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Prévia da inflação para agosto é de 0,43%


Índice registrado foi o maior para o mês de agosto desde 2004.

A inflação vem registrando aumentos sucessivos ao longo de 2015 e já preocupa muitos brasileiros. O mês de agosto registrou prévia de inflação de 0,43%, depois do mês de julho ter registrado avanço de 0,59%. Mesmo com esse cenário, ou seja, de desaceleração de julho para agosto, essa prévia de 0,43% para o mês de agosto é nada menos que o maior índice para o mês desde o ano de 2004. Esses são dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

O resultado oficial da inflação não é nada agradável, pois o índice vem subindo a cada mês enquanto que o PIB registra sucessivos recuos. O acumulado de 2015 já traz uma inflação de 7,36%, enquanto que o acumulado dos últimos 12 meses registra alta de 9,57%. O acumulado dos últimos doze meses é o maior desde dezembro de 2003. Na ocasião o índice chegou a 9,86%.

Vale ressaltar que essa desaceleração, se considerarmos a virada julho / agosto, se deu principalmente devido à queda de preços de 0,46% registrada no grupo de gastos relativos a transportes. Essa queda nos gastos com essa categoria foi resultado direto da baixa nos preços de passagens aéreas, de automóveis novo e usado, bem como do etanol. Além disso, o grupo de alimentação e bebidas também influenciou de forma positiva na desaceleração, haja vista a variação de 0,64% em julho para 0,45% em agosto.

Em contrapartida, segundo o IBGE, a energia elétrica foi um dos principais vilões da virada, pois a mesma foi reajustada em 2,6%. Na cidade de São Paulo, por exemplo, as contas relativas a gastos com energia elétrica registraram alta de 7,43%. A cidade de Curitiba também registrou grande alta nas contas de energia elétrica: 5,03%. Tal resultado impulsionou uma maior taxa da inflação em relação às despesas com habitação: 1,02%.

As despesas pessoais também registraram baixa no bimestre julho agosto: passou de 0,83% para 0,73%. Porém, os gastos com a educação não seguiu a mesma tendência, haja vista a taxa registrar aumento de 0,10% para 0,78%.

Por Bruno Henrique

Inflação