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BC interviu no mercado de câmbio para evitar alta do dólar


Banco Central realizou dois leilões com valor total de US$ 1,5 bilhão para injetar dinheiro novo no mercado e evitar que os juros e o valor do dólar subam.

Após o rebaixamento da nota do Brasil pela agencia Moody’s e consequente tensão no mercado financeiro por causa da perda do grau de investimento, o Banco Central resolveu intervir no mercado de câmbio, a fim de evitar uma disparada ainda maior do dólar.

Os analistas avaliaram que o BC prefere intervir no mercado de câmbio ao invés de indicar aos acionistas e usuários que uma das possibilidades pode ser a alta dos juros, para que a alta no preço do dólar seja controlada.

Já os assessores presidenciais não acreditam que o BC suba os juros como medida para frear o dólar. De outro lado, uma possível redução da taxa Selic para o próximo ano já não é mais um cenário tão possível. A previsão é que a taxa fique em um nível de 14,25% até o final do próximo ano.

Ao perceber que o dólar havia chegado ao valor de R$ 3,90, o BC anunciou dois leilões, com valor total de US$ 1,5 bilhão, como forma de injetar dinheiro novo no mercado. Diante de um dólar pressionado, a saída encontrada pelo BC, foi o leilão da linha de crédito, que possuía compromisso de compra nos próximos meses de janeiro e abril do ano de 2016. Quando recomprados, no ano que vem, as cotações serão de R$ 4,0144 e R$ 4,1214, respectivamente.

As operações de leilão de crédito, feitas pelo BC, não chegam a afetar o nível das reservas do país, pois os empréstimos realizados são vistos como uma espécie de aplicação desse dinheiro.

Na última quarta-feira (dia 09), logo após a Standard & Poor’s retirar o grau de investimento do Brasil, o presidente do BC, Alexandre Trombini reuniu sua equipe econômica para avaliar o cenário real do Brasil e definir as opções viáveis para o país.

A esperança dos brasileiros é de que as medidas encontradas nessa semana pelo BC sejam suficientes para frear a alta do dólar, já que um cenário de alta ainda maior de juros poderá prejudicar ainda mais todos os setores da economia brasileira. 

Por Patrícia Generoso

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