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Serasa Experian – Inadimplência de empresas tem aumento de 1,7% em março


Os consumidores não são os únicos a enfrentarem problemas relacionados à inadimplência, pois o ambiente ainda incerto da economia brasileira também atinge as empresas. Da mesma maneira que a população passa por apertos relacionados à concessão de crédito, pequenas, médias e grandes companhias têm menos facilidades para investir e honrar compromissos.

O Indicador de Perspectiva da Inadimplência das Empresas edificado pela Serasa Experian assinalou avanço de 1,7% em março, para 91,9 pontos. Essa alta, por sinal, é a quarta recorrência mensal seguida, portanto condizente ao mesmo ambiente projetado para consumidores: movimento de crescimento da inadimplência, mas sem grandes nuances.

A perspectiva de avanço do Produto Interno Bruto (PIB) para 4,00% em 2011 (por enquanto), além de outras condições relatadas anteriormente (restrição ao crédito), devem pressionar o custo financeiro das empresas, uma vez que a capacidade de aumentar o caixa deve ficar mais restrita.

Por Luiz Felipe T. Erdei



Serasa – Inadimplência do Consumidor – Crescimento em março de 2011


Os consumidores tiveram poucas dúvidas no momento de adquirir algum serviço ou bem durante a fase de estímulos fiscais promovida pelo governo. Após um negro período conhecido como crise financeira mundial (2008 e 2009), desonerações como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) projetaram a expansão da economia para 7,5% em 2010.

Em 2011 o comportamento deve ser diferente. Para essa ideia, basta citar que o Indicador de Perspectiva da Inadimplência do Consumidor divulgado pela Serasa Experian apresentou alta de 1,4% em março último, para 99,3 pontos, em outras palavras o oitavo aumento mensal seguido.

A Serasa prevê que esse movimento deve se repetir ao longo do ano, ao menos até o início do último trimestre. A inflação em crescimento, o crédito com índices mais elevados e as perspectivas mais amenas para o Produto Interno Bruto (PIB) são, certamente, os principais motivos para essa escalada.

Apesar de um cenário menos otimista, mudanças drásticas não devem ocorrer, nos próximos meses, segundo concepções da Serasa.

Por Luiz Felipe T. Erdei



Fecomercio (SP) – Faturamento comercial da Região Metropolitana cresceu 4,9% em março


Os consumidores brasileiros experimentaram, ano passado, o doce sabor das compras – bom, ao menos é isso que comerciantes e outros envolvidos em setores de vendas e serviços querem transmitir. Realmente, a expansão econômica no período foi interessante de vários pontos de vista, porém não deve se sustentar em 2011.
Levantamento realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio) aponta que o comércio varejista da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) faturou R$ 8,5 bilhões em março, alta de 4,9% em comparação ao mês imediatamente anterior.
Realizada em parceria com a e-Bit, consultoria especializada em varejo online, a Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (e-PCCV) apontou, porém, recuo de 7,3% no faturamento do mês em detrimento ao período igual de um ano atrás.
A Fecomercio pondera que o Carnaval, realizado logo no início de março, influenciou diretamente no resultado negativo se relacionado o confronto anual. Em conjunto a isso, o terceiro mês de 2010 foi atípico para o país, uma vez que no período o consumidor ainda contava com incentivos fiscais, como a desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que atingiu especialmente a linha branca (fogões, geladeiras e máquinas de lavar).
Além desses fatores, a federação aprecia como incidente a esse decréscimo anual as medidas adotadas pelo Banco Central (BC) desde o final de 2010, que fizeram aumentar, em partes, o endividamento do consumidor.
Por Luiz Felipe T. Erdei



IBGE – Vendas no varejo têm aumento de 1,2% em março


Em ambiente de desaceleração econômica, parte da população sente o peso das iniciativas abraçadas pelo Banco Central (BC), adotadas ainda quando Luiz Inácio Lula da Silva era presidente do país. Embora o consumo dê sinais de enfraquecimento nos dias atuais, alguns índices dos três primeiros meses do ano continuam positivos.
Em março, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o comércio varejista registrou avanço de 1,2% no volume de vendas e de 1,4% em termos de receita nominal. O crescimento, comparado a fevereiro, considera dados com ajustes sazonais.
O IBGE aprecia que sem os ajustes sazonais o varejo conquistou alta de 4,1% em relação a março do ano passado no assunto vendas, 6,9% se considerado o acumulado do trimestre inicial de 2011 e 9,5% nos últimos 12 meses. Em relação à receita nominal, as taxas encontradas foram 8,5%, 11,6% e 13,5%, respectivamente, maiores.
De acordo com o instituto, das dez atividades sondadas, oito registraram incremento em seus percentuais, com destaque para veículos & motos, partes & peças, cuja alta chegou a 3,8%. Seguiram o item equipamentos & material para escritório, informática & comunicação, 3,5%, material de construção, 2,8%, móveis & eletrodomésticos, 1,6%, livros, jornais, revistas & papelaria, também 1,6%, outros artigos de uso pessoal & doméstico, 1,4%, tecidos, vestuário & calçados, 1,1%, e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas & fumo, 1,0%.
No sentido oposto foram constatados decréscimos em combustíveis & lubrificantes e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria & cosméticos, cada qual com índice negativo de 0,1%.
No confronto anual, ou seja, sem ajustes sazonais, ressalta o IBGE, todas as atividades registraram aumento.
Por Luiz Felipe T. Erdei