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Como a biotecnologia pode ser usada na agricultura?


A biotecnologia e a agricultura se uniram com o objetivo de tornar mais eficiente o cultivo de plantas. Problemas climáticos, doenças e pragas, são bons exemplos, de obstáculos que sempre afetaram a produção de alimentos. Com isso, a engenharia genética desenvolveu diversas tecnologias para que as perdas fossem reduzidas e assim aumentasse a produtividade das lavouras.

A associação entre essas duas áreas já permitiu que fossem desenvolvidas diversas espécies de vegetais que resistissem a insetos e fossem tolerantes a herbicidas. Estas variedades transgênicas ou geneticamente modificadas (GM) acabaram proporcionando uma grande melhoria nas práticas de cultivo, trazendo incremento na qualidade e quantidade dos produtos agrícolas, favorecendo assim o crescimento econômico e reforçando a renda dos produtores rurais. Quando se trata das plantas transgênicas resistentes a insetos ou então tolerantes a herbicidas, a vantagem é que há uma facilidade em manejar insetos invasores e plantas, o que acaba resultando em uma redução na quantidade de produtos defensivos químicos aplicados. Hoje também já existem alguns vegetais que possuem juntas essas duas características e que assim são uma eficiente alternativa para os agricultores. Além de trazerem vantagens agronômicas, tais variedades também favorecem a preservação da biodiversidade e assim acabam por diminuir a necessidade de ampliar a área plantada, diminuindo as perdas no campo.

Vários cientistas e especialistas ao redor do mundo também têm trabalhado para desenvolver plantas que possuem características complexas modificadas, ou seja, envolvendo vários genes. Tudo indica também que em um futuro próximo serão criados vegetais transgênicos, que possuam propriedades nutricionais melhores ou então que produzam medicamentos. Pelo mundo todo são realizadas pesquisas com banana, arroz, beterraba, laranja, cana-de-açúcar, mandioca mamão e diversas outras plantas. A finalidade é expressar nelas as mais diversas características como resistência a fungos, insetos e vírus, tolerância à seca e a outros princípios ativos e também melhor suas composições nutricionais.

Hoje, o cultivo de produtos geneticamente modificados ocorre em todas as regiões agrícolas do mundo, e o uso da biotecnologia tem atingido números nunca alcançados por outras tecnologias, é um marco na história da agricultura mundial. No ano de 2009, culturas transgênicas foram plantadas em 134 milhões de hectares e por mais de 14 milhões de agricultores, em 25 países. Entre os países que possuem as maiores áreas cultivadas com produtos transgênicos, o Brasil está em segundo lugar batendo a marca de 21,4 milhões de hectares, perdendo somente para os Estados Unidos que atingiu o valor de 62,5 milhões de hectares. Todo esse sucesso se deve aos benefícios da plantas GM, como a resistência a insetos, doenças e o crescimento da produção.



Sustentabilidade na área de alimentos


Com o crescimento populacional, as demandas de muitos setores também tiveram que aumentar para atender esse grande número de pessoas. Todos os recursos usados nos últimos tempos, devido a esse aumento de produção, começaram a influenciar de maneira negativa no meio ambiente. Seja pelo aumento do número de carros, por maior produção alimentícia, pelo maior número de indústria, etc. Tudo isso culminou para uma urgência em arranjar meios pelo qual agridam menos o meio ambiente. E um desses meios é a sustentabilidade.

Com certeza, é uma das palavras mais ditas quando o assunto é “cuidar do meio ambiente”. Mas o que dizer de fato? A sustentabilidade é definida como a capacidade de um individuo ou um grupo de não causar impactos ao meio ambiente. Sustentabilidade são ações, soluções, planos que busquem melhorar o meio ambiente, arranjar forma para que não se agrida o ambiente. Práticas que todos devem tomar para tornar o mundo melhor.

A sustentabilidade está presente em todas as áreas, inclusive na área alimentícia. Mas, como se aplica a sustentabilidade na alimentação? De diversas maneiras, a relação entre eles é muito próxima. Por exemplo, uma pessoa que faz dieta, tem que comer alimentos mais saudáveis, e isso ajuda, desde que leve em consideração a maneira como o alimento foi produzido, cultivado, e o impacto que sua produção teve no ambiente. Essa é uma maneira de por em ação a sustentabilidade.

Outro ponto importante a se levar em consideração, a respeito da sustentabilidade e alimentação, é dar prioridade a alimentos fabricados na região. Pois é menos gasto de combustível para transportar os alimentos, usa menos recursos naturais, além de aumentar a economia local. É muito importante saber a procedência dos alimentos e a forma no qual foram produzidos. Para uma boa prática da sustentabilidade é indicado usar alimentos orgânicos, que foram cultivados sem o uso de agrotóxicos, de uma forma na qual não agrida o meio ambiente.

É preciso escolher de maneira consciente o que se come, pois além dos impactos ambientais, os alimentos também impactam na saúde. Por isso, priorizar alimentos produzidos de maneira sustentável é uma ótima prática para cuidar da saúde o do meio ambiente.

Muitas empresas, respeitam o meio ambiente e usam a sustentabilidade como um dos seus pilares. Esse é o caso da Barion, a empresa especialista na fabricação de wafer, respeita o meio ambiente, e usa princípios da sustentabilidade em sua produção. Para saber mais sobre a Barion e conhecer mais sobre seus produtos, acesse: http://www.saborbarion.com.br/



Consumidor mostra sinais de confiança no mercado


Apesar da alta de alguns alimentos, o consumidor se mostra otimista em relação à economia do país.

O consumidor brasileiro está mais confiante na economia do país. De acordo com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomércio-SP), que realiza o cálculo mensal do Índice de Confiança do Consumidor (ICC), o indicador para o mês de junho sofreu uma alta pela primeira vez em 40 meses, com base na comparação anual. O principal motivo para o aumento do otimismo do consumidor é a perspectiva de que a pior fase da crise econômica no Brasil já passou.

Segundo a escala do índice, que varia entre zero a 200, onde a maior pontuação significa maior otimismo, o mês de junho elevou o indicador a 98 pontos. Esse número é o maior desde abril de 2015 e, comparado ao mês de junho do ano passado, a alta foi de 8,2%, o que significa o primeiro aumento mensal e anual desde o mês de janeiro de 2013.

Um das fontes de cálculo do ICC, conhecido como Índice das Expectativas do Consumidor (IEC) impactou fortemente na elevação do indicador, visto que ele subiu 7,2% comparado ao mês de maio, batendo os 128,5 pontos, um crescimento significativo de 26,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

voltando a apresentar sinais de confiança.

Consumidores menos pessimistas

Apesar do aumento no preço de alimentos importantes na mesa do brasileiro, como feijão, arroz e leite, o otimismo dos consumidores representa um voto de confiança para a nova equipe econômica, salienta a Fecomércio-SP. A entidade alerta, porém, que esse voto de otimismo "é relativamente curto", em especial por conta das mudanças constantes no processo político e pela profundidade e extensão da crise.

Para aumentar a confiança dos consumidores no mercado, a Fecomércio-SP aponta que é preciso que o país disponha de uma efetiva política econômica, o que inclui reformas estruturais, cortes nas despesas públicas, delimitação dos gastos do setor público, além de privatizações.

O aumento na confiança dos consumidores na economia brasileira reflete positivamente em empresas de tradição como a Barion, que se tornou uma indústria moderna e respeitada ao longo dos anos, oferecendo produtos de qualidade com sabor delicioso e irresistível. Clique aqui para conhecer os produtos e a história da Barion.



Varejo apresenta aumento no fluxo de clientes


As notícias para o comércio varejista são boas. Isso porque, após uma queda na receita e no volume de vendas no varejo no mês de março deste ano, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, anunciou no último mês que a situação foi revertida e o aumento em relação às vendas foi, em abril, de 0,5%, enquanto que a receita cresceu 1,2%.

Sendo assim, apesar das previsões negativas para o setor, relacionadas à crise econômica e à queda na atividade, esse crescimento reflete um importante e favorável resultado sobre os avanços na área.  Atualmente, é cada vez mais reconhecida a importância do varejo na economia brasileira, sendo um segmento de destaque e gerador de um grande número de empregos formais no país. Porém, para alavancar ainda mais este encontro entre o comércio e os clientes, algumas atitudes podem e devem ser tomadas pelas organizações para atrair cada vez mais consumidores para o seu ponto de venda, conquistando a fidelidade deles. Neste sentido, muitas empresas tem apostado, por exemplo, em eventos para chamar o público e compartilhar interesses, identificando inclusive o que as pessoas esperam e gostam sobre um determinado setor.

Além disso, apostar em uma fachada bonita acrescenta vários pontos na hora do cliente tomar a decisão sobre onde comprar. Uma identidade bem definida  agrega sempre à qualidade dos produtos ofertados. E por último, mas não menos importante, vale destacar que, com consumidores cada vez mais conectados, as empresas e lojas precisam estar na palma da mão de seus fregueses, ampliando a visão de negócio por meio de lojas ou vitrines virtuais.

Levando em conta todos estes pontos levantados sobre atitudes positivas para atrair os clientes, a Barion, uma fábrica de chocolates com mais de cinquenta anos de tradição, pode ajudar nesse sentido, pois possui uma linha extensa de produtos para consumidor final e para o público profissional, além de também fabricar itens com marca de terceiros, como de muitos varejistas por exemplo, fazendo assim com que o varejista possa colocar sua marca em itens estratégicos dentro das suas lojas. Outro ponto interessante é sobre o Varejo de Vizinhança, este hábito de compra, o de frequentar os minimercados do bairro em lugares mais remotos, por exemplo, tem se tornado cada vez mais comum.

E neste momento, em compras que são feitas nestes locais, as guloseimas são produtos indispensáveis, no que a Barion pode agregar com uma grande quantidade de opções para estes canais. Para saber mais, basta acessar aqui http://www.saborbarion.com.br/varejo-de-vizinhanca-e-sua-importancia-para-o-setor-supermercadista/.



Prazo final para pagamento do PIS/PASEP é no dia 31 de agosto


Prazo foi prorrogado para que 1,2 milhões de pessoas ainda pudessem sacar

Pagamento do PIS-PASEP/2016 tem sua data prorrogada pelo governo federal.

O anuncio foi feito na terça-feira (1), que haverá prorrogação na data de encerramento do abono salarial dando oportunidades para que todos os beneficiários possam sacar, referente ao ano de 2014.

O prazo de encerramento foi dia 30/07, mas devido a aproximadamente 1,2 milhões de pessoas não terem feito o saque do PIS, ficou decidido, segundo o Ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira que a data seria prorrogada.

Quem perdeu a data de saque do PIS/PASEP 2016 poderá fazê-lo entre os dias 28 de julho e 31 de agosto. O ministro não soube informar a quantidade de pessoas que sacaram dentro do prazo, mas garante que já passou dos 95%, de um total de 18,4 bilhões. Ainda de acordo com o Ministro essa foi a primeira vez que aconteceu a prorrogação para data de saque do PIS.

PIS/PASEP – Como sacar e quem tem direito?

De acordo com a CGU (Controladoria Geral da União) cerca de 15 milhões de trabalhadores brasileiros tem direito ao saque do abono. Ou seja, quem contribuiu com o PIS/PASEP até 1988 tem direito de realizar os saques de seus rendimentos anuais. Vale ressaltar que o trabalhador poderá fazer o saque total de suas contribuições, em caso de aposentadoria, maior de 70 anos ou doença grave. Em caso de óbito do beneficiário, cabe aos herdeiros o saque do PIS/PASEP.

Regras mais rígidas para pagamento do PIS/PASEP 2016

Para o ano de 2016 foram criadas regras mais rígidas para que o trabalhador possa sacar seus rendimentos. Elas começaram a vigorar a partir do inicio do ano de 2015 e uma das regras afeta diretamente o seguro-desemprego. Uma das mudanças no PIS determinam que o trabalhador receba de acordo com o tempo trabalhado. De acordo com as novas leis só recebe o abono salarial quem trabalhou 12 meses.

Lembrando que o PIS é pago aos trabalhadores de empresas privadas regidas pelo CLT. Já o PASEP é um beneficio do governo federal somente para policiais militares e servidores públicos. O saque é feito no na agencias do Banco do Brasil em datas previstas nos calendários anuais. Cerca de 23,6 milhões de trabalhadores brasileiros têm direito ao abono salarial do PIS/2015.

Por Ruth Galvão



PIB do Brasil só deve voltar ao Normal em 2019


Analistas acreditam que 2016 será o ano mais recessivo para o PIB Brasileiro. Recuperação deverá ocorrer só em 2019.

De acordo com especialistas, podem ser elencados uma série de fatores responsáveis pela derrocada da economia brasileira nos últimos anos: descontrole nos gastos públicos, crise política e diminuição do excesso de liquidez na economia mundial.

No entanto, é quase um consenso a opinião de que, diferentemente de outros momentos, a crise atual não pode ser atribuída a um suposto cenário de crise externa, e sim aos prórios erros econômicos e políticos do governo brasileiro.

PIB de 2013 somente em 2019

Segundo estimativas do relatório Focus (espécie de síntese das expectativas do mercado feita pelo Banco Central sobre a realidade da economia brasileira), a economia do país só deverá entrar nos trilhos no final de 2019.

A projeção é que nesse ano o PIB Brasileiro atinja o montante de R$ 5.512 trilhões de reais (valor correspondente ao ano de 2013), saindo, portanto, do maior quadro recessivo da história do país.

Ainda com base nas projeções da Focus, esse ano de 2016 será o mais recessivo, onde o PIB Brasileiro não deverá ultrapassar os R$ 5. 277 trilhões de reais.

A Crise Política

Sem dúvida, um dos fatores determinantes para essa realidade, segundo especialistas, é a crise política instalada no país desde 2015, ano de incertezas, de acordo com analistas.

Essa instabilidade teria provocado uma alteração na projeção do crescimento econômico brasileiro, que até então acreditava-se que se daria em 2018.

A perda do mandato da presidente da república, incentivada pela rejeição das contas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e pelo processo de cassação da chapa Dilma-Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), seriam uma espécie de pano de fundo para o maior quadro recessivo da economia brasileira desde o início dos anos 30, segundo o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

Retomada do Crescimento

O quadro agravou-se ainda mais após a retirada do grau de investimento do país em 2015, pela Standard & Poors (mais importante agência de classificação de risco de crédito no mundo).

O resultado, entre outras coisas, foi uma sensível queda do Real frente ao dólar, fazendo com que os analistas projetem um PIB de cerca de US$ 1,370 trilhões de dólares em 2019, em comparação com o ano de 2013, cujo valor em dólar era de US$ 2,387,00.

No entanto, analistas apontam o caminho para a retomada do crescimento da economia brasileira, que deve estar definitivamente atrelado a uma série de medidas, de ajustes fiscais (inclusive com a possibilidade, ainda distante, de aumento de impostos), ao equilíbrio do jogo político (a partir da definição do processo de Impeachment), além do controle da inflação e do aumento do nível de emprego, por meio de investimentos em setores estratégicos.

Vivaldo Pereira da Silva



Saque do abono salarial pode ser feito até o dia 30 de junho


O saque do abono salarial referente ao PIS pode ser feito até quinta-feira, dia 30 de junho.

Ao menos 1,5 milhões de pessoas ainda não sacaram o abono salarial referente ao PIS, isso porque muitos se esquecem de e outros não sabem. Até quinta-feira, dia 30 de junho, estará disponível.

O benefício é pago no valor do salário mínimo vigente, no caso R$ 880,00.

As pessoas cadastradas no PIS/PASEP há pelo menos cinco anos, com remuneração de até dois salários mínimos durante o ano da contribuição e que exerceram atividade remunerada durante no mínimo trinta dias em 2014 têm direito a receber o abono salarial de 2015, desde que seus dados tenham sido informados corretamente pelo empregador no RAIS (Relação Anual de Informações Sociais).

O benefício é um dos direitos mais importantes assegurados na Constituição Federal.

Verifique se o abono salarial não foi depositado diretamente na conta. Se não houver o pagamento vá a um autoatendimento da Caixa ou Casa Lotérica com o Cartão Cidadão e senha para sacar. Caso não tenha o cartão basta ir até o caixa em uma agência Caixa e apresentar um documento com foto.

PIS e PASEP

O PIS (Programa de Integração Social) diz respeito aos trabalhadores de empresas privadas regidas pela CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) e PASEP (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) é devido ao Servidor Público.

Os estados com maior número de pessoas que não retiraram o benefício são Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.

Conhecer o benefício

Muitos desconhecem esse benefício e acabam deixando passar o dia para retirada do mesmo. Até 30 de junho de 2016 é a data limite para sacar o valor devido. Caso contrário o dinheiro volta aos cofres públicos não podendo ser retirado no próximo ano.

Os trabalhadores que conhecem o benefício sempre retiram para aliviar um pouco as dividas, até porque em ano de crise, qualquer valor é bem indo e, considerando que os beneficiados são os de baixa renda, muitos agradecem poder ter algo com o que contar nesse período.

Dúvidas podem ser esclarecidas nas agências da Caixa ou em Casas Lotéricas. Também pelo atendimento online no site voltado ao PIS ou pelos telefones 158 (Central de Atendimento Alô Trabalhador), 0800 7260207 (Caixa) 0800 729 0001 (Banco do Brasil).

Por Carol de Castro

Saque abono



Valor do Salário Mínimo em 2017 deverá ser de R$ 946


Reajuste do próximo ano deverá cobrir apenas a inflação.

Com o decorrer do ano de 2016, o Governo Federal já começa a fazer as perspectivas para o ano de 2017 e a uma das mais aguardas já está sendo veiculadas nos meios de comunicação do país, que é a previsão de reajuste do salário mínimo, que atualmente está fixado em R$ 880 e que segundo o que está sendo divulgado, passará a ser de R$ 946 no próximo ano.

Em termos de porcentagem este reajuste representará um aumento de 7,5%, correspondente a estimativa para a inflação gerada de janeiro até dezembro deste ano, mensurada por meio da análise do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Esta estimativa de reajuste do salário mínimo é oriunda do que está previsto na Lei de Diretriz Orçamentária (LDO), a qual foi enviada para o Congresso Nacional nesta última sexta-feira, dia 15 de abril de 2016.

Para fazer o cálculo do reajuste do salário mínimo levando em consideração a variação do Produto Interno Bruto (PIB) e a inflação é preciso somar todas as riquezas obtidas pelo país nos dois anos anteriores. Contudo, o PIB brasileiro infelizmente sofreu um decréscimo de 3,8% no ano de 2015 e ao que tudo indica deverá encolher ainda mais neste ano de 2016. Desse modo, o reajuste deverá cobrir somente a inflação.

Em termos de comparação, do ano de 2015 para o ano de 2016 o reajuste do salário mínimo foi de 11,6%, uma vez que era de R$ 788 e passou a ser R$ 880.

Este aumento impactou diretamente cerca de 40 milhões de trabalhadores, aposentados e pensionistas que recebem o piso nacional. Segundo os dados oriundos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, esta medida deve impactar as contas públicas em R$ 30,2 milhões.

A regra que vigora atualmente para fazer o cálculo do salário mínimo, que considera o crescimento econômico do país e a inflação, é garantida por lei até o ano de 2019.

Já para os aposentados e pensionistas, esta regra tem validade somente para aqueles que ganham até 1 salário mínimo, pois aqueles que ganham mais de um salário mínimo recebem apenas o reajuste de acordo com a inflação.

De acordo com as estimativas do governo, cada R$ 1 concedido de reajuste no salário mínimo, implica em R$ 293,6 milhões em gastos assistenciais e previdenciários.

Por Adriano Oliveira



Caixa desmente Boato sobre Dinheiro referente ao Abono Salarial


Boato divulgado nas redes socais é desmentido pela Caixa Econômica Federal.

Boatos ou notícias falsas são frequentes na internet. Desde anúncio de compra e venda até notícias de morte de pessoas famosas, a rede se contaminou por falácias. Existem até sites onde se cria e se compartilha informações falsas.

Para tentar amenizar esse tipo de informação, o Google criou uma nova fermenta dentro do seu sistema para conferir a credibilidade ou não das notícias. Essa ferramenta é de extrema importância pois infelizmente algumas pessoas mal intencionadas escrevem a notícia de maneira que parece verdadeira e engana muitas pessoas. Com isso, muitos cidadãos podem ser prejudicados. Esse tipo de seleção que o Google anunciou na reportagem se faz necessário nos dias atuais, nos quais a internet é um dos meios de comunicação mais usados no mundo.

Empresas e órgãos públicos criaram também plataformas para que as pessoas possam checar a veracidade dos fatos. Como é o caso da Coca-Cola , que criou um site para explicar os boatos que saem sobre os produtos produzidos pela marca. O Governo Federal do Brasil também tem o seu sistema para que a população confira a veracidade dos fatos sobre a política Nacional.

Um boato que saiu na internet no mês de março deste ano e iludiu muitas pessoas foi que o Governo Federal pagaria a quantia de até R$ 3.284 para os trabalhadores que tivessem registro na carteira de trabalho por pelo menos dois anos. Segundo o texto publicado, esse valor seria referente a revisão do abono salarial para quem contribuiu para o PIS (Programa de Integração Social). Ficou a cargo de a Caixa Econômica Federal desmentir o boato.

O critério para receber esse benefício do Governo é de acordo com o tempo de trabalho de cada brasileiro. As pessoas não podem sair acreditando em tudo que lê na internet, é preciso checar os dados em sites confiáveis. Notícias como essas, para que não acabem sendo mal interpretadas e reproduzidas tal qual a fonte disse, podem ser verificadas em sites de jornais e revistas. Outra opção seria usar a plataforma desenvolvida pelo Governo para verificar se a notícia é verdadeira ou falsa (http://www.brasil.gov.br/fatos-e-boatos). E claro, usar do bom senso, pois em um Governo que divulga a redução de gastos um aumento como esse é no mínimo curioso.

Por Isabela Castro



Salário mínimo de São Paulo terá aumento de 10,5% em abril


Salário mínimo passará a ser de R$ 1.000 no dia 1º de abril de 2016.

O país vem passando por uma extensa e sofrida crise para a população brasileira, que já sofre há tempos com baixos salários e péssimos serviços públicos, de saneamento básico a educação. Porém, mesmo com todos os problemas, algumas metas são estabelecidas pelos governos estaduais, em relação ao salário mínimo, que no caso de São Paulo, terá um aumento de 10,5% a partir de 1º de abril.

O salário mínimo anteriormente no estado de São Paulo, era equivalente a R$ 905, e com o aumento, passará a ser R$ 1.000, seguindo a Lei nº 16.162, que foi publicada na última terça-feira no Diário Oficial do Estado. A lei é uma medida para aumentar o piso salarial de algumas categorias de trabalhadores, e foi assinada pelo atual governador do estado, Geraldo Alckmin, dividido em duas faixas.

Entretanto, caso a profissão tenha algum piso já definido anteriormente por alguma lei federal ou acordo, o aumento não é válido. O grande foco do aumento são trabalhadores mais terceirizados, como domésticas, trabalhadores da área de limpeza e higiene, motoboys, pescadores, cabeleireiros, entre outros. Esses trabalhadores são referentes a primeira faixa do aumento salarial.

Por outro lado, se geralmente o aumento do salário mínimo é comemorado pelos trabalhadores, muitos questionam tais mudanças, por muitas vezes acabarem gerando diversas demissões pelos encargos que o empregador é obrigado a pagar, o que acaba elevando os custos. Com esse aumento, os custos chegarão a R$ 280, entre INSS e FGTS. Os empregadores terão até a data de 06/05 para poderem realizar o pagamento, que deverá ser feito por meio do eSocial.

A segunda faixa de trabalhadores que irão receber aumento salarial, teve um aumento proporcional de também 10,5%, e abrange profissionais como representantes comerciais, supervisores, agentes técnicos em eletrônica, administradores florestais e agropecuários, entre outros. Essa classe verá seu salário subir dos atuais R$ 920 para R$ 1.017, valor um pouco maior que o da primeira faixa, embora os aumentos sejam proporcionais.

São Paulo, estado mais rico do Brasil, mesmo com a teórica superioridade financeira sobre grande parte do país, possui como visto um salário mínimo apenas um pouco maior do que o salário mínimo nacional, estabelecido atualmente em R$ 880.

Por Paulo Henrique

 

Salário mínimo



Pagamento do PIS para trabalhadores nascidos em maio e junho


Nesta quinta-feira, dia 17 de março, o pagamento do PIS será liberado para pessoas nascidas nos meses de maio e junho.

Uma boa notícia para quem é trabalhador e nasceu em maio ou junho.  A partir desta quinta-feira, dia 17, estará disponível o abono salarial do Programa de Integração Social (PIS).  Os beneficiados podem receber o dinheiro nas agências da Caixa Econômica Federal (CEF). Neste caso, é preciso apresentar um documento de identificação com foto. Outra opção é realizar o saque nas casas lotéricas, correspondentes Caixa Aqui e nos canais de autoatendimento do banco. Para isso, é necessário possuir o Cartão do Cidadão. Este é o último mês de pagamento do calendário 2015/2016.

Aliviando a crise com o PIS:

Em tempos de crise, o dinheirinho extra com certeza será muito bem-vindo na casa dos brasileiros contemplados pelo benefício. Mas, como saber quem tem direito a receber o PIS? Para verificar se está entre os trabalhadores que poderão contar com o recurso de um salário mínimo é preciso ligar para o telefone 0800 726 0207 e escolher a opção 1. Ainda é possível fazer a consulta no site da Caixa. Os trabalhadores cadastrados no programa até 04/10/1988 devem ficar atentos. Eles receberão os rendimentos do saldo de quotas do PIS.

De olho no prazo para sacar o benefício:

Mas, não basta somente saber que tem direito ao PIS. O trabalhador precisa sacar o dinheiro até o dia 30 de junho. Caso contrário, o benefício retorna para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).  Os únicos que podem ficar despreocupados são os correntistas da CEF, cujos créditos do pagamento são encaminhados diretamente para as suas respectivas contas.  

Quem é o trabalhador beneficiado pelo PIS?

Os requisitos legais que determinam o pagamento do abono do PIS ao trabalhador, calendário 2015/2016,são os seguintes:

– Estar cadastrado, no mínimo, há cinco anos no PIS/Pasep; no ano de 2014 ter recebido uma média mensal de dois salários mínimos; durante pelo menos 30 dias, consecutivos ou não,  ter exercido atividade remunerada para Pessoa Jurídica no ano-base considerado para apuração; os dados referentes ao trabalhador precisam ter sido repassados corretamente pela empresa ao Ministério do Trabalho e Emprego, na Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) do ano-base 2014.

Como obter o Cartão do Cidadão para facilitar o saque do PIS?

O Cartão do Cidadão facilita o acesso aos serviços dos benefícios sociais e trabalhistas, tais como, o saque do PIS. Para emitir o cartão, o trabalhador pode solicitá-lo pelo telefone 0800-726-0207 ou em qualquer Agência da CAIXA.  

Por Erica Cristina Gomes

PIS



Abono Salarial – Quem tem direito e Como sacar o benefício


O pagamento do Abono Salarial segue em calendário com datas específicas.

O Abono Salarial, que é um dos mais importantes benefícios trabalhistas do país, ainda gera muitas dúvidas. O benefício, que é assegurado pela CLT, é pago a quem recebe até 2 salários mínimos – remuneração extra que tem auxiliado muitas famílias brasileiras a quitar as contas do final de ano.

Como funciona o pagamento? Quem tem direito ao Abono Salarial? Como sacar o abono salarial? Essas e outras questões serão abordadas nesse artigo, para que as suas dúvidas mais comuns possam ser tiradas.

Quem tem direito ao Abono Salarial 2016:

Algumas exigências feitas pela lei devem se enquadrar nos requisitos do brasileiro, para que só assim possa ter direito a receber o Abono Salarial 2016. Dentre elas: ter trabalhado com carteira assinada no ano anterior por mais de 30 dias; o salário do funcionário não pode exceder a faixa dos 2 salários mínimos; necessita ter inscrição no PIS há mais de 5 anos.

Outra regra muito importante é quanto à empresa, que deve está em dia com a entrega da RAIS para o Ministério do Trabalho. Com essa situação, apesar de trabalhar com carteira assinada para pessoas físicas, a empregada doméstica não garante a remuneração oferecida pelo Abono Salarial.

Como Sacar o Abono Salarial 2016:

Esse processo depende do cartão cidadão, que pode ser feito gratuitamente nas agências da Caixa. Quem está em processo de emissão, deve aguardar um prazo de 30 dias para recebe o documento. Já quem está em posse do cartão pode ir a qualquer agência ou lotérica para realizar o saque do valor do Abono Salarial.

Contudo, a necessidade de verificar o Calendário do PIS é fundamental, pois este é a única maneira de saber quando o valor estará em sua conta. Para consultar o calendário, o trabalhador pode entrar no site da Caixa. Caso esteja sem tempo, verifique o calendário abaixo.

Calendário do Abono Salarial 2016:

  • Último Dígito: 00 – Recebem a partir de – 22/02/2015 – Recebem até – 30/06/2016
  • Último Dígito: 01 – Recebem a partir de – 20/08/2015 – Recebem até – 30/06/2016
  • Último Dígito: 02 – Recebem a partir de – 17/09/2015 – Recebem até – 30/06/2016
  • Último Dígito: 03 – Recebem a partir de – 15/10/2015 – Recebem até – 30/06/2016
  • Último Dígito: 04 – Recebem a partir de – 19/11/2015 – Recebem até – 30/06/2016
  • Último Dígito: 05 – Recebem a partir de – 14/01/2016 – Recebem até – 30/06/2016
  • Último Dígito: 06 e 07 – Recebem a partir de – 16/02/2016 – Recebem até – 30/06/2016
  • Último Dígito: 08 e 09 – Recebem a partir de – 17/03/2016 – Recebem até – 30/06/2016

Por Flavinha Santos

Abono salarial



Declaração do IRPF 2016 já pode ser entregue à Receita Federal


Prazo para entregar a declaração do IRPF 2016 é de 1º de março a 29 de abril de 2016.

Desde o dia 1º de março os contribuintes já podem entregar a declaração do Importo de Renda de Pessoa Física 2016, com base no ano de 2015. O prazo para a entrega da declaração é até o dia 29 de abril, sendo que os contribuintes que não declararem ficarão sujeitos a multa de 1% sobre o total do imposto devido, ou de R$ 165,74, prevalecendo o maior valor.

No último dia 25 de fevereiro, a Secretaria da Receita Federal liberou o download do programa para computador e o download do app para celulares foi liberado no primeiro dia de declaração, 1º de março. Também é possível fazer o processo “online”, diretamente pelo site da Receita Federal, sendo entregue certificado digital ao final da declaração.

Quem deve declarar? Os contribuintes que receberam rendimentos tributáveis acima dos R$ 28.123,91 em 2015. Quem recebeu mais de R$ 40.000,00 em rendimentos não-tributáveis ou tributados direto da fonte também devem declarar o Imposto de Renda.

As principais mudanças afetam médicos e profissionais autônomos e pessoas com dependentes acima dos 14 anos. Veja abaixo, uma lista com as principais mudanças do IR com relação à declaração do ano passado:

– Médicos e profissionais autônomos devem incluir o CPF das pessoas físicas as quais eles realizaram consultas ou prestaram algum tipo de serviço. Até o ano passado, estes profissionais eram obrigados apenas a mostrar as notas fiscais de cada mês.

– Dependentes acima dos 14 deverão ser registrados no Cadastro de Pessoas Físicas e seu CPF deve ser informado na declaração. Até o ano passado, a obrigatoriedade era válida apenas para dependentes acima dos 16 anos.

– Importação de mais dados do ano anterior. Tendo em vista facilitar o processo da declaração do IR, o programa de declaração trará mais campos já preenchidos anteriormente. E a ideia é que o número de campos já preenchidos aumente a cada ano.

– O rendimento dos aluguéis deverá ser informado separadamente, informando-se o valor mensal de tais rendimentos. Até o ano passado, os rendimentos de aluguel eram declarados junto com outras informações, como pensão alimentícia.

– Será necessário informar apenas o CPF do cônjuge. Antes, era preciso informar bens, rendimento total e patrimônio dos cônjuges, não sendo mais necessário declarar tais informações.

– O mesmo botão agora salva e envia a declaração. Anteriormente, havia um botão para cada ação. No programa deste ano, o botão já vem aglutinado e, num simples clique, já é possível salvar e enviar.

Por Renato Senna Maia

IRPF 2016



Principais aplicações de um Business Intelligence


O Business Intelligence, assunto mais comentado atualmente no ambiente corporativo, é um conjunto de softwares que, reunindo diversas informações, auxiliam nas decisões estratégicas a serem tomadas nas empresas.

O processo envolve a arrecadação e análise de várias informações relacionadas a clientes, concorrentes, fornecedores, além de incluir fatos relevantes na economia que influem nos negócios da companhia.

A vantagem da utilização do Business Intelligence é que a instituição otimiza o tempo,  já que não terá que se dedicar à coleta de dados e nem a preparação dos relatórios, concentrando-se somente nas informações que mostram as tendências do mercado e na análise crítica dos seus resultados.

O sistema pode antecipar as ações dos competidores, descobrir novos ou potenciais investidores, antecipar mudanças no mercado, demonstrar a falha ou sucesso de outras companhias, conhecer os parceiros e futuras aquisições, entre outros.

A implantação pode ser feita de diversas formas: extração, transformação e carga de dados (ETC); data warehouse; datamart  e OLAP.

ETC: Considerada uma das etapas com maior criticidade do projeto, a finalidade desta fase é realizar a integração das informações de variadas fontes. Não é permitido errar neste momento, já que um dado inserido de maneira incorreta gera consequências para as demais etapas. O processo é dividido em três estágios, são eles: extração, transformação e carga de dados. Primeiramente definem-se as origens das fontes das informações, podendo ser desde arquivos de textos e planilhas até sistemas transacionais como SAP, BSCS e outros. Depois de coletados os dados, é feita uma limpeza das informações, pois muitas vezes elas são antigas. Ainda, uma padronização dos formatos dos dados recebidos é realizada.

DATA WAREHOUSE: É a reunião de todos os dados coletados em uma tabela organizada para otimizar a consulta com o objetivo de mostrar uma imagem da realidade do negócio. O sistema compreende um conjunto de programas que fazem a extração das informações e fornecem um banco de dados para o usuário.

DATAMART: Trata de uma abordagem do conceito de data warehouse descentralizada. Encontramos duas formas de criação desse sistema: o botton-up e a top-down. Botton-up é quando a empresa opta primeiramente pela criação de um banco de dados para uma única área, gerando um custo mais baixo. O Top-down é quando a empresa prefere criar um banco de dados completo, envolvendo todas as áreas e depois passa a segmentar o serviço.

OLAP: Com a criação de um microcubo na máquina ou no servidor do cliente, este sistema possibilita a análise on-line de dados, oferecendo respostas rápidas. Utiliza como ferramentas as aplicações acessadas pelos usuários finais para extrair a base de dados e gerar os relatórios.



Novas regras da Aposentadoria


Com as novas regras aprovadas pela presidente Dilma Rousseff, ocorrerá um aumento gradativo no total da soma dos anos para a aposentadoria até que se chegue à soma de 90 anos para mulheres e 100 anos para homens.

Conforme já previsto, foram sancionadas as novas regras da lei de aposentadoria que varia progressivamente de acordo com a expectativa de vida da população brasileira.

Já existia uma medida provisória com as novas regras aprovadas pela presidente Dilma Rousseff em maio de 2015.

Após publicada e sancionada no “Diário Oficial da União”, a presidente aposentou o fator previdenciário e criou uma alternativa para a regra de 85/95 anos.

Existia a expectativa que fosse aprovada a possibilidade do aposentado que continuasse trabalhando efetuar um novo cálculo do benefício, chamado de “desaposentação” ou “desaposentadoria”, porém o artigo foi vetado. A justificativa foi que essa possibilidade fosse aprovada geraria um déficit de 70 bilhões de reais à Previdência Social.

A antiga regra de 85/95 consistia que mulheres precisariam de 85 anos somando a idade com o tempo de contribuição e 95 anos a soma para os homens.

Com a nova fórmula ocorrerá um aumento gradativo no total da soma até que se chegue à soma de 90 anos para mulheres e 100 anos para homens. Será acrescido 1 ano ao total da soma de idade e tempo de contribuição a cada 2 anos.

A partir do dia 31 de dezembro de 2018 a soma sobe para 86/96 anos, em 31 de dezembro de 2020 o total fica em 87 anos para mulheres e 97 anos para homens. Após 2 anos, em 31 de dezembro de 2022 é acrescido mais 1 ano a soma da idade com o tempo de contribuição, totalizando 88 e 98 anos. Em 31 de dezembro de 2024 sobe para 89 anos para mulheres e 99 anos para homens. Finalizando a graduação em 31 de dezembro de 2026, chegando aos 90 anos para mulheres e 100 anos para homens.

Resumindo a explicação, em um período de 8 anos compreendidos entre 2018 e 2026 a soma do tempo de contribuição com a idade passará de 85 anos para mulheres e 95 anos para homens, para 90 anos para mulheres e 100 anos para homens.

Por Jean Fretta Pereira

Aposentadoria



Inflação poderá encerrar o ano em quase 10%


Segundo especialistas do mercado, o IPCA poderá encerrar este ano em 9,91%.

Na última semana do mês de outubro, o mercado financeiro subiu a previsão do Índice de Preços ao Consumidor Amplo de 2016 para 9,91%. Entretanto, especialistas do setor econômico estão prevendo uma queda maior do PIB. As previsões do mercado financeiro para a inflação do ano de 2015 e de 2016 continuaram decaindo desde a semana passada.

Na estimativa dos analistas para o setor de atividade do mercado econômico brasileiro, a previsão é uma queda tremenda.

No que se refere o ano de 2015, a expectativa dos especialistas é a que o índice da inflação oficial – IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), feche o ano em 9,91%, se aproximando da marca dos 10%. Cabe ressaltar que, para o início de outubro, a taxa esperada era de 9,85%. Se a estimativa for confirmada, teremos uma das maiores altas desde o ano 2002 – quando ficou em 12,53%.

Segundo os especialistas, a alta taxa do dólar e dos preços administrados tem forçado de forma considerável os preços neste ano de 2015. Além disso, a inflação de serviços, gerada pelos ganhos reais de salários, segue também em alta.

Para o próximo ano, os especialistas das instituições financeiras elevaram sua expectativa de inflação de 6,22% para 6,29% na última semana.

Em face do sistema de mercado que se desenvolve em território brasileiro, a meta central para o ano de 2015 e para o próximo ano é a de 4,5%. Entretanto, com o intervalo de tolerância existente, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) pode variar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta estabelecida seja oficialmente desestabilizada. Logo, a partir deste cenário, a inflação deve superar o teto do sistema de metas do ano de 2015, algo que não vemos acontecer desde o ano de 2003.

Por Felipe Pancheri Colpani

Inflação



Brasileiros utilizarão o 13º salário para quitar dívidas


Pesquisa revelou que 74% dos brasileiros assalariados irão destinar o 13º salário para quitar suas dívidas.

Um estudo indica que a maioria dos brasileiros irá utilizar o 13º salário para pagar suas dívidas. A renda extra servirá para tampar parte do rombo que a recessão econômica acusou no bolso do consumidor.

Uma pesquisa divulgada pela Anefac na última segunda-feira (26) revelou que 74% dos assalariados irão destinar o 13º salário para quitar suas dívidas. A mesma pesquisa realizada no último ano obteve um resultado 8,8% menor do que no ano de 2015.

Dentre os trabalhadores que irão pagar suas dívidas com o 13º, 83% estão inadimplentes com o cartão de crédito e o cheque especial e pretendem utilizar os recursos do fim de ano para regularizar a situação com os mesmos.

Entre aqueles que possuíam dívidas com prestações do comércio houve uma redução de 20% se comparado com os números do ano passado (2014).

O maior vilão do encargo de dívidas do consumidor é o cartão de crédito. Do dividendo total, o cartão de crédito representa 44% das dívidas, seguido do cheque especial, com 39%.

Outra má notícia é que caiu o número de brasileiros dispostos a dedicar o salário extra para presentear a família, amigos e entes queridos neste fim de ano. A pesquisa revela que caiu em 27% o número de consumidores dispostos a comprar presentes. Esse número é preocupante para o comércio, que movimentará menos recursos e como consequência irá gerar menos empregos. A crise é, sem dúvidas, uma reação em cadeia.

Caiu também em 27% o número de consumidores que tem a pretensão de poupar parte da renda para quitar suas despesas do começo do ano seguinte.

De um modo geral, a pesquisa realizada pela Anefac revela que aumentou o número de pessoas que pretendem gastar menos no natal e diminuiu o número de pessoas que pretendem gastar mais. Neste ano, 90% dos consumidores pretendem gastar, no máximo, R$ 500,00, contra 87% no último ano.

Esperamos que a economia retome o crescimento em 2016 e que o consumidor tenha maior poder de compra no fim do ano, além de poder honrar com seus compromissos financeiros.

Por André César

13º salário



PIS/PASEP – Pagamento e como receber o benefício


Informações sobre o pagamento, valores, como receber e quem tem direito a receber o PIS/PASEP.

O benefício PIS/PASEP é uma iniciativa do Governo Federal com objetivo de promover a valorização do trabalhador por meio da distribuição de renda. Neste ano de 2015 começou a ser pago a partir de julho. A expectativa é que seja pago mais de R$ 7 bilhões em benefícios para todos os brasileiros que têm direito.

O valor do PIS é de um salário mínimo, e para ter direito o cidadão precisa ter trabalhado no mínimo 5 anos com carteira assinada, ganhado até dois salários mínimos por mês. Além disso, o benefício do PIS é liberado de acordo com o mês da data de nascimento.

Para sacar o benefício é preciso ter em mãos o cartão cidadão ou o cartão da Caixa Econômica (CEF). Quem não tem nenhum desses cartões e vai receber o PIS pela primeira vez, é necessário ir até uma Agência da Caixa Econômica com um documento de identificação em mãos, e aproveitar a oportunidade para solicitar ao atendente o cartão cidadão. Esse cartão é importante, pois além de sacar o benefício, nele está impresso o Número de Identificação Social (NIS). Porém, para facilitar a vida das pessoas, no site da CEF é possível consultar o saldo do PIS e saber se está disponível para saque – www.caixa.gov.br.

O PASEP é um benefício semelhante ao PIS, porém destinado aos militares, civis e funcionários públicos, pago por ano pelo Banco do Brasil. Para receber o PASEP é preciso ir até uma Agência do Banco do Brasil com o número de inscrição do PASEP e um documento de identificação em mãos. Ressaltando que, o benefício PIS/PASEP 2015 é pago referente aos meses trabalhados e salários recebidos no ano 2015.

Para facilitar e deixar o saque mais prático, o contribuinte que possuir cartão cidadão poderá sacar o benefício do PIS em lotéricas, correspondentes Caixa Aqui e caixas eletrônico. Lembrando que o pagamento do PIS só é liberado de acordo com a data de aniversário do cidadão. 

Por Stephanie Rodrigues do Nascimento

PIS



Como utilizar os créditos da Nota Fiscal Paulista


A partir de outubro os consumidores cadastrados no programa NFP já podem utilizar os créditos da melhor maneira que desejarem: por meio de transferência bancária ou para abater o valor do IPVA do próximo ano.

A partir deste mês de outubro de 2015, os consumidores cadastrados no programa Nota Fiscal Paulista já podem utilizar os créditos. E as opções de utilizações são: por meio de transferência bancária do valor para uma conta corrente ou poupança com sua titularidade, ou tendo a opção, até 31 de outubro, de transferir o crédito para abater o valor do IPVA 2016. Ressaltando que, após a solicitação de crédito em conta, o consumidor pode ter o valor creditado em até 10 dias. Além disso, os créditos ficam disponíveis para serem utilizados no período de até 5 anos. 

Apesar de o crédito do programa Nota Fiscal Paulista ser de direito do consumidor, esse só pode usufruir dele quando realiza o cadastro no site: www.nfp.fazenda.sp.gov.br. Feito o cadastro, o consumidor passa a ter direito a receber o crédito.

Lembrando que o programa devolve até 20% do ICMS recolhido pelos estabelecimentos aos consumidores. Com isso, torna-se um incentivo para que os paulistas que adquirem mercadorias nos estabelecimentos comerciais exijam a nota fiscal.

Os cidadãos que desejam realizar o resgate do valor do crédito ao qual têm direito precisam acessar o site (mencionado acima) da Nota Fiscal Paulista com o CPF ou CNPJ em mãos, com a senha e optar pela melhor opção pessoal de utilização do crédito.

Essa iniciativa, atualmente, beneficia milhares de pessoas da cidade de São Paulo e todos os anos agrega novos consumidores participantes.

O programa Nota Fiscal Paulista é uma iniciativa do Governo de São Paulo, que atende de forma benéfica os paulistas todos os anos, estimulando compras conscientes com a obrigatoriedade da nota fiscal. Além disso, é uma forma de promover economia, gerando uma vantagem ao bolso do consumidor.

Por Stephanie Rodrigues do Nascimento

Dinheiro



Como consultar o saldo e o extrato da Nota Fiscal Paulista


É simples e fácil consultar o saldo ou o extrato da Nota Fiscal Paulista. Após efetuar a consulta, o consumidor pode optar por duas formas de recebimento: transferência para conta bancária ou abater o valor do IPVA do ano seguinte.

No mês de outubro (2015), os consumidores cadastrados no programa Nota Fiscal Paulista podem usufruir dos créditos por meio de transferência bancária para conta corrente ou poupança, ou então, transferir para quitar a dívida do IPVA 2016. Porém, para saber o valor disponível para escolher entre essas opções de créditos citadas, é necessário saber como consultar o saldo ou extrato da Nota Fiscal Paulista.

Desta forma, é importante conhecer o procedimento de consulta do saldo ou extrato da Nota Fiscal Paulista (NFP), que funciona da seguinte maneira:

– O cidadão deverá entrar no site da Nota Fiscal Paulista (www.nfp.fazenda.sp.gov.br) e inserir o CPF referente ao consumidor, juntamente com a senha cadastrada no programa. Ressaltando que, para os consumidores que não efetuaram o cadastramento, podem fazer gratuitamente no site da NFP.

– Após inserir CPF e senha, o contribuinte poderá, por meio da plataforma do site da Nota Fiscal Paulista, consultar os créditos recebidos no programa e acessar todas as notas fiscais emitidas por meio do CPF.

Dentro do site, depois de consultar saldo e extrato, o consumidor, pode optar por duas formas de recebimento: transferência para conta bancária ou abater o valor do IPVA do ano seguinte.

Ressaltando que a iniciativa da Nota Fiscal Paulista foi pioneira em devolução de parte do imposto pago, aos consumidores. Com isso, o programa deu tão certo que foi adotado em outros estados brasileiros.

O programa estimula os contribuintes a exigirem em todos os estabelecimentos comerciais por onde passarem a nota fiscal. Porém, o consumidor não pode esquecer de sempre informar o número do CPF ou CNPJ nos comércios onde forem adquiridas mercadorias. Além disso, esse crédito da Nota Fiscal Paulista fica disponível para ser utilizado no período de até 5 anos, contando da data de disponibilidade do crédito no site da NFP.

Por Stephanie Rodrigues do Nascimento

NFP



O que é e como funciona a Nota Fiscal Paulista


A NFP é um programa estadual criado no ano de 2007 pelo Governo do Estado de São Paulo com o objetivo de evitar a sonegação para assim aumentar os impostos arrecadados pelo Estado.

Muito se fala sobre a Nota Fiscal Paulista, mas pouco se sabe como ela realmente funciona.

Em primeiro lugar, a Nota Fiscal Paulista é um programa estadual que foi criado no ano de 2007, diretamente pelo Governo do Estado de São Paulo, com o objetivo de evitar a sonegação para assim aumentar os impostos arrecadados pelo Estado. Neste caso, a cada compra que o consumidor faz, ele receberá de volta uma parte do imposto que é cobrado no preço das mercadorias. A proporção deste retorno varia conforme o tipo de mercadoria registrada.

O retorno é feito em dinheiro depositado diretamente numa conta bancária, ou o consumidor pode utilizar o valor disponível como crédito no pagamento do IPVA, gerando um desconto. Vale lembrar que nem todo tipo de empresa participa do programa, tais como serviços de telefonia e comunicações, empresas de fornecimento de gás e energia elétrica, entre outras, que são minorias. A maioria das empresas participantes são estabelecimentos comerciais, como supermercados e lojas de diversos setores. Veja no site www.nfp.fazenda.sp.gov.br a lista completa dos tipos de estabelecimentos participantes.

Para ter acesso ao programa, é preciso fazer um cadastro no site oficial da Nota Fiscal Paulista: www.nfp.fazenda.sp.gov.br. Após isso, é só informar o CPF (se for pessoa física) ou CNPJ (se for pessoa jurídica) no ato de toda compra para ir acumulando créditos. Toda compra realizada deverá ser cadastrada preferencialmente no CPF que foi registrado no site, mas não é obrigatório ter cadastro prévio para obter os créditos. O consumidor poderá ir acumulando os pontos no CPF e só realizar o cadastro quando quiser consultar os créditos para retirada. Lembrando que um cadastro prévio possibilita o consumidor de consultar sempre seus créditos e participar de sorteios de prêmios em dinheiro mensais.

Os créditos oferecidos são de até 7,5% do valor total da compra realizada, e isso vai depender também do tipo de estabelecimento que o consumidor fez a compra, pois será conforme o imposto arrecadado no mês.

Os créditos não são liberados imediatamente na compra realizada. A liberação, tanto em conta bancária quanto em descontos no IPVA, é realizada apenas duas vezes por ano, a primeira em abril (referente aos créditos calculados no segundo semestre do ano anterior) e a segunda em outubro (referente aos créditos calculados no primeiro semestre do ano atual).

Por Daniela Almeida da Silva

NFP



Impostômetro poderá bater recorde e registrar R$ 2 trilhões


A previsão é de que até o final deste ano o Impostômetro registre o valor de R$ 2 trilhões em arrecadação de impostos.

Que o Brasil é um dos países em que mais se paga impostos em todo o mundo, praticamente todos os cidadãos brasileiros sabem. O apelidado “impostômetro” mede a quantidade total de tributos pagos pelos brasileiros ao longo do ano.  O painel eletrônico, que mede toda a arrecadação de impostos do brasileiro, em tempo real, completou uma década neste ano e está localizado na sede da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), na Rua Boa Vista, região do centro da capital Paulista.

E por volta das 12h20 do dia 29 de junho deste ano, o valor total de impostos já pagos alcançou R$ 1 trilhão. No ano passado, o valor foi registrado somente no dia 10 de julho, o que aponta que houve aumento da carga tributária no país, e esse aumento tem gerado custos extras às empresas e aos cidadãos. Segundo o presidente da ACSP, Alencar Burti, é preciso unir forças e lutar por uma tributação mais justa.

