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IEF – Compras de Bens Duráveis – Consumidores afirmam estar em Bom Momento


O estímulo para a compra de bens duráveis e não-duráveis no final do ano passado e início deste foi suficiente para incitar os consumidores a saírem de suas casas com a efetiva intenção de fechar negócios. O setor imobiliário contabiliza, há meses, ambiente favorável, tanto que atualmente o país vive momento de boom, situação que incide de modo parcial no atraso de obras e constatação de falta de mão de obra qualificada.

De acordo com o Índice de Expectativas das Famílias (IEF) do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) 56,3% dos brasileiros consultados veem o atual momento como viável para a compra de bens de consumo duráveis, enquanto para outros 38%, ruim para consumo desse tipo.

Segregado por regiões, o Nordeste é o local em que o otimismo torna-se mais claro para 63% das famílias. Nas regiões Norte e Sul o índice cai para 51,3% e 46,5%, respectivamente, porém não menos importantes.

Diretamente relacionado a esse estudo figura a intenção de financiamento ou empréstimo para a aquisição de algum bem no próximo trimestre. A média nacional, de acordo com o portal de Economia UOL, é de 8%, com disparate no Centro-Oeste (15,44%.)

Por Luiz Felipe T. Erdei



FGV – Índice de Expectativas de Aquisição de Bens Duráveis – Estabilidade em Novembro de 2010


A economia brasileira apresenta bons números na atualidade. O crescimento do número de empregos em praticamente todos os Estados, nos últimos meses, o poder de compra do consumidor e o acesso ao crédito, além da própria confiança, não indicam, consequentemente, que tudo segue o mesmo curso.

Estudo edificado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) avalia que mesmo sob tais fatores, o indicador de aquisição de bens duráveis não acompanha essa tendência. Para Aloísio Campelo, economista da entidade, o brasileiro pode estar aprendendo a economizar ou então passou a direcionar os gastos para outros tipos de consumo, uma vez que a isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) deixou de vigorar, prevalecendo, no atual momento, o dólar em baixa – bom para compra de produtos importados e viagens ao exterior.

Em comparação a outubro, o índice de expectativas de compras de bens duráveis manteve-se praticamente imutável em novembro, em 87,5 pontos. Do total de pessoas questionadas e agregadas à entrevista, 14,5% creem que no penúltimo período do ano existem maiores chances de aquisição de um bem, contra percentagem de 14,2% do mês passado.

Na óptica de Campelo em reportagem veiculada pelo G1, outra disposição é a de que os consumidores já compraram os bens duráveis pretendidos, portanto, sem a necessidade de adquirir outros.

Por Luiz Felipe T. Erdei