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Como a biotecnologia pode ser usada na agricultura?


A biotecnologia e a agricultura se uniram com o objetivo de tornar mais eficiente o cultivo de plantas. Problemas climáticos, doenças e pragas, são bons exemplos, de obstáculos que sempre afetaram a produção de alimentos. Com isso, a engenharia genética desenvolveu diversas tecnologias para que as perdas fossem reduzidas e assim aumentasse a produtividade das lavouras.

A associação entre essas duas áreas já permitiu que fossem desenvolvidas diversas espécies de vegetais que resistissem a insetos e fossem tolerantes a herbicidas. Estas variedades transgênicas ou geneticamente modificadas (GM) acabaram proporcionando uma grande melhoria nas práticas de cultivo, trazendo incremento na qualidade e quantidade dos produtos agrícolas, favorecendo assim o crescimento econômico e reforçando a renda dos produtores rurais. Quando se trata das plantas transgênicas resistentes a insetos ou então tolerantes a herbicidas, a vantagem é que há uma facilidade em manejar insetos invasores e plantas, o que acaba resultando em uma redução na quantidade de produtos defensivos químicos aplicados. Hoje também já existem alguns vegetais que possuem juntas essas duas características e que assim são uma eficiente alternativa para os agricultores. Além de trazerem vantagens agronômicas, tais variedades também favorecem a preservação da biodiversidade e assim acabam por diminuir a necessidade de ampliar a área plantada, diminuindo as perdas no campo.

Vários cientistas e especialistas ao redor do mundo também têm trabalhado para desenvolver plantas que possuem características complexas modificadas, ou seja, envolvendo vários genes. Tudo indica também que em um futuro próximo serão criados vegetais transgênicos, que possuam propriedades nutricionais melhores ou então que produzam medicamentos. Pelo mundo todo são realizadas pesquisas com banana, arroz, beterraba, laranja, cana-de-açúcar, mandioca mamão e diversas outras plantas. A finalidade é expressar nelas as mais diversas características como resistência a fungos, insetos e vírus, tolerância à seca e a outros princípios ativos e também melhor suas composições nutricionais.

Hoje, o cultivo de produtos geneticamente modificados ocorre em todas as regiões agrícolas do mundo, e o uso da biotecnologia tem atingido números nunca alcançados por outras tecnologias, é um marco na história da agricultura mundial. No ano de 2009, culturas transgênicas foram plantadas em 134 milhões de hectares e por mais de 14 milhões de agricultores, em 25 países. Entre os países que possuem as maiores áreas cultivadas com produtos transgênicos, o Brasil está em segundo lugar batendo a marca de 21,4 milhões de hectares, perdendo somente para os Estados Unidos que atingiu o valor de 62,5 milhões de hectares. Todo esse sucesso se deve aos benefícios da plantas GM, como a resistência a insetos, doenças e o crescimento da produção.



Programa de Fomento às Atividades Produtivas – Créditos para agricultores


Famílias envolvidas com atividades de agricultura ou afins já poderão receber o benefício do Programa de Fomento às Atividades Produtivas fornecido pela Caixa Econômica Federal. A população indígena que se enquadrar no perfil de extrema pobreza também poderá aproveitar o benefício.

A iniciativa faz parte do programa do Governo Federal Plano Brasil Sem Miséria e visa ajudar as pessoas que passam por dificuldades financeiras. Mais de 400 famílias já receberam parte do benefício, mas até o momento 685 famílias estão aptas a participar do programa. O governo leva em consideração, além da extrema pobreza, outros fatores, mas vale ressaltar que essas famílias precisam se cadastrar no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal para terem direito a receber o dinheiro. 

Os Estados que serão contemplados pelo benefício nesse primeiro momento são Sergipe, Minas Gerais, Pernambuco, Bahia, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba, mas a previsão do governo é que ele seja estendido para outros Estados do país. 

Os recursos vindos do programa precisam ser destinados para a aquisição de equipamentos e insumos usados na produção familiar, outro ponto exigido é que a agricultura praticada leve em consideração a preservação do meio ambiente.

Por Joyce Silva



Lei cria Fundo Catástrofe para Produtores Rurais


Foi sancionada na última quinta-feira (26), pelo presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva, a lei que cria o Fundo Catástrofe, que visa ressarcir os produtores rurais atingidos por possíveis eventos climáticos no Brasil.

O pagamento deverá ser parcial em relação aos danos causados pelo clima. Através de títulos públicos deverão ser aplicados R$ 4 bilhões no Fundo Catástrofe. Do montante total que será aplicado no Fundo, cerca de R$ 2 bilhões serão investidos imediatamente e o restante do dinheiro será transferido durante um período de três anos pela União.