O valor dos impostos arrecadados é destinado à União, aos municípios e estados do país. E a previsão total para este ano é que ao final de 2015, o Impostômetro chegue ao recorde e ultrapasse o valor de R$ 2 trilhões.

O painel digital foi criado para que o cidadão se conscientize sobre os impostos pagos e possa cobrar dos governos o retorno do valor pago, através de serviços públicos melhores.

É possível acompanhar o valor arrecadado através do site  www.impostometro.com.br. Na página também é possível descobrir o que pode ser feito com toda a arrecadação. Há exemplos como distribuição de cestas básicas, construção de postos de saúde, dentre outras melhorias que podem ser feitas com a verba. No site também há a opção de ver a quantidade de impostos pagos por cada estado e município brasileiro.

A iniciativa é importante para que a população esteja mais consciente e saiba cobrar seus direitos, e que haja maior fiscalização de para onde estão indo os recursos arrecadados. Quanto mais acessos e interações o site tiver, mais a população terá armas para lutar e até mesmo escolher melhor seus representantes nas próximas eleições. Uma população consciente é ideal para o progresso do país.

Por Rodrigo Silva

Impostômetro

Foto: Divulgação



Vendas para o Dia das Crianças caíram em 2015


Comércio registrou queda nas vendas de 8,98% para o Dia das Crianças neste ano devido à crise pela qual o Brasil está passando. As pessoas estão mais cautelosas e evitando gastar com itens supérfluos.

As vendas no comércio para o Dia das Crianças caíram este ano em torno de 8,98% comparado ao mesmo período do ano passado. Analisando os últimos 4 anos: 2013, 2012, 2011 e 2010 a queda nas vendas teve uma somatória de 0,32%.   

De acordo com o SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) e a CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) foi o pior percentual de queda registrado nos últimos anos. Este ano os pais não quiseram comprometer o orçamento com compras parceladas e o resultado foi uma retração de 7,82%.

Fatores que contribuíram para que as vendas fossem fracas, como a alta dos juros, a inflação, o medo da inadimplência e o comprometimento do orçamento familiar fizeram com que se pensasse melhor na hora das compras. Os pais não quiseram arriscar comprando produtos caros ou sofisticados, optaram por brinquedos simples ao alcance do orçamento, assim as crianças não ficaram sem os presentes.   

De acordo com levantamentos, as vendas à vista foram as mais procuradas, as pessoas evitaram os parcelamentos e principalmente os cartões de crédito, pois os juros aumentaram e neste momento de recessão é melhor se precaver.

Os itens mais vendidos foram: roupas, jogos interativos, carrinhos, bonecas, mostrando que os artigos mais práticos e econômicos foram os desejados.   

Neste ano, os brasileiros enfrentam dificuldades na área econômica, os preços elevados dos alimentos, transporte, educação, roupas, cesta básica, juros altos do cartão de crédito e rotativo, fizeram com que as pessoas restringissem o poder de compra e o orçamento ficou limitado.

Nas datas comemorativas as pessoas estão evitando gastar, e este ano houve registro de quedas das vendas nas datas comemorativas: dia das mães, dos pais, dos namorados, páscoa, com percentual de 0,5%, 11,21%, 4,93%, 0,59%, mostrando que economizar se tornou prioridade.   

O comércio esperava uma maior demanda e um aquecimento das vendas para o Dia das Crianças, mas com um orçamento apertado e comprometido as pessoas gastaram pouco, pois estão dando prioridade ao essencial. Brinquedos e presentes se tornaram objetos de luxo.

Os comerciantes não estão muito otimistas para as vendas do final de ano, baseados nas vendas que ocorreram referentes às datas comemorativas. As pessoas, provavelmente, utilizarão o 13º salário para quitar débitos e o comércio contratará menos devido às baixas expectativas. É um momento difícil na economia brasileira.  

Por Marisa Torres

Vendas Dia das Crianças

Foto: Divulgação



Juro do cartão de crédito chegou a 13,23% am em setembro


Em setembro deste ano, as taxas de juros para as operações com o cartão de crédito tiveram a maior alta em 19 anos.

De acordo com a Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), as taxas de juros para as operações com o cartão de crédito tiveram a maior alta em 19 anos. Em setembro a taxa média chegou a 13,23% ao mês (361,40% ao ano), o maior patamar desde março de 1996. A alta ocorreu em todas as seis linhas de crédito pesquisadas (comércio, cartão de crédito rotativo, cheque especial, CDC- bancos-financiamentos de veículos, empréstimo pessoal- bancos e empréstimo pessoal- financeiras), que tiveram aumento para o consumidor (pessoa física).

No comércio, os juros foram de 5,30% ao mês para 5,32% (86,26% ao ano). No cheque especial, a taxa subiu de 10,14% em agosto para 10,24% em setembro (222,16% ao ano).

O juro dos empréstimos nos bancos para a compra de automóveis (CDC) subiu de 2,14% para 2,20% (29,84%). A taxa dos empréstimos pessoais nos bancos saltou de 4,15% para 4,20% (63,84%), enquanto nas financeiras a taxa cobrada neste tipo de empréstimo foi de 7,72% para 7,80% (146,28% ao ano).

Segundo Miguel Ribeiro de Oliveira, diretor de pesquisas econômicas da Anefac, esse é o resultado do aumento da inadimplência, que por sua vez é fruto do crescente desemprego e que acaba acarretando alta nos juros, pelos bancos causando um verdadeiro efeito cascata. Ele afirma ainda, que a alta dos juros para os consumidores deve seguir ainda nos próximos meses. Ainda em maio deste ano, a Anefac já evidenciava uma alta nas taxas dos juros de cartões de crédito de 300% ao ano, o que demonstra um aumento crescente desde então.

A Anefac considera ainda a alta dos juros ao avanço da Selic, a expectativa de mais aperto monetário em função da inflação e maior carga tributária.

Por Lilian de Oliveira

Cartão de crédito

Foto: Divulgação



Inadimplência registrou o índice de 38,9% em setembro


População adulta que está inadimplente no Brasil foi de 38,9% em setembro deste ano, o equivalente a 57 milhões de pessoas.

O atual cenário econômico do Brasil traz diversas consequências de caráter negativo. Um grande exemplo é quanto ao número de brasileiros inadimplentes. Segundo a Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas, a CNDL, até o mês de setembro 38,9% da população adulta do Brasil se encontrava na lista de inadimplentes. Portanto, isso é o equivalente a 57 milhões de pessoas.

O cenário de inadimplência é bastante preocupante. No mês de setembro, por exemplo, tivemos um aumento de 5,45% de contas atrasadas por parte dos consumidores quando a comparação é feita com setembro de 2014.

Além dos números aqui divulgados, a CNDL também destacou os principais fatores que estão contribuindo com o aumento da inadimplência em 2015: a perda do dinamismo da economia, bem como a piora nas condições do mercado de trabalho.

Outro dado importante está relacionado à quantidade de dívidas individualmente que não foram pagas: foi registrado um aumento de 6,63% em setembro quando a comparação é feita com o acumulado anual.

Em geral a maior parte da dívida é juntamente com os bancos, ou seja, as instituições financeiras do país são os principais cobradores do país. Ao todo, 48,17% é a taxa total da dívida da qual são merecedoras as instituições financeiras. Apenas no mês de setembro tivemos um aumento de 10,32% em tais débitos.

Já em relação à divisão da dívida por regiões, o grande líder de dívida éo Sudeste. No entanto, outras duas regiões se destacam quando o assunto é o crescimento de inadimplentes: Nordeste e Sul registraram aumentos de 7,85% e 6,84%, respectivamente. As outras regiões do país também registraram aumento: o Centro-Oeste teve um aumento de 6,28%; o Norte viu o número de inadimplentes subir em 4,03%; já o Sudoeste obteve um aumento de 3,18%.

Com isso, é esperado que o país chegue ao mês de dezembro com um crescimento do número de inadimplentes na casa dos 6%. Porém, é importante destacar que é bastante comum que as pessoas quitem as suas dívidas no final do ano. Dessa forma, a expectativa proposta pode variar bastante.

Por Bruno Henrique

Inadimplência



IPC-S teve alta na 1ª quadrissemana de outubro


Índice registrado foi de 0,63% na 1ª quadrissemana de outubro, registrando alta em sete capitais brasileiras.

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou que o IPC-S subiu na 1ª quadrissemana de outubro referente a setembro de 2015, e passou de 0,42% para 0,63%. Essa alta ocorreu em sete capitais: Brasília de 1,24% para 1,69%, Salvador de 0,30% para 0,57%, Belo-Horizonte de 0,27% para 0,48%, Recife de 0,41% para 0,58%, Rio de Janeiro de 0,15% para 0,39%, São Paulo de 0,37% para 0,52%, Porto Alegre de 0,56% para 0,69% e, no geral, o IPC-S passou de 0,45% para 0,63%.

Esse aumento no Índice de Preços ao Consumidor-Semanal (IPC-S) teve como agravante a inflação e a alta dos produtos: alimentação (0,98%), educação (0,91%), roupas (0,78%), habitação (0,77%). Isso fez com que os índices acelerassem os gráficos para cima, gerando as elevações.   

Mas o que é o IPC-S e como ele influência na inflação?

Ele foi criado para informar a variação dos preços no comércio e o índice da inflação. É medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), é calculado levando-se em conta o 1º dia ao 30º dia do mês e são realizadas pesquisas em vários setores: estabelecimentos, serviços, casas, e grupos envolvendo produtos e serviços, e há a análise geral de 465 itens e subitens.   

Com o índice do IPC-S é possível ter uma base e noção do custo de vida no país com rendimentos e médias salariais de 1 a 40 salários mínimos de moradores de capitais. O Banco Central utiliza o IPC-S como dado oficial da inflação no Brasil e através dele é possível analisar se as metas do governo para a inflação estão sendo alcançadas.   

Esse índice do IPC-S mostra que a inflação no Brasil está em ascendência, os preços subindo e o custo de vida nas capitais elevado. Os preços da gasolina, derivados e produtos e serviços estão ficando mais caros e a população fica a mercê de uma economia restritiva e abusiva. Se os preços aumentam para o produtor, o repasse vai para o consumidor e este opta por diminuir o consumo, gerando queda do comércio.    

Por Marisa Torres

IPC-S



Senado aprovou novas regras para a aposentadoria


Novas regras sugerem mudanças na maneira de calcular os benefícios e na tabela progressiva.

O Senado aprovou novas regras para a aposentadoria. Com esse novo projeto, o aposentado que contribuir por mais 5 anos poderá recalcular seus benefícios se estiver trabalhando ou voltar para o trabalho.

O Governo, por seu turno, não é a favor dessa ideia, pois acredita que isso vai causar um grande gasto para a Previdência Social.

Também foi aprovada a medida da tabela progressiva, isto é, uma tabela feita para os aposentados poderem ganhar o máximo em aposentadoria, que é o valor de R$ 4,6 mil. Fazendo os cálculos, o fato é que os homens terão a idade de 95 e as mulheres de 85. Essas são mudanças importantes, pois se trata de um projeto, de uma medida diferente.

Os aposentados, em sua maioria, esperam que tais medidas sejam aprovadas. Essa lei, por sua vez, já está gerando uma série de debates. Será que isso vai ser positivo ou não?

O fato é que a medida foi aceita pelo Senado, mas isso ainda não significa que o projeto vai vigorar. Isso porque ele vai ter de ser passado para a Presidente Dilma Rousseff que, vale falar, irá aprovar ou não essa medida. Os textos vão ser lidos pela Dilma que, a partir de sua análise, deverá sancionar ou vetar essas novas regras em termos de aposentadoria. A questão é que alguns especialistas acham que essa é uma boa atitude, além de justa para os aposentados contribuintes. Outros afirmam que não vai ser tão positivo, pois isso pode causar um gasto de R$ 20 bilhões nos próximos anos para a previdência.

Agora só nos resta ver o que vem por aí.

Por Madson Lima de Oliveira

Aposentadoria



Inadimplentes estão pessimistas com a situação do Brasil


Número de inadimplentes que consideram que a situação financeira no País está pior aumentou de 20% no 2º trimestre para28% no 3º trimestre.

A inadimplência é um problema sério, mas fica ainda mais grave quando este cidadão inadimplente fica pessimista. Infelizmente, em algum momento de nossa vida atravessamos situações difíceis e podemos não conseguir honrar nossas dívidas, mas estamos sempre procurando reverter a situação, conseguir um emprego, fazer uma economia e começar a pagar as dívidas pendentes.

Só que isso não vem acontecendo entre os brasileiros que estão cada vez mais desanimados com a situação do País. Uma pesquisa realizada pela Boa Vista SCPC – Serviço Central de Proteção ao Crédito – mostrou que o número de inadimplentes que estão considerando pior a situação financeira aumentou de 20% no segundo trimestre deste ano para mais de 28% neste terceiro trimestre. E entre os inadimplentes que acham a situação melhor, diminuiu de 24% para 20%.

Outro fato apontado pela pesquisa da Boa Vista SCPC é que o cidadão inadimplente está muito mais preocupado com o futuro do País e, claro, com o seu futuro também.

70% dos entrevistados disseram acreditar em um futuro melhor e que a situação financeira tende a ser resolvida nos próximos 12 meses. A pesquisa feita no trimestre anterior apontou que 93% acreditavam nesta melhora, agora, somente 70% ainda têm esperança.

A pesquisa ainda apontou uma redução na intenção de compras, por parte dos inadimplentes, depois que eles pagarem suas dívidas. Somente 15% dos entrevistados ainda pensam em comprar novamente depois de quitar os débitos. Isso mostra o quanto o cidadão está preocupado com o futuro e todos sabem que o melhor a fazer agora é economizar ao máximo, pois o pessimista torna o futuro ainda mais incerto e prefere não arriscar, já que está com dificuldade agora para quitar suas dívidas e não quer passar por isso novamente.
O mais curioso é que 42% dos inadimplentes entrevistados sonham em comprar um veículo e 16% tem como maior sonho de consumo a casa própria.

Um dos fatores que continua sendo uma das principais causas da inadimplência é o desemprego e a tendência é que continue em alta, mesmo com o fim de ano chegando, pois o comércio este ano não deverá contratar tanto para as vendas de Natal, pois também está pessimista.

Mas o descontrole financeiro também tem sido a causa de boa parte dos consumidores se tornarem inadimplentes, já que não planejam suas compras e acabam gastando bem mais do que deveriam.

Por Russel

Inadimplentes

Foto: Divulgação



Alta na contribuição sobre o Lucro Líquido dos bancos


Dilma Rousseff sancionou a lei que elevou a alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido de bancos, indo de 15% para 20%.

Através de vetos, a presidente Dilma Rousseff sancionou a lei que acabou elevando a alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido de bancos, a chamada CSLL. Dessa forma, a nova alíquota passa a vigorar na casa dos 20%, sendo que anteriormente a alíquota era de 15%. Tal medida estará em vigor até o final de 2018. É importante destacar que o texto já foi publicado no “Diário Oficial da União”, edição de 07 de outubro.

Confira mais detalhes na continuação desta matéria.

Essa lei faz parte do chamado pacto de ajuste fiscal do Governo. Esse pacto é um conjunto de medidas que visa à recuperação fiscal do país através do equilíbrio das contas públicas. A medida incide sobre bancos, seguradoras, administradores de cartões de crédito, corretoras de câmbio, dentre outras instituições.

Apesar de o texto oficial ter sido publicado em 07 de outubro, a medida é válida a partir do dia 1º de setembro de 2015 e se estende até o dia 31 de dezembro de 2015. A partir do dia 1º de janeiro de 2019 a taxa da alíquota volta a ser de 15% para as pessoas jurídicas de seguros privados, bem como aquelas da área de capitalização.

Além disso, é importante destacar que a partir de 1º de outubro de 2015 foi elevada para 17% a alíquota da CSLL referente a cooperativas de crédito. A medida será válida até 31 de dezembro de 2018. Em 1º de janeiro de 2019 a taxa volta a ser de 15%.

Com tais medidas, fica evidente que o aumento da tributação que incide sobre os bancos é uma das alternativas que o Governo Federal encontrou para restaurar as contas públicas. Dessa forma, o Governo espera estimular a confiança dos empresários e evitar a temida perda do grau de investimento.

O atual cenário de crise econômica e rombo nas contas públicas é algo presente em 2015. Nos últimos meses o Governo vem anunciado uma série de medidas que visam aumentar a arrecadação.

Por Bruno Henrique

Contribuição dos bancos



Gestão de marcas: como a Rolex se tornou umas das mais cobiçadas


Qual o poder de um acessório no pulso de um homem? Em se tratando da marca de relógios Rolex, podemos notar o relógio presente no pulso de muitas das mais poderosas pessoas do mundo, tais como, o 14º Dalai Lama chamado Tenzin Gyatso (que recebeu o acessório do presidente americano Franklin Delano Roosevelt), Che Guevara, Fidel Castro (ele inclusive chegou a usar dois relógios ao mesmo tempo).

Para notarmos o poder da marca, basta observarmos os exemplos citados acima, onde todos pertenciam a um grupo anticapitalista, embora ainda assim, faziam uso da ostentadora peça de hoje em dia, o Rolex.

