Desaceleração do Comércio no Brasil – Março 2011

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Os brasileiros continuam a apresentar boa inclinação para compras, mesmo com o Banco Central (BC) restringindo o acesso ao crédito e mesmo com o alerta de economistas sobre o consumo exacerbado. Embora a preocupação seja baseada em prognósticos, o Brasil, segundo alguns, não conseguiria sustentar o mesmo índice de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 7,5% do ano passado.

Os primeiros sinais de desaceleração do comércio já começaram a aparecer. Segundo a Serasa Experian, o trânsito de consumidores pelas lojas em todo o país avançou 8,5% no trimestre inicial de 2011 sobre o período igual de um ano antes. Embora o índice seja positivo, se levar em consideração a expansão de 10,3% da atividade varejista durante 2010, o nível de crescimento está mais baixo.

O Indicador de Atividade do Comércio da Serasa aponta que no confronto de março último contra o terceiro mês do ano passado, o progresso abraçou taxa de 5,5%, ou seja, o mais tímido nível constatado desde julho de 2009, quando os efeitos da crise financeira mundial ainda podiam ser sentidos. No comparativo mensal (março contra fevereiro), arrefecimento de 0,8%.

Ainda com exoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o setor de material de construção foi o grande destaque no levantamento, com alta de 14,1% no 1º trimestre de 2011 em relação ao período análogo de um ano antes. O ramo de móveis, eletroeletrônicos e informática registrou avanço de 8,9%. Por outro lado, veículos, motos e peças apresentaram baixa de 1,6%, enquanto tecidos, vestuário, calçados e acessórios -1,0%.

Realmente, as medidas do BC, entre as quais restrição ao crédito e início do ciclo de alta da taxa básica de juros da economia, a Selic, começam a apresentar os primeiros pontos positivos contra o consumo excessivo. Durante os próximos meses a tendência é de continuidade.

Por Luiz Felipe T. Erdei


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