Destaque em Inadimplentes

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Inadimplentes estão pessimistas com a situação do Brasil


Número de inadimplentes que consideram que a situação financeira no País está pior aumentou de 20% no 2º trimestre para28% no 3º trimestre.

A inadimplência é um problema sério, mas fica ainda mais grave quando este cidadão inadimplente fica pessimista. Infelizmente, em algum momento de nossa vida atravessamos situações difíceis e podemos não conseguir honrar nossas dívidas, mas estamos sempre procurando reverter a situação, conseguir um emprego, fazer uma economia e começar a pagar as dívidas pendentes.

Só que isso não vem acontecendo entre os brasileiros que estão cada vez mais desanimados com a situação do País. Uma pesquisa realizada pela Boa Vista SCPC – Serviço Central de Proteção ao Crédito – mostrou que o número de inadimplentes que estão considerando pior a situação financeira aumentou de 20% no segundo trimestre deste ano para mais de 28% neste terceiro trimestre. E entre os inadimplentes que acham a situação melhor, diminuiu de 24% para 20%.

Outro fato apontado pela pesquisa da Boa Vista SCPC é que o cidadão inadimplente está muito mais preocupado com o futuro do País e, claro, com o seu futuro também.

70% dos entrevistados disseram acreditar em um futuro melhor e que a situação financeira tende a ser resolvida nos próximos 12 meses. A pesquisa feita no trimestre anterior apontou que 93% acreditavam nesta melhora, agora, somente 70% ainda têm esperança.

A pesquisa ainda apontou uma redução na intenção de compras, por parte dos inadimplentes, depois que eles pagarem suas dívidas. Somente 15% dos entrevistados ainda pensam em comprar novamente depois de quitar os débitos. Isso mostra o quanto o cidadão está preocupado com o futuro e todos sabem que o melhor a fazer agora é economizar ao máximo, pois o pessimista torna o futuro ainda mais incerto e prefere não arriscar, já que está com dificuldade agora para quitar suas dívidas e não quer passar por isso novamente.
O mais curioso é que 42% dos inadimplentes entrevistados sonham em comprar um veículo e 16% tem como maior sonho de consumo a casa própria.

Um dos fatores que continua sendo uma das principais causas da inadimplência é o desemprego e a tendência é que continue em alta, mesmo com o fim de ano chegando, pois o comércio este ano não deverá contratar tanto para as vendas de Natal, pois também está pessimista.

Mas o descontrole financeiro também tem sido a causa de boa parte dos consumidores se tornarem inadimplentes, já que não planejam suas compras e acabam gastando bem mais do que deveriam.

Por Russel

Inadimplentes

Foto: Divulgação



Bancos estão dispostos a renegociar dívidas de clientes


Situação econômica do Brasil fez com que os bancos ficassem mais dispostos a renegociar as dívidas de seus clientes, oferecendo mais opções de pagamento.

Com o crescente aumento da inadimplência provocada pelo agravamento da crise financeira do país, os bancos estão cada vez mais dispostos a renegociar dívidas com os seus clientes.

Como a inadimplência é um fenômeno inevitável no cenário atual da crise no país, o esforço feito pelas instituições bancárias é para evitar que o indicador de inadimplência aumente em uma velocidade ainda maior do que já está acontecendo.

Os esforços são para garantir o pagamento mínimo das dívidas, já que no mês de junho, os calotes vindos das pessoas físicas aumentaram nos bancos, após vários trimestres em redução.

O Banco Central divulgou dados recentes em que se percebe um índice no mercado de crédito com recursos livres com uma queda em seu fechamento do mês de agosto: foram 5,5%, 0,1% a mais que o mês anterior, onde o índice foi de 5,4%. O mês registrou o índice mais alto de todo o ano. O BC registrou também número recorde da taxa de desemprego do brasileiro. No mês de agosto, o número era de 7,6%, o maior número apurado pela Pesquisa Mensal de Emprego, que é realizada desde 2013, pelo IBGE.

Perante esse cenário pessimista, os bancos tentam retomar uma postura de renegociação com os clientes, para ajudá-los também com o controle de suas contas e dar um fôlego a já  desgastada vida financeira destes.

Uma das alternativas para renegociação das dívidas é a proposta do banco espanhol, que reempacota diferentes dívidas do cliente em um só empréstimo. Que possui juros e prazos melhores. A iniciativa foi batizada de Crédito sob controle e engloba casos como cartão de crédito, crédito pessoal e cheque especial, que são créditos sem garantia.

Os clientes adimplentes sob o risco de default também ganharão atenção especial dos bancos. A partir do próximo dia 15 de outubro, o banco oferecerá uma opção de renegociação de dívidas pela internet, por meio do Portal da Renegociação, que foi lançado no final do último ano e já fez com que o BB recuperasse quase R$ 1,5 bilhão com cerca de 140 mil inadimplentes, e agora espera aumentar o número arrecadado, incluindo também os clientes adimplentes. Para isso, o sistema analisará o perfil de seus investidores, cruzando diversas informações, para identificar futuros inadimplentes.

