De acordo com dados divulgados pelo Dieese – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, os pisos salariais dos trabalhadores estão frustando sindicatos de diversas categorias.
O balanço anual do Dieese analisou 628 pisos salariais de catagorias dos setoras da indústria, comércio e serviços e rural.
Segundo a pesquisa, o salário de 77% das categorias ficaram abaixo do valor de 1,5 salário mínimo, ou seja, R$ 622, considerando o valor do salário mínimo vigente em 2008, de R$ 415.
A grande maioria dps pisos (56%) ficaram abaixo de R$ 523, ou seja, 1,2 salário mínimo e apenas 2,9% das categorias conquistaram pisos superiores a dois salários mínimos (R$ 830).
O reajuste do Salário Mínimo nos últimos anos deve-se a uma extensa mobilização das centrais sindicais brasileiras (CGTB, CTB, CUT, NCST, UGT e Força Sindical). Isso fez com que o valor do Salário Mínimo aumentasse 132,50% de 2003 a 2009.
Além do reajuste salarial, as centrais sindicais conseguiram que o governo intituisse uma política de valorização permanente do salário. Isso garante o poder de compra do mínimo até 2023 e , esta valorização está atrelada à variação do PIB (Produto Interno Bruto), ou seja, do valor da riqueza gerada no país.
Também foi negociado com o Governo que o valor do salário mínimo será reajustado, a partir de 2010, sempre no dia primeiro de janeiro.
Eis que a partir do dia 01/02/2009 o valor do Salário Mínimo subirá R$ 50, indo para o patamar de R$ 465.
A decisão foi tomada pelo presidente Lula e as centrais sindicais, em uma reunião que durou cerca de três horas.
Será feita uma medida provisória, a fim de confirmar um acordo já feito com as centrais sindicais em 2008, e também para tentar promover um aquecimento no mercado interno, tendo em vista a Crise Financeira Mundial.
Não é um grande aumento (ainda abaixo de R$ 500), mas pelo menos isso ocorreu!