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Queda no valor dos salários para admissão de profissionais


Salários médios apresentaram queda real neste ano.

Com a crise no cenário econômico, houve piora no cenário do mercado de trabalho e, consequentemente, uma queda real dos salários médios para admissão de profissionais com carteira assinada.

No primeiro semestre deste ano, a remuneração média dos trabalhadores brasileiros era de R$ 1.250,39, bem abaixo do valor pago pelas empresas entre os meses de janeiro de julho deste ano. Valor que era de R$ 1.271,10.  A queda é a primeira desde que a série histórica para o indicador foi iniciada, no ano de 2003.

A queda do número de brasileiros com carteira assinada também se relaciona com a piora da atividade econômica e do emprego. O número estimado para a recessão deste ano é de 1,7% e só no primeiro semestre, o país já fechou cerca de 345 mil postos de trabalhos, resultado que é o pior desde o ano de 2002. 

Em alguns estados, a redução do salário é ainda mais grave, atingindo uma queda de 5% no primeiro semestre deste ano. Os estados nessa situação são Pernambuco, Rondônia e Alagoas. A queda do poder de barganha salarial do brasileiro é culpa da alta inflação e da piora econômica do país. Ao mesmo tempo em que mais trabalhadores procuram emprego para melhorar as condições de vida, as empresas oferecem cada vez menos vagas, para frear os prejuízos da crise.

Com a queda dos salários oferecidos pelas empresas que assinam a carteira, o trabalhador vem buscando outras soluções. Até os 12 meses anteriores ao mês de maio, cerca de 213 mil profissionais trocaram o emprego com carteira de trabalho pelo próprio negócio.  Outro fator importante é que os salários sofrem uma precarização entre a admissão e a demissão do funcionário, o fator, segundo os especialistas é culpa da crise econômica, que força os donos de empresas a reduzir o salário de seus funcionários, ou contratar outros com um custo menor aos seus cofres. Com a demanda de empregos cada vez menor, os profissionais submetem-se à mudança de salários, para não perderem seus postos para profissionais que estão em busca de novas oportunidades ou mesmo do primeiro emprego. 

O cenário definitivamente não é dos melhores para o trabalhador brasileiro. Com pouco ou nenhum poder de barganha, os profissionais ficam a mercê das variações salariais oferecidas pelo mercado, para não engrossar o já grande número de desempregados no país.

Por Patrícia Generoso

Queda nos salários



Crise afeta a previsão de aumento dos salários no Brasil


As empresas estão pessimistas e não querem arriscar em dar aumento de salário aos funcionários nesta época de crise.

Se conseguir manter o emprego neste tempo de crise não está fácil, imagine só quem pensa em ganhar um salário. Diante da atual situação em que o país se encontra, boa parte das empresas já começaram as demissões e as que não demitiram estão tendo que traçar novas estratégias para conseguirem se manter "vivas". E este não é o cenário ideal para se falar em aumento de salários.

A consultoria Grant Thornton fez uma pesquisa, onde foram ouvidos 2.580 empresários de vários países e somente 8% deles estão dispostos a dar aumento para seus funcionários aqui no Brasil. Em janeiro, o salário mínimo tem um aumento, de acordo com a inflação e a grande maioria dos brasileiros só terá este aumento de salário, que na verdade é um reajuste e não um aumento como muitos dizem.

As empresas não estão vendo um futuro promissor, pelo menos a curto e médio prazo e não querem se arriscar com o aumento das despesas na folha de pagamento.

Nessa pesquisa realizada pela Grant Thomton, o número de empresas que tem otimismo para os próximos meses é de praticamente zero. A instabilidade econômica é a principal causa para tanto pessimismo das empresas, pois além delas terem que conviver com a atual crise, não recebem nenhuma confirmação de que a situação vai melhorar, pelo contrário, o alerta é de que as coisas piorem ainda um pouco mais.

A inflação no Brasil já atingiu altos níveis e o Governo não consegue dominar a situação, prometendo uma inflação menor somente para 2016, mas sem dar nenhuma prova de que irá conseguir isso. A economia não dá sinais de crescimento, pelo contrário, a tendência é cair um pouco mais, pois nem o Dia das Mães e o Dia dos Namorados conseguiram animar indústria e o comércio.

Diante de tudo isso, como um funcionário pode pensar em querer aumento? Mesmo que ele mereça, mesmo que a empresa tenha essa intenção, ambos terão que esperar um pouco mais, ou muito mais, pelo menos até que a economia dê sinais de que vai melhorar.