Os relógios Rolex são marcados ao longo de sua história pela qualidade e inovação no mundo do “tempo” proporcionadas pela marca. As primeiras maiores inovações para relógios vieram a partir deles, como o primeiro relógio anti poeira e a prova d'água do mundo.

A base do prestigio dos relógios Rolex foi construída através de uma publicidade, silenciosa, porém ao mesmo tempo, estrondosa. Por exemplo, quando criaram o primeiro relógio a prova d'água, eles o puseram à prova, mas não em qualquer lugar, ou em qualquer situação, eles o deram a Mercedes Gleitze, que atravessou o Canal da Mancha a nado com o relógio em seu braço. Mostrando o Rolex, não apenas como um acessório, mas também, como instrumento útil para as pessoas.

Também, pode ser visto como uma obra de arte da publicidade, que destacava a qualidade do Rolex quando sir Edmund Hillary, o primeiro ser humano a chegar ao topo do Monte Everest em 1953, levou consigo um relógio da marca.

Isso tudo colaborou para que a marca suíça pudesse sobreviver à “Guerra dos Quartz”, em que foram lançadas várias marcas chinesas a preços muito mais baixos. A sua garantia de boa qualidade, e toda a publicidade feita anterior à chegada dos Quartz, foram de suma importância para a sobrevivência da marca no mercado.

Atualmente as pessoas não compram um relógio Rolex simplesmente para saberem que horas são. Elas desejam o relógio por toda uma história oriunda de tempos em que apenas o Rolex reinava.

Para ler mais curiosidades sobre boas práticas na Gestão de Marcas, consulte sempre a seção de notícias do site da ESIC – Business & Marketing School.



Bancos estão dispostos a renegociar dívidas de clientes


Situação econômica do Brasil fez com que os bancos ficassem mais dispostos a renegociar as dívidas de seus clientes, oferecendo mais opções de pagamento.

Com o crescente aumento da inadimplência provocada pelo agravamento da crise financeira do país, os bancos estão cada vez mais dispostos a renegociar dívidas com os seus clientes.

Como a inadimplência é um fenômeno inevitável no cenário atual da crise no país, o esforço feito pelas instituições bancárias é para evitar que o indicador de inadimplência aumente em uma velocidade ainda maior do que já está acontecendo.

Os esforços são para garantir o pagamento mínimo das dívidas, já que no mês de junho, os calotes vindos das pessoas físicas aumentaram nos bancos, após vários trimestres em redução.

O Banco Central divulgou dados recentes em que se percebe um índice no mercado de crédito com recursos livres com uma queda em seu fechamento do mês de agosto: foram 5,5%, 0,1% a mais que o mês anterior, onde o índice foi de 5,4%. O mês registrou o índice mais alto de todo o ano. O BC registrou também número recorde da taxa de desemprego do brasileiro. No mês de agosto, o número era de 7,6%, o maior número apurado pela Pesquisa Mensal de Emprego, que é realizada desde 2013, pelo IBGE.

Perante esse cenário pessimista, os bancos tentam retomar uma postura de renegociação com os clientes, para ajudá-los também com o controle de suas contas e dar um fôlego a já  desgastada vida financeira destes.

Uma das alternativas para renegociação das dívidas é a proposta do banco espanhol, que reempacota diferentes dívidas do cliente em um só empréstimo. Que possui juros e prazos melhores. A iniciativa foi batizada de Crédito sob controle e engloba casos como cartão de crédito, crédito pessoal e cheque especial, que são créditos sem garantia.

Os clientes adimplentes sob o risco de default também ganharão atenção especial dos bancos. A partir do próximo dia 15 de outubro, o banco oferecerá uma opção de renegociação de dívidas pela internet, por meio do Portal da Renegociação, que foi lançado no final do último ano e já fez com que o BB recuperasse quase R$ 1,5 bilhão com cerca de 140 mil inadimplentes, e agora espera aumentar o número arrecadado, incluindo também os clientes adimplentes. Para isso, o sistema analisará o perfil de seus investidores, cruzando diversas informações, para identificar futuros inadimplentes.

Uma das soluções dos bancos para o risco da inadimplência é o crédito pessoal com a garantia do imóvel, chamado de home equity. O crédito oferece prazo mais longo e juros bem menores do que o convencional, porém ainda não caiu no gosto dos brasileiros, pelo medo da perda da casa própria para pagar o empréstimo pessoal.

Por Rodrigo Silva

Dívidas



FGTS passa a ser obrigatório para empregadas domésticas


O recolhimento do FGTS passou a ser obrigatório neste mês de outubro, juntamente com a PEC das Domésticas.

Se a lei está no papel, chegou o momento dela ganhar a prática. Assim passa a ser com o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), um benefício dado a todos os trabalhadores que prestam serviço na legalidade, ou seja, com carteira de trabalho devidamente assinada pelo empregador.

As empregadas domésticas faziam parte de uma categoria trabalhista que, até pouco tempo, não tinham essa garantia, colocando a classe como condição de subemprego dentro do setor econômico do país. No entanto, a realidade delas mudou quando em outubro de 2015 foi votada e aprovada a PEC das Domésticas, um projeto de lei que trouxe uma realidade para quem precisa de uma empregada doméstica em casa: para tê-la como funcionária terá de arcar com custos como recolhimento do INSS, horas extras e outros benefícios.  

Em se tratando do FGTS, está em vigor também o recolhimento desse benefício, o qual em parte é custeado pela empregada – com o abatimento de 8% sobre o seu salário – e outra parte bancada pelo empregador.

Com esse recolhimento, a funcionária terá como se fosse uma poupança, a qual poderá sacar em casos de demissão sem justa causa.  

Para quem tem dúvidas de como o FGTS pode ser recolhido, no site www.esocial.gov.br existe uma cartilha bem didática, explicando que o empregador primeiramente deve cadastrar a sua empregada doméstica no site do Esocial, que está citado acima. Ao acessar o site, o empregador terá acesso à cartilha que tem todos os caminhos para fazer o registro da funcionária. Somente após esse cadastramento, é que começará o processo do recolhimento do FGTS, salientando que o deste mês de outubro pode ser recolhido até 7 de novembro e assim sucessivamente.  

É importante lembrar que quem cometer atrasos, ou até pior, o não depósito do valor do FGTS na conta da empregada ou empregado doméstico, terá de arcar com todos os juros e multas advindos dessa situação.  

Apesar da PEC das Domésticas ter garantido boa parte dos direitos trabalhistas a quem trabalha nessa função, ficou em aberta a questão do FGTS (se seria obrigatória ou não), mas, em junho entrou na lei e começou a valer em outubro de 2015.

Qualquer dúvida, é só acessar o site www.esocial.gov.br e ter todas as informações necessárias para fazer cumprir a lei com seu ou sua funcionária.

Por Michelle de Oliveira

FGTS



Número de idosos inadimplentes no Brasil aumentou


Em agosto o número de idosos inadimplentes no Brasil teve um aumento de 8,56%, sendo o principal motivo os empréstimos para ajudar os filhos, que não pagam as dívidas aos pais.

Infelizmente, o número de idosos inadimplentes no Brasil continua crescendo e o pior desta constatação é que em boa parte dos casos isso ocorre porque os idosos fazem empréstimos para ajudarem os filhos que depois acabam não pagando os pais que ficam com o nome protestado.

No mês passado houve um aumento de 8,56% entre os consumidores com idade entre 65 e 94 anos que passaram a atrasar o pagamento de suas dívidas. Estima-se que em todo o país o número de idosos inadimplentes já ultrapasse os 4,3 milhões.

Dados divulgados pelo SPC Brasil – Serviço de Proteção ao Crédito, juntamente com a CNDL – Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, apontam um aumento no número de idosos inadimplentes se comparado os meses de agosto e julho deste ano.

Já o IBGE divulgou dados indicando que em uma década e meia o número de pessoas com idade entre 65 e 94 anos aumentou de 5,61% para 7,90% em todo o país.

Para Marcela Kawauti, economista chefe do SPC Brasil, a tendência é que o número de idosos inadimplentes no Brasil continue aumentando, sendo que um dos principais motivos além dos empréstimos feitos para terceiros, principalmente filhos e parentes, é o fato da expectativa de vida ser maior e também vem mudando os hábitos de consumo também entre os idosos que agora viajam mais e procuram aproveitar mais a vida, ao invés de ficarem em casa como era há alguns anos atrás.

Acontece que a maior parte dos idosos brasileiros vive com uma baixa renda e conta ainda com a falta de um bom planejamento financeiro. A inadimplência entre os idosos avançou acima da média nos últimos anos e a situação poderá piorar daqui para frente, por causa da crise que assola o país e não tem previsão de melhorar em um curto espaço de tempo.

Ainda de acordo com o SPC Brasil já são mais de 4,3 milhões de consumidores idosos com o nome registrado em serviços que oferecem proteção ao crédito. Uma outra curiosidade sobre esta questão, é que boa parte destes idosos está inadimplente por causa do não pagamento das contas de água e também de luz.

Por Russel

Idosos inadimplentes



Inflação e atividade econômica do Brasil voltam a piorar


Previsões para o ano de 2915 e 2016 da inflação e do nível de atividade econômica do Brasil voltaram a piorar.

O atual cenário econômico brasileiro é bastante delicado e é esperado que o mesmo piore ainda mais. Segundo o relatório Focus, que são os dados contendo a expectativa do mercado financeiro para a economia brasileira, a inflação e o nível de atividade econômica do país voltaram a piorar nos cenários de 2015 e 2016. Tal relatório possui grande importância, haja vista o mesmo ser realizado com o Banco Central e mais de 100 instituições financeiras do país.

Em relação ao Produto Interno Bruto do Brasil, o relatório Focus destacou que a expectativa dos analistas é de que o mesmo recue 2,8% em 2015. O relatório anterior destacava um recuo de 2,7% do PIB brasileiro em 2015. Caso seja confirmada a retração de 2,8%, teremos nada menos que o pior resultado desde 1990 quando o PIB retraiu 4,35%.

Porém, os resultados negativos não são exclusividades de 2015. Os analistas do mercado financeiro também destacam que o ano de 2016 deve ser marcado por uma retração de 1% no PIB brasileiro. Trata-se da oitava revisão para 2016 que apresenta um aumento do recuo previsto. O resultado previsto para o PIB em 2016 é bastante preocupante, pois no início de 2015 a expectativa era de um crescimento de 1,8%.

Além disso, os analistas do mercado financeiro também revisaram a previsão da inflação para 2015. Com isso, a nova expectativa é que a inflação feche em 9,46% em 2015. Caso essa expectativa venha a se confirmar, teremos a maior taxa para a inflação desde 2002 quando foi registrada em 12,53%.

Os economistas também destacaram que entre os principais fatores para o aumento da inflação está a alta do dólar, bem como a alta dos preços administrados pelo governo, ou seja, telefonia, água, energia elétrica, combustíveis dentre outros.

A previsão da inflação de 2016 também foi revisada e passou de 5,70% para 5,87%. Portanto, tivemos o oitavo aumento da expectativa da inflação de 2016 que vem se distanciado da meta central para 2016: 4,5%.

Por Bruno Henrique

Inflação



Previsões para a Selic permanecem em 14,25% ao ano para 2016


Previsões permanecem estáveis e deixam a taxa Selic em 14,25% ao ano em 2016.

Mais uma vez… e tem acontecido tanto que até parece rotina: Novamente o mercado financeiro tornou a alterar as previsões de cenário para o comportamento da taxa Selic para o ano de 2016 de acordo com o Relatório de Mercado de Focus, boletim divulgado pelo Banco Central.

Não é possível chamar isso de novidade já que diversos aspectos do mercado apontavam para o fato. Entretanto, isso chega para a população brasileira pouco depois de ser anunciada a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de continuar, ou melhor, de manter, os juros na faixa de 14,25% ao ano. Por isso, o relatório da Focus nem sequer teve alterações nesse ponto.

Para 2015 o que importa mesmo é que as expectativas permaneceram congeladas na casa dos 14,25% ao ano pela sexta semana consecutiva.

Levando em consideração esse ponto a mediana para a média da Selic de 2015 também continuou congelada pela sexta semana seguida em 13,63%.

De acordo com o documento divulgado pelo Banco Central com relação às expectativas para 2016  a estabilidade da mediana ficará em 12%, lembrando que isso são previsões. Mas vale ressaltar que essa era a marca já aguardada há cerca de um mês no mesmo documento.

Será a 13,06% que a Selic média de 2016 seguirá. Há quatro semanas estava em 13,16%.

Com todas essas informações surgindo a todo momento o mercado deixou de crer que em abril de 2016 o Brasil poderia ver o começo da redução dos juros básicos.

Os principais analistas do setor agora apontam para o mês de junho de 2016. Nesse período, segundo eles, a expectativa é de que aconteça um corte de pelo menos 0,50 pontos percentual na taxa. Isso faria com que a mesma caísse de 14,25%  para 13,75% ao ano.

Ainda assim, com as projeções piorando em relação à inflação do próximo ano e ao distanciamento aumentando da meta de 4,5%, os analistas não estão projetando novas altas de juros.

Por Denisson Soares

Taxa Selic



Compras no e-commerce têm mais descontos que no varejo


No e-commerce os descontos encontrados em compras à vista ficam na média de 8%.

As compras no Varejo estão apresentando queda quando comparadas às do e-commerce. De acordo com uma pesquisa realizada pelo Sieve, que é uma empresa de inteligência de preço, o e-commerce do Brasil proporciona uma média de 8% de desconto nas compras efetuadas à vista pelos clientes que aproveitam a comodidade e o conforto para comprar online. Além disso, segundo o levantamento, o índice do desconto pode chegar até 10% dependendo do tipo da compra. Os itens mais comuns são os setores de câmeras, filmadoras e também de artigos esportivos. Neste contexto, os departamentos que apresentam um índice menor de desconto são os setores de cama, mesa e banho, que o índice pode chegar a, apenas, 2%.

Outro diferencial comparativo entre as compras online do e-commerce e o varejo, é que a média de preço por item nos departamentos online é de R$ 354, valor menor que o de R$ 376,55, que foi praticado no primeiro semestre de 2015. Neste sentido, os setores que têm um preço maior são os itens de eletrodomésticos, eletrônicos e também os de celulares. Os preços mais baixos podem ser encontrados nas áreas de livros, petshop e perfumaria. Desta forma, as compras no e-commerce vêm ganhando uma proporção significativa, quando comparadas às do varejo.

Quais as vantagens de comprar online?

  • Geralmente, os custos nas redes de lojas virtuais são menores que os da loja tradicional. Por exemplo, em agências online os clientes podem economizar até 50% devido às promoções que são constantes.
  • O cliente não precisa perder tempo pesquisando em cada loja do comércio. Ele pode pesquisar o item que deseja no conforto de casa. Assim, ele economiza tempo e pode aproveitar para fazer pesquisas de preços em diversos e-commerce.
  • As formas de pagamento pela internet são facilitadas e muitas vezes poder ser parceladas em até 12x sem juros. Além disso, o cliente dispõe de várias formas de pagamento como boleto bancário, por exemplo. 

Por Babi

Compras no e-commerce



Prévia da inflação ficou em 0,39% em setembro


IPCA-15 registrou 0,39% em setembro de 2015.

A inflação é um assunto que sempre esteve envolvida no cotidiano do povo brasileiro e sempre vem junto com a relação que tem nos produtos que consumimos, tanto que foi realizado um levantamento de dados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o famoso IBGE, e divulgado no último dia 22 de setembro que confirmou que a prévia da inflação ficou com o registro de 0,39% no mês de setembro de 2015 e que ainda chega em 12 meses na marca de 9,57%.

Esse é um valor que por sinal é o mesmo do mês de agosto e o maior quando compararmos com a última alta, que ocorreu no mês de dezembro de 2003, que nessa época ficou registrada em 9,86%.

Para chegar nesses dados foram consideradas as informações do Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15, ou simplesmente como é conhecido IPCA-15 (ele é idêntico ao IPCA, que faz a coleta da diferença entre o período que é coletado os preços com a sua abrangência geográfica), que se baseou no aumento em relação aos preços dos produtos que consumimos nos supermercados que ficou nesses 0,39% entre o período que vai de 14 de agosto até 14 de setembro de 2.015. Após isso é feita uma comparação com os dados que foram analisados antes, que eram do período que começava em 15 de junho até 13 de agosto de 2015.

Esse indicador se baseia nas famílias que têm um rendimento que vai de 1 salário até a marca de 40 salários mínimos (R$ 788,00 a R$ 31.520,00) dentro da região das grandes metrópoles que podemos citar as cidades de Porto Alegre, Fortaleza, Recife, Belém, Salvador, Brasília, Rio de Janeiro, Goiânia, São Paulo, Curitiba, Belo Horizonte e Belém.

Com isso, podemos notar uma desaceleração, pois no mês de julho esse índice teve uma alta que ficou em aproximadamente 0,43%, sendo que o objetivo do Governo sempre foi de manter a alta dos preços na faixa de 4,5% ao ano, dos quais para o governo dois pontos percentuais podem ser tolerados seja para cima ou para baixo (em outras palavras um aumento ou uma queda).

A inflação deve seguir uma variação que nunca ultrapasse entre os 2,5% e no máximo 6,5%, mas após tudo isso temos uma população que está mudando os seus hábitos na hora da realização das compras.

