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Setor industrial apresentou alta no faturamento em fevereiro de 2012


Após duas quedas consecutivas, a indústria voltou a ter alta no seu faturamento. Em fevereiro, o crescimento foi de 1,5% ante janeiro, segundo informações com o ajuste sazonal.

Já o total de horas trabalhadas também sofreu aumento, sendo de 2,2%, quando descontados os ajustes sazonais. Os dados foram divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) na terça-feira (10/04).

Quanto à capacidade instalada, a indústria terminou o mês de fevereiro com 82,1% de utilização, registrando queda de 0,3 ponto percentual se comparado a janeiro, com os descontos sazonais. Já o nível de emprego manteve-se estável.

A pesquisa também apontou que o segmento de automotores foi o que mais sofreu retração, registrando 24,2% de queda no faturamento se comparado a fevereiro do ano passado. Além disso, de 19 itens avaliados, 10 deles tiveram redução no faturamento na comparação interanual.

De acordo com o levantamento, o resultado não apresenta melhora no setor industrial. “Esses indicadores estão variando entre queda e crescimento há alguns meses e ainda não entraram em uma trajetória de expansão contínua”, explicou o estudo. Assim, a expectativa é que o setor passe a ter uma leve melhora nos próximos meses.

Por Matheus Camargo

Fonte: CNI



Nokia vai demitir 4 mil funcionários em 2012


Até o final de 2012, a Nokia pretende demitir cerca de 4 mil funcionários de suas fábricas de smartphones, situadas nas regiões da Hungria, Finlândia e México.

A empresa, considerada líder global em telefonia, fez o comunicado nesta quarta-feira (08).

De acordo com James Etheridge, porta-voz da Nokia, a distribuição das demissões ficará estabelecida da seguinte forma: 2.300 na fábrica de Kamarom, na Hungria; 700 em Reynosa, no México; e 1 mil em Salo, na Finlândia.

Tal decisão foi tomada com base na revisão das operações de smartphones, anunciada pela empresa no mês de setembro do ano passado.

Naquela época a Nokia já apontava que poderiam haver cortes na linha de produção.

Em 2011, a empresa registrou um prejuízo líquido no valor de 1,2 bilhão de euros. Já em 2010, o panorama era diferente, pois a Nokia havia apontado um lucro líquido de 1,8 bilhão.

A preocupação da fabricante é que o seu modelo Lumia não teve sucesso nas vendas, e agora terá que anunciar novos modelos em breve, para que a situação seja contornada.

Outro detalhe são os aparelhos com sistema Android que chegam ao mercado, ganhando muita popularidade.



Dia das Mães – Faturamento do varejo online apresentou crescimento em 2011


Comparativo de preços, comodidade de realizar compras sem sair de casa ou do escritório, inúmeras formas de pagamentos. Estas são apenas algumas das condições oferecidas pelo varejo online, que com o aumento das medidas de segurança na rede ganha novos interessados a cada dia.

Números reunidos pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revelam que o faturamento do comércio virtual saltou 22% no Dia das Mães de 2011 em comparação à mesma data de um ano atrás, para R$ 760 milhões. Enquanto a modalidade via rede mundial de computadores apresentou tamanho avanço, o varejo físico cresceu 6,53%.

Embora o acesso mais amplo dos internautas tenha culminado na alta, estudo realizado pela e-Bit, consultoria especializada no varejo online, assinala que o tíquete médio apresentou baixa do Dia das Mães do ano passado para a ocasião de 2011, de R$ 380 para R$ 350.

Há um ano, o comércio virtual e físico teve como estimulante a Copa do Mundo realizada na África do Sul, pois antes do mundial de futebol os consumidores procuraram antecipar compras de televisores, um dos itens que mais apresentou avanços de demanda no período.

Na opinião de Alexandre Umberti, diretor de marketing e produtos da e-Bit, o aumento do poder de renda da população, inserindo muitos na classe C, impulsionam as vendas inclusive de produtos de maior valor em função da facilidade de pagamentos, geralmente em até 12 vezes sem juros.

O Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) desenvolvido pelo governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e fomentado pela presidenta Dilma Rousseff pode colaborar ainda mais aos números.

