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Contas do setor público apresentaram superávit em março de 2012


As contas do chamado setor público consolidado (que envolve União, municípios, empresas estatais e Estados) apresentaram superávit primário de R$ 10,4 bilhões no mês de março. O superávit é a economia feita pelos governos para o pagamento de juros da dívida pública. Os dados foram divulgados pelo Banco Central (BC) na sexta-feira (27/04).

De acordo com as informações, o setor que mais economizou dinheiro foi o governo central, com R$ 7,5 bilhões de economia. Já os governo regionais registraram participação de R$ 2,9 bilhões no resultado, enquanto que empresas estatais ficaram responsáveis por R$ 102 milhões de economia.

No acumulado deste ano, o superávit já chegou ao total de R$ 46 bilhões, o que representa 4,51% do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado dos três primeiros meses de 2012 foi maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando foi apontado que o superávit do setor público consolidado ficou em 4,08% do PIB, somando R$ 39,262 bilhões.

Já se forem levados em consideração os últimos 12 meses, o total atingido pela economia foi de R$ 135,4 bilhões, ou seja, 3,22% do PIB.

Até março, o governo já conseguiu cumprir 32,9% da meta imposta de economizar R$ 139,8 bilhões.

Por Matheus Camargo

Fonte: Banco Central



Dívida Pública Federal apresentou crescimento em março de 2012


De acordo com dados divulgados na segunda-feira (23/04) pela Secretaria do Tesouro Nacional, a Dívida Pública Federal Brasileira atingiu o patamar de R$ 1,85 trilhão em março, crescimento de 1,08% se comparado ao mês imediatamente anterior. A dívida pública federal soma os endividamentos interno e externo.

Ainda segundo os dados, a dívida interna foi 0,89% superior em fevereiro, aumentando para R$ 1,77 trilhão, perante R$ 1,76 trilhão de fevereiro. A dívida externa, por sua vez, teve alta de 5,51% em março, chegando a R$ 80,03 bilhões no período analisado. Em fevereiro, a dívida externa era de R$ 75,85 bilhões.

O mesmo estudo apontou que a participação de títulos públicos corrigidos pela Selic na dívida do governo sofreu queda em março, ficando em 26,34%. Em fevereiro, a participação registrada foi de 27,84%. O valor alcançado em março deste ano foi o menor desde 2007.

Já a participação de papéis pré-fixados chegou a R$ 689 bilhões no mês analisado, sendo que, em fevereiro, estava em R$ 663 bilhões. O aumento foi de 1,1 ponto percentual, passando de 37,7% para 38,8% do total da dívida pública federal.

A dívida pública mede o valor que o Brasil deve para outros países, entidades nacionais e internacionais e também para a sociedade.

Por Matheus Camargo

Fonte: Secretaria do Tesouro Nacional



Valor dos aluguéis de imóveis residenciais em São Paulo apresentou alta em março de 2012


O índice que avalia o valor dos aluguéis na cidade de São Paulo cresceu 1,4% em março quando comparado ao mês imediatamente anterior.

A alta foi registrada no segmento de imóveis residenciais novos. A informação é do Sindicato da Habitação (Secovi), em dados divulgados na quinta-feira (19/04). De acordo com a entidade, foi registrada alta de 16,16% no acumulado dos últimos 12 meses.

Este resultado foi a variação mensal mais alta desde o mês de novembro do ano passado, quando o crescimento no valor do aluguel foi de 1,7%. Apesar disso, o valor acumulado dos últimos 12 meses ficou abaixo do registrado em meses anteriores, sendo que, em fevereiro, o acumulado estava em 16,96% e em janeiro em 17,9%.

O levantamento ainda apontou que os imóveis de 1 dormitório tiveram valor mais alto do que fevereiro, em 1%. Os apartamentos e casas de 2 quartos sofreram alta de 1,5%. Os imóveis de 3 quartos ficaram com aumento de 1,9%.

Em relação aos contratos de aluguel o tipo de garantia mais utilizado em março foi o fiador, presente em 48,5% do total. O depósito de cheque caução ficou com 32% e o seguro-fiança teve a preferência de apenas um contrato a cada cinco.

Por Matheus Camargo

Fonte: Secovi



ICC apresentou crescimento em março de 2012


A Fundação Getúlio Vargas divulgou um relatório referente ao Índice de Confiança do Consumidor. De acordo com o estudo esse número aumentou 2,8% quando comparado ao mesmo período do mês anterior (fevereiro). No mesmo relatório também foi divulgado o ISA (Índice de Satisfação Atual do brasileiro) que teve uma leve alta, passando de 140,5 pontos para 142,7. 

O IE (Índice de Expectativa) também subiu quando comparado ao mês anterior, atingindo a marca de 112,2 pontos contra 108,3 de fevereiro, o que representa um aumento de mais de 3,5%. 

Com relação à situação econômica, a maioria dos entrevistados avaliou como boa. Do total de consumidores consultados, 29,8% consideram que o Brasil passa por um bom momento econômico e 17,6% acham que o momento é ruim, vale lembrar que na pesquisa anterior o número de pessoas que avaliaram a economia como boa foi de 24,4%. 

Outro ponto abordado pela pesquisa é com relação ao desejo de compra de um bem durável, de acordo com os dados divulgados esse índice subiu 10% e fechou o período em 87,8%. Ao fazer uma comparação dos últimos seis meses com relação ao número de pessoas que desejam comprar algum bem durável houve um recuo de 4%, já aqueles que pretendem gastar menos com a aquisição desses bens também caiu, passou de 38% para 26%.

Por Joyce Silva



IPC-S apresentou variação de 0,51% na 3ª prévia de março de 2012


O último levantamento do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) apresentou variação de 0,51%. O resultado foi 0,04 ponto percentual acima do registrado na avaliação anterior. Das sete capitais pesquisadas, três apresentaram elevação no indicador: Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo.

Salvador, Belo Horizonte e Recife tiveram decréscimo no IPC-S, enquanto que Porto Alegre não sofreu nenhum tipo de variação com relação ao estudo realizado na semana do dia 15 de março.

A porcentagem para Salvador passou de 0,51% para 0,39%; a de Brasília foi de 0,64% para 0,70%; a de Belo Horizonte passou de 0,76% para 0,65%; a do Recife foi de 0,88% para 0,77%; a do Rio de Janeiro cresceu de 0,48% para 0,52%; a de Porto Alegre manteve-se em 0,47%; e a de São Paulo registrou alta de 0,22% para 0,40%.

O índice de Brasília sofreu alta principalmente pelos setores de Habitação (1,14% para 1,49%) e Saúde e Cuidados Pessoais (alta de 0,59% para 0,75%). No caso de Porto Alegre, a variação nula foi positiva devido ao fato de quatro itens terem apresentado alta, enquanto os outros quatro tiveram baixa. Para Recife, cinco dos oito quesitos tiveram retração, com foco nos itens Vestuário (0,79% para 0,42%) e Transportes (0,43% para 0,09%).

No caso do Rio de Janeiro, quatro classes de despesa tiveram alta, principalmente Vestuário (0,85% para 1,33%) e Habitação (0,91% para 1,22%). Em Salvador, seis de oito quesitos sofreram retração, destacando-se os segmentos Educação, Leitura e Recreação (0,45% para 0,03%) e Habitação (1,32% para 1,13%). São Paulo apresentou alta de seis de oito classes de despesa, sendo que obtiveram retração apenas os setores de Comunicação (-049% para -0,70%) e Educação, Leitura e Recreação (0,37% para 0,29%). Por último, Belo Horizonte apresentou queda em cinco de oito indicadores, destacando-se a Habitação (1,49% para 1,19%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,79% para 0,54%).

O próximo levantamento do IPC-S, avaliando-se os resultados regionais, está programado para ser divulgado no dia 3 de abril.

Por Matheus Camargo

Fonte: FGV