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Brasil sofre com falta de mão de obra qualificada


Os empresários brasileiros têm reportado problemas na mão de obra qualificada no mercado do país. Apesar de vários órgãos e entidades apostarem em cursos como maneira de acalentar a população para melhorias em sua qualidade na prestação de serviços, a tendência é a importação de profissionais de outras nações a inúmeras funções aqui situadas, principalmente em cargos com alta remuneração.

Um estudo divulgado pela Manpower, consultoria especializada em recursos humanos, salientou a problemática enfrentada pelos empregadores na atualidade. O desenvolvimento da economia brasileira e a maior disponibilidade de vagas no Brasil só surgem como fatores ultrajantes ao problema. Esse é um entrave, portanto, a ser cuidadosamente focado ao próximo presidente do país, tendo em vista a necessidade da nação manter o crescimento e se possível, atrelá-lo a questões sustentáveis.

Extensa reportagem veiculada pelo portal de notícias G1 ressalta que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva sabe dessa característica, porém avalia como algo de momento, discurso percebido nas palavras de Fernando Haddad, ministro da Educação.

Em contrapartida, José Pastore, professor da Universidade de São Paulo (USP), acredita na falta de qualidade nos primeiros anos do ensino básico público do país conectado a falta de preparo dos docentes e a decorrente ausência de valorização a cada um – embora em São Paulo, existam programas de bônus salariais.

Walter Vicioni, diretor-regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e superintendente do Serviço Social da Indústria (Sesi), desdobra o problema para além do Ensino Fundamental. Segundo ele, a defasagem do estudante alça problemas futuros, já no Ensino Médio e na seleção do curso superior, tanto que grande parte da população jovem, em sua opinião, evita matérias envolvendo a química e a matemática, por exemplo.

Por Luiz Felipe T. Erdei