Governo não prevê novos impostos, diz Paulo Bernardo



  

A população brasileira, seja por meio da rede mundial de computadores ou através de conversas informais pelas ruas, se queixa da possível volta da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Roque Pellizzaro Júnior, presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), afirma que pretende fiscalizar os políticos que forem a favor do intento.

Enquanto os opositores da medida temem pela volta, Paulo Bernardo, ministro do Planejamento, tece reclamações. Em sua opinião, o governo deixou de arrecadar, por ano, R$ 40 bilhões, algo que obrigou a realização de adaptações no Orçamento como maneira de compensar a “perda” de todo o montante. Apesar disso, não crê na possibilidade de se criarem novos impostos.





Pellizzaro relacionou que durante a campanha eleitoral o regresso da contribuição sequer foi mencionado, aludindo, direta e indiretamente, que a população já tinha na cabeça a inviabilidade da CPMF. De maneira parecida, talvez descontente, Bernardo assevera que a presidente eleita Dilma Rousseff não encaminhará proposta de novos tributos para o Congresso Nacional.

De acordo com matéria edificada pelo portal de Economia UOL, voltou-se a falar dessa contribuição depois de constatada a necessidade de injeção de mais recursos para a saúde. De acordo com Bernardo, há três anos já existia um acordo para repasse de R$ 24 milhões ao setor, entretanto, o governo sofreu essa derrota (fim da CPMF).

Por Luiz Felipe T. Erdei