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Investimentos para a Qualificação de Mão de Obra na Indústria


Quem está à procura de uma boa oportunidade de emprego em 2012 pode ter surpresas ao longo do ano. O governo está ampliando o investimento em capacitação profissional.

Muitos profissionais deixam de conseguir uma boa oportunidade de emprego por não estarem qualificados. Principalmente no segmento industrial, a demanda de ofertas é alta, mas faltam profissionais qualificados e especializados em determinadas áreas.

Com o objetivo de aumentar a mão de obra qualificada na indústria brasileira, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprovou um financiamento de R$ 1,5 bilhão, que será destinado ao “Programa Senai para a Competitividade Industrial”.

O valor parece alto, mas tem metas bem ambiciosas.

O projeto visa aumentar as matrículas em educação profissional e tecnológica, aumentar a oferta por serviços, bem como priorizar a modernização das escolas. A organização prevê alcançar mais de 4 milhões de matrículas até 2014.

O financiamento foi concedido com a aprovação do Programa BNDES de Apoio à Qualificação Profissional do Trabalhador. Espera-se que esse aporte para estimular a especialização de mão de obra, contribua também com a competitividade da indústria brasileira.

As informações são da Secretaria de Comunicação da Presidência da República.

Por Natali Alencar



Mão de obra ainda é problema na indústria brasileira


Informações expressas na segunda-feira (31) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontam que a atividade na indústria da construção civil avançou para 51 pontos em dezembro do ano passado, deste modo representando crescimento acima de 50 pontos. Dentro duma escala de zero a 100 pontos há desenvolvimento.

Para Renato da Fonseca, gerente-executivo da Unidade de Pesquisa, Avaliação e Desenvolvimento da confederação, 2010 foi um ano de desenvolvimento para o setor, diferentemente da tendência observada em outros segmentos, de recuperação. O ano de 2011 deverá comportar mesma recorrência, em sua opinião, embora num ritmo mais brando.

Esse setor também apresentou bons dados com relação a contratações. De acordo com a sondagem, o resultado chegou a 53,7 pontos em dezembro, com destaque às companhias de grande porte, que ilustraram 58,2 pontos.

Para os próximos seis meses, a CNI prevê boas perspectivas entre os empresários. O setor, em si, tem conseguido números interessantes por meio de lançamentos de novos empreendimentos, situação que deve se repetir para além desse período. Por outro lado, a falta de mão de obra qualificada segue como uma das principais reclamações.

As empresas privadas, em conjunto com o governo federal, devem promover medidas de estímulo à qualificação da mão de obra. A Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 estão próximas. Países parceiros estão atentos e se a maior destreza estrangeira prevalecer, o Brasil pode perder.

Por Luiz Felipe T. Erdei



Falta de mão-de-obra qualificada preocupa empresas


O progresso do país depende, basicamente, da formação continuada dos trabalhadores, dos investimentos maciços por parte das empresas e da melhoria das condições infraestruturais em todos os estados brasileiros. O número de empregos ao final de 2010 foi recorde, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego, mas mesmo assim insuficientes para barrar uma constatação: falta de mão-de-obra qualificada.

Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o número das indústrias do país que reportaram essa problemática chegou a 30,2% nos três últimos meses do ano passado, superior, portanto, ao índice de 26,5% constatado no trimestre anterior.

A CNI revela ser essa característica a terceira mais citada pelas empresas como grandes problemas. Somente carga tributária, mencionada por 62,7% das indústrias, e competição exasperada, com 40,3%, ficaram à frente da falta de qualificação.

Embora existam problemáticas na atualidade, as empresas indicam a possibilidade de contratarem novas pessoas nos próximos seis meses.

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: CNI



Brasil sofre com falta de mão de obra qualificada


Os empresários brasileiros têm reportado problemas na mão de obra qualificada no mercado do país. Apesar de vários órgãos e entidades apostarem em cursos como maneira de acalentar a população para melhorias em sua qualidade na prestação de serviços, a tendência é a importação de profissionais de outras nações a inúmeras funções aqui situadas, principalmente em cargos com alta remuneração.

Um estudo divulgado pela Manpower, consultoria especializada em recursos humanos, salientou a problemática enfrentada pelos empregadores na atualidade. O desenvolvimento da economia brasileira e a maior disponibilidade de vagas no Brasil só surgem como fatores ultrajantes ao problema. Esse é um entrave, portanto, a ser cuidadosamente focado ao próximo presidente do país, tendo em vista a necessidade da nação manter o crescimento e se possível, atrelá-lo a questões sustentáveis.

Extensa reportagem veiculada pelo portal de notícias G1 ressalta que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva sabe dessa característica, porém avalia como algo de momento, discurso percebido nas palavras de Fernando Haddad, ministro da Educação.

Em contrapartida, José Pastore, professor da Universidade de São Paulo (USP), acredita na falta de qualidade nos primeiros anos do ensino básico público do país conectado a falta de preparo dos docentes e a decorrente ausência de valorização a cada um – embora em São Paulo, existam programas de bônus salariais.

Walter Vicioni, diretor-regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e superintendente do Serviço Social da Indústria (Sesi), desdobra o problema para além do Ensino Fundamental. Segundo ele, a defasagem do estudante alça problemas futuros, já no Ensino Médio e na seleção do curso superior, tanto que grande parte da população jovem, em sua opinião, evita matérias envolvendo a química e a matemática, por exemplo.

Por Luiz Felipe T. Erdei