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Salário mínimo pode ser de R$ 865,50 em 2016


Governo anunciou o reajuste do salário mínimo de 2016, que pode chegar a R$ 865,50, valor este que pode não ser o suficiente para a população.

O reajuste anual do salário mínimo parece não estar agradando tanto para o ano de 2016. O Governo anunciou, na última segunda-feira (dia 31), o aumento dos atuais R$ 788 para os R$ 865,50. O pagamento do novo valor começaria a ser feito no mês de fevereiro.  O salário é pago atualmente para cerca de 46 milhões de pessoas pelo Brasil.

Mas o que os governantes não divulgam é que esse salário será apenas uma correção baseada no Índice Nacional de Preços ao Consumidor, um índice que é baseado na inflação do país. O valor reajustado para o próximo ano, embora esteja um pouco acima da inflação, pode não ser o suficiente para suprir a demanda de gastos dos aposentados. O Governo projeta que para o ano de 2019, poderá chegar a um salário mínimo no valor de R$ 1.029, prazo máximo onde esse tipo de correção baseado no IPCA valerá.

O Governo garante, no entanto, que esse valor proposto para o próximo ano ainda pode sofrer alguma mudança, baseado nos parâmetros do IPCA.

Previsões anteriores:

No ano de 2012, o Governo previa que o salário mínimo pudesse ultrapassar a barreira dos R$ 800 já no ano de 2015. Porém o crescimento do PIB ficou abaixo da projeção do Governo, resultando em um menor aumento do mínimo.

No entanto as previsões do ano passado para o mínimo de 2016 estão bem próximas do valor anunciado: em março de 2014, a estimativa era de um mínimo no valor de R$ 839,24, e em abril, o valor estimado era de R$ 854, valores bem próximos do anunciado na segunda-feira.

Resta saber se o aumento divulgado para o próximo ano será suficiente para suprir todas as necessidades dos aposentados, já que os índices de inflação atuais estão em alta, e o PIB em baixa.  Parece que o aumento anunciado pelo Governo não empolgou muito os beneficiários.

Por Patrícia Generoso

Salário mínimo 2016



PIB deverá recuar em 2016


Previsões indicam que em 2015 o PIB terá uma retração de 2,01%, e em 2016, uma retração de 0,15%.

Apesar dos esforços do Governo Federal para conter a crise econômica, parece que tal processo deve levar muito mais tempo do que se espera. Segundo o relatório Focus, o relatório do mercado financeiro, o Produto Interno Bruto do Brasil não irá retrair apenas em 2015, haja vista a expectativa é que em 2016 o mesmo também sofra um recuo. O relatório foi divulgado na segunda-feira, 17 de agosto, e, pela primeira vez, prevê retração do PIB em 2016.

Vale ressaltar que este resultado será algo extremamente prejudicial para a economia brasileira, caso o mesmo se concretize. Além disso, é importante destacar que se a previsão se tornar fato, esta será a primeira vez que o PIB brasileiro retrai durante dois anos consecutivos desde 1948, ano em que tivemos o início da série histórica.

Como já era esperado pelos analistas, o relatório Focus destacou que 2015 deve, de fato, apresentar uma retração do PIB. Tal retração deve ser de 2,01% em 2015. Um detalhe importante é que esta nova previsão trata-se da quinta queda consecutiva do indicador, o relatório Focus. A última previsão do referido relatório era um recuo de 1,97% para 2015. O possível resultado de 2,01% pode ser o pior em 25 anos, haja vista o recuo de 4,35% em 1990.

Já quando o assunto é o PIB de 2016, o mercado espera que o PIB registre um recuo de 0,15%. O resultado começa a ficar apertado para o ano de 2016, pois no início de 2015 a expectativa era que 2016 tivesse PIB com aumento de 1,8%. Portanto, após oito meses o mercado prevê um saldo negativo para o PIB em 2016.

A inflação para 2015, por sua vez, ficou estável em 9,32% segundo os dados do Índice de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA. Caso a expectativa seja confirmada, este será o pior resultado em 13 anos, haja vista o resultado final de 12,53% em 2002.

Levando em consideração a inflação prevista para 2016, o IPCA já destaca o segundo aumento consecutivo da mesma, sendo assim passando de 5,43% para 5,44%.

Por Bruno Henrique

PIB em queda