Por Russel

Salário



Salários dos profissionais brancos são maiores que dos negros


No mês de maio de 2014 (dia 13 para ser mais exato) a Abolição da Escravatura no Brasil comemorou 126 anos. Entretanto, mesmo passados mais de cem anos ainda é possível ver com uma freqüência que chega a ser absurda certos episódios de discriminação racial no país. E isso é válido para todas as áreas. Geralmente costumamos ver fatos racistas na mídia quando envolvem gente famosa. Porém, no mundo corporativo ele também existe. E não é apenas uma hipótese. Ao menos é isso que mostra um levantamento feito pelo Salário BR.

De acordo com as informações levantadas pela pesquisa, a remuneração que é paga aos profissionais negros no Brasil chega a ser 35,04% menor do que a recebida por trabalhadores brancos. Para se ter uma ideia melhor da diferença basta darmos uma olhada na média salarial dessas duas classes. A média para quem é branco é de R$ 2.461,00 enquanto que para quem é negro é de R$1.822,00. Essa diferença pode ter como motivo principal dois fatores fundamentais: há menos profissionais negros em cargos de especialista e gestão e também o salário médio dos negros é sempre mais baixo em qualquer categoria que se analise.

De acordo com os levantamentos feitos dentre os profissionais brancos no Brasil, cerca de 24,6% estão à frente de cargos de operação, 57,6% em cargos de apoio, 9,1% em funções de especialista e 6,7% em cargos de gestão. No caso dos negros os números obtidos foram de ínfimos 3,1% em cargos de gestão, 5% em cargos de especialista, 61,1% em postos de apoio e por fim 30,8% em relação à operação.

De acordo com Cauê Guimarães, estatístico do Salário BR, há cerca de 15,8% de profissionais brancos desempenhando funções nos cargos de especialista ou de gestão em comparação com 8,1% dos negros nas mesmas classes profissionais. Essa diferença em termos estatísticos é mais do que significativa.

O estudo que fez esse levantamento não levou em consideração as remunerações de profissionais indígenas, pardos e amarelos.

Por Denisson Soares



Informações sobre o Piso Salarial das profissões


Em termos práticos, piso salarial é o valor mínimo pago para determinado profissional, desde limpadores de janelas até políticos. A grande parte das profissões que existe no mundo tem pisos definidos de acordo com as decisões do poder público, estatísticas que medem a remuneração no mercado de trabalho, luta dos sindicatos e valorização trabalhista no conjunto econômico.

Para que o valor seja oficial, existe a necessidade de estabelecer a quantia junto com a data base estabelecida em “convenções” ou “acordo coletivos de trabalhos”. Os dois tipos de projetos de forma usual têm controle por parte dos sindicatos que representam a categoria de trabalhadores. De maneira legal, as decisões dos valores precisam ter o acordo firmado entre funcionários e patrões.

A convenção coletiva (o mesmo que instrumento normativo) consiste em nome que classifica o processo no qual acontece à assinatura dos acordos de valores dos pisos negociados entre chefes e trabalhadores.

Convenções e acordos coletivos de trabalho existem no sentido de oficializar os compromissos e as normas que durante o prazo de validade são respeitadas. A data-base (trinta dias) consiste no prazo que existe para representantes de organizações trabalhistas discordarem das mudanças. Durante esse mês também acontece o debate para organizar o piso salarial, por exemplo.

Não se pode ignorar que o piso pode mudar para cargos semelhantes presentes em estados ou municípios. Em termos práticos as decisões afetam apenas os trabalhadores que fazem do documento, ou seja, aqueles que são filiados ao sindicato da categoria e (ou) trabalham na região em que há a convenção ou o acordo do piso salarial.

Interessante notar que os pisos possuem variação inclusive em posições distintas que abrangem a mesma categoria profissional. Por exemplo, ao levar em conta os trabalhos dos pedreiros, o salário do mestre de obras é maior ao comparar com a remuneração dos auxiliares.

Por Renato Duarte Plantier



Divisão de gorjetas em restaurantes é regulamentada


Um assunto polêmico recebeu uma proposta de regulamentação nesta semana, pois a Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público do Congresso Nacional aprovou a proposta de que o dinheiro pago como gorjeta em restaurante deve ser dividido por todos os funcionários presentes no turno.

Esta alteração está inserida no Projeto de Lei 6558/2009 que, além dessa questão, determina também a regulamentação das profissões de garçom e maître.