Por Fernanda de Godoi

Inflação



Arrecadação do FGTS teve queda no 1º semestre de 2015


Queda registrada foi de 24,52% no 1º semestre deste ano em comparação ao ano passado.

As consequências do desemprego são sentidas não só pelos que estão sem trabalho, mas ameaça também quem está empregado. O registro de arrecadação do FGTS sofreu uma queda durante o primeiro semestre deste ano de 24,52% quando comparado ao mesmo período do ano passado.

A diferença entre depósitos e saques feitos no fundo foi de R$ 8,3 bilhões, uma diferença de R$ 2,7 bilhões comparado ao mesmo período do ano passado. É a maior queda no fundo desde o ano de 2011.

A diminuição dos fundos no FGTS atinge a todos os brasileiros, pois esse dinheiro é utilizado para programas como habitação, infraestrutura e saneamento, por exemplo. Só para ter uma ideia, as metas do Governo para investir esse dinheiro até o ano de 2018 seria de aplicar o valor recorde de R$ 76,8 bilhões a cada ano até 2018. Desse valor total, R$ 56,5 bilhões iriam para habitação, R$ 12,8 bilhões para projetos de infraestrutura urbana, e R$ 7,5 bilhões seriam destinados para o saneamento.

Segundo fontes do conselho curador responsável pelo FGTS, a captação líquida, ou seja, o valor dos depósitos menos os saques têm previsão de fechar este ano por volta de R$ 12 bilhões. Valor bem menor do que o do ano passado, onde a captação líquida do FGTS chegou a R$ 18 bilhões.

Somente no acumulado dos seis primeiros meses do ano foram mais de 22 milhões de saques efetuados, o que em valores reais, equivale a R$ 57 bilhões, um valor 17,21% maior do que o mesmo período do ano passado. Enquanto isso, a arrecadação bruta subiu a passos menores, apenas 9,53%. Cerca de metade dos saques registrados no FGTS vieram de pessoas que foram demitidos sem justa causa.

Mas, com toda a redução da arrecadação, a Caixa afirma que não há falta de recursos para os pagamentos dos benefícios dos assegurados pelo FGTS. O banco reserva atualmente três vezes mais do que os saques eventuais registrados, para o caso de alguma eventualidade.

Por Patrícia Generoso

FGTS



Intenção de Consumo das Famílias registrou queda em setembro


Em setembro houve um recuo de 2,4% na intenção de consumo das famílias brasileiras em comparação ao mês de agosto. Em relação ao mesmo período do ano passado, a queda foi de 34,5%.

O ICF – Intenção de Consumo das Famílias – é um indicador que fica sob a responsabilidade da CNC – Confederação Nacional do Comércio de Bens,  Serviços e Turismo e apontou um dado preocupante: em setembro houve um recuo de 2,4% na intenção de consumo das famílias brasileiras.

A queda foi em relação a agosto deste ano e de acordo com a entidade o índice chegou a somente 79,8 pontos. Em relação ao mesmo período do ano passado a queda foi de 34,5%.

Pela oitava vez seguida o índice registra uma queda, apontando que as famílias brasileiras não acreditam que a situação econômica do país irá melhorar a curto prazo. O índice começou a ser feito em 2010 e desde então este é o mês onde os quesitos que são apurados registram os menores valores.

Em agosto a inflação apresentou uma desaceleração, mas isto não convenceu os brasileiros de que a situação vai melhorar e as famílias preferem continuar segurando na hora da compra.

Um dos componentes utilizado neste índice é o "Nível de Consumo Atual" e ficou entre os mais baixos, obtendo apenas 59,9 pontos. Uma queda de quase 4% em relação a agosto. A grande maioria das famílias brasileiras declarou que está consumindo bem menos do que em 2014.

E há vários fatores fazendo com que as famílias continuem reduzindo o consumo, por exemplo, o elevado custo do crédito tem dificultado as compras, assim como o endividamento que continua alto. Tanto é que o componente "Acesso ao Crédito" registrou nova baixa, tendo uma queda mensal de 3,2% e 37,4% anual.
Tem um componente que é responsável por apurar a satisfação do brasileiro com o seu emprego e este foi o único que ficou positivo, registrando 106,9 pontos, mesmo assim, em relação a agosto apresentou uma queda de 18,8% mostrando que a insatisfação com o emprego continua crescendo.

E a CNC revisou a expectativa de vendas no varejo para este ano e o resultado é uma queda acentuada, com retração na casa dos 3%, sendo que em agosto a expectativa era que a queda fosse de 2,4%.

Por Russel

Consumo das famílias



Governo prevê redução de 2,44% no PIB


Caso seja confirmada a redução no PIB de 2,44%, será o pior resultado dos últimos 25 anos no Brasil.

O Ministério do Planejamento revisou oficialmente as previsões em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) de 2015 e a taxa de inflação. Segundo informou o ministério, através do relatório de receitas e despesas do orçamento relativo ao quarto bimestre de 2015, neste ano o Governo espera uma redução de 2,44% no PIB. Caso este número seja confirmado, será o pior resultado dos últimos 25 anos. Em 1990, o PIB brasileiro contraiu 4,35%.   

Anteriormente, a previsão divulgada pelo Governo era de uma queda de 1,8% no PIB em 2015. Isso mostra que as condições de produção no país não melhoraram, aumentando a contração do Produto Interno Bruto. Os novos números anunciados pelo governo acompanham as estativa do mercado.

Especialistas financeiros previam uma queda de 2,7% no PIB para este ano e 0,8% para 2016, segundo informou recentemente o Banco do Brasil.  

O país havia entrado em recessão técnica em agosto, após a queda chegar a 0,7% no PIB dos meses de janeiro a março e retração de 1,9% nos meses de abril, maio e junho. O Governo também já admitiu que arrecadará menos em 2015 e 2016, devido ao fraco desempenho da economia. Anunciado pelos Ministérios da Fazenda e do Planejamento, este valor é de R$ 5,5 bilhões a menos no ano que vem.   

Já a inflação também teve sua estimativa ajustada. Agora, o Governo admitiu que a inflação oficial deverá ultrapassar a barreira dos 9% para 2015. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 9% para 9,29%.   

Pelo sistema atual brasileiro, a meta central para 2015 e 2016 é de 4,5% na inflação. No entanto, existe uma tolerância, que pode oscilar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida. Sendo assim, a inflação deste ano deverá superar muito o teto do Governo, algo que não acontece desde 2003.  

Segundo o relatório de orçamento do Governo, a previsão de inflação sugere certa persistência em 2015, o que reflete o realinhamento dos preços administrados e a desvalorização do real perante outras moedas.

Por William Nascimento

Queda no PIB



Previsões indicam maior inflação e economia mais retraída


Especialistas em economia acreditam que neste ano de 2015 e em 2016 a situação do Brasil ficará ainda mais preocupante.

O prognóstico dos especialistas em economia e áreas afins não é nada animador para os brasileiros, em meio à crise e com a alta do dólar nos últimos dias o cenário do próximo ano é preocupante.

Alguns acontecimentos contribuíram para que o dólar atingisse a casa de mais de R$ 4,00 nesta semana como, por exemplo, a perda do grau de investimento, o rebaixamento do rating no Brasil pela agência Standard & Poor’s.

Vale lembrar que o grau de investimento é extremamente importante no cenário econômico, ele é uma espécie de selo de qualidade que garante que determinados países são bons pagadores, minimizando a possibilidade de prejuízos e calotes e melhorando a imagem no mercado.

A alta do dólar já demonstra impacto sobre os IGPs (que mede a evolução dos preços em um determinado período), segundo os dados divulgados pela Fundação Getúlio Vargas o IGP-10 e o IGP-M  subiram mais de 0,60% na segunda análise do mês de setembro.

A estimativa para alta do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) 2016 segue sofrendo dificuldades e após a sexta derrota seguida distanciou-se ainda mais da meta de 4,5%.

Com a recente alta do dólar, as projeções em relação à inflação para o final deste ano e 2016 subiram e é preciso ter cautela, pois a economia está passando por uma fase bastante delicada.

No âmbito industrial, a perspectiva de produção para 2016 também preocupa, a projeção divulgada é de apenas 0,20% de crescimento.

Especialistas no assunto acreditam que os juros neste ano de 2015 fiquem na casa dos 14,25% e enxergam de maneira geral pouco crescimento econômico para o Brasil no próximo ano.

Para nós, resta torcer para que os esforços consigam conter a crise que já vem demonstrando reflexos tanto no bolso dos contribuintes quanto no desenvolvimento do Brasil em diversas áreas.

Por Beatriz 

Economia brasileira



Arrecadação de agosto foi a pior para o mês em 5 anos


Arrecadação do mês de agosto de 2015 foi de R$ 93,7 bilhões, atingindo uma queda real de 9,32% referente ao mesmo mês de 2014. Resultado é o pior para o referido mês dos últimos 5 anos.

Mesmo com o atual momento econômico do país juntamente com o forte aumento de tributos por parte do Governo Federal, a arrecadação ainda registra desempenho abaixo do esperado. Através de nota oficial, a Secretaria da Receita Federal destacou que a arrecadação no mês de agosto foi nada menos que a pior para o referido mês em cinco anos. O mês de agosto de 2015 conseguiu arrecadação total de R$ 93,7 bilhões. Tal valor representa uma queda real de 9,32% em relação ao mesmo período em 2014.

Portanto, o resultado de R$ 93,7 bilhões arrecadados é o pior em cinco anos (para o mês de agosto), haja vista os R$ 89,88 bilhões arrecadados em agosto de 2010.

Além disso, a Secretaria da Receita Federal destacou que essa queda significativa em relação a agosto de 2014 se deu devido à arrecadação extra ocorrida no mês do ano passado. Tal arrecadação trata-se do Refis da Copa que injetou mais R$ 7,13 bilhões nos impostos arrecadados em agosto de 2014. Em 2015, por sua vez, o ingresso extra de imposto foi de R$ 2,24 bilhões. Se não considerarmos tal resultado, a queda real no recolhimento de tributos foi de 4,9% em agosto de 2015.

Porém, os resultados negativos em relação ao recolhimento de impostos não é algo exclusivo do mês de agosto. O resultado do acumulado dos oito primeiros meses de 2015 mostra um recuo de 3,68% em relação ao mesmo período em 2014, haja vista os R$ 805,81 bilhões arrecadados. Dessa forma, trata-se do pior resultado para o referido período desde 2010.

É importante destacar que este é um resultado negativo para o Governo Federal e suas metas. Vale ressaltar que 2015 já conta com arrecadações extras, sendo que as mesmas já somam R$ 11,8 bilhões: R$ 4,6 bilhões resultantes de transferência de ativos entre empresas, R$ 1 bilhão é resultado direito de remessas para os residentes no exterior e outros R$ 6,2 bilhões fazem parte da recuperação de créditos atrasados. Em contrapartida, R$ 2,75 bilhões não foram arrecadados em decorrência da universalização do Simples Nacional.

Por Bruno Henrique

 

Impostos



Câmara aprovou uma alta do limite do crédito consignado


Empréstimo consignado, que é descontado diretamente na folha do trabalhador ou do aposentado, teve seu limite aumentado, indo para 35% do valor total do salário.

Na última terça-feira (dia 15), a Câmara dos Deputados aprovou uma medida provisória que aumenta o limite do crédito consignado. O crédito é um tipo de empréstimo, que é descontado diretamente na folha do trabalhador. Podem contratar o chamado empréstimo consignado, empregados com cargo público e aposentados. Antes a margem era de 30% do valor total do salário, e agora a margem vai para 35%. O percentual a mais servirá para incluir as despesas geradas pelo cartão de crédito.

A votação terminou em 249 votos a favor e 200 contra, com 4 abstenções. Inicialmente os deputados deixaram um destaque (proposta para alterar o texto), para ser votado posteriormente, mas o trecho acabou sendo retirado da proposta e não foi votado. Agora a matéria vai em direção ao Senado para ser analisada.

O texto aprovado é de autoria do relator da comissão mista, o senador Valdir Raupp, do PMDB de Roraima. Segundo o texto, o percentual a mais, poderá ser usado para um possível saque, utilizando o cartão de crédito.

Houve críticas por parte de alguns deputados, pela elevação do teto de endividamento do servidor. Esses deputados cobram a redução dos juros cobrados pelas empresas de cartão de crédito. Nas palavras do deputado Edimilson Rodrigues, do  PSOL do Pará, os juros cobrados pelas empresas de cartões são um “saqueio aos recursos do cidadão”.

Uma proposta semelhante foi lembrada pelo deputado Pompeo de Mattos, do PDT do Rio Grande do Sul, na proposta anterior, o aumento previsto para a margem consignável seria de 30% para 40%, a proposta, porém, foi vetada pela Presidente Dilma.

Na avaliação do deputado, a MP é melhor do que a proposta anterior. Segundo ele “dos males, o menor”. O deputado resolveu apoiar a Medida provisória apresentada na terça-feira à Câmara.

O aumento do percentual de endividamento do servidor e dos aposentados é um risco à saúde financeira do brasileiro. Em um período onde a economia não anda bem das pernas, comprometer parte do salário com dívidas pode não ser a melhor coisa a se fazer. Mesmo que o percentual de 5% possa parecer irrisório para alguns, no final das contas representará um gasto representativo para o bolso de quem pagar. Saem ganhando as empresas de cartão de crédito, e o próprio governo, que arrecadarão uma boa fatia de juros.

Por Patrícia Generoso

Crédito consignado



Compras nos supermercados diminuíram no 1º semestre


Consumidores brasileiros estão comprando menos nos supermercados neste ano.

Os efeitos da crise econômica do nosso País têm afetado grandemente todos nós brasileiros. Esse reflexo negativo vem sendo mostrado no bolso de todos os consumidores, principalmente quando temos que ir às compras nos supermercados.

A prova dessa baixa nas compras é que a cada dia estamos consumindo menos produtos, devido a um outro fator atrelado a essa crise econômica, que é a alta gritante nos preços dos produtos. É notório a cada dia, que os brasileiros ao irem aos supermercados já não conseguem comprar os mesmos produtos que consumem de um mês para o outro. A diferença é notada no carrinho de compras, que cada vez fica mais vazio, assim afirmam as pessoas.

Com essa alta nos produtos, a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS), que é uma entidade com foco direcionado em representar, integrar ações e defender o setor de supermercados do País, divulgou uma nota na imprensa e em seu site oficial que nos últimos dias as vendas no País diminuíram 0,2% no período de janeiro a julho de 2015 em relação ao mesmo período do ano anterior. 

Ainda de acordo com a própria ABRAS, a expectativa é que os empresários do ramo supermercadista, terminem 2015 com um decréscimo de 0,3% comparado a 2014.

Os empresários do ramo estão ainda com uma pequena esperança de que para o ano de 2016, as vendas possam crescer um pouco, para que haja uma retomada no cenário econômico da categoria. As projeções da entidade apesar de serem pouco pessimistas é que mesmo assim, as vendas do varejo sejam positivas com uma média de crescimento em torno de 0,4%.

Concluindo, é notório que os consumidores estão indo menos às compras, enchendo menos os carrinhos, gastando menos com itens desnecessários, fazendo a troca de produtos por outros alternativos com preço mais em conta.

Para mais informações, acesse www.abrasnet.com.br.

Por Valter Falinácio

 

Compras no supermercado



Governo anunciou corte de R$ 26 bi nos gastos


Medida visa enxugar o orçamento para 2016 e controlar as contas da União para tentar atrair a confiança de investidores de outros países.

O inevitável agora virou um fato. O Governo Federal anunciou que fará um “enxugamento” no orçamento para, para ser mais popular, fará cortes radicais em seus gastos para tentar colocar sob controle as contas públicas da União, que dos últimos meses até aqui, parecem um trem que saiu dos trilhos.  

O valor do corte anunciado para ser posto em prática em 2016 é na ordem de R$ 26 bilhões, incluindo um ajuste em gastos com o que, aos olhos do cidadão, são coisas supérfluas como custos com viagens, jantas caríssimas, diárias em hotel de alto padrão de luxo, além de outras coisas que o Planalto pode passar a viver sem.  

O comunicado dessa economia no orçamento foi feita pelo Joaquim Levy e Nelson Barbosa, ministros da Fazenda e do Planejamento, respectivamente, que juntos chegaram a esse número (R$ 26 bilhões) como o necessário, até o momento, para colocar a casa em ordem.  

O que se chama de colocar a casa em ordem é economizar para dar uma boa elevação do superávit primário e economizar também para pagar os juros de 0,7% já para 2016 sobre o Produto Interno Bruto (que são todas as riquezas que o país adquire das suas transações econômicas internas, somando bens e riquezas).

Ao tornar pública essa medida de economizar, a intenção também é voltar a contar com a confiança de investidores de outros países, que necessitam, ao menos, ver a União se esforçando para colocar suas contas na linha.  

A gota d´água para a urgência da decisão de poupar R$ 26 bilhões veio com o rebaixamento do Brasil diante da instituição Standard & Poor's, entidade que baixou a nota do país no setor de investimento, o colocando como vulnerável para ser um bom pagador e inseguro para se fazer investimentos.  

Com essa decisão, certamente a União conseguiu o pré-requisito para ter o apoio do Congresso Nacional e do Senado para votarem a favor da volta do imposto CPMF (Imposto sobre Circulação de Cheque), podendo assim arrecadar mais e seguir em frente com projetos de âmbito econômico, educacional e social.

Por Michelle de Oliveira

Corte de gastos



IPCA registrou maior taxa desde 2003


Em agosto, o IPCA registrou a marca de 9,53% no acumulado dos últimos 12 meses.

O cenário econômico brasileiro é bastante delicado, pois enquanto o PIB retrai a inflação segue o caminho oposto e aumenta cada vez mais. No mês passado, a inflação oficial do país, que é medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor, chegou a marca de 9,53% no acumulado dos últimos 12 meses. Portanto, trata-se de uma taxa acima do teto da meta da inflação que o Governo Federal projetou para 2015, que é de 6,5%.

Com isso, o IPCA já registra 7,06% em um ano, o que é nada menos que a maior taxa desde 2003 quando o índice chegou a 7,22%. Porém, levando em consideração apenas o mês de agosto o resultado foi estável, haja vista a inflação ter registrado 0,22%, que se trata da menor taxa desde 2010 para o referido mês. O resultado também é positivo se compararmos o bimestre julho – agosto, pois julho registrou inflação de 0,62%.

Segundo os dados oficiais, o grande motivo para este recuo na virada de julho para agosto foi justamente recuos em cinco dos nove grupos de despesas. Dentre os quais, podemos destacar: o grupo de transportes que apresentou queda de preços de 0,27% no mês de agosto. Além disso, o grupo de alimentos também influenciou bastante o recuo citado nesta matéria, haja vista a inflação ter passado de 0,65% em julho para 0,01% em agosto. Ainda assim, o maior impacto veio do grupo de despesas relacionadas à habitação. Nesta categoria tivemos um recuo de 1,52% para 0,29% entre julho e agosto.

Apesar do resultado positivo entre julho e agosto, as coisas devem ser bem diferentes no final de 2015. Segundo o mais recente relatório Focus, os economistas do mercado financeiro já estimam que a inflação final de 2015 feche o ano em 9,29%. Caso esta expectativa seja confirmada, teremos a maior inflação em 12 anos, haja vista o índice de 9,30% em 2003.

Por Bruno Henrique

 

IPCA



Medidas serão tomadas para reverter a situação do Brasil


Medidas como a redução de gastos para o orçamento de 2016, a volta da CPMF, a redução do número de ministérios e cargos comissionados, o adiamento de concursos públicos e do reajuste dos salários dos funcionários públicos foram anunciadas.

As medidas para frear o enfraquecimento e a queda da economia brasileira, foram anunciadas no dia 14/09 pelo ministro da Fazenda Joaquim Levy e pelo ministro do planejamento Nelson Barbosa, numa coletiva à imprensa no período da tarde.

As decisões anunciadas na coletiva foram tomadas por Dilma e vários de seus ministros, durante o último final de semana. Dentre as medidas, um bloqueio de gastos para o orçamento do próximo ano, no valor total de R$ 26 bilhões foi anunciado. Além disso, o Governo pretende aumentar a carga tributária, retomando a CPMF.

Somente a CPMF, segundo cálculos feitos pelo Governo, será responsável por metade do valor do ajuste das contas do país. O objetivo é que o imposto não dure mais do que quatro anos, mas o decreto pode ser mantido ou revogado pelo próximo Governo, afirmou Levy.

Outra medida seria a diminuição do número de ministérios e cargos comissionados, o que geraria uma redução de R$ 200 milhões para os gastos da União. Esses gastos, porém, não tiveram maior detalhamento na entrevista.

Na semana passada, a presidente Dilma havia declarado que o Governo já tinha cortado tudo o que poderia ser cortado com relação ao orçamento. A declaração dos ministros hoje, no entanto, vão contra a declaração feita pela presidente.

Algumas medidas precisarão do apoio do congresso para se tornar realidade e demandarão também maior confiança dos brasileiros. A proposta é que haja maior diálogo com a população, para que esta tenha real noção de que sua participação é importante para reerguer o país.

O ministro afirmou ainda que dois setores são responsáveis pela grande saída de recursos dos cofres públicos: a previdência e o funcionalismo público. A fim de diminuir o déficit da previdência, o Governo irá ressuscitar a CPMF, mas o ministro afirma que será de forma provisória. No máximo quatro anos, afirmou. Outra diferença é que todo o imposto ficará com a união, não haverá divisão com estados e municípios.

Já para frear os gastos, com o funcionalismo público o governo planeja adiar o reajuste de salários para o meio do próximo ano. Dessa forma, disseram os ministros, todos contribuirão de forma igual para reerguer a economia.

Suspensão de concursos:

Uma notícia que assustou os chamados “concurseiros” pelo país, foi a suspensão temporária de concursos públicos, também como forma de frear gastos com o funcionalismo público. Alguns especialistas, no entanto, acreditam que em breve a suspensão deverá acabar e os concursos voltarão a acontecer normalmente.

Medidas impopulares:

Embora, todas as medidas adotadas são de certa forma impopulares, é necessário um corte profundo de gastos. A crítica dos brasileiros é a de que maiores cortes deveriam ser feitos no orçamento do próprio Governo, antes de repassá-los aos cidadãos.

Quando questionados por uma das repórteres presentes na coletiva, sobre o porquê das medidas demorarem tanto para entrar em vigor Levy e Barbosa desconversaram. Se as medidas anunciadas hoje tivessem sido feitas desde o começo deste ano, com certeza, a nota de crédito do Brasil não seria rebaixada, e o país estaria agora em processo de recuperação.

Por Patrícia Generoso

Corte de gastos



Pagamento por carnê ainda é opção para consumidores


Hábitos de compra dos consumidores mudaram, mas a compra com carnê ainda é opção para cerca de 20% dos clientes das lojas.

Os hábitos de compra dos consumidores mudaram muito nas últimas décadas. Com o avanço da tecnologia, da internet e o impressionante crescimento de vendas online, a forma de comprar e de pagar mudou bastante.

Mesmo em lojas físicas, cartões de crédito e débito significam uma boa parcela da forma como se paga. Algumas gerações pouco lembram ou sequer sabem de como era antes da tecnologia tomar proporções gigantes – o pagamento à vista em dinheiro ou parcelado, no carnê. Parece que essa forma de compra parcelada está tão longe e que perdeu totalmente a sua posição. Mas, um estudo recente mostra que, surpreendentemente, a compra com carnê ainda existe e é opção para cerca de 20% dos clientes.

Para quem achava que o carnê havia morrido, essa porcentagem mostra que ele está bem vivo e passa muito bem. De cada 10 brasileiros, 2 compram parcelado no carnê.  

Para os comerciantes, isso pode significar 15% do seu faturamento, e é um recurso muito importante, pois atrai uma classe que tem pouco acesso ao crédito, que é a classe C e D. Como opção ao carnê, alguns comerciantes utilizam a forma de boleto bancário, não sendo preciso, dessa forma, o consumidor se deslocar até o estabelecimento para efetuar o pagamento de seu carnê. Além disso, com o boleto bancário o comerciante diminui os riscos de inadimplência.  

Essa forma de pagamento é uma grande vantagem para os consumidores, mas também traz vantagens aos comerciantes, que é o que representa um menor custo financeiro, uma vez que para qualquer outro tipo de cobranças, pagará taxas de utilização dos serviços.  

Esses dados mostram que mesmo andando na contramão dos avanços, empresas têm mantido uma ótima forma de manter seus clientes e de chegar a clientes que não têm acesso a cartões. 

Na venda parcelada via carnê, os envolvidos escapariam de mais um imposto, o CIS, que seria algo como a antiga CPMF e que o governo cogitou implantar. Acabou recuando, mais pelo atual momento de impopularidade do governo do que pela preocupação com o povo, que teria mais imposto pesando no seu bolso.

Por Elia Macedo

Pagamento por carnês

Foto: Divulgação



BC interviu no mercado de câmbio para evitar alta do dólar


Banco Central realizou dois leilões com valor total de US$ 1,5 bilhão para injetar dinheiro novo no mercado e evitar que os juros e o valor do dólar subam.

Após o rebaixamento da nota do Brasil pela agencia Moody’s e consequente tensão no mercado financeiro por causa da perda do grau de investimento, o Banco Central resolveu intervir no mercado de câmbio, a fim de evitar uma disparada ainda maior do dólar.

Os analistas avaliaram que o BC prefere intervir no mercado de câmbio ao invés de indicar aos acionistas e usuários que uma das possibilidades pode ser a alta dos juros, para que a alta no preço do dólar seja controlada.

Já os assessores presidenciais não acreditam que o BC suba os juros como medida para frear o dólar. De outro lado, uma possível redução da taxa Selic para o próximo ano já não é mais um cenário tão possível. A previsão é que a taxa fique em um nível de 14,25% até o final do próximo ano.

Ao perceber que o dólar havia chegado ao valor de R$ 3,90, o BC anunciou dois leilões, com valor total de US$ 1,5 bilhão, como forma de injetar dinheiro novo no mercado. Diante de um dólar pressionado, a saída encontrada pelo BC, foi o leilão da linha de crédito, que possuía compromisso de compra nos próximos meses de janeiro e abril do ano de 2016. Quando recomprados, no ano que vem, as cotações serão de R$ 4,0144 e R$ 4,1214, respectivamente.

As operações de leilão de crédito, feitas pelo BC, não chegam a afetar o nível das reservas do país, pois os empréstimos realizados são vistos como uma espécie de aplicação desse dinheiro.

Na última quarta-feira (dia 09), logo após a Standard & Poor’s retirar o grau de investimento do Brasil, o presidente do BC, Alexandre Trombini reuniu sua equipe econômica para avaliar o cenário real do Brasil e definir as opções viáveis para o país.

A esperança dos brasileiros é de que as medidas encontradas nessa semana pelo BC sejam suficientes para frear a alta do dólar, já que um cenário de alta ainda maior de juros poderá prejudicar ainda mais todos os setores da economia brasileira. 

Por Patrícia Generoso

Dólar



Juros do cheque especial e empréstimo pessoal aumentaram


Em setembro, a taxa de juro do cheque especial foi de 11,9% ao mês, e a do empréstimo pessoal foi de 6,26% ao mês.

Utilizar o crédito do cheque especial nunca foi uma boa opção para o consumidor.  Pior ainda em épocas de crise como a que vivemos. No mês de setembro, a taxa média de juros para o empréstimo pessoal e para o cheque especial tive uma alta, segundo o registrado pela fundação Procon em uma pesquisa divulgada na última terça-feira (dia 8).

Para o empréstimo pessoal, a taxa registrada foi de 6,26% durante o mês, valor bem mais alto do que o registrado no mês de agosto, quando o índice era de 6,23% ao mês. A única alteração de um mês para o outro foi registrada na Caixa Econômica Federal, onde a taxa passou de 4,60% para 4,80% ao mês. Os demais bancos mantiveram a sua taxa.

Já a alta registrada no cheque especial foi ainda maior: uma alta de 11,9% ao mês, logo após registrar 11,67% no mês de agosto.

Os bancos pesquisados que tiveram alta foram o Banco do Brasil, onde a taxa foi de 10,53% para 11,38%, Banco Bradesco, que registrou variação de 11,30% para 11,64%, HSBC, com variação de 13,21% para 13,76% ao mês. Todos os outros bancos mantiveram suas taxas para o cheque especial.

No mesmo dia em que a pesquisa foi realizada, o Copom informou que os juros básicos do país se manteriam em 14,25%, após sofrerem aumento por sete vezes seguidas.

A taxa de juros do país está alta e não tem previsão para baixar. Nesse cenário, o Procon recomenda que o consumidor fique longe de armadilhas do crédito, como as facilidades que os bancos oferecem. Mesmo que pareça um bom negócio, entrar no chamado crédito rotativo pode ser uma armadilha sem volta para alguns consumidores. É aconselhável ficar longe dessas facilidades e até mesmo adiar algumas decisões de consumo que precisem de um crédito específico no momento. Melhor adiar para um momento mais oportuno, dizem os especialistas. É melhor esperar o cenário financeiro do país melhorar e os juros não estarem tão altos, para só então adquirir alguma dessas linhas de crédito, mas sempre com precaução, para não se enrolar.

Por Patrícia Generoso

Taxa de juros



Governo poderá criar novo imposto temporário


Novo imposto seria uma estratégia para enfrentar a dificuldade que o Governo está encontrando para colocar as contas públicas em dia e ajudar na tentativa de contornar a crise econômica brasileira.

Más notícias para nós brasileiros, pois Joaquim Levi, Ministro da Fazenda, declarou em entrevista recente na Turquia, após o encontro do G20, que o governo brasileiro está cogitando a criação de um imposto temporário.

A possibilidade de criação de um imposto temporário seria uma estratégia para enfrentar a dificuldade que o governo está encontrando para colocar as contas públicas em dia e ajudar na tentativa de contornar a crise econômica. Levy declarou: "Pode ser que seja um imposto para ajudar a gente fazer essa travessia. Se a gente, em paralelo, votar as questões estruturais, e a economia for mais flexível e mais competitiva, provavelmente a gente vai poder retirar [o imposto] mais para frente''.

Quando questionando sobre o prazo de duração do possível imposto, Levy foi vago e não deu pistas, apenas afirmou que estão numa fase de discussão, elaborando propostas.

De acordo com o Ministro da Fazenda, o imposto seria importante para evitar a degradação do grau de investimento que poderia acabar destruindo o emprego por muitos anos.

Levi foi firme ao dizer que “A gente não pode ter downgrade”, a expressão inglesa significa que o Brasil não poderia passar por um retrocesso, ou seja, a ação de voltar no tempo e trazer à tona problemas que já foram sanados.

Vale lembrar que de acordo com pesquisa publicada em maio pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação, o Brasil está entre os 30 países do mundo que mais arrecadam impostos e é o país que oferece o pior retorno para a sociedade.

O Brasil possui uma arrecadação tributária que se assemelha aos países de primeiro mundo, mas em contrapartida, o retorno oferecido, a qualidade dos serviços, assemelha-se aos países de terceiro mundo.

O Brasil possui uma das cargas tributárias mais altas do mundo e infelizmente ainda estamos engatinhando para conseguirmos melhorar esse quadro, nos resta esperar e torcer para que se houver a criação de um novo imposto, ele não seja tão agressivo com os bolsos dos brasileiros.

Por Beatriz Duarte

Dinheiro



13º salário será pago aos aposentados na folha de setembro


Após tantas incertezas, o Governo garantiu que irá pagar a 1ª parcela do 13º salário aos aposentados do INSS na folha de pagamento de setembro. A segunda parcela será paga, normalmente, na folha de novembro.

Uma das polêmicas envolvendo as finanças do Governo Federal durante este ano, dizia respeito ao pagamento da primeira parcela do 13º salário aos aposentados. Há nove anos seguidos, o 13º salário tem sido pago aos aposentados dividido em duas parcelas de 50% cada, e a primeira parte era sempre paga no mês de agosto. Mas, com a crise econômica se agravando, o governo atestou estar com os cofres vazios para fazer o primeiro pagamento.

Houve a proposta de dividir a parcela de 50% em duas menores, de 25% cada, a serem pagas nas folhas de pagamento dos meses de setembro e outubro, mas o governo voltou atrás, e a presidente Dilma Rousseff assinou um decreto, que garante o pagamento da primeira parcela integral do benefício já na folha de setembro. O decreto foi publicado na edição do Diário Oficial da última sexta-feira (dia 4).

A segunda parcela será liberada na folha de novembro, e corresponde à diferença entre o valor total do benefício e a parcela já liberada antecipadamente.

Atraso na parcela:

Geralmente, os aposentados recebem o benefício já na folha de agosto (paga no começo do mês de setembro), mas o ritmo fraco da economia e a queda na arrecadação, fez com que o atraso de um mês prejudicasse os aposentados. Atualmente existem cerca de 28,2 milhões de beneficiários no país.

A proposta de parcelar a primeira parcela do 13º salário não foi vista com bons olhos pelo Sindicato Nacional dos Aposentados Pensionistas e Idosos da Força Sindical. Para eles, o parcelamento do benefício soou como um “crediário” feito pelo governo. O sindicato entrou com uma ação, pedindo que o governo fosse obrigado a pagar a primeira parcela integralmente aos aposentados.

Parece que mesmo com a justificativa de cofres baixos, o governo não está convencendo os brasileiros de suas dificuldades. A tentativa de adiamento e parcelamento do benefício seria somente mais uma “facada” na já desgastada imagem da presidente. Por isso, ela e seus ministros resolveram voltar atrás e pagar o benefício no próximo mês, de forma integral.

Por Patrícia Generoso

Salário aos aposentados



Tipos de aposentadoria – Como escolher a melhor?


A nova regra para a aposentadoria não substitui as alternativas anteriores. Cada caso deve ser avaliado para saber o tipo ideal para o trabalhador.

