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Ipea – 74% das famílias apresentam melhores condições econômicas em 2011


Sob o slogan de ‘produzir, articular e disseminar conhecimento para aperfeiçoar as políticas públicas e contribuir para o planejamento do desenvolvimento brasileiro’, o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) leva à público a nona edição do Índice de Expectativa das Famílias (IEF).
O documento, divulgado na quinta-feira passada (5 de maio), mas referente ao mês de abril, aponta que 74% dos lares brasileiros têm melhor situação econômica nos dias atuais em comparação ao ano passado. Para 59% das famílias sondadas, nos próximos doze meses o Brasil enfrentará momentos melhores. Destaque para as regiões Sudeste e Centro-Oeste, as mais otimistas de acordo com o Ipea.
Ainda considerando o campo econômico, o levantamento apura que 73% dos domicílios se rotulam como pouco endividados ou sem qualquer dívida. Os pedidos feitos pelo Banco Central (BC) e o governo brasileiro, num geral, parecem ter chegado aos ouvidos dos lares:  92% das famílias não têm a intenção de adquirir empréstimos ou financiamentos nos próximos meses.
Marcio Pochmann, presidente do Ipea, acredita que os números refletem justamente as medidas de restrição ao crédito adotadas há poucas semanas pelo BC. Levando-se em apreço os dados, realmente o consumidor parece estar mais precavido, mais consciente – ao menos na fala. Na prática, porém, o consumo ainda permanece em alta, e prova disto são os índices de vendas do Dia das Mães.
Por Luiz Felipe T. Erdei



Confiança na economia – IEF apresentou queda em fevereiro de 2011


O crescimento da economia brasileira, em 2010, foi um dos mais notórios em todo o mundo. Após dados sintetizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), chegou-se à conclusão de que o Produto Interno Bruto (PIB) avançou 7,5% no ano em comparação a 2009 (que havia recuado 0,2% em relação a 2008, o grande período da crise financeira global).

A confiança dos consumidores e empresários foi uma das principais e boas constatações. Contudo, alguns pontos começaram a apresentar recuo em 2011, entre os quais o Índice de Expectativas das Famílias (IEF), que recuou de 67,2% em janeiro para 65,3% no mês subsequente. Especialistas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) acreditam que as medidas de restrição adotadas pelo governo, ao final do ano passado, e a diminuição no entusiasmo da população referente ao futuro explicam a baixa no indicador.

De acordo com Marcio Pochmann, presidente do instituto, de cada duas famílias consultadas uma afirmou possuir dívidas. Não bastasse esse fator, eis que surge outro: menos lares capazes de quitar contas atrasadas.

A pesquisa revela que para 15,4% das famílias o pagamento de todas as dívidas é possível, índice bem abaixo do registrado em janeiro (19,2%). Os lares aptos a quitar parcialmente seus débitos também diminuíram tal disposição, de 46,4% no início de 2011 para 44,5% em fevereiro.

Entretanto, Pochmann assevera que a maior discrepância ocorreu justamente nos lares sem condições de pagar qualquer dívida contraída, uma vez que a taxa neste quesito saltou de 32,2% para 37,7%.

Os propósitos do governo, tais como controlar a inflação por meio de medidas restritivas, parecem começar a dar certo. Aos poucos a população realmente perde o entusiasmo em sair às compras. O ímpeto visto em 2010, aos poucos, se esvai.

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: Ipea