No entanto, a Comissão de Trabalho entende que estas profissões não precisam de regulamentação já que não oferecem nenhum tipo de risco para a sociedade que demandem o seu controle.

Apesar desta negativa a proposta sobre a divisão das gorjetas foi aprovada e a Comissão de Trabalho resolveu ainda a sua inserção na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) definindo que o valor pago pelos clientes – em valor igual ou superior a 10% do consumo – seja distribuído entre todos os empregados e não apenas entre garçons e maîtres como acontecia anteriormente.

Por Ana Camila Neves Morais



Joaquim Barbosa suspende pagamento do Tribunal de Contas de São Paulo


O Supremo Tribunal Federal, por meio de seu presidente o Ministro Joaquim Barbosa, determinou a suspensão dos salários do tribunal de Contas de São Paulo.

Segundo o entendimento do magistrado, os salários deverão voltar ao seu valor máximo de R$24.117,00 já que os novos vencimentos eram acima do teto permitido pela Constituição Federal.

Agora, a decisão tomada pelo presidente deverá ser aprovada pelo plenário do Excelso Tribunal para que comece a surtir realmente os seus efeitos práticos e legais.

Por Ana Camila Neves Morais



OIT indica aumento de salário acima da média mundial no Brasil


A Organização Internacional do Trabalho divulgou em dezembro de 2012 o resultado e um estudo realizado sobre os salários em todo o mundo.

Segundo o órgão trabalhista os salários no Brasil tiveram um crescimento em 2011 duas vezes maior do que a média praticada no mundo como um todo.

De forma mais específica, o aumento verificado no Brasil foi de 2,7% enquanto no restante do globo este valor foi de apenas 1,2% maior do que no ano anterior.

Com estes dados, a OIT analisou que a crise econômica teve um impacto importante nos salários da população, mas com grandes discrepâncias como uma redução de 0,5% nos países desenvolvidos enquanto na Ásia e América Latina ocorreram aumentos no valor dos salários concedidos.

Além disso, o relatório sobre os salários mundiais ressalta a influência do Brasil para a obtenção de indicadores positivos na América Latina como um todo.

Por Ana Camila Neves Morais



Fundação Seade publica pesquisa sobre diferenças entre negros e não negros no mercado de trabalho


Uma interessante notícia foi divulgada recentemente no mercado de trabalho brasileiro, pois a Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) apresentou nesta última semana – no dia 13 de novembro de 2012 – os resultados de um levantamento que apontam uma diminuição nas desigualdades entre negros e não negros com relação à atividade laboral.

Esta análise foi realizada a partir de dados obtidos pela PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego) e do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Segundo este estudo, está acontecendo uma diminuição nas diferenças entre negros e não negros com relação ao valor dos salários oferecidos, ao rendimento e à participação dos mesmos no mercado de empregos.

De forma mais específica, a avaliação da Fundação Seade mostrou que as remunerações dos negros, no ano de 2011, corresponderam a cerca de 61% dos valores recebidos por brancos que significa um aumento de 6,4% em comparação com a pesquisa feita em 2002.

Outro dado importante refere-se à taxa de desemprego que teve no ano de 2012 os valores para negros e não negros de, respectivamente, 12,2% e 9,6% representando uma diminuição de 4,6% nesta situação também em comparação com a análise feita em 2002 por este instituto de pesquisa.

Com última análise, a Fundação Seade obteve um valor médio de trabalho dos não negros de R$10,30 por hora enquanto os negros recebem em média R$6,28 por serviços executados neste mesmo período de tempo.

Assim, apesar da manutenção das diferenças de remuneração e possibilidades de trabalho entre negros e não negros esta pesquisa aponta para uma evolução no mercado de trabalho brasileiro com uma tendência de igualdade de condições entre diferentes etnias em um futuro próximo.

Por Ana Camila Neves Morais



Empresa Michael Page avalia remuneração de executivos na América Latina


Mais uma pesquisa interessante foi realizada com relação ao mercado de trabalho no Brasil. Desta vez, a novidade foi apresentada pela empresa Michael Page – especializada em recrutamento de executivos – que realizou um estudo comparativo das remunerações oferecidas aos executivos no Brasil e em diversos países da América Latina.

Esta pesquisa avaliou 29 cargos de executivos localizados em empresas de médio e grande porte presentes no México, Brasil, Chile e Argentina. O principal resultado desta análise foi a constatação de que no Brasil este tipo de profissional recebe remunerações maiores em cerca de 72% dos cargos avaliados na pesquisa.