A expectativa do Governo é ampliar a oferta de crédito para o seguro dos produtores rurais. Outras informações sobre como ser beneficiado pelo Fundo em caso de destruição no caso de eventos climáticos serão dadas em breve pelo Ministério da Agricultura.

Por Luana Neves



Brasil bate recorde na produção de grãos


O Brasil chega a um número recorde de produtividade, superando os 144,1 milhões de toneladas de 2007/08, para atingir o seu melhor desempenho com 145 milhões de toneladas de soja e milho.

Em quase todo território nacional os números são muito positivos, conforme dados obtidos pela Expedição Safra RPC, que percorreu 12 estados brasileiros. A soja e o milho devem chegar a sua marca histórica de produção.

O Paraná é o estado que mais produz grãos, seguido do Mato Grosso. Conforme artigo publicado no jornal Gazeta do Povo, em um ano de pouca rentabilidade como 2010, a produtividade deve aliar tecnologia, eficiência e claro, condições climáticas favoráveis, o que está de fato acontecendo.

Por Cíntia Foloni Santoro



Agronegócio tem alta na exportação em fevereiro


O Ministério da Agricultura anunciou que as exportações ocorridas no agronegócio do país cresceram 20,6% em fevereiro ante o mesmo mês do ano passado, totalizando, desta forma, US$ 4,4 bilhões. Carne bovina, carne de frango, farelo de soja e açúcar foram os itens que mais colaboraram para essa ascensão.

Segundo Eduardo Sampaio, diretor de Promoção Internacional do Agronegócio, fevereiro é o início de recuperação das vendas externas do setor, com grande parte dos produtos com percentuais de crescimento positivas. Anteriormente, o segmento apresentava quedas anuais de aproximadamente 10%, conforme atesta a agência de notícias Reuters.

O principal destaque ficou por conta da carne bovina in natura, com desenvolvimento de 42,6%. Farelo de soja, por sua vez, alcançou a margem de crescimento de 39% no valor de exportação; açúcar e etanol também conseguiram resultados positivos, com valor de embarques de 50,9% e 22%, respectivamente.

Confira mais percentuais acessando o site da Reuters.

Por Luiz Felipe T. Erdei



Agricultura terá crescimento de 4% ao ano até 2020


Muito se fala sobre a criação de mais de 2 milhões de empregos até o final deste ano. Pouco se fala, porém, da produção brasileira de alimentos que, segundo Reinhold Stephanes, ministro da Agricultura, deverá manter o ritmo de desenvolvimento médio em 4% ao ano em todos os períodos dentro da próxima década.

Stephanes, ao contrário do que muitos especuladores poderão supor, acredita que esse percentual é positivo, pois a economia mundial não tem, sequer, qualquer tipo de perspectiva nesse nível.

O mercado externo, para Stephanes, que teve discurso veiculado pelo Portal de Economia do Estadão, é o segmento que ditará o ritmo de crescimento, embora a demanda interna possa ser a principal referência, principalmente em virtude do bom momento econômico brasileiro vinculado à queda do desemprego e aumento do poder de compra da população.

Para acompanhar essa estimativa, o ministro relaciona que são necessárias melhorias no manejo da pecuária, ocasionando, inclusive, liberação de vários hectares de terra.

Por Luiz Felipe T. Erdei



Produção de Alimentos terá que crescer 70% para atender à População Mundial


Um levantamento executado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em benefício da Alimentação e Agricultura revelou que a produção global de alimentos terá de ascender, até o ano 2050, cerca de 70%. Essa estimativa, para o órgão, tem por alusão o abastecimento necessário à população global no futuro.

Segundo a ONU, neste ano deduzido, haverá aproximadamente 2,3 bilhões de pessoas a mais em relação à atualidade. Para tanto, para que haja alimentos necessários aos índices pressupostos, os investimentos na agricultura primária terão de ser elevar em aproximadamente 60%.

Pois é. Com essa avaliação em posse do órgão, resta aos países desenvolvidos estabelecerem mais fortemente laços com nações subdesenvolvidas e emergentes. Mesmo que o consumo dos chamados países ricos seja bem mais alto em relação aos menos favorecidos, cooperações bilaterais poderão dar ao mundo, em décadas, uma auto-sustentabilidade necessária para que todos ganhem. Resta saber, por fim, se isso interessa à ponta da pirâmide.

Por Luiz Felipe T. Erdei