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Produtos Chineses podem ter Aumento de Impostos


Para conter os avanços dos produtos importados numa tentativa de manter o aquecimento da economia, o ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) estuda elevar as alíquotas de importação de produtos chineses, entre eles vestuário, eletrônicos e têxteis.

Apesar de algumas críticas por parte de setores que julgam a medida como extremista, Pimentel alegou que não está “fechando o mercado”, e sim, criando um sistema para avaliar o desempenho dos preços dos produtos importados e nacionais.

A Câmara de Comércio Exterior, com ministros da área econômica, dará o aval em quais produtos terão incremento em impostos. Antes, na Confederação Nacional da Indústria, Fernando Pimentel disse que analisará todos os casos “com lupa”, já que os aumentos não atingem o setor inteiro.

Por Luiz Leite Amaral



Indústrias brasileiras e chinesas – Competitividade em 2010


A invasão de produtos chineses no Brasil não é um fato de ontem, da semana passada ou do mês passado, mas de anos de investidas do país asiático em solo tupiniquim. Os produtos por aqui ofertados vão desde um simples carrinho de fricção, encontrado em barracas de vendedores ambulantes, até os recém-chegados veículos automotores, com as fabricantes Chery e Lifan em maior evidência.

O país tem perdido competitividade perante os asiáticos, situação traduzida em números, então divulgados na quinta-feira (3 de fevereiro) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com a Sondagem Especial China, 45% das companhias industriais brasileiras que concorrem com empresas chinesas perderam  representação no mercado doméstico no ano passado.

A problemática ocorreu de maneira mais acentuada em quatro segmentos: têxtil, couro, calçados e produtos de metal. O recuo da participação, neste caso, abrangeu mais da metade dessas indústrias. No ramo de couro, o índice exato de perdas chegou a 31%.

A sondagem revela que as pequenas empresas foram as que mais sofreram no ano passado com a perda de competitividade. De acordo com Flávio Castelo Branco, gerente-executivo da Unidade de Política Econômica da CNI, a valorização do real foi o principal ator desse entrave. Além desse fato, predomina a mão de obra chinesa mais barata, os juros menores e a produção mais acentuada por lá em relação à brasileira.

Não à toa, diversos setores, sempre que possível, cobram do governo soluções para melhorar a competitividade. Em breve, um dos prejudicados poderá ser o segmento de veículos automotores, que observa de camarote o ingresso de carros chineses com vários itens de série a mais.

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: CNI



Brasil está recebendo menos investimento estrangeiro


Premiado nos últimos meses como líder mundial no combate à fome e a desnutrição infantil, além de estadista do ano, Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou as cerimônias de entrega dessas recompensas, por assim dizer, para afirmar que o Brasil provou, novamente, ser um local ideal para o investimento estrangeiro. Sempre desenvolto, o ex-sindicalista relembrou eventos anteriores, quando pedia maior confiança e tinha como troco olhares desconfiados.

Após superar a crise financeira mundial, o Brasil passou a receber maior atenção do empresariado além das linhas fronteiriças. Entretanto, essa situação está próxima de diminuir. Outros emergentes como China, Índia e Rússia, sempre atentos ao cenário globalizado, têm se aproveitado dos preços de títulos em níveis menos sedutores por parte da nação brasileira, além, é claro, das expectativas em torno de quem será o próximo presidente, para crescerem e aumentarem suas participações no mercado global.

Reportagem emitida pelo portal de Economia UOL diagnostica que os fluxos de investimentos dentro do país tupiniquim cederam mais de R$ 3 bilhões desde janeiro de 2010. A China, para efeito exemplificativo, conseguiu absorver positivamente R$ 11,5 bilhões. Paul Biszko, estrategista de mercados emergentes da RBC Capital Markets, avalia que os investidores ainda prezam muito o histórico de finanças do país atualmente presidido por Lula, mas ressaltam que em 2009 a nação foi muito mais atraente.

A essas especulações, “indas” e “vindas”, o Brasil precisa se acostumar. Não é baseado em prêmios, somente em números passados que são refletidos agora, que o país tem de sempre ser o foco das atenções. Quando o assunto envolve direito, ninguém ganha para sempre.

Por Luiz Felipe T. Erdei



Vale compra alta tecnologia da China


Grande parte dos brasileiros, certamente, já comprou ou estava prestes a adquirir produtos de origem chinesa. Há alguns anos, cada mercadoria gerava receio em virtude da possível baixa qualidade, pois, além de contar com preços inferiores, nem todos duravam o quanto se imaginava. Contudo, parece que a China conseguiu inverter esse pensamento.

Reportagem veiculada pela Folha UOL relacionou que os produtos chineses de qualidade problemática começaram a dar lugar a outros de alta tecnologia, como é o caso da dúzia de navios do estaleiro Rongsheng comprados pela mineradora Vale.

Benjamin Steinbruch, diretor-presidente da CSN, afirma que os chineses detêm tecnologia de ponta nessa esfera. A declaração tem lá seu fundo de verdade, pois a siderúrgica fechou a aquisição de US$ 280 milhões em equipamentos originados da estatal Cisdi.

Se a China continuar a se especializar em vários setores do varejo, por exemplo, outras nações precisarão aumentar seus investimentos na finalidade de competir com as exportações asiáticas.

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: Folha UOL