Segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação teve a menor variação mensal desde 2006, quando chegou a 0,21% de deflação.
De acordo com a agência de notícias Reuters, esse número foi resultado da redução nos preços de alimentos e bebidas e do aumento de consumo de produtos relacionados à Copa do Mundo.
Esse registro possibilitou equilíbrio e estabilidade para a inflação acumulada nos seis primeiros meses do ano que ficou em 3,09%, índice maior que o registrado no primeiro semestre de 2009, mas ainda sim abaixo da meta de 4,50% proposta pelo Governo para 2010.
O relatório Focus divulgado no primeiro dia de março revela que o mercado brasileiro aumentou suas projeções inflacionárias ao consumidor para 2010 e 2011, o que distancia, ainda mais, o centro da meta almejada pelo governo brasileiro.
A estimativa inicialmente mencionada ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) era de 4,5% para 2010, porém, os movimentos do mercado fizeram com que houvesse aumento para 4,53%, depois para 4,86% há uma semana e agora, revisado, para 4,91%. Mesmo assim, por enquanto os especialistas não estão alarmados, visto que o índice pode configurar dois pontos para mais ou para menos, ou seja, pode cercear de 2,5% até 6,5%.
Segundo a agência de notícias Reuters, a projeção de 5,5% do Produto Interno Bruto (PIB) foi mantida em 2010, bem como ao ano que vem, para 4,5%. A taxa básica de juros, Selic, também permanece a mesma até o momento, com um índice de 11,25%.
A crise financeira mundial, se observada por outros prismas, pode trazer resultados e análises positivos, principalmente ao Brasil. Segundo o discurso de Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de índices de preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o colapso mundial ajudou no combate à inflação, em 2009.
De acordo com ela, conforme matéria da Agência Estado, a redução da demanda internacional por alimentos evitou que reajustes em diversos produtos, no mercado interno, fossem necessários. Por outro lado, o dólar desvalorizado em relação ao real permitiu a manutenção de preços.
Repetindo o discurso de Guido Mantega, ministro da Fazenda, Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil, Dilma Roussef, ministra-chefe da Casa Civil, entre outros, Eulina ressaltou a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) a vários produtos, que contribuíram – e muito! – para a rotatividade do capital circulante.
O bacalhau está mais salgado do que nunca em 2009. É isso mesmo! O preço do bacalhau subiu em média 5% em 2009.
O produto é importado da Noruega, e não foi só ele que aumentou. Outros peixes também subiram de preço, até mesmo os nacionais. Explicação?! Período de Quaresma.
Veja a reportagem exibida no Jornal Nacional de 25/02: