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IBC-BR apresentou queda em fevereiro de 2012


O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-BR), divulgado na segunda-feira (16/04), mostrou que a prévia do Produto Interno Bruto (PIB) apresentou retração de 0,23% em fevereiro. O dado já contém o ajuste sazonal e foi o pior resultado apresentado desde outubro do ano passado, quando a redução no indicador foi de 0,58% se comparado a setembro daquele ano.

No mês de janeiro, o IBC-BR também registrou queda, mas tinha sido menor, de 0,13%. O resultado, portanto, foi a segunda retração consecutiva registrada no indicador. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice sofreu expansão de 2,05%.

Avaliando o dado sem ajuste sazonal, o IBC-BR relativo a fevereiro cresceu 1,12%. Em números absolutos, o índice passou de 140,53 pontos para 140,20 pontos, avaliando o crescimento mensal.

No ano passado, o PIB registrou alta de 2,7%. Para este ano, apesar do resultado negativo do IBC-BR em fevereiro, o Governo Federal está com a expectativa de que o PIB apresente crescimento de 3%.

O indicador foi criado com o objetivo de antecipar os resultados da economia brasileira. Por isso, avalia três setores: serviços, agropecuária e indústria.

Por Matheus Camargo

Fonte: Banco Central



Setor industrial apresentou alta no faturamento em fevereiro de 2012


Após duas quedas consecutivas, a indústria voltou a ter alta no seu faturamento. Em fevereiro, o crescimento foi de 1,5% ante janeiro, segundo informações com o ajuste sazonal.

Já o total de horas trabalhadas também sofreu aumento, sendo de 2,2%, quando descontados os ajustes sazonais. Os dados foram divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) na terça-feira (10/04).

Quanto à capacidade instalada, a indústria terminou o mês de fevereiro com 82,1% de utilização, registrando queda de 0,3 ponto percentual se comparado a janeiro, com os descontos sazonais. Já o nível de emprego manteve-se estável.

A pesquisa também apontou que o segmento de automotores foi o que mais sofreu retração, registrando 24,2% de queda no faturamento se comparado a fevereiro do ano passado. Além disso, de 19 itens avaliados, 10 deles tiveram redução no faturamento na comparação interanual.

De acordo com o levantamento, o resultado não apresenta melhora no setor industrial. “Esses indicadores estão variando entre queda e crescimento há alguns meses e ainda não entraram em uma trajetória de expansão contínua”, explicou o estudo. Assim, a expectativa é que o setor passe a ter uma leve melhora nos próximos meses.

Por Matheus Camargo

Fonte: CNI



Renda média do trabalhador no Rio de Janeiro – Alta em fevereiro de 2012


A renda média do trabalhador no Rio de Janeiro bateu recorde no mês de fevereiro desse ano, as informações são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE. De acordo com o órgão, o trabalhador fluminense teve aumento de 3,7% na renda média mensal, o que representa um aumento anual de 0,4%, os dados fazem parte da Pesquisa Mensal do Emprego realizada pelo Instituto.

O salário no Estado do Rio de Janeiro é o melhor desde fevereiro do ano de 2003, o valor apresentado foi de R$ 1.805. Quando comparado ao primeiro mês do ano, a alta foi a maior entre as regiões consultadas para a pesquisa, chegou inclusive a superar o índice de São Paulo que ficou em 2,6%. Vale ressaltar que São Paulo é a região com a maior renda nacional.

Ainda segundo informações do IBGE, o Rio de Janeiro teve a maior média nacional com relação ao poder de compra. Outro ponto de destaque foi a taxa de ocupação do Estado, que passou de 51,6% em 2011 para 52% nesse ano. A maior taxa de emprego foi registrada nos setores de construção e comércio.

Por Joyce Silva



Inadimplência de pessoas físicas apresentou alta em fevereiro de 2012


A inadimplência referente à pessoa física continua alta no Brasil, as informações são do Banco Central. Segundo a instituição, apesar da média estável apresentada nos últimos meses, o patamar ainda é considerado elevado, sendo que um dos principais responsáveis por esse resultado foi a alta apresentada pelo spread das instituições bancárias. O spread representa a diferença entre os juros cobrados pelos bancos e taxa Selic. 

De acordo com os dados apresentados pelo BC, o número de pessoas devedoras apresentou taxa de 7,6%, enquanto a taxa registrada para empresas foi de 4,1%.

Para Túlio Maciel, chefe do Departamento Econômico do BC, essa aparente estabilidade com relação à inadimplência cresceu gradualmente no ano passado. Mesmo com o crescimento do emprego e da renda, existe uma certa resistência ao declínio desse percentual fazendo com que esses efeitos sejam refletidos nas taxas de juros dos bancos. 

Ainda segundo os dados do BC, o spread médio dos bancos teve variação de 27,8% no mês de janeiro e 28,4% em fevereiro. O patamar para as pessoas físicas teve alta de 45,1%

Maciel atribuiu aos fatores sazonais a responsabilidade por parte da inadimplência, para ele o mês possui maior número de contas a serem pagas como diversos impostos, além de matrículas escolares, entre outras. 

Por Joyce Silva



Arrecadação de impostos – Dados de fevereiro de 2012


A Receita Federal informou que as contribuições e arrecadações de impostos no Brasil no mês de fevereiro bateram um recorde histórico para o período. De acordo com a instituição o valor atingiu a marca de R$ 71,902 bilhões.

Um crescimento de quase 6% quando comparado ao mesmo período de 2011, já com relação ao mês de janeiro, a arrecadação apresentou baixa de 30,22%.  Ao levar em consideração os primeiros meses do ano, a arrecadação atingiu um valor de quase R$ 175 bilhões, vale lembrar que esse valor já está corrigido pelo IPCA, que mede a inflação média do país. Comparado com o mesmo período de 2011, o acumulado do ano teve variação de 5,99%. 

Um dos principais influenciadores desse resultado, de acordo com o Governo, foi recolhimento dos impostos do setor financeiro. Outro ponto ressaltado pela Receita foram os indicadores macroeconômicos que tiveram importante papel nessa arrecadação. 

A Receita também chamou a atenção para os números referentes à produção industrial e ao volume de vendas do país, segundo os especialistas, se por um lado houve uma queda na produção de janeiro, quando comparado ao mesmo período do ano passado, o volume de vendas de uma forma geral aumentou 7,7%, sendo que o salário também apresentou alta superior a 16%.  

Por Joyce Silva



Dívida Pública Federal apresentou alta em fevereiro de 2012


Dados da Secretaria do Tesouro Nacional divulgados na quinta-feira (22/03) demonstraram que a dívida pública federal teve alta de 1,94% em fevereiro se comparado a janeiro, totalizando R$ 1,83 trilhão. Ela inclui tanto os endividamentos interno e externo do Governo Federal.

Em relação ao endividamento interno, a alta foi de 2,08% em fevereiro, somando R$ 1,76 trilhão. Em janeiro, o resultado tinha sido de R$ 1,72 trilhão. Já a dívida externa sofreu queda de 1,23%, chegando a R$ 75,9 bilhões no mês avaliado. Já em janeiro, o resultado era de R$ 76,9 bilhões. Vale lembrar que a dívida externa é composta pelas emissões de bônus nacionais, originários do Tesouro, diretamente no mercado de todo o mundo.

O resultado indica que o governo do Brasil está devendo mais para outros governos, sociedades e instituições internacionais ou nacionais. A dívida pública federal é composta tanto pela dívida em posse de credores nacionais quanto em posse de credores internacionais. No entanto, parte desta dívida está na posse de investidores – é a conhecida dívida mobiliária.

Basicamente, os títulos do Brasil estão atrelados à inflação e também à taxa Selic.

Por Matheus Camargo

Fonte: Secretaria do Tesouro Nacional



ICV de São Paulo – Dados de fevereiro de 2012


O DIEESE divulgou o ICV – Índice de Custo de Vida – da cidade de São Paulo que apresentou taxa de 0,13%, representando um recuo de mais de um ponto percentual no mês de fevereiro.

Um dos grupos que mais contribuíram para esse número foi o setor de saúde que foi incentivado pelos valores cobrados com a assistência médica. 

Os que menos apresentaram mudanças foram os setores de transporte e alimentação com queda de 0,26% e 0,16%, respectivamente. Esses setores foram influenciados pelos produtos “in natura” e semielaborados, além dos subgrupos individuais. 

Com relação às despesas pessoais, o estudo mostrou uma alta no mês de fevereiro, que fechou em 0,43% e foi influenciado pelos produtos de beleza e higiene pessoal que tiveram os preços elevados em 0,80%.

Outro grupo que apresentou aumento foi o item referente aos equipamentos domésticos, que fechou o mês em 0,17%, sendo que o item que mais contribuiu para esse aumento foi o de imóveis com 0,37%. 

O Índice de Custo de Vida também divulgou a inflação referente aos 12 últimos meses, que teve alta de mais de 5%, sendo que no primeiro bimestre do ano esse aumento foi de 1,45%. 

Por Joyce Silva



IPCA-15 apresentou alta em fevereiro de 2012


Os custos com a mensalidade escolar das famílias brasileiras fizeram com que a inflação subisse 0,53% no mês de fevereiro. As informações foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), através dos dados do IPCA-15, Índice que mede os preços passados aos consumidores.

Mesmo com esse aumento, a alta apresentada no mês de fevereiro foi menor que a registrada em janeiro quando o valor chegou a 0,65%. Em 2012 a alta acumulada da inflação foi de 1,18%, sendo que quando contabilizado os últimos doze meses o acúmulo é de 5,98%.

O período base usado pelo IBGE foi de 15 de janeiro a 15 de fevereiro, durante esse tempo foram registradas todas as variações de preços, o IPCA-15 é considerado uma prévia do IPCA oficial, que mede a inflação de todo o mês.

A melhor variação registrada pelo Instituto foi com relação aos preços dos alimentos. Eles fizeram com que esse índice reduzisse ainda mais. Os alimentos citados na pesquisa abrangem não só o grupo de alimentação como também as bebidas.

Já as despesas com material escolar foram as que mais contribuíram para o aumento da inflação, o grupo foi o responsável por 5,66%, na pesquisa anterior o percentual apresentado nessa categoria foi de 0,39%.

Por Joyce Silva



IGP-M – Primeira prévia de fevereiro de 2012


O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) teve uma variação de -0,1% na primeira prévia de fevereiro divulgada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), vale lembrar que o IGP-M serve de base para os reajustes de aluguel no Brasil.

Segundo a FGV mesmo com a queda, a taxa apresentou alta de 3,39% acumulados nos últimos 12 meses. O IGP-M é composto por três indicadores básicos, dois deles são o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que teve uma variação de 0,16%, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) responsável por medir a inflação de produtos comercializados no atacado, que apresentou queda de 0,36%.

A redução dos preços de alguns alimentos foi apresentada como o principal responsável pelo resultado, os itens que apresentaram maior queda foram as carnes bovinas que passou de 1,24% para -2,78%, hortaliças e legumes que passou de 6,30% para 0,06%, panificadoras e biscoitos que variou de 0,35% para -0,23%.

Com relação ao grupo de comunicação que integra a estrutura do IPC a variação registrada foi de 0,15%, sendo a tarifa telefônica residencial a que mais influenciou no resultado, a taxa passou de 0,27% para 0,47%.

Por Joyce Silva