Abimaq – Índices dos Setores de Máquinas-Ferramenta e Bens de Encomenda



  

Contente com a confirmação da saída de Henrique Meirelles da presidência do Banco no governo Dilma, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) mensurou que o país atravessa, atualmente, processo de desindustrialização. Seu líder, Luiz Aubert Neto, assoalhou que os ganhos das indústrias de bens de capital cresceram 11% entre janeiro e outubro passados sobre o período igual de 2009, mas mantêm-se 15% abaixo ante 2008.

Em tom de preocupação, Aubert assevera que o setor de máquinas-ferramenta e bens de encomenda registram índices bem menores, na atualidade, em relação a 2008, de 43,5% e 13%, respectivamente. Segundo ele, esses ramos são os responsáveis pela produção de máquinas a investimentos provenientes de grandes companhias nas áreas de celulose, papel e petróleo.




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Embora esses índices incomodem Aubert, para o ano que vem prevê crescimento próximo de 5% ou 6%, em acompanhamento ao cenário econômico. Do início do ano até outubro, revela matéria do Estadão, o segmento apresentou avanço de 10,8% ante o mesmo período de 2009, e o saldo da balança comercial, no mesmo período, abraçou US$ 12,9 bilhões. Contudo, a previsão emitida pela própria Abimaq é encerramento de 2010 em US$ 15 bilhões.

Por Luiz Felipe T. Erdei