Uma das soluções dos bancos para o risco da inadimplência é o crédito pessoal com a garantia do imóvel, chamado de home equity. O crédito oferece prazo mais longo e juros bem menores do que o convencional, porém ainda não caiu no gosto dos brasileiros, pelo medo da perda da casa própria para pagar o empréstimo pessoal.

Por Rodrigo Silva

Dívidas



Número de idosos inadimplentes no Brasil aumentou


Em agosto o número de idosos inadimplentes no Brasil teve um aumento de 8,56%, sendo o principal motivo os empréstimos para ajudar os filhos, que não pagam as dívidas aos pais.

Infelizmente, o número de idosos inadimplentes no Brasil continua crescendo e o pior desta constatação é que em boa parte dos casos isso ocorre porque os idosos fazem empréstimos para ajudarem os filhos que depois acabam não pagando os pais que ficam com o nome protestado.

No mês passado houve um aumento de 8,56% entre os consumidores com idade entre 65 e 94 anos que passaram a atrasar o pagamento de suas dívidas. Estima-se que em todo o país o número de idosos inadimplentes já ultrapasse os 4,3 milhões.

Dados divulgados pelo SPC Brasil – Serviço de Proteção ao Crédito, juntamente com a CNDL – Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, apontam um aumento no número de idosos inadimplentes se comparado os meses de agosto e julho deste ano.

Já o IBGE divulgou dados indicando que em uma década e meia o número de pessoas com idade entre 65 e 94 anos aumentou de 5,61% para 7,90% em todo o país.

Para Marcela Kawauti, economista chefe do SPC Brasil, a tendência é que o número de idosos inadimplentes no Brasil continue aumentando, sendo que um dos principais motivos além dos empréstimos feitos para terceiros, principalmente filhos e parentes, é o fato da expectativa de vida ser maior e também vem mudando os hábitos de consumo também entre os idosos que agora viajam mais e procuram aproveitar mais a vida, ao invés de ficarem em casa como era há alguns anos atrás.

Acontece que a maior parte dos idosos brasileiros vive com uma baixa renda e conta ainda com a falta de um bom planejamento financeiro. A inadimplência entre os idosos avançou acima da média nos últimos anos e a situação poderá piorar daqui para frente, por causa da crise que assola o país e não tem previsão de melhorar em um curto espaço de tempo.

Ainda de acordo com o SPC Brasil já são mais de 4,3 milhões de consumidores idosos com o nome registrado em serviços que oferecem proteção ao crédito. Uma outra curiosidade sobre esta questão, é que boa parte destes idosos está inadimplente por causa do não pagamento das contas de água e também de luz.

Por Russel

Idosos inadimplentes



Número de inadimplentes aumentou em julho


Alta de inadimplentes em julho foi de 4,47%, cerca de 57 milhões de brasileiros.

De acordo com os dados divulgados nesta terça-feira (11) pelo CNDL e também pelo SPC Brasil, o número de inadimplentes no País cresceu 4,47% no mês de julho, ou seja, cerca de 57 milhões de brasileiros fecharam o mês de julho na inadimplência.

O aumento no número de inadimplentes é em comparação com o mesmo período do ano passado. Há vários motivos para este aumento de inadimplentes no País, mas os principais são a crise econômica, a inflação, os altos juros e também o desemprego. A grande maioria dos consumidores que está hoje com o nome na lista de inadimplentes faz parte de um destes grupos.

Quando a crise começou a se agravar no segundo trimestre deste ano, muitos acreditaram que ela não duraria muito tempo e resolveram se arriscar. O crescente desemprego, alta dos juros, inflação disparada, entre outros fatores fizeram com que estas pessoas não estivessem preparadas para enfrentar a crise que vem se prolongando e não dá sinais de que irá melhorar este ano.

E dos mais de 57 milhões de brasileiros inadimplentes, muitos estão devendo empréstimos bancários, contas de serviços e principalmente, pagamentos ao comércio, de acordo com Honório Pinheiro, presidente da CNDL – Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas.

Mas o crescimento da inadimplência vem aumentando há mais tempo e a CNDL detectou que desde o início do ano passado o número de inadimplentes vem aumentando, só que agora a situação é bem mais complicada, por causa dos vários fatores acima citados, que dificultam ainda mais para o consumidor reverter sua situação.

Marcela Kawauti, economista do SPC Brasil, apontou que o crescimento da inadimplência está refletindo a piora da economia brasileira nestes últimos meses e também tem o fator do desemprego que faz com que a capacidade do consumidor de saldar suas dívidas caia.

A maior parte das dívidas está relacionada ao setor bancário, com 48,29% dos inadimplentes, depois vem o comércio com 20,14% dos inadimplentes.

Outro fator já esperado para o aumento da inadimplência no País são os setores de água e luz, que após os vários aumentos, contam hoje com um número muito maior de consumidores em atraso com os pagamentos de suas contas.

Por Russel

Inadimplentes