Com as novas regras para aposentadoria, algumas pessoas podem se sentir perdidas ao escolher o tipo certo de aposentadoria. A possibilidade de se aposentar mais cedo tem deixado muitos brasileiros empolgados, mas é necessário que cada caso seja analisado individualmente, para evitar surpresas na hora de receber o benefício.

A nova regra chamada popularmente de 85/95 é uma alternativa, mas não substitui as alternativas já válidas anteriormente, alertam os especialistas.

Saiba qual a aposentadoria ideal para você:

1 –      Pessoas que começaram a contribuir cedo:

Vamos analisar o caso de um homem que já tem 35 anos de contribuição e tem a idade de 55 anos. Pela nova fórmula (85/95) ele pode perfeitamente se aposentar com a idade de 55 anos já com seu salário integral, o que pode ser bem vantajoso.

2 –      Pessoas que se começaram a contribuir mais tarde:

Analisemos agora, o caso de um homem que começou a trabalhar aos 30 anos, e tem 55 anos atualmente.  Pelos cálculos, seu tempo de contribuição é de 25 anos, e quando somado com a sua idade não dará a soma mínima. Neste caso, o melhor a fazer é esperar mais dez anos, para se aposentar por idade e com o valor total de seu benefício, sob o risco de cair no fator previdenciário

3 –      O que é o fator previdenciário?

O fator foi criado para evitar que muitas pessoas se aposentem muito jovens, contando apenas com o tempo de serviço. Quanto mais jovem o trabalhador se aposentar, menor sua aposentadoria. Porém, quem contribuiu por mais tempo pode até mesmo ganhar mais do que a sua aposentadoria integral. Atualmente, o cálculo do fator é feito levando em conta quatro elementos básicos: a alíquota de contribuição, a idade do contribuinte, o seu tempo de contribuição e também sua expectativa de vida.

A decisão por qual aposentadoria escolher, vai depender destes fatores, e somente o contribuinte pode escolher o que é melhor para ele. Cada caso é diferente de outro.

Por Patrícia Generoso

Aposentadoria



Salário mínimo pode ser de R$ 865,50 em 2016


Governo anunciou o reajuste do salário mínimo de 2016, que pode chegar a R$ 865,50, valor este que pode não ser o suficiente para a população.

O reajuste anual do salário mínimo parece não estar agradando tanto para o ano de 2016. O Governo anunciou, na última segunda-feira (dia 31), o aumento dos atuais R$ 788 para os R$ 865,50. O pagamento do novo valor começaria a ser feito no mês de fevereiro.  O salário é pago atualmente para cerca de 46 milhões de pessoas pelo Brasil.

Mas o que os governantes não divulgam é que esse salário será apenas uma correção baseada no Índice Nacional de Preços ao Consumidor, um índice que é baseado na inflação do país. O valor reajustado para o próximo ano, embora esteja um pouco acima da inflação, pode não ser o suficiente para suprir a demanda de gastos dos aposentados. O Governo projeta que para o ano de 2019, poderá chegar a um salário mínimo no valor de R$ 1.029, prazo máximo onde esse tipo de correção baseado no IPCA valerá.

O Governo garante, no entanto, que esse valor proposto para o próximo ano ainda pode sofrer alguma mudança, baseado nos parâmetros do IPCA.

Previsões anteriores:

No ano de 2012, o Governo previa que o salário mínimo pudesse ultrapassar a barreira dos R$ 800 já no ano de 2015. Porém o crescimento do PIB ficou abaixo da projeção do Governo, resultando em um menor aumento do mínimo.

No entanto as previsões do ano passado para o mínimo de 2016 estão bem próximas do valor anunciado: em março de 2014, a estimativa era de um mínimo no valor de R$ 839,24, e em abril, o valor estimado era de R$ 854, valores bem próximos do anunciado na segunda-feira.

Resta saber se o aumento divulgado para o próximo ano será suficiente para suprir todas as necessidades dos aposentados, já que os índices de inflação atuais estão em alta, e o PIB em baixa.  Parece que o aumento anunciado pelo Governo não empolgou muito os beneficiários.

Por Patrícia Generoso

Salário mínimo 2016



INSS deve ter alta de 40,5% no déficit orçamentário em 2016


Índice representa R$ 124,9 bilhões em déficit no orçamento do sistema previdenciário brasileiro em 2016.

Uma notícia bastante preocupante para o sistema previdenciário brasileiro é a de que o setor deve registrar alta em seu déficit no ano de 2016. Dessa forma, em 2016 o déficit orçamentário do Instituto Nacional do Seguro Social deve sofrer aumento de 40,5%. Vale ressaltar que tal aumento representa a marca de R$ 124,9 bilhões em déficit. Saiba que tal expectativa é a previsão oficial do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, publicada em 31 de agosto. Caso confirmado será a primeira vez que o déficit aqui citado ultrapassa a marca de R$ 100 bilhões.

Além disso, saiba que apenas para 2015 é esperado que tenhamos um resultado negativo de R$ 88,9 bilhões. Portanto, o aumento do déficit de 2015 para 2016 seria de R$ 36 bilhões, caso confirmado. Tal previsão para o orçamento da previdência social faz parte da proposta do Orçamento de 2016 enviado ao Congresso Nacional pelo Governo Federal.

Em nota oficial, o Ministério do Planejamento já destacou que será preciso adotar medidas legais, bem como infralegais para conter o exacerbado resultado negativo das contas do INSS. Além disso, o Ministério do Planejamento também destacou que tais medidas devem ser discutidas no Fórum da Previdência Social.

Vale ressaltar que o setor aqui destacado vem passando por diversos problemas. Além disso, o conflito político em torno do assunto também merece bastante destaque. Em junho deste ano, por exemplo, o Congresso Nacional derrubou o fator previdenciário proposto pelo Governo Federal. Tal fator nada mais é que uma fórmula matemática que visava reduzir os benefícios daqueles que se aposentam antes da idade mínima que é de 60 anos para mulheres e 65 anos para homens. Com isso, o Governo Federal visava incentivar o contribuinte brasileiro a trabalhar por ainda mais tempo.

Após a derrota aqui citada, o Governo Federal enviou Medida Provisória ao Congresso Nacional. Através de tal medida o Governo propôs um avanço gradativo na regra para aposentadorias, visando que a mesma chegue a uma formula de 90/100 em 2022.

Por Bruno Henrique

Déficit no INSS



Benefícios do INSS para portadores de doenças cardíacas


Recebemos a seguinte pergunta de uma leitora: "Boa Tarde, minha avó foi diagnosticada com doença nas válvulas mitral e aorticas além de das coronárias entupidas. E a uns 20 anos atras ela sofreu um acidente e tem dificuldades para andar por causa da bacia. Resumindo ela não pode mais trabalhar… Sendo que ela nunca contribuiu com a previdência social, sempre trabalhou em casa de família. Existe algum benefício do governo ou forma de ela se aposentar ?! Desde já agradeço a ajuda."

Obrigado pela pergunta. Aí vai nossa resposta:

Poucas pessoas sabem, mas mesmo quem nunca contribuiu com o INSS, tem a possibilidade de receber um benefício em alguns casos específicos.

Caso o cidadão que nunca contribuiu com a previdência, ou tenha perdido a qualidade de segurado (deixando de contribuir por 12,24 ou 36 meses) possua mais de 65 anos de idade e tenha comprovada deficiência física, este poderá pedir a concessão do benefício assistencial chamado LOAS, que está previsto em lei (Lei Orgânica da assistência Social nº 8.742/93).

Para ter direito ao benefício, o cidadão deve entrar com um pedido para o benefício, e comprovar, através de perícia médica, sua deficiência física, mental ou sensorial que impeça sua participação na sociedade em igualdade de condições com as mesmas pessoas. O cidadão deve também comprovar que sua família não possui renda suficiente para mantê-lo, ou seja, a renda per capita da família deve ser inferior a ¼ do salário mínimo.

É preciso estar atento para esse cálculo da renda per capita, pois o Artigo 34 parágrafo 1 da Lei Orgânica da Assistência Social garante que outro benefício do INSS concedido a outro membro da família, não pode ser levado em consideração para a contagem da renda per capita da família. Ou seja, mesmo que a família possua três membros e um deles possua um benefício (o que totalizaria uma per capta de 1/3 do mínimo), é possível garantir o LOAS para o idoso. Caso o seu direito não seja respeitado, vá até um representante do ministério público de seu município para dar entrada em uma ação contra o INSS e garantir os seus direitos.

Portanto, caso você conheça algum caso em que um idoso tem alguma deficiência física, mental ou intelectual e sua família não tenha condições de ajudá-lo a se manter, aconselhe-o a dar entrada no LOAS, também conhecido com o LOAS Deficiente. Como tem um caráter de assistência, não é necessária a contribuição anterior para receber o auxílio.

Esperamos ter ajudado!



Orçamento de 2016 está com grande déficit


Rombo no Orçamento de 2016 gira em torno de R$ 130 bilhões.

Após viver um primeiro semestre conturbado, a economia brasileira faz uma projeção de crescimento do PIB para o ano de 2016 com um déficit considerável. Segundo o governo, o orçamento terá um patamar 0,5% mais baixo, o que afetou diretamente na programação de receitas e despesas.

O deputado Ricardo Barros (PP-PR), relator-geral do Orçamento, informou, segundo divulgação da Folha de São Paulo, que o rombo no Orçamento gira em torno de R$ 130 bilhões em comparação ao que foi estimado em abril do ano corrente, quando foi encaminhado o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) ao Congresso.

Na primeira estimativa a equipe econômica ainda tinha expectativa de crescimento do PIB em 1,3% para o ano seguinte.

As novas perspectivas incidiram diretamente nas receitas do governo, que reduziu em R$ 60 bilhões, assim como afirma o parlamentar. Contudo, as despesas obrigatórias (incluindo folha de servidores e gastos da Previdência), aumentaram em torno de R$ 80 bilhões.

O deputado afirma ainda que para cobrir o buraco, uma opção seria a recriação da CPMF, que poderia render aos cofres públicos R$ 60 bilhões. As medidas para amenizar os prejuízos geraram uma reação do setor produtivo e do Congresso, que ainda reluta contra um novo aumento de impostos diante do momento de recessão.

O parlamentar afirma que é preciso ver “como se perde menos”, se com uma carga tributária maior ou com um sinal que as contas não vão fechar.

Barros cita que ainda existe a previsão de receitas extraordinárias aproximadas em R$ 35 bilhões para o Governo. Trata-se de um programa de regularização de capitais que não foram declarados e que são mantidos no exterior.

O intuito é estimular o pagamento de impostos por parte das empresas que mantém esse capital no exterior de forma não declarada. Essa medida pode chegar a uma alíquota de 35%.

Deve haver votação no plenário do Senado a respeito do projeto que regulamenta o programa. Será de 180 dias o prazo proposto para regularização.

Por André César

Orçamento de 2016

Foto: Divulgação



Conta de energia elétrica terá redução de 18%


Aneel aprovou a redução de 18% na conta de luz da bandeira vermelha, porém, a redução real sentida pelos consumidores deverá ser de 2% já na conta do mês de setembro.

O Brasil passa por problemas de racionamento de água nos últimos anos, mas uma notícia surgiu na última sexta-feira, dia 28 de agosto, bem animadora, no qual a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) informou uma redução de exatamente 18% na bandeira vermelha da conta de energia elétrica.

Para que não entende muito bem, esse sistema de bandeira tem três categorias, que são:

  • A cor verde que simboliza as condições boas na geração de energia e sem nenhum acréscimo na conta;
  • A cor amarela é um nível intermediário, no qual as térmicas com CVU realizam um processo entre os R$ 200,00 e os R$ 388,48 / MWh e já causa uma preocupação;
  • E a marca vermelha, a qual representa a situação atual do País, sendo realizado um despachamento térmico com CVU bem maior onde alcança a marca de R$ 388,48 / MWh.

O que isso provoca direto no bolso do consumidor brasileiro?

Isso mostra uma redução, em média, na casa dos 2%, que já vai poder ser notado no mês de setembro, ou seja, se antes a bandeira vermelha apresentava um preço de R$ 5,50 esse valor passou para R$ 4,50 a cada 100 quilowatts/hora que são consumidos.

Isso pode, a princípio, parecer insignificante, mas em momentos de crise hídrica e financeira, cada centavo poupado consegue mudar a sua vida e também da população em geral.

Como foi que chegamos a esse tipo de redução?

A Aneel explicou que essa redução conseguiu essa marca por causa do desligamento de 21 usinas térmicas, que apresentavam um custo que tinha uma variação unitária acima de R$ 600,00/MWh. No final, isso provocou o valor do custo da geração de energia bem menor que o original e ainda faz com que a conta tenha ao mesmo tempo uma redução de consumo e uma melhora considerável com relação aos níveis dos vários reservatórios que existem espalhados pelo País.

Por um lado temos uma pequena redução se comparado aos 48% de aumento que tivemos este ano na conta, mas mesmo com todo esse bom sinal que começa a surgir, o Banco Central do Brasil alega que mesmo faltando apenas três meses para o encerramento do ano de 2015 é bem provável que tenhamos um outro aumento e, com isso, o valor total do aumento anual das contas de energia elétrica chegue a cifra de 50%. 

Por Fernanda de Godoi

Conta de luz



Juros do cartão de crédito chegaram a 395,3% ao ano


Taxa de juros do cartão de crédito bateu todos os recordes e atingiu 395,3% ao ano. Consumidores devem evitar ao máximo utilizar o crédito rotativo.

A taxa de juros do cartão de crédito já chegou a 395,3% ao ano, um índice que bateu todos os recordes desde março de 2011. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (26) pelo Banco Central.

Comparando os meses de julho e junho, a taxa média teve um aumento de 23,2%.

O "rotativo do cartão de crédito" trata-se da operação onde o cliente precisa fazer o financiamento do saldo devedor do seu cartão, pagando somente uma parte da fatura, ou seja, é o que vem acontecendo com a grande maioria dos usuários do cartão de crédito que principalmente nesta época de crise, não está conseguindo pagar o valor total da fatura, pagando muitas vezes apenas o valor mínimo. Mas entram também no "rotativo do cartão de crédito" os saques que são realizados com o cartão.

Túlio Maciel, que é chefe do Departamento Econômico do Banco Central, informou aos consumidores para evitarem a todo custo o "crédito rotativo", que é válido tanto para o cartão de crédito como também para o cheque especial. O custo é altíssimo e não compensa usar estes serviços.

O crédito rotativo somente deve ser usado em caso de uma urgência e mesmo assim, por um curtíssimo espaço de tempo.

O aumento de junho para julho foi de 1,3% para a taxa de compras parceladas com juros, assim como para o parcelamento da fatura do cartão de crédito e também para os saques parcelados, ficando assim, em 119,5% ao ano.

O cheque especial também está com os juros elevadíssimos, a taxa subiu 5,6% de junho para julho e agora está em 246,9% ao ano.

Outro cuidado é quanto ao crédito consignado, aquele onde os descontos são feitos na folha de pagamento, pois apesar de ser bastante tentador, este empréstimo teve aumento nos juros, de 0,5% e está em 27,8% ao ano.

Houve uma queda registrada para os juros do crédito destinado à compra de automóveis, para ver se melhora a venda de veículos. Para este crédito, a queda foi de 0,2%, ficando em 24,5% ao ano.

Por Russel



Déficit na balança comercial brasileira foi menor em julho


Déficit registrado em julho deste ano foi de US$ 6,163 bilhões, ou seja, 33% menor do que no mesmo período de 2014.

A crise no Brasil continua a refletir nos números econômicos. De acordo com dados do Banco Central (BC), informados nesta terça-feira (25), o País atingiu em julho deste ano um déficit de US$ 6,163 bilhões em suas transações internacionais. Este número é 33% menor do que o mesmo período de 2014.

O órgão monetário atribuiu a melhora da balança comercial da conta corrente à desvalorização do real, o que contribuiu para aumentar a competitividade das exportações e reduziu a demanda por bens e serviços no exterior.   

Segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, um outro ponto que influenciou no resultado foi o dinamismo da economia no Brasil. Apresentando um ritmo bem menor do que em anos anteriores, o resultado é uma menor demanda de bens e serviços externos.   

O déficit em conta corrente chegou a US$ 44,094 bilhões, nos meses de janeiro a julho deste ano. Tal número representa uma queda acentuada de 24,4% em relação ao mesmo período de 2014, quando chegou a US$ 58,332 bilhões.  

Segundo o BC, a queda dos gastos no exterior, a alta do dólar frente ao real contribuíram significativamente para a  redução do déficit. A alta do dólar ajudou a encarecer as passagens internacionais, da alimentação e da hospedagem no exterior. Com isso, os brasileiros optam por destinos nacionais.

O órgão também divulgou os gastos dos brasileiros em viagens internacionais, que chegaram a US$ 1,677 bilhão em julho. Comparado ao ano passado, a queda foi de 30,4%.

Devido à instabilidade nas bolsas chinesas, o dólar chegou nesta semana a R$ 3,62, maior cotação em 12 anos. A projeção é que o País consiga fechar o ano com um déficit em suas contas com o exterior de US$ 81 bilhões. Tal resultado é consideravelmente inferior ao registrado em 2014, quando o saldo negativo ultrapassou a barreira dos US$ 100 bilhões.

Por William Nascimento

Balança Comercial