn acredita que o melhor meio da recuperação realmente acontecer é se ela se basear em torno da criação de empregos e melhor gestão econômica, além de proteção social.





O discurso de Strauss-Kahn, divulgado na página do FMI, reflete o que muitos especialistas já vinham descrevendo nas últimas semanas. O Brasil tem buscado ferramentas para brecar o crescimento e o consequente superaquecimento por meio de medidas de controle de crédito. Não basta o exemplo brasileiro. É necessário todas as economias focarem seus esforços para melhorar o mercado interno sem prejudicar o próximo

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: FMI