De forma mais específica, o estudo da Michael Page mostrou que em áreas como engenharia, finanças, vendas e incorporação os executivos no Brasil chegam a ganhar mais do que o dobro em remunerações do que nos outros países abordados pela pesquisa; já no setor imobiliário, que vive um crescimento exponencial, os profissionais executivos brasileiros tem salários até 90% mais altos do que nos países latino-americanos.

Após a posição consolidada do Brasil como primeiro lugar em salários na área de altos cargos de administração, este estudo apontou o Chile como segundo colocado em remunerações para executivos em decorrência do bom momento político-econômico e da estabilidade financeira vivenciada por este país recebendo, assim, profissionais capacitados vindos tanto do Chile como de outros países.

E nos dois últimos lugares ficam os salários oferecidos, respectivamente, pela Argentina e pelo México que passam por um momento de melhora nas crises econômicas vividas pelos mesmos.

Além disso, a pesquisa da Michael Page aponta um forte crescimento da economia da Colômbia que, em pouco tempo, estará entre os países que oferecem melhores trabalhos e maiores possibilidades de ganhos financeiros a executivos.

Por Ana Camila Neves Morais



Firjan anuncia resultados do Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil


A Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro) apresentou recentemente dados da terceira edição do Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil apontando, de forma geral, que os profissionais deste tipo de mercado recebem até três vezes mais do que a média nacional de salários.

A pesquisa sobre a Indústria Criativa (com atuação nos ramos de Artes, Publicidade, Moda, Computação, Música, Tecnologia, Engenharia, Design) teve início no ano de 2008 e consiste em um levantamento aprofundado utilizando dados do ano de 2011 em todos os estados brasileiros sobre este setor do mercado apontando, assim,  questões importantes como as dez melhores remunerações, as maiores profissões criadas no país, total de trabalhadores que integram o mercado criativo, salário médio oferecido além da porcentagem de participação do PIB Criativo na economia brasileira.

Nesta última edição, a pesquisa da Firjan mostrou que a Indústria Criativa possui, atualmente, cerca de 810 mil profissionais distribuídos em mais de 240 mil empresas e contribui com um PIB Criativo de R$110 bilhões considerado um dos maiores em todo o mundo; sendo que pela primeira vez foram inseridos os setores de Pesquisa & Desenvolvimento e Biotecnologia pela relevância internacional destes ramos.

Com relação às profissões criativas são destaque atuações como de Engenheiros, Programador de Sistema de Informação, Arquitetos, Gerente de Marketing, Designer Gráfico, Analista de negócios, Designer de calçados sob medida, Analista de pesquisa e mercado, Biólogo, Agente Publicitário e Gerente de pesquisa e desenvolvimento.

Ao considerar as remunerações, os profissionais do ramo criativo ganham em média R$4.693,00 superando muito o padrão de vencimentos geral do país que oscila em torno de R$1.733,00.

De forma mais específica as remunerações no ramo criativo, em decorrência da alta formação exigida de seus profissionais e do grande valor agregado aos produtos inovadores que elaboram, possuem valores variados de salários como os mostrados a seguir:

– Geólogos: R$11.385,00

– Diretores de televisão e atores: R$10.500,00

– Biotecnologista: R$8.700,00

– Editor de Revista: R$7.594,00

– Arquitetos e Engenheiros: R$7.524,00

– Pesquisadores de forma geral: R$7.100,00

Deste modo, o Mapeamento da Indústria Criativa apresentado pela Firjan mostra um setor do mercado em ascensão crescente com grandes potencialidades de ganhos para seus profissionais e para o Brasil como um todo.

Fonte: Firjan



Câmara dos Deputados aprova adicional de periculosidade para vigilantes e profissionais do ramo de energia elétrica


A Câmara dos Deputados aprovou no dia 13 de novembro de 2012 um projeto de lei que concede o direito de adicional de periculosidade a seguranças, vigilantes e demais trabalhadores expostos a riscos como violência ou roubo.

Este projeto teve como autora a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e determina que o adicional de periculosidade corresponde a 30% do salário fixo recebido por esta classe de trabalhadores e pode ser descontado ainda de outros valores, definidos em acordo coletivo da empresa, considerados como remuneração que sejam concedidos a estes profissionais.