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fontes: SPC Brasil, Diário do Grande ABC



Fecomercio (SP) – Faturamento comercial da Região Metropolitana cresceu 4,9% em março


Os consumidores brasileiros experimentaram, ano passado, o doce sabor das compras – bom, ao menos é isso que comerciantes e outros envolvidos em setores de vendas e serviços querem transmitir. Realmente, a expansão econômica no período foi interessante de vários pontos de vista, porém não deve se sustentar em 2011.
Levantamento realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio) aponta que o comércio varejista da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) faturou R$ 8,5 bilhões em março, alta de 4,9% em comparação ao mês imediatamente anterior.
Realizada em parceria com a e-Bit, consultoria especializada em varejo online, a Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista (e-PCCV) apontou, porém, recuo de 7,3% no faturamento do mês em detrimento ao período igual de um ano atrás.
A Fecomercio pondera que o Carnaval, realizado logo no início de março, influenciou diretamente no resultado negativo se relacionado o confronto anual. Em conjunto a isso, o terceiro mês de 2010 foi atípico para o país, uma vez que no período o consumidor ainda contava com incentivos fiscais, como a desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que atingiu especialmente a linha branca (fogões, geladeiras e máquinas de lavar).
Além desses fatores, a federação aprecia como incidente a esse decréscimo anual as medidas adotadas pelo Banco Central (BC) desde o final de 2010, que fizeram aumentar, em partes, o endividamento do consumidor.
Por Luiz Felipe T. Erdei



Faturamento das empresas em 2011 – Empresários estão otimistas


As perspectivas de crescimento da economia brasileira são mais modestas para 2011 em comparação aos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) relacionados ao ano passado, os quais abrangeram alta de 7,5% do produto Interno Bruto (PIB). O mais recente relatório Focus, do Banco Central (BC), aponta índice de 4,03% para este ano – taxa que pode declinar ainda mais.

De acordo com a Pesquisa Serasa Experian de Expectativa Empresarial, 60% dos empresários consultados pretendem rever seu faturamento no 2º trimestre deste ano, contra 40% dos que ambicionam mantê-lo dentro do planejado anteriormente. Os números do período anterior, porém, foram mais altos, uma vez que se registraram taxas de 66% e 34%, respectivamente.

A Serasa aponta, através das opiniões de pouco mais de mil empresários, que 88% deles estimam revisão para cima do faturamento no 2º trimestre, o restante, por outro lado, para baixo. Entre janeiro e março, os índices registrados foram de 85% e 15%, respectivamente, ou seja, o otimismo ainda está presente.

Por segmentos, a indústria é a que mais se mostrou positiva, com 90% dos empresários prognosticando revisão de faturamento para cima. Não tão distante e igualmente importante, no setor de serviços a taxa foi de 88% e o no comércio, de 87%.

Esses números ilustram situação positiva, não pelos dados em si, mas porque o BC deu início ao ciclo de altas da Selic, taxa básica de juros da economia, e os números responderam quase sem sentir a medida. Nas últimas semanas do ano passado a instituição já havia adotado outra regra de aperto, porém relacionada à restrição de crédito para pessoas físicas e jurídicas.

Por Luiz Felipe T. Erdei



Abimaq – Faturamento do setor de máquinas e equipamentos apresentou alta em janeiro de 2011


Uma das entidades que encabeçou exigências sobre maior empenho do governo quanto ao estímulo às exportações, uma vez que as importações apresentaram severo crescimento nos últimos anos, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) abalizou alta de 12,1% no faturamento da indústria do segmento no mês passado em comparação a janeiro de 2010.

O valor conquistado pelo ramo de máquinas e equipamentos chegou a R$ 5,2 bilhões no período, porém, mesmo com essa alta o número dos pedidos em carteira baixou 12,6% na mesma base comparativa, justamente pelo maior ingresso do maquinário importado – que progrediu 29,3% no confronto anual de janeiro.

Os produtos chineses continuam sua escalada de inserção pelo Brasil. De acordo com o levantamento, a participação no setor de máquinas e equipamentos dos chineses no Brasil alcançou índice de 14,7%, atrás apenas dos Estados Unidos.

Novamente, essa dicotomia importação versus exportação gera inquietação. O país não deve se fechar, adotar medidas totalmente protecionistas, mas proteger a mão de obra, o bem mais importante de uma nação que quer ser uma das cinco maiores potências econômicas.

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: Sebrae