FGV e Instituto Trata Brasil divulgam pesquisa sobre benefícios na implantação do tratamento de esgoto



  

 

Apesar do governo brasileiro ostentar bons números com relação a aquisição de imóveis pela população de baixa renda através do programa  “Minha Casa, Minha Vida”, algumas questões ainda padecem de maior atenção. Como é o caso da rede de esgoto e saneamento básico em alguns locais do país. Recentemente, um programa veiculado por emissora de canal aberto divulgou problemas enfrentados pelos cidadãos sobre o tema e a decorrente indiferença de políticos.

Embora os entraves sejam somente em determinados pontos, no restante a população só tem a comemorar. Um estudo divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e pelo Instituto Trata Brasil assinalaram que a implantação da rede de esgoto melhora a qualidade de vida dos trabalhadores, contribuindo inclusive, para o aumento da produtividade e da renda. Além desses fatores, a pesquisa relacionou a consequente valorização dos imóveis.





O estudo, denominado Benefícios econômicos da expansão do saneamento básico, indica que somente 43,5% dos brasileiros possuem, rede de esgoto em conformidade com os padrões. Devido aos outros 56,5% não terem acesso ao “benefício”, a pesquisa revelou que aproximadamente 217 mil trabalhadores se afastam, anualmente, de seus locais de trabalho em virtude de embates gastrointestinais. As faltas correspondem a cerca de 17 horas de trabalho sem a presença do empregado.

Espelhado pelo portal de notícias do Estadão, o levantamento considerou, média de R$ 5,70 a hora trabalhada, o que totaliza, em acumulado anual prejuízo de R$ 238 milhões em períodos pagos não atuados.

O fato integra o já tão mencionado problema infraestrutural do país. Será que o Financial Times, jornal britânico, teve posse desses dados quando postou prováveis dificuldades de o país figurar entre as maiores economias mundiais? Leia essa reportagem.

Por Luiz Felipe T. Erdei