Além desta modificação mostrada acima, o projeto de lei aprovado na Câmara dos Deputados também modifica a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), pois estende a concessão do adicional de periculosidade para qualquer tipo de atividade que tenha risco de exposição contínua com energia elétrica; sendo que neste caso a definição das profissões que integram esta situação será realizada posteriormente pelo Ministério do Trabalho.

O próximo passo deste projeto de lei, que aumenta a extensão do adicional de periculosidade para vários tipos de trabalhadores, será a sanção da presidente Dilma Rousseff após a qual os profissionais poderão começar a usufruir deste novo direito.

Fonte: Agência Brasil

Por Ana Camila Neves Morais



Extinção do Fator Previdenciário – Votação na Câmara dos Deputados


Um assunto bastante relevante para a vida de trabalho de todos os brasileiros vai começar a ser discutido na Câmara dos Deputados: o fim do Fator Previdenciário.

O Fator Previdenciário consiste em um cálculo criado no ano de 2000 e que considera para efeito de concessão do benefício da aposentadoria os fatores de idade, tempo de contribuição e expectativa de vida do trabalhador. Nesta dinâmica quanto menor for a idade em que o interessado se aposentar, maior será o valor atribuído ao fator previdenciário e, por conseqüência, menor será o benefício concedido.

Assim, o uso do Fator Previdenciário tem como principal objetivo evitar aposentadorias precoces de profissionais que ainda possuem capacidade de produção, ou seja, estes trabalhadores podem se aposentar, mas perdem cerca de 40% do valor possível de seu benefício por esta escolha.

É com toda esta característica polêmica que se pretende votar um projeto na Câmara que prevê a extinção do uso do Fator Previdenciário para os cálculos de aposentadorias no Brasil.

A previsão inicial é de que, segundo Marco Maia (PT-RS) presidente da Câmara dos Deputados, esta matéria controversa entre em discussão nesta casa legislativa na próxima semana.

No entanto, a entrada do projeto do Fator Previdenciário na pauta de votações ainda depende da efetivação de acordos com deputados da base aliada do governo que temem o impacto financeiro desta medida nos gastos da Previdência Social, pois os valores de milhares de aposentadorias serão maiores do que os concedidos atualmente.

A idéia principal, ainda conforme Marco Mais, é votar o fim do fator previdenciário de comum acordo com o governo para, com isso, evitar possíveis vetos à matéria pela Presidência da República garantindo um aproveitamento imediato desta situação pelos trabalhadores brasileiros.

Por Ana Camila Neves Morais



Salários dos Professores do Pará – Altas e incentivos


Os professores que lecionam 40 horas semanais na rede estadual do Pará, recebem, no mínimo, o valor de R$ 1.877,51 e os que possuem doutorado podem chegar a receber o valor de até R$ 5.591,33, conforme informação no site www.agenciapara.com.br.

Os profissionais que atuam no Pará tiveram um ganho de 30%, desde setembro de 2011, para se atingir o piso estabelecido pelo Governo Federal, além de um plano de cargos que inclui benefícios incorporados.

Atualmente, o profissional com nível médio no Estado do Pará, recebe o salário de R$ 1.897,51, mais gratificações, conforme a escolaridade, magistério e titularidade.

Diante do quadro atual, uma proposta de se pagar o piso nacional em 2012, foi feita pelo Governo do Estado, aos professores paraenses. Estima-se que o valor deste aumento deverá chegar a R$ 12 milhões por mês.

Trata-se, então, de um planejamento que visa incentivar os profissionais da Educação da região, que de maneira geral, beneficiará a Educação como um todo, uma vez que profissionais satisfeitos geram satisfação aos pais/alunos, surtindo assim um efeito positivo na sociedade, colaborando para que a educação ganhe perspectivas positivas e alcance resultados satisfatórios, no que tange a arte de educar.

Por Mônica Palácio



Ipea – Diferenças entre Salários de Homens e Mulheres em 2010


As diferenças históricas entre homens e mulheres têm decaído gradativamente ao longo das últimas décadas, porém distantes do fim. Um dos fatores mais gritantes ainda se relaciona ao mercado de trabalho, esfera em que a ala masculina leva certa vantagem em relação à feminina.

Levantamento realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revela que a participação das mulheres não ultrapassa 50% da massa salarial total ante os homens em nenhum dos locais sondados por meio da Pesquisa Mensal do Emprego (PME), medidor listado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Informações mais detalhadas assinalam que a massa salarial das mulheres chegou a R$ 12,7 bilhões em outubro deste ano, contra R$ 11 bilhões de janeiro de 2009. Na mesma base comparativa, segundo o Estadão, o montante remuneratório aos homens atingiu R$ 21,2 bilhões, ante R$ 19,1 bilhões de antes.

Mesmo abaixo da massa salarial dos homens, Porto Alegre e Salvador foram as duas regiões metropolitanas em que a maior participação favorável às mulheres fora constatada (aproximadamente 40% do total). Rio de Janeiro e Belo Horizonte contraíram os números mais baixos na condição: 36,4%.

Por Luiz Felipe T. Erdei



Dieese – Alta Salarial dos Trabalhadores garantirá a Sustentabilidade do Crescimento do Brasil


Durante as campanhas presidenciais, cada candidato procurou explorar méritos próprios e deméritos dos adversários. Dilma Rousseff, já eleita presidente, enalteceu as realizações do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, entre as quais a transferência de renda para a população mais carente por meio do Bolsa Família, a criação de 15 milhões de empregos desde 2002, entre outros pontos.

O aumento da massa salarial foi outra questão muito utilizada pela ex-ministra-chefe da Casa Civil. Segundo economistas do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o aumento do rendimento dos trabalhadores brasileiros assegurará a famigerada e pretendida sustentabilidade do crescimento do Brasil.

Com avanço próximo de 11% no acumulado dos últimos 12 meses até outubro, o Dieese pondera que a alta foi puxada pelo incremento da remuneração média e pelo avanço no número de cidadãos ocupados no período. Para Sério Mendonça, economista da instituição, a massa de rendimentos representa aproximadamente 40% do Produto Interno Bruto (PIB). Em sua concepção, esse índice dará sustentação à economia, mesmo perante o ambiente global desfavorável.

De acordo com a Folha UOL, nos 12 meses encerrados em outubro a renda mensal das pessoas ocupadas cresceu, em média, 6,1%, para R$ 1.344. Os assalariados, por sua vez, contraíram alta de 3,6% e rendimento médio de quase R$ 1,4 mil.

Por Luiz Felipe T. Erdei



Salário Mínimo – Propostas de Reajuste para 2011


Durante a corrida pela sucessão presidencial, José Serra, candidato do PSDB, tem prometido à nação brasileira salário mínimo de R$ 600 já a partir do ano que vem. Carlos Lupi, ministro do Trabalho e Emprego, e Luiz Inácio Lula da Silva, por exemplo, alegam não ser possível o intento, pois a definição para o valor teria de acontecer ainda em 2010.

Na semana que vem, mais exatamente de 1º de novembro em diante, as diretrizes para a elevação dos atuais R$ 510 começarão a ser encabeçadas. Gim Argello (PTB-DF), senador e relator-geral da proposta de Orçamento da União, examinará se o mínimo será incrementado para R$ 538, como rege a proposta do atual governo, ou para R$ 560, como almejam as centrais sindicais.

Informações emitidas pela Agência Estado, de acordo com a Band Online, asseveram que isso dependerá do relatório de receitas que será encaminhado ao relator. Para Argello, se tudo transcorrer bem e se for possível, o salário mínimo poderá, sim, ser compreendido em R$ 560.

O senador avalia que o documento preliminar poderá ser entregue em 5 de novembro para que finalmente, a partir do dia 8 do mês que vem, sejam realizadas as devidas emendas parlamentares.

Por Luiz Felipe T. Erdei



Aposentados – Aumento Real de Salário – PSDB


O ambiente eleitoral do Brasil é instável, mensurou há pouco tempo o veículo de comunicação The Economist. Seu posicionamento não foi um dos mais errôneos, é certo, pois diariamente novas informações envolvendo situações embaraçosas tanto de Dilma Rousseff (PT) quanto de José Serra (PSDB) tornam imprevisíveis qualquer definição, mesmo pesquisas de intenções de votos indicando vantagem para a ex-ministra da Casa Civil.

Carlos Lupi, ministro do Trabalho e Emprego, criticou o tucano ao avaliar ser inviável o reajuste salarial prometido de R$ 600, pois para tal feito seriam necessárias mudanças de algumas das diretrizes do atual governo, gerido por Luiz Inácio Lula da Silva.

Corroborando com o discurso de Lupi, Carlos Eduardo Gabas, ministro da Previdência, afirmou saber o que o Partido da Social Democracia Brasileira fez com a Previdência e diz ter a certeza de que o anunciado não procede no concernente ao reajuste de 10% prometido aos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Em proveito de entrevista concedida a jornalistas, segundo o Estadão, Gabas assegurou que no período em que o tucanato esteve à frente do poder federal a classe dos aposentados não conseguiu aumento real de salário (percentual superior ao índice da inflação).

Gabas assinala que o presidente Lula só debaterá o tema de reajuste do salário mínimo e demais temas com seu sucessor, obviamente após o último dia deste mês.

Por Luiz Felipe T. Erdei



Salário Mínimo ideal para suprir as necessidades básicas pessoais e familiares


Provavelmente, parte dos que leem este artigo atuam em determinadas funções que, consequentemente, não incidem remuneração em conformidade com as responsabilidades. Apesar de haver crescimento do número de empregos e aumento da renda mensal do trabalhador, a tendência de enxugamento de salários permanece em algumas atividades específicas.

A realidade, nem sempre transcrita pela imprensa oficial de maneira ampla devido a pouca existência de dados mais específicos, é árdua. Para exemplificar, recentemente o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) revelou que o salário mínimo do brasileiro deveria ter chegado a R$ 2.047,58 no mês passado para que este assegurasse as necessidades básicas individuais e familiares.

O valor é superior em mais de quatro vezes ao mínimo atual (R$ 510). De acordo com o Estadão, o cálculo da entidade foi baseado na Pesquisa Nacional da Cesta Básica de setembro, que também divulgou expansão do preço da cesta básica em 14 das 17 regiões estudadas.

Em comunicado, o Dieese revela que o tempo médio de trabalho imprescindível para o brasileiro adquirir os itens da cesta básica foi de 91 horas e outros quatro minutos, superior às 89 horas e 38 minutos necessárias em agosto, ocasião na qual o conjunto de bens essenciais alcançou R$ 2.023,89.

Por Luiz Felipe T. Erdei



Reajuste Salarial – Metalúrgicos – Mercedes-Benz


As várias alas trabalhistas brasileiras têm aproveitado o cenário econômico brasileiro favorável para angariarem remunerações mais altas. Recentemente, metalúrgicos do ABC conquistaram alta em seus salários; agora foi a vez dos trabalhadores atuantes na Mercedes-Benz campinense, centro responsável pela assistência técnica de distribuição de peças e veículos.

Após 16 dias de greve, uma assembleia ocorrida na última terça-feira, 28 de setembro, convencionou reajuste salarial de 10,5% aos trabalhadores da unidade. De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região, aproximadamente 800 trabalhadores estabeleceram, quase como um adendo, piso salarial de R$ 1.440,00.

A convenção, conforme já mencionado anteriormente, segue a tendência iniciada na semana passada, quando metalúrgicos da Volkswagen, Scania e Ford conseguiram reajuste de 10,8%.

A categoria parece bem posicionada no atual momento, pois inúmeras foram as séries trabalhistas que pouco conseguiram nesse sentido e em tal amplitude. O reajuste de 10,5% está bem acima da inflação, de 4,50% aproximadamente.

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: Reuters



Salários – Situação Financeira – Brasileiros confiantes


Sobrevivência financeira e a consequente vivência como ser humano é um dos fatores mais almejados por toda e qualquer pessoa. Pouca remuneração, inclusive, incide em qualidade de vida mais baixa, como se é possível averiguar por meio de vários estudos de casos emitidos quase mensalmente por distintas entidades.

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) por meio do Índice de Expectativa das Famílias (IEF) revelou no inicio desta semana que a situação financeira está melhor na atualidade em relação à observada há um ano, de acordo com opinião emitida por 74% dum total de mais de 3,8 mil lares consultados.

Políticos de oposição até podem supor que os dados a seguir são altamente justificáveis, mas mesmo assim é importante salientar. O Norte e o Nordeste brasileiro abrangem o maior número de famílias que observam melhorias em suas situações financeiras (81,33% e 78,97%, respectivamente). O Centro-Oeste, Sul e Sudeste, por outro lado, aparecem em seguida, porém não muito distantes em termos percentuais (76,49%, 71,53% e 70,34%, também respectivamente).

Para ocasiões futuras o estudo do Ipea não é muito diferente. Aos próximos 12 meses, segundo o Estadão, mais de 77% dos entrevistados preveem melhores condições financeiras e outros 7,56%, agravamento.

Marcio Pochman, presidente do Ipea, avalia como fatores incidentes as duas parcelas do 13º salário ao final de 2010, as quais permitem o pagamento de dívidas e outros correlatos.

Por Luiz Felipe T. Erdei



Salários – Aumento Real – Recorde em 2010


O avanço do número de empregos com carteira assinada pelo país é uma situação que, mesmo de maneira empírica, passou a ser comemorada por vários setores; os tão citados Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do país, e Carlos Lupi, ministro do Trabalho e Emprego, chegaram a estimar 2,5 milhões de oportunidades criadas e contabilizadas ao final de 2010.

A imprensa e ministros de distintas pastas têm relacionado, também diretamente ligado ao número de vagas formais geradas, aumento real da massa salarial. Embora nem todos os segmentos o sintam, vários são aqueles que deverão fechar este ano com ares otimistas, como é o caso dos metalúrgicos atuantes na região do ABC. Na semana passada, por exemplo, houve aumento à classe de 6,26%, somado a um incremento de 4,29% para repor a inflação, ou seja, 10,81% no total – a maior elevação concreta de toda a história da categoria.

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) avalia, de acordo com o portal R7, que 2010 será o ano com a maior quantidade calculada de aumentos reais superiores a 5%, superando, inclusive, 1996, quando quase 7% de todas as negociações obtiveram ganhos acima dessa margem.

Por Luiz Felipe T. Erdei



Aposentados e Pensionistas – Reajuste Salarial


Uma decisão perdurou durante bom tempo no Brasil: reajuste aos aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) de 7,72%, conforme pleiteava, à época, o Senado. Até a definição muitas dúvidas permearam na cabeça de inúmeras lideranças políticas, tais como a do próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que delongou ao máximo a demarcação.

Agosto foi o mês ‘X’ para a questão aos aposentados que ganham acima de um salário mínimo (R$ 510), situação que gerou custo de quase R$ 899 milhões sobre o retroativo de 6,14% estipulado em janeiro. Carlos Eduardo Gabas, ministro da pasta, assevera que o montante ficou abaixo do relacionado anteriormente pelo governo, o qual estipulava ampliação de R$ 1,6 bilhão na folha do órgão.

O impacto, de fato, foi sentido somente em agosto. Aliás, no oitavo mês do ano o INSS gastou outros R$ 1,8 bilhão com o adiantamento à primeira parcela do 13º salário de aproximados 19 milhões de aposentados com benefícios mensais de um salário mínimo.

Segundo o portal de notícias G1, outro aumento à folha do INSS acontecerá ainda neste mês, correspondente ao adiantamento para os beneficiários com remuneração acima de um salário mínimo.

Por Luiz Felipe T. Erdei



Salário – Dificuldades durante o mês


Geralmente escutado entre os cargos com menor remuneração mensal, os dizeres “meu salário não dura até o fim do mês” é mais comum do que se possa supor. Prova disso é o estudo divulgado nos últimos dias pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o qual abaliza que mais de 75% dos brasileiros admitem dificuldades para pagar suas contas e, ao final de todas as dívidas, algum montante ficar disponível para fins diversos.

A Síntese de Indicadores Sociais, divulgado pelo IBGE, assinala que a região Nordeste do país é o local onde a reclamação é mais evidente para aqueles com muita dificuldade em terminar o mês relativamente bem. O Norte aparece em seguida, com o Centro-Oeste, Sudeste e Sul logo atrás.

Diferentemente da tendência descrita anteriormente, quase 25% das residências tinham em seu favor alguma facilidade ou muita facilidade em fazer o salário perdurar durante os 30 ou 31 dias dos meses.

Se esse estudo assinala o bem-estar das pessoas, como o Brasil consegue viver um momento tão positivo economicamente e com previsões tão otimistas ao futuro? Seria a palavra correta a “esperança”?

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: R7



General Motors congela salários de funcionários europeus por 2 anos


A montadora norte-americana General Motors anunciou que não irá reajustar os salários de seus metalúrgicos na Europa pelos próximos 2 anos, segundo o acordo firmado nos países onde possui fábricas da Opel, com os sindicatos locais.

Depois de firmar acordo na Alemanha, agora foi a vez da Inglaterra e, além do corte no reajuste de salários, a GM ainda pretende demitir mais 8.300 empregados, chegando ao numero de 50 mil postos de trabalho extintos em toda a Europa.

O motivo de tamanho corte, que deve amenizar as despesas em mais de 260 milhões de euros, é a reestruturação e modernização das fábricas da Opel.

Por José Alberi Fortes Junior