Assegurados do Bolsa Família – Dificuldades em encontrar e manter o Emprego



  

Estudo encomendado pelo Ministério do Desenvolvimento Social constatou um dado nada motivador às pessoas favorecidas pelo programa de transferência de renda do governo, o “Bolsa Família”. De acordo com a pesquisa, os beneficiários duram pouco tempo em seu trabalho e quando saem dele, custam mais a ingressar numa nova oportunidade em regime CLT.

Extensa matéria veiculada pelo Estadão assinala que o caminho para os assegurados do programa conseguirem deixar para trás o benefício e, assim, dele independerem, deverá ser árduo e extenso.

Na opinião de Alexandre Leichsenring, consultor do Ministério do Desenvolvimento Social, a inclusão dos favorecidos no mercado formal de trabalho pouco existe; quando ocorre, advém de maneira insuficiente.

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Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) assinalam que a maior parte das vagas – aproximadamente 75% – cerceadas por pessoas integrantes do Bolsa Família não é registrada, e na população economicamente ativa do Brasil o percentual nem chega a 50%.

De acordo com Leichsering, três em cada dez pessoas do programa devem perder seus trabalhos em menos de seis meses e, ausente do mercado, um em cada quatro assegurados, aproximadamente, voltam a atuar em quatro anos.

Por Luiz Felipe